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Q1947913 Pedagogia
Segundo Grossi et ali (1999), numa alfabetização que se embase em proposta didática dentro de princípios construtivistas pós-piagetianos, é importante trabalhar com: 
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Q1947912 Pedagogia
De acordo com o Artigo 41 das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos (Resolução nº 7/2010), o projeto político-pedagógico da escola e o regimento escolar “deverão contemplar a melhoria das condições de acesso e de permanência dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades nas classes comuns do ensino regular” de modo a:
Alternativas
Q1947911 Pedagogia
Segundo Vygotsky (1989), existe unidade mas não identidade entre os processos de aprendizagem e os de desenvolvimento interno. Essa hipótese vygotskyana pressupõe que: 
Alternativas
Q1931470 Pedagogia
De acordo com a LDB, Lei nº 9394/96, em redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013, entende-se por educação especial a modalidade de educação escolar:
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Q1931469 Pedagogia
A diretora da escola X, de ensino fundamental, toma conhecimento de que o aluno Mauro é excessivamente faltoso e sofre maus tratos em casa. De acordo com o Art. 56 do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA(1990), ela deverá comunicar o fato: 
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Q1931468 Pedagogia
Dentre os princípios com base nos quais o ensino deverá ser ministrado, apontados na Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), encontra-se a: 
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Q1931465 Raciocínio Lógico
Quatro alunos resolveram uma questão para determinar a probabilidade de ocorrer um evento. A tabela a seguir mostra o resultado obtido por cada um deles.

Imagem associada para resolução da questão

O aluno que, com certeza, errou o exercício, foi:
Alternativas
Q1931463 Português
Texto II

Erguer a voz

    Escrever foi uma maneira de capturar, agarrar a fala e mantêla por perto. E então eu escrevia os pedacinhos de conversas, fazendo confissões a diários baratos que logo caíam aos pedaços de tanto serem manuseados, expressando a intensidade da minha tristeza, a angústia da fala - por estar sempre dizendo a coisa errada, fazendo as perguntas erradas. Eu não conseguia restringir meu discurso aos limites e às preocupações necessárias da vida. Escondia esses escritos embaixo da cama, em enchimentos de travesseiros, entre roupas íntimas gastas penduradas. Quando minhas irmãs os encontravam e liam, elas me ridicularizavam e zombavam de mim, debochando. Eu me sentia violentada, envergonhada, como se partes secretas do meu eu tivessem sido expostas, trazidas para fora e penduradas como roupa recém-lavada a céu aberto para todo mundo ver. O medo da exposição, o medo de que os sentimentos mais profundos e os pensamentos mais íntimos fossem desprezados como meros devaneios, sentido por tantas garotas jovens que guardam diários, que recebem e escondem a fala, parece-me agora uma das barreiras que as mulheres sempre precisaram e ainda precisam destruir para que não sejamos mais empurradas para o segredo e o silêncio.
     Apesar de meus sentimentos de violação, de exposição, continuei a falar e a escrever, escolhendo bem meus esconderijos, aprendendo a destruir o trabalho quando nenhum lugar seguro podia ser encontrado. Nunca fui ensinada ao silêncio absoluto; fui ensinada a que era importante falar, mas a conversar uma conversa que era em si um silêncio. Questionar a autoridade, levantar questões que não eram consideradas assuntos apropriados trazia dor, punições – como dizer à mamãe que eu queria morrer antes dela porque não conseguiria viver sem ela; essa era uma conversa doida e esse jeito doido, menina, vai acabar lá no hospício de Western State.

Fonte: HOOKS, Bell. Erguer a voz. São Paulo:Elefante,2019
Segundo o texto II, o sentimento que sintetiza a relação entre escrita e fala é:
Alternativas
Q1931462 Português
Texto II

