Questões de Concurso Comentadas para professor - matemática

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Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Uberlândia - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Químico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Geógrafo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Mecânico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Zootecnista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Programador Visual | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Profissional de Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Ambiental | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Inspetor Escolar | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Analista Pedagógico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Médico Veterinário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Ensino Religioso | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Educação Infantil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Inglês | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Ciências da Natureza | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Intérprete Educacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Músico Regente | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Auditor Fiscal Tributário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Conservador - Restaurador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Biólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Bibliotecário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquivista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Língua Portuguesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Farmacêutico - Bioquímico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Arte | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Analista Cultural - Teatro | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Economista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Agrônomo |
Q1102784 Português

                      O sintomático desprezo pela ciência


Em março de 2018, António Guterres, secretário-geral da ONU, declarou: “As manchetes são naturalmente dominadas pela escalada das tensões, de conflitos ou de eventos políticos de alto nível, mas a verdade é que as mudanças climáticas permanecem a mais sistêmica ameaça à humanidade. Informações divulgadas recentemente pela Organização Meteorológica Mundial, pelo Banco Mundial e pela Agência Internacional de Energia mostram sua evolução implacável”. Meses antes, um discurso proferido em Riad por Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional, exibia um teor similar: “Se não fizermos nada a respeito das mudanças climáticas, seremos tostados, assados e grelhados num horizonte de tempo de 50 anos”. Ambas as advertências reconhecem a extrema gravidade de nossa situação, a respeito da qual o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC)é categórico:“O aquecimento do sistema climático é inequívoco. A influência humana sobre o sistema climático é clara. Limitar a mudança climática requer reduções substanciais e contínuas de emissões de gases de efeito estufa” (2007).

[...]

Malgrado esse acúmulo de saber e essa virtual unanimidade, a ciência do clima pode estar equivocada? Em princípio, sim. Ciência não é dogma, é diminuição da incerteza. Contestar um consenso científico, mesmo o mais sólido, não pode ser objeto de anátema. Mas quem o põe em dúvida deve apresentar argumentos convergentes e convincentes em sentido contrário. Na ausência destes, contestação torna-se simples denegação irracional, enfraquece o poder persuasivo da evidência, milita em favor da perda da autoridade da ciência na formação de uma visão minimamente racional do mundo e turbina a virulência das redes sociais, dos “fatos alternativos”, da pós-verdade, do fanatismo religioso e das crenças mais estapafúrdias e até há pouco inimagináveis. O negacionismo climático é apenas mais uma dessas crenças [...], e seu repertório esgrime as mesmas surradas inverdades, mil vezes refutadas: os cientistas estão divididos sobre a ciência do clima, os modelos climáticos são falhos, maiores concentrações atmosféricas de CO2 são efeito e não causa do aquecimento global e são benéficas para a fotossíntese, o próximo mínimo solar anulará o aquecimento global, não se deve temer esse aquecimento, mas a recaída numa nova glaciação etc. Esse palavreado resulta de esforços deliberados de denegação das evidências. Diretamente ou através, por exemplo, da Donors Trust e da Donors Capital Fund, as corporações injetam milhões de dólares em lobbies disseminadores de desinformação sobre as mudanças climáticas.

[...]

Malgrado alguma tangência ideológica entre certa esquerda e a extrema-direita, o negacionismo climático e a negação da ciência em geral são fundamentalmente uma bandeira da extrema-direita e é preciso pôr em evidência uma razão maior dessa estreita afinidade. Ela se encontra, a meu ver, numa mutação histórica fundamental do teor do discurso científico. Das revoluções científicas do século XVII a meados do século XX, a ciência galgou posição de hegemonia, destronando discursos de outra natureza, como o religioso e o artístico, porque foi capaz de oferecer às sociedades vitoriosas mais energia, mais mobilidade, mais bens em geral, mais capacidade de sobrevivência, em suma, mais segurança. Seus benefícios eram indiscutíveis e apenas confirmavam suas promessas, que pareciam ilimitadas. A partir de 1962, se quisermos uma data, o livro de Rachel Carson, “Primavera Silenciosa” punha a nu pela primeira vez o lado sombrio dessas conquistas da ciência: agrotóxicos como o DDT aumentavam, de fato, a produtividade agrícola, mas ao preço de danos tremendos à saúde e à biodiversidade. Essa primeira dissonância tornou-se muito maior nos anos 1980, quando o aquecimento global resultante das emissões de CO2 pela queima de combustíveis fósseis – justamente esses combustíveis aos quais devíamos o essencial de nosso progresso – tornou-se pela primeira vez inequívoco. A ciência começa, então, a mudar seu discurso. Ela passa a anunciar que havíamos passado da idade das promessas à idade das escolhas, de modo a evitar a idade das consequências. [...] Uma brecha começava a se abrir na imagem social da ciência. Enquanto os cientistas diziam o que queríamos ouvir, tudo era defesa e apologia da ciência. A partir do momento em que seu discurso converteu-se em alertas e advertências sobre os riscos crescentes a que começávamos a nos expor, esse entusiasmo arrefeceu.

