Questões de Concurso
Comentadas para analista administrativo - relações públicas
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Cabe ao serviço de cerimonial:
I. Recepcionar, identificar e acomodar os convidados.
II. Elaborar e expedir convites e ofícios.
III. Indicar o tipo de serviço – qual maneira mais adequada de servir alimentos e bebidas conforme o horário, tipo de público e formalidade do evento.
IV. O mestre de cerimônia deve estabelecer a pauta, indicar a ordem dos discursos e providenciar a nominata.
Estão corretas as afirmativas:
Sobre a conceituação dos tipos de comunicação com que os Relações Públicas trabalham, assinale abaixo a alternativa INCORRETA.
A opinião pública se forma no calor das discussões dos componentes do público e corresponde a uma situação em que se apresentam diferentes e contrárias atitudes sociais acerca de uma questão que interessa, de alguma maneira, à comunidade. Leia, atentamente, as afirmações abaixo sobre as características da opinião pública:
I. não é uma opinião unânime;
II. não é, necessariamente, a opinião da maioria;
III. normalmente é diferente da opinião de qualquer elemento do público;
IV. é uma opinião composta, formada de diversas opiniões existentes no público;
V. está em contínuo processo de formação e em direção a um consenso completo, sem nunca alcança-lo.
Com relação às características da opinião pública,
pode-se considerar corretas APENAS as sentenças:
Texto II
Carnaval de trazer por casa
Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.
O outro, o que via nas televisões, não era meu.
(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)
Texto I
Ensinamento
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
(Adélia Prado)