Erguer a voz

    Escrever foi uma maneira de capturar, agarrar a fala e mantêla por perto. E então eu escrevia os pedacinhos de conversas, fazendo confissões a diários baratos que logo caíam aos pedaços de tanto serem manuseados, expressando a intensidade da minha tristeza, a angústia da fala - por estar sempre dizendo a coisa errada, fazendo as perguntas erradas. Eu não conseguia restringir meu discurso aos limites e às preocupações necessárias da vida. Escondia esses escritos embaixo da cama, em enchimentos de travesseiros, entre roupas íntimas gastas penduradas. Quando minhas irmãs os encontravam e liam, elas me ridicularizavam e zombavam de mim, debochando. Eu me sentia violentada, envergonhada, como se partes secretas do meu eu tivessem sido expostas, trazidas para fora e penduradas como roupa recém-lavada a céu aberto para todo mundo ver. O medo da exposição, o medo de que os sentimentos mais profundos e os pensamentos mais íntimos fossem desprezados como meros devaneios, sentido por tantas garotas jovens que guardam diários, que recebem e escondem a fala, parece-me agora uma das barreiras que as mulheres sempre precisaram e ainda precisam destruir para que não sejamos mais empurradas para o segredo e o silêncio.
     Apesar de meus sentimentos de violação, de exposição, continuei a falar e a escrever, escolhendo bem meus esconderijos, aprendendo a destruir o trabalho quando nenhum lugar seguro podia ser encontrado. Nunca fui ensinada ao silêncio absoluto; fui ensinada a que era importante falar, mas a conversar uma conversa que era em si um silêncio. Questionar a autoridade, levantar questões que não eram consideradas assuntos apropriados trazia dor, punições – como dizer à mamãe que eu queria morrer antes dela porque não conseguiria viver sem ela; essa era uma conversa doida e esse jeito doido, menina, vai acabar lá no hospício de Western State.

Fonte: HOOKS, Bell. Erguer a voz. São Paulo:Elefante,2019
O gênero textual de um relato é construído a partir de várias estratégias textuais. No texto II, está presente a:
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Q1931461 Português
Texto I

Perguntar é preciso?

Gustavo Bernardo

   Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso acontece?
  Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”. Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
   Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. 
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar –por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de perguntas.
   Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas, escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê, sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.

Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
“O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos.”
Em relação ao ato de pensar, as formas verbais em destaque produzem um efeito de:
Alternativas
Q1931460 Português
Texto I

Perguntar é preciso?

Gustavo Bernardo

   Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso acontece?
  Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”. Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
   Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. 
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar –por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de perguntas.
   Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas, escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê, sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.

Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
“Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade.”
O termo em destaque apresenta uma marca de:
Alternativas
Q1931459 Português
Texto I

Perguntar é preciso?

Gustavo Bernardo

   Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso acontece?
  Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”. Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
   Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. 
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar –por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de perguntas.
   Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas, escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê, sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.

Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
Em “A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas”, o trecho em destaque expressa uma relação:
Alternativas
Q1931458 Português
Texto I

Perguntar é preciso?

Gustavo Bernardo

   Não deixa de ser curioso perceber que a escola vive de fazer perguntas, mas pouco ensina a perguntar. Por que isso acontece?
  Talvez porque as perguntas que se façam na escola não sejam, em sua maioria, perguntas autênticas. O professor que pergunta já sabe a resposta. Logo, suas perguntas são antes retóricas, formuladas não para se explorar uma dúvida real, mas sim para levar os alunos à resposta que ele deseja. O autor de uma pergunta autêntica, ao contrário, não sabe previamente a sua resposta – ele pergunta porque não sabe e quer saber.
    A caricatura de uma aula de perguntas inautênticas é realizada por aquele professor que fala com lacunas: “Quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Ca...? ... Bral, muito bem!”. Mas chamar a pergunta retórica de “inautêntica” sugere que ela é apenas negativa, quando na verdade pode ser útil tanto para fixar o conhecimento quanto para avaliá-lo (com a exceção do caso extremo acima). Chamemo-la, então, de “escolar”.
   Por que o professor precisa fazer também perguntas autênticas? Primeiro e mais do que tudo, para dar o exemplo de uma maneira de pensar curiosa, inquisitiva, especulativa, em resumo: científica. Não há método de educação mais eficiente do que o velho método do exemplo. Se, como professor, passo para o meu aluno o exemplo de uma atitude especulativa e responsável, levo-o a ter a mesma atitude, ou seja, lhe ensino o principal: não fórmulas decoradas, mas sim como chegar por si mesmo às fórmulas existentes e ainda produzir novas, mais eficientes. 
    O bom exemplo do professor perguntador acompanha uma metodologia da pergunta. Deve-se estimular o aluno a expressar as suas dúvidas reais, tanto oralmente quanto por escrito. Depois, deve-se mostrar como ajuda usar perguntas para estudar –por exemplo pedindo, como trabalho a ser avaliado, dez perguntas autênticas sobre o livro que estiver sendo lido. Apenas a discussão das perguntas formuladas pelos alunos já oferece a oportunidade para aulas ótimas.
    Deve-se mostrar, ainda, como ajuda usar perguntas para escrever qualquer redação. Veja o leitor como terminei o primeiro parágrafo e como comecei o quarto parágrafo deste texto: com perguntas. Cada uma delas não só me ajuda a desenvolver o meu raciocínio como também ajuda o leitor a acompanhá-lo. A redação sempre parece mais inteligente, e deixa o seu leitor igualmente mais inteligente, quando se desenvolve através de perguntas.
   Entretanto, meu leitor, sempre crítico, pode dizer que as minhas perguntas se confundem com perguntas retóricas, escolares ou inautênticas (como queiramos chamá-las). Ora, caro leitor, você pensa isso porque ainda guarda na cabeça a ideia de que a redação se encontra inteira dentro da cabeça antes de ser escrita, o que não é verdade. O pensamento se forma à medida em que é formado, isto é, à medida em que o expressamos. Só fica claro o que quero dizer quando o digo. Por isso, as perguntas que faço para o meu próprio texto me ajudam sobremaneira a pensar e, portanto, a chegar às minhas respostas e deixá-las claras para o leitor - leitor este que, quando me lê, sente-se contemplado por um pensamento que respeita o seu próprio pensamento, ou seja, as suas próprias dúvidas.