[...]

Em nosso século, esse novo mal-estar na civilização não cessou de crescer. Ele toma hoje a forma de uma espécie de divisão esquizofrênica da autoimagem de uma sociedade moldada pela ciência. Quando entramos num avião, atravessamos uma ponte ou tomamos um remédio, somos gratos às tentativas da ciência de compreender o mundo e traduzi-lo em tecnologia. Mas quando dessa mesma ciência vem o aviso que é preciso mudar o modo de funcionamento de nossa economia, conter nossa voracidade, diminuir o consumo de carne, restaurar as florestas e redefinir nossa relação com a natureza, sob pena de nos precipitarmos num colapso de insondáveis proporções, a gratidão cede lugar à indiferença, ao descrédito e mesmo à hostilidade.

[...]

Disponível em:<https://adunicamp.org.br/artigo-o-sintomatico-desprezo-pela-ciencia/> . Acesso em: 2 ago. 2019.

Uma das ideias que o texto em questão aborda é o declínio da apreciação da ciência ao longo do tempo.

Assinale a alternativa que resume corretamente esse processo.

Alternativas
Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Uberlândia - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Químico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Geógrafo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Mecânico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Zootecnista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Programador Visual | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Profissional de Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Ambiental | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Inspetor Escolar | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Analista Pedagógico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Médico Veterinário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Ensino Religioso | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Educação Infantil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Matemática | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Inglês | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Geografia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Ciências da Natureza | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Intérprete Educacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Músico Regente | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Auditor Fiscal Tributário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Conservador - Restaurador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Biólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Bibliotecário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquivista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Língua Portuguesa | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Farmacêutico - Bioquímico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Arte | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Analista Cultural - Teatro | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Economista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Agrônomo |
Q1102783 Português

                      O sintomático desprezo pela ciência


Em março de 2018, António Guterres, secretário-geral da ONU, declarou: “As manchetes são naturalmente dominadas pela escalada das tensões, de conflitos ou de eventos políticos de alto nível, mas a verdade é que as mudanças climáticas permanecem a mais sistêmica ameaça à humanidade. Informações divulgadas recentemente pela Organização Meteorológica Mundial, pelo Banco Mundial e pela Agência Internacional de Energia mostram sua evolução implacável”. Meses antes, um discurso proferido em Riad por Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional, exibia um teor similar: “Se não fizermos nada a respeito das mudanças climáticas, seremos tostados, assados e grelhados num horizonte de tempo de 50 anos”. Ambas as advertências reconhecem a extrema gravidade de nossa situação, a respeito da qual o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC)é categórico:“O aquecimento do sistema climático é inequívoco. A influência humana sobre o sistema climático é clara. Limitar a mudança climática requer reduções substanciais e contínuas de emissões de gases de efeito estufa” (2007).

[...]

Malgrado esse acúmulo de saber e essa virtual unanimidade, a ciência do clima pode estar equivocada? Em princípio, sim. Ciência não é dogma, é diminuição da incerteza. Contestar um consenso científico, mesmo o mais sólido, não pode ser objeto de anátema. Mas quem o põe em dúvida deve apresentar argumentos convergentes e convincentes em sentido contrário. Na ausência destes, contestação torna-se simples denegação irracional, enfraquece o poder persuasivo da evidência, milita em favor da perda da autoridade da ciência na formação de uma visão minimamente racional do mundo e turbina a virulência das redes sociais, dos “fatos alternativos”, da pós-verdade, do fanatismo religioso e das crenças mais estapafúrdias e até há pouco inimagináveis. O negacionismo climático é apenas mais uma dessas crenças [...], e seu repertório esgrime as mesmas surradas inverdades, mil vezes refutadas: os cientistas estão divididos sobre a ciência do clima, os modelos climáticos são falhos, maiores concentrações atmosféricas de CO2 são efeito e não causa do aquecimento global e são benéficas para a fotossíntese, o próximo mínimo solar anulará o aquecimento global, não se deve temer esse aquecimento, mas a recaída numa nova glaciação etc. Esse palavreado resulta de esforços deliberados de denegação das evidências. Diretamente ou através, por exemplo, da Donors Trust e da Donors Capital Fund, as corporações injetam milhões de dólares em lobbies disseminadores de desinformação sobre as mudanças climáticas.

[...]

