Questões de Concurso
Comentadas para orientador pedagógico
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I- O fortalecimento da relação entre família e escola é essencial para o sucesso educacional das crianças. Quando pais e educadores trabalham juntos em prol do bem-estar e desenvolvimento das crianças, cria-se um ambiente favorável à aprendizagem e ao crescimento pessoal. Uma parceria sólida entre família e escola facilita a comunicação, o apoio mútuo e a colaboração em estratégias de ensino-aprendizagem, resultando em melhores resultados acadêmicos e sociais para os alunos.
II- Arelação família-escola é marcada por uma abordagem de culpabilização, devido à falta de compreensão sobre os diversos fatores que influenciam o desempenho escolar das crianças. Os pais devem ser os únicos a assumir a responsabilidade total pela educação e sucesso de seus filhos, ignorando questões estruturais e sociais que também desempenham um papel significativo.
III- A escola é reconhecida como uma extensão da família pela sociedade, uma vez que desempenha um papel fundamental na formação não apenas acadêmica, mas também ética e moral das crianças. Aeducação escolar contribui para o desenvolvimento de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres na sociedade