Fonte: BERNARDO, Gustavo. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco,2013. Adaptado.
A composição do título sintetiza a ideia central do texto, na perspectiva de que:
Alternativas
Q2424502 Pedagogia

Na obra Qualidade na Educação da Primeira Infância: perspectivas pós-modernas, Dahlberg, Moss e Pence (2016, p. 132) afirmam:


Desde sua emergência no cenário no início da década de 80, o discurso da qualidade tem sido aplicado ao campo das instituições dedicadas à primeira infância de várias maneiras, incluindo pesquisa, medidas, padrões e diretrizes sobre a boa prática. Todos esses têm envolvido, de várias formas, o desenvolvimento e a aplicação de critérios, para permitir a avaliação dos padrões ou o desempenho das instituições dedicadas à primeira infância. Esses critérios reúnem-se principalmente em três agrupamentos: estrutura, processo e resultado:


Considerando as reflexões desses autores, indique a(s) afirmativa(s) correta(s):

I) O discurso da disciplina da psicologia do desenvolvimento e o discurso da qualidade na primeira infância ajustaram-se bem, pois ambos adotam uma abordagem que separa a criança e a instituição da experiência concreta, das complexidades da cultura.

II) O discurso da qualidade na primeira infância é pluralista, uma vez que busca uma padronização por meio da aproximação com as culturas infantis.

III) O discurso da construção de significado rejeita o rigor e os julgamentos de valor, realizados em relação às questões mais amplas do que queremos para nossos filhos hoje e no futuro, pois isso produz estandardização nas instituições.

IV) O discurso da qualidade e o discurso da construção de significado adotam maneiras diferentes de se saber o que está acontecendo nas instituições dedicadas à primeira infância.



Está(ão) correta(s),

Alternativas
Q2424501 Pedagogia

Considere a obra As cem linguagens da criança: a experiência de Reggio Emilia em transformação (EDWARDS, GANDINI, FORMAN, 2016) e marque a alternativa que contém os três componentes que definem a aprendizagem negociada como um sistema dinâmico de causas, efeitos e contraefeitos.

Alternativas
Q2424500 Pedagogia

Na obra Linguagens Geradoras: seleção e articulação de conteúdos em Educação Infantil, Junqueira Filho (2011, p. 25) afirma:


Na proposta das linguagens geradoras, o modelo de planejamento que coordena o processo de seleção e articulação de conteúdos e a prática pedagógica cotidiana da professora se organiza a partir de dois momentos, duas partes e dois tipos de conteúdos programáticos, todos eles – momentos partes e tipos – distintos, indissociáveis e complementares


Considerando as reflexões desse autor, considere as afirmativas.