Malgrado alguma tangência ideológica entre certa esquerda e a extrema-direita, o negacionismo climático e a negação da ciência em geral são fundamentalmente uma bandeira da extrema-direita e é preciso pôr em evidência uma razão maior dessa estreita afinidade. Ela se encontra, a meu ver, numa mutação histórica fundamental do teor do discurso científico. Das revoluções científicas do século XVII a meados do século XX, a ciência galgou posição de hegemonia, destronando discursos de outra natureza, como o religioso e o artístico, porque foi capaz de oferecer às sociedades vitoriosas mais energia, mais mobilidade, mais bens em geral, mais capacidade de sobrevivência, em suma, mais segurança. Seus benefícios eram indiscutíveis e apenas confirmavam suas promessas, que pareciam ilimitadas. A partir de 1962, se quisermos uma data, o livro de Rachel Carson, “Primavera Silenciosa” punha a nu pela primeira vez o lado sombrio dessas conquistas da ciência: agrotóxicos como o DDT aumentavam, de fato, a produtividade agrícola, mas ao preço de danos tremendos à saúde e à biodiversidade. Essa primeira dissonância tornou-se muito maior nos anos 1980, quando o aquecimento global resultante das emissões de CO2 pela queima de combustíveis fósseis – justamente esses combustíveis aos quais devíamos o essencial de nosso progresso – tornou-se pela primeira vez inequívoco. A ciência começa, então, a mudar seu discurso. Ela passa a anunciar que havíamos passado da idade das promessas à idade das escolhas, de modo a evitar a idade das consequências. [...] Uma brecha começava a se abrir na imagem social da ciência. Enquanto os cientistas diziam o que queríamos ouvir, tudo era defesa e apologia da ciência. A partir do momento em que seu discurso converteu-se em alertas e advertências sobre os riscos crescentes a que começávamos a nos expor, esse entusiasmo arrefeceu.

[...]

Em nosso século, esse novo mal-estar na civilização não cessou de crescer. Ele toma hoje a forma de uma espécie de divisão esquizofrênica da autoimagem de uma sociedade moldada pela ciência. Quando entramos num avião, atravessamos uma ponte ou tomamos um remédio, somos gratos às tentativas da ciência de compreender o mundo e traduzi-lo em tecnologia. Mas quando dessa mesma ciência vem o aviso que é preciso mudar o modo de funcionamento de nossa economia, conter nossa voracidade, diminuir o consumo de carne, restaurar as florestas e redefinir nossa relação com a natureza, sob pena de nos precipitarmos num colapso de insondáveis proporções, a gratidão cede lugar à indiferença, ao descrédito e mesmo à hostilidade.

[...]

Disponível em:<https://adunicamp.org.br/artigo-o-sintomatico-desprezo-pela-ciencia/> . Acesso em: 2 ago. 2019.

Releia este trecho.


“Malgrado alguma tangência ideológica entre certa esquerda e a extrema-direita, o negacionismo climático e a negação da ciência em geral são fundamentalmente uma bandeira da extrema-direita e é preciso pôr em evidência uma razão maior dessa estreita afinidade.”


A conjunção em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Q1099946 Pedagogia

PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA


Considerada um marco na educação brasileira, porém pouco praticada no cotidiano escolar, a Pedagogia Histórico-Crítica, teoria criada pelo pedagogo brasileiro Dermeval Saviani, tem como foco a transmissão de conteúdos científicos por parte da escola, porém sem ser conteudista. O ensino conteudista é aquele em que se passa uma quantidade enorme de conteúdo, sem se preocupar com o desenvolvimento intelectual, cultural e de raciocínio do aluno. A teoria de Saviani, no entanto, preza pelo acesso aos conhecimentos e sua compreensão por parte do estudante para que este seja inclusive capaz de transformar a sociedade.


Trata-se de uma pedagogia contra-hegemônica, inspirada no marxismo, portanto preocupada com os problemas educacionais decorrentes da exploração do homem pelo homem. É uma teoria de orientação socialista, organizada no Brasil a partir da década de 1980.


Na Pedagogia Histórico-Crítica, a educação escolar é valorizada, tendo o papel de garantir os conteúdos que permitam aos alunos compreender e participar da sociedade de forma crítica, superando a visão de senso comum. A ideia é socializar o saber sistematizado historicamente e construído pelo homem. Nesse sentido, o papel da escola é propiciar as condições necessárias para a transmissão e a assimilação desse saber.


Conforme Dermeval Saviani, que esteve em Sorocaba na segunda-feira passada, dia 10, para a aula inaugural do curso de Pedagogia na UFSCar, e concedeu entrevista exclusiva ao Educare, sua teoria pedagógica entende que a sociedade atual é injusta, baseada na exploração do trabalho pelo capital, por isso ele acredita que o movimento operário deve se organizar para que não existam mais exploradores e explorados. "Para que essa teoria se desenvolva efetivamente, é necessário um outro tipo de organização social e isso é difícil porque nesse caso a nossa sociedade é questionada, mas a ideia é assegurar aos alunos o domínio dos conhecimentos e conquistas humanas para que eles possam agir na sociedade de maneira diferente".


O professor frisa que as teorias dominantes tendem a desconsiderar a importância dos conhecimentos elaborados de base científica. "A Escola Nova secundariza o conhecimento do professor assim como o Construtivismo, entre outras propostas, que assumem posições negadoras da escola", afirma.


De acordo com Dermeval, para uma pessoa aprender a falar, ela não precisa da escola, mas para ler e escrever, sim. "Os conteúdos acabam sendo sonegados da população, dos trabalhadores na verdade, porque a elite dominante tem escolas que asseguram esse acesso. Por isso é que defendo a valorização dos conteúdos e conhecimentos sistematizados. A escola tem de priorizar isso", diz. 


O educador observa que nos últimos anos as escolas têm sido incentivadas a cuidar de outras coisas. O que existe, afirma, é a inclusão de elementos que não são relevantes, que não precisam ou não deveriam entrar no currículo das escolas. "Mas há deputados que querem introduzir disciplinas. Teve um que queria incluir aula de xadrez nas escolas porque estimula o raciocínio, enfim, enquanto muitos estudantes questionam diversos tipos de conteúdos porque acreditam que não serão usados em seu dia a dia e serão esquecidos, eu defendo que eles são necessários para que se entre em outro patamar".


Como exemplo, Dermeval diz que é preciso ter acesso à norma culta da Língua Portuguesa para que o aluno tenha condições de ler os clássicos. "O andaime é indispensável para uma construção, não é porque ele não será usado mais tarde que devemos abrir mão do andaime. Então da mesma forma, na Educação, há coisas que a escola tem de desenvolver para que o estudante consiga alcançar outros degraus. O óbvio precisa ser reiterado porque acaba sendo esquecido", afirma.


Dermeval lembra que os alunos reclamam dos professores, alegando que as aulas são muito teóricas e que deveriam ser mais práticas. "Mas sem a teoria a prática fica cega. Por sua vez, a teoria sem a prática é mera abstração, então é preciso saber dosar, mas quiçá tivesse mesmo mais teorias, aí sim muita gente teria aprendido mais coisas."


Quando Dermeval fala de teoria, ele não está falando em "jogar conteúdos aos ventos", mas sim trabalhar adequadamente esses conhecimentos nas escolas.


Outra observação que o pedagogo faz é com relação às várias teorias existentes e que muitos professores têm se perdido. Alguns já não sabem mais o que seguir e acabam misturando conceitos. Aqui vai a dica: "Não cabe misturar teorias, pois isso não permite que seja feito um trabalho consistente. É preciso, sim, conhecer as várias teorias para superá-las", diz ele.


(JACINTO, Daniela. Criador da Pedagogia Histórico-Crítica fala sobre o papel da escola. Disponível em: http://bit.ly/2prSepa) 

Com base no texto 'PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA', leia as afirmativas a seguir:


I. De acordo com a autora do texto, as ideias da pedagogia Histórico-Crítica estão centradas num processo de aquisição real do conhecimento em que o educando assimila passivamente uma gama de saberes para mudança de classe social.

II. Demerval Saviani sugere que haja um equilíbrio entre teoria e prática, pois uma não anula a existência da outra. Entretanto, lamenta não existir um maior arcabouço de teorias.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1099935 Ética na Administração Pública

REGRAS DEONTOLÓGICAS


A deontologia está relacionada ao conjunto de princípios e regras de conduta ou deveres de uma determinada profissão, ou seja, cada profissional deve ter a sua deontologia própria para regular o exercício da profissão, e de acordo com o código de ética de sua categoria.


No contexto das organizações públicas, o servidor deve conhecer os princípios, as regras, as normas e as leis que norteiam a sua profissão. Esse profissional deve, também, prezar por certos princípios éticos e morais ao realizar o seu trabalho.


A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são valores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele.


O servidor público deve saber, também, que seus atos, seus comportamentos e suas atitudes devem ser direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos. O servidor público não pode desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, esse profissional deve constantemente reavaliar os próprios atos e tomar decisões a fim de garantir que está agindo em conformidade com a legislação vigente.


A finalidade da Administração Pública é prover o bem comum. Nesse contexto, o equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, permite consolidar a moralidade do ato administrativo.


O servidor público deve compreender que a sua remuneração é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade.


O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.


A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia a dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional. Diante disso, deve o servidor privilegiar um comportamento ético e moral a todo momento.

Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2Hqznjl.

Com base no texto 'REGRAS DEONTOLÓGICAS', leia as afirmativas a seguir:


I. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são valores que devem ser evitados pelo servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, defende o autor. O servidor público deve saber, também, que seus atos, seus comportamentos e suas atitudes devem ser direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos, de acordo com o autor.

II. O servidor público pode desprezar o elemento ético de sua conduta a qualquer momento, defende o texto. Assim, esse profissional deve constantemente reavaliar os próprios atos e tomar decisões a fim de garantir que está agindo em conformidade com a legislação vigente, de acordo com o autor.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1099932 Pedagogia

CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO


Jean Piaget, em sua obra, colocou em evidência a atividade do sujeito diante do mundo exterior e que lhe é independente. Piaget recusou as explicações do empirismo tradicional de que existiriam estruturas endógenas no indivíduo que propiciavam o desenvolvimento da inteligência. Pois, para o pensador, o conhecimento é resultado da interação do sujeito com o objeto, sendo que essa interação depende de fatores internos que são modificados a cada etapa de desenvolvimento das estruturas mentais, por meio das quais acontece o desenvolvimento psíquico.