I) O primeiro momento e a primeira parte do planejamento são produzidos por meio das crenças e escolhas da professora para seus alunos.

II) Na perspectiva das linguagens geradoras, tanto a professora, quanto os alunos são considerados como conteúdos, objetos de conhecimento a serem investigados nos múltiplos e complexos aspectos que os constituem.

III) O segundo momento e a segunda parte do planejamento compõem-se de uma lacuna a ser preenchida juntamente pelas crianças e sua professora, nas interações das crianças com os conteúdos-linguagens

IV) A articulação proposta pelas linguagens geradoras está fundamentada no conceito de jogos de linguagens, de Ludwig Wittgenstein, e na teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner.



Estão corretas,

Alternativas
Q2424499 Pedagogia

Considere as reflexões da obra Investigação Etnográfica com crianças: teorias, métodos e ética (WALSH, GRAUE, 2003).


I) Estudar as crianças em contexto requer planejar ambientes com uma ampla variedade de estímulos, de modo que elas sejam postas em desafios que favoreçam o desenvolvimento de suas competências num nível crescente.

II) A investigação etnográfica tem como fundamentação basilar as pesquisas realizadas por Piaget, que deu ênfase às experiências e significados culturais dados pela criança.

III) Na investigação com crianças, são elas que detêm o saber, a permissão e fixam as regras, já o investigador-adulto será sempre um estranho naquele mundo.

IV) A investigação etnográfica requer a exploração das posições socialmente construídas que servem de contexto para as relações das crianças, dentre elas, as identidades raciais e étnicas, o gênero e o estatuto socioeconômico.


Estão corretas,

Alternativas
Q2424498 Pedagogia

Indique V (verdadeiro) ou F (falso) para cada uma das sentenças abaixo de modo a corresponder com as reflexões da obra As cem linguagens da criança: a experiência de Reggio Emilia em transformação (EDWARDS, GANDINI, FORMAN, 2016).


( ) Em Reggio Emilia, as crianças com qualquer tipo de deficiência têm preferência absoluta sobre todas as outras crianças para admissão nas creches e pré-escolas, podendo também escolher qual instituição frequentar.

( ) Depois que a criança que apresenta uma deficiência é matriculada e começa a frequentar a escola, são feitas observação e documentação iniciais para compor uma Declaração de Intenção, com definições, métodos e materiais que poderão ser usados no trabalho com a criança.

( ) O direito das crianças dos 6 aos 14 anos a uma educação inclusiva foi reconhecido na Itália ainda na década de 1970, tornando o sistema geral de ensino o cenário principal para quase todos os alunos em idade escolar obrigatória.

( ) A deficiência é apenas uma diferença possível que uma criança pode ter, por isso, em Reggio Emilia, necessidade de um segundo adulto para apoiar a turma em que uma criança com deficiência é incluída deixa de ter sentido.


A sequência correta de preenchimento das lacunas é:

Alternativas
Q2424497 Pedagogia

Numere a 2ª coluna de acordo com os números correspondentes às propostas curriculares apresentadas na 1ª coluna


1) Proposta High Scope

2) Proposta Reggio Emilia

3) Proposta Movimento da Escola Moderna


( )Salienta o papel da dimensão estética, que é transversal aos espaços e processos de ensino e aprendizagem das instituições educativas.

( ) A concepção de escola como comunidade de partilha, de experiências culturais e dos conhecimentos herdados das Ciências e das culturas, decorrem de três finalidades interdependentes: iniciação às práticas democráticas, reinstituição dos valores e das significações sociais, reconstrução cooperada da Cultura.

( )Com vistas a autonomia intelectual das crianças, o desenvolvimento da rotina diária compõe um ciclo de planejamento, trabalho e revisão.

( )O currículo centra-se na organização da atividade educacional a partir de experiências-chave.

( ) A prática democrática da organização e partilha é apoiada por instrumentos de pilotagem como Plano de atividades, Quadro de tarefas e Diário.



A sequência correta de preenchimento das lacunas é:

Alternativas
Respostas
3001: B
3002: C
3003: A
3004: C
3005: A
3006: D
3007: B
3008: A
3009: A
3010: A
3011: B
3012: B
3013: A
3014: C
3015: C
3016: D
3017: E
3018: D
3019: E
3020: A