Segundo Piaget, o processo de estruturação mental é o resultado de uma equilibração progressiva entre uma esfera e outra, ou seja, o desenvolvimento mental é uma construção contínua, comparável à edificação de um grande prédio que, à medida que se acrescenta algo, ficará mais sólido, ou à montagem de um mecanismo delicado, cujas fases gradativas de ajustamento conduziriam a uma flexibilidade, e uma mobilidade das peças.


O conhecimento para Piaget se revela por meio de uma construção indefinida, em que não há conhecimento absoluto.


O conhecimento, para Piaget, se origina de etapas sucessivas: equilibração, assimilação e acomodação e o indivíduo é quem conduz esse processo. Trazendo essas pontuações para a educação escolar, pode-se perceber como Piaget compreende o processo educativo. Para o autor, o futuro do ensino deve se abrir cada vez mais à interdisciplinaridade e às necessidades do cotidiano e, para isso, o ambiente de aprendizagem deve ser organizado com práticas pedagógicas que estimulem o espírito de liberdade nos estudantes, de modo que eles possam reconstruir suas verdades.


Nesse sentido, Piaget é enfático na orientação de que o aluno deve conduzir a sua aprendizagem. Ele afirma ainda que os métodos ativos é que são os responsáveis pelo desenvolvimento livre dos indivíduos. Assim, eles devem desenvolver o máximo de experimentação, pois, para Piaget, se os indivíduos não passarem pela experiência será adestramento e não educação.


RELAÇÕES SOCIAIS


Para Piaget existem dois tipos de relações sociais: as relações sociais de coação social e as relações sociais de cooperação. A coação social é toda relação entre dois ou mais indivíduos na qual intervém um elemento de prestígio ou autoridade, sendo que nesse tipo de relação o indivíduo é coagido.


Piaget, ao definir as relações de coação social, considera o adulto enquanto aquele que coage a criança, desse modo, ao associar essa ideia à educação escolar, significa compreender que o professor, por ser a figura de prestígio ou autoridade, exerce exatamente a função de coagir o indivíduo, atrapalhando-o no processo de aprendizagem bem como no desenvolvimento da autonomia. Por isso, na concepção de Piaget, toda forma de transmissão seria coerção, pois o adulto por estar numa posição de prestígio levaria o indivíduo a aceitar suas posições. Para Piaget, o grupo (outras crianças) contribuiria muito mais que o próprio professor para a construção do conhecimento.


Sendo assim, para Piaget o indivíduo deve se guiar livremente no processo educativo e o professor deve assumir o papel de colaborador.

Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2XXcjRm

Com base no texto 'CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO', leia as afirmativas a seguir:


I. Segundo Piaget, o desenvolvimento mental é uma construção contínua, comparável à edificação de um grande prédio que, à medida que se acrescenta algo, ficará mais sólido, de acordo com as informações apresentadas pelo texto.

II. Para Piaget, a construção do conhecimento no indivíduo é determinada por fatores genéticos e não possui relação com a sua interação com o meio, de acordo com as informações apresentadas pelo autor do texto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1099927 Pedagogia

CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO


Jean Piaget, em sua obra, colocou em evidência a atividade do sujeito diante do mundo exterior e que lhe é independente. Piaget recusou as explicações do empirismo tradicional de que existiriam estruturas endógenas no indivíduo que propiciavam o desenvolvimento da inteligência. Pois, para o pensador, o conhecimento é resultado da interação do sujeito com o objeto, sendo que essa interação depende de fatores internos que são modificados a cada etapa de desenvolvimento das estruturas mentais, por meio das quais acontece o desenvolvimento psíquico.


Segundo Piaget, o processo de estruturação mental é o resultado de uma equilibração progressiva entre uma esfera e outra, ou seja, o desenvolvimento mental é uma construção contínua, comparável à edificação de um grande prédio que, à medida que se acrescenta algo, ficará mais sólido, ou à montagem de um mecanismo delicado, cujas fases gradativas de ajustamento conduziriam a uma flexibilidade, e uma mobilidade das peças.


O conhecimento para Piaget se revela por meio de uma construção indefinida, em que não há conhecimento absoluto.


O conhecimento, para Piaget, se origina de etapas sucessivas: equilibração, assimilação e acomodação e o indivíduo é quem conduz esse processo. Trazendo essas pontuações para a educação escolar, pode-se perceber como Piaget compreende o processo educativo. Para o autor, o futuro do ensino deve se abrir cada vez mais à interdisciplinaridade e às necessidades do cotidiano e, para isso, o ambiente de aprendizagem deve ser organizado com práticas pedagógicas que estimulem o espírito de liberdade nos estudantes, de modo que eles possam reconstruir suas verdades.


Nesse sentido, Piaget é enfático na orientação de que o aluno deve conduzir a sua aprendizagem. Ele afirma ainda que os métodos ativos é que são os responsáveis pelo desenvolvimento livre dos indivíduos. Assim, eles devem desenvolver o máximo de experimentação, pois, para Piaget, se os indivíduos não passarem pela experiência será adestramento e não educação.


RELAÇÕES SOCIAIS


Para Piaget existem dois tipos de relações sociais: as relações sociais de coação social e as relações sociais de cooperação. A coação social é toda relação entre dois ou mais indivíduos na qual intervém um elemento de prestígio ou autoridade, sendo que nesse tipo de relação o indivíduo é coagido.


Piaget, ao definir as relações de coação social, considera o adulto enquanto aquele que coage a criança, desse modo, ao associar essa ideia à educação escolar, significa compreender que o professor, por ser a figura de prestígio ou autoridade, exerce exatamente a função de coagir o indivíduo, atrapalhando-o no processo de aprendizagem bem como no desenvolvimento da autonomia. Por isso, na concepção de Piaget, toda forma de transmissão seria coerção, pois o adulto por estar numa posição de prestígio levaria o indivíduo a aceitar suas posições. Para Piaget, o grupo (outras crianças) contribuiria muito mais que o próprio professor para a construção do conhecimento.


Sendo assim, para Piaget o indivíduo deve se guiar livremente no processo educativo e o professor deve assumir o papel de colaborador.

Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2XXcjRm

Com base no texto 'CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO', leia as afirmativas a seguir:


I. Para Piaget, de acordo com as informações apresentadas pelo texto, existem dois tipos de relações sociais: as relações sociais de coação social e as relações sociais de cooperação.

II. Piaget afirma que os métodos ativos é que são os responsáveis pelo desenvolvimento livre dos indivíduos, conforme pode ser observado no texto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1091725 Pedagogia
“A inclusão educacional é um direito do aluno e requer mudanças na concepção e nas práticas de gestão, de sala de aula e de formação de professores, para a efetivação do direito de todos à escolarização. No contexto das políticas públicas para o desenvolvimento inclusivo da escola se insere a organização das salas de recursos multifuncionais, com a disponibilização de recursos e de apoio pedagógico para o atendimento às especificidades dos alunos público alvo da educação especial matriculados no ensino regular” (BRASIL, 2010). Conforme a Resolução nº 4/2009, que trata dos dispositivos sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Educação Básica, modalidade Educação Especial, é correto afirmar que
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Q1091723 Pedagogia
Em relação à inserção de jogos no ensino de Matemática, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) destacam que “[...] constituem uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo atrativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução e busca de soluções” (BRASIL, 1998, p. 46). Nesse sentido, Borin (1998) ressalta que à medida que os alunos vão jogando, percebem que o jogo não tem apenas o caráter lúdico. Desse modo, no ensino de Matemática, o jogo passa a ser uma ferramenta importante de ensino, quando considerado provocador de aprendizagem. De acordo os PCN de Matemática, publicado em 1998, considerando os aspectos que podem ser avaliados pelo professor ao realizar, em sala de aula, atividades de jogos, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
(1) Facilidade (2) Compreensão (3) Estratégia utilizada (4) Possibilidade de descrição ( ) Possibilidade de construir uma estratégia vencedora. ( ) Capacidade de comparar com as previsões ou hipóteses. ( ) Capacidade de comunicar o procedimento seguido e da maneira de atuar. ( ) Entendimento do processo do jogo, assim como o autocontrole e o respeito a si próprio.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1091722 Pedagogia
Numa sala de aula do 7º ano do Ensino Fundamental de uma determinada escola, o professor de Matemática, pretendendo compartilhar da ideia de que o ensino da Matemática deve se aproximar da realidade do aluno, colocou a seguinte questão: numa partida de futebol, Marcos e Paulo fizeram juntos 8 gols. Sabendo que Marcos marcou dois gols a mais que Paulo, quantos gols fez cada um? Após alguns minutos, dois alunos responderam: um fez 6 e o outro 2. Outros alunos calcularam por tentativas, buscando encontrar dois números cuja soma seja 8. Outros subtraíram 8 – 2 = 6 e dividiram 6 por 2, encontrando 3. Dentre as várias tentativas, nenhum aluno apresentou uma resposta conforme proposto para esta etapa de escolaridade, utilizado a seguinte equação do 1º grau: Marcos: x Paulo: x + 2 x + (x + 2) = 8
Acerca de uma aula de Matemática baseada na abordagem metodológica da resolução de problema, de acordo com os princípios propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática, publicados em 1998, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A metodologia de resolução de problema certamente é um exercício em que o aluno aplica, de forma mecânica, uma fórmula ou um processo operatório. ( ) A resolução de problemas não é uma atividade para ser desenvolvida em paralelo ou como aplicação da aprendizagem, mas uma orientação para a aprendizagem, pois proporciona o contexto em que se pode apreender conceitos, procedimentos e atitudes matemáticas. ( ) Aproximações sucessivas de um conceito são construídas para resolver um certo tipo de problema; num outro momento, o aluno utiliza o que aprendeu para resolver outros, o que exige transferências, retificações, rupturas, segundo um processo análogo ao que se pode observar na História da Matemática. ( ) Um conceito matemático se constrói articulado com outros conceitos, por meio de uma série de retificações e generalizações. Assim, pode-se afirmar que o aluno constrói um campo de conceitos que toma sentido num campo de problemas, e não um conceito isolado em resposta a um problema particular. ( ) A situação-problema é o ponto de partida da atividade matemática e não a definição. No processo de ensino e aprendizagem, conceitos, ideias e métodos matemáticos devem ser abordados mediante a exploração de problemas, ou seja, de situações em que os alunos precisem desenvolver algum tipo de estratégia para resolvê-las.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1091721 Pedagogia
A resolução de problemas como metodologia de ensino pode possibilitar ao aluno a construção de conceitos matemáticos através de situações que despertam a curiosidade, sendo que “nesse processo o aluno se envolve com o fazer matemático no sentido de criar hipóteses e conjecturas e investigá-los a partir da situação problema proposta ” (D’ AMBRÓSIO, 1989). De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática, publicados em 1998, analise as ações que se pressupõe que o aluno realize para resolver um problema, identificando com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Valide seus procedimentos. ( ) Tente pensar produtivamente. ( ) Elabore um ou vários procedimentos de resolução. ( ) Compare seus resultados com os de outros alunos. ( ) Pesquise sobre conceitos e procedimentos algébricos mais complexos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1091720 Pedagogia
As transformações sociais provocam mudanças na educação e, consequentemente, no ensino de Matemática. Desse modo, o professor, no desenvolvimento de sua prática, deve estar instrumentalizado para ter a percepção da importância de estimular o aluno a compreender melhor os conteúdos de forma desafiadora. Entretanto, faz-se necessário conhecer as diversas possibilidades de trabalho em sala de aula. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática ressaltam que “é consensual a ideia de que não existe um caminho [...] único e melhor para o ensino de qualquer disciplina, em particular, da Matemática” (BRASIL, 1998, p. 42). Sobre as possibilidades de trabalho em sala de aula destacados pelos PCN de Matemática (1998) e os aspectos relativos aos recursos didáticos, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
(1) Jogo (2) História da matemática (3) Tecnologia da comunicação ( ) Favorece o desenvolvimento de estratégias de resolução de situações-problema, pois estimula a investigação de hipóteses. ( ) Propicia a simulação de situações-problema, estimulando o planejamento de ações e a construção de uma atitude positiva em relação ao erro. ( ) É um instrumento de resgate da própria identidade cultural, com muitas possibilidades para desenvolver diversos conceitos, sem reduzi-la a fatos, datas e nomes a serem memorizados.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1091719 Pedagogia
As mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas têm gerado novas demandas e, consequentemente, refletido no âmbito escolar. Diante disso, destaca-se a importância de o professor exercer a dimensão política de sua atuação, assegurando aos alunos “sólido domínio de conhecimentos e habilidades, o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, de pensamento independente, crítico e criativo” (LIBÂNEO, 1994). Nesse sentido, abre-se uma discussão sobre o papel da Matemática na construção da cidadania, enfatizando a participação crítica e a autonomia do aluno. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) destacam a importância de trabalhar os conteúdos da Matemática e os Temas Transversais com questões de urgência social numa perspectiva de transversalidade. Com base nos PCN de Matemática (1998), analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) O trabalho educativo que ocorre na escola é sempre marcado por concepções, valores e atitudes, mesmo que não-explicitados e, muitas vezes, contraditórios. ( ) Os professores devem planejar apenas como as questões sociais são abordadas em diferentes contextos de aprendizagem das mesmas áreas, e a forma como elas podem ser tratadas. ( ) As questões e situações práticas vinculadas aos temas transversais fornecem os contextos, que possibilitam explorar, de modo significativo, conceitos e procedimentos matemáticos. ( ) A construção e utilização do conhecimento matemático não são feitas apenas por matemáticos, cientistas ou engenheiros, mas por todos os grupos socioculturais que desenvolvem e utilizam habilidades em função de suas necessidades e interesse. ( ) A perspectiva da transversalidade pressupõe o tratamento simultâneo, e num único período, de tema diferentes por todas as áreas, mas o que se faz necessário é que esses temas integrem o planejamento dos professores das mesmas áreas, de forma articulada aos objetivos e conteúdos delas.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1091718 Pedagogia
Ao se referir aos recursos tecnológicos, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática recomendam a utilização dos computadores que “[...] embora ainda não estejam amplamente disponíveis para a maioria das escolas, eles já começam a integrar muitas experiências educacionais, prevendo-se sua utilização em maior escala a curto prazo” (BRASIL, 1998, p. 44). Com base nos PCN de Matemática, publicados em 1998, sobre as finalidades do uso dos computadores nas aulas de matemática, analise as opções a seguir e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Como auxiliar no processo de construção de conhecimento. ( ) Como fonte de informação, poderoso recurso para alimentar o processo de ensino e aprendizagem. ( ) Como meio para desenvolver autonomia pelo uso de softwares que possibilitem pensar, refletir e criar soluções. ( ) Como ferramenta para realizar determinadas atividades: uso de planilhas eletrônicas, processadores de texto, banco de dados etc. ( ) Como recurso interessante que serve para os alunos interagirem com seus pares de forma coletiva na busca de soluções para problemas propostos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q1091717 Pedagogia
Atualmente, muitas mudanças estão acontecendo na sociedade em virtude do avanço tecnológico e da ciência. Com isso, muitos aspectos da vida social, profissional e pessoal têm sido atingidos. Entretanto, o grande desafio para a escola é formar cidadãos críticos e competentes, dotados de autonomia e iniciativa para resolver problemas e que saibam lidar com as mais diversas tecnologias e linguagens. Para atender a essa demanda, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática ressaltam a necessidade de o professor incorporar em seu trabalho, “[...] tradicionalmente apoiado na oralidade e na escrita, novas maneiras de comunicar e conhecer” (BRASIL, 1998, p. 43). Sobre as contribuições dos recursos tecnológicos para se repensar o processo de ensino e aprendizagem de matemática, de acordo os PCN de Matemática publicados em 1998, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Permitem que os alunos construam uma visão mais completa da verdadeira natureza da atividade matemática e desenvolvam atitudes positivas diante de seu estudo. ( ) Evidenciam para os alunos a importância do papel da linguagem gráfica e de novas formas de representação, permitindo novas estratégias de abordagem de variados problemas. ( ) Possibilitam o desenvolvimento, nos alunos, de um crescente interesse pela realização de projetos e atividades de investigação e exploração como parte fundamental de sua aprendizagem. ( ) Relativizam a importância do cálculo mecânico e da simples manipulação simbólica, uma vez que, por meio de instrumentos, esses cálculos podem ser realizados de modo mais rápido e eficiente. ( ) Tornam-se aliados importantes para fortalecer a ideia de que é possível melhorar a qualidade da educação e resolver as demandas sociais, exercendo forte influência nas concepções da sociedade atual.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1091716 Pedagogia
Atualmente, as perspectivas para um currículo de Matemática no Ensino Fundamental indicam novas funções à avaliação, na qual se destacam as dimensões social e pedagógica (BRASIL, 1998). Sobre a avaliação em matemática, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de matemática, publicado em 1998, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas. ( ) Na dimensão pedagógica, a avaliação fornece ao professor as informações sobre como a aprendizagem está acontecendo. ( ) Na dimensão social, a avaliação possibilita aos alunos informações acerca do desenvolvimento das capacidades e competências que são exigidas socialmente. ( ) Embora haja vários instrumentos de avaliação, as provas escritas são as únicas capazes de revelar a capacidade do aluno de resolver problemas utilizando a linguagem matemática. ( ) No que diz respeito à avaliação da capacidade de resolver problemas abertos, o critério mais relevante é a resposta correta, ou seja, o acerto e não a originalidade na resolução e a variedade de estratégias utilizadas. ( ) As formas de avaliação devem contemplar também as explicações, justificativas e argumentações orais, visto que estas revelam aspectos do raciocínio que muitas vezes não ficam evidentes nas avaliações escritas. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1088305 Noções de Informática
Imagem associada para resolução da questão

Sobre o Wi-Fi, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Wi-Fi é uma sigla que significa internet gratuita e ilimitada. ( ) Wireless é um tipo de Wi-Fi, só que público, ou seja, o sinal não é protegido por senha. ( ) Wi-fi é um tipo de rede sem fio, que permite, por meio de ondas de rádio, um dispositivo conectar- se à internet e transmitir dados para outro dispositivo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1088302 Noções de Informática

Observe a figura 2 para responder à questão.



Para calcular a média aritmética das notas obtidas por Ana Paula nas quatro unidades, utilizando o Excel Professional Plus 2013, deve-se digitar, na célula F5, sequencialmente, os seguintes caracteres
Alternativas
Q1088301 Noções de Informática
A alternativa que contém o tipo de malware que torna os dados armazenados no equipamento inacessíveis, geralmente usando criptografia, e que exige pagamento de resgate para restabelecer o acesso ao usuário é
Alternativas
Q1088297 Noções de Informática

Observe a figura 1.


Figura 1_Janela Localizar e Substituir

Imagem associada para resolução da questão

No Word Professional Plus 2013, versão em português, o atalho que permite acessar a janela Localizar e Substituir é
Alternativas
Q1088295 Português
Observando-se a norma padrão, complete as lacunas usando a aplicação de parônimos.
I. O juiz _____________ os pleitos solicitados. II. Fernanda ________________ as pupilas no oftalmologista. III. O jurado do concurso ____________________ a contagem dos votos, perfeitamente. IV. Houve um ________________, acabou a tinta da impressora.
A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, de cima para baixo, as lacunas dos trechos acima é
Alternativas
Respostas
13161: C
13162: D
13163: C
13164: D
13165: B
13166: A
13167: C
13168: A
13169: E
13170: A
13171: D
13172: A
13173: E
13174: C
13175: D
13176: E
13177: D
13178: D
13179: E
13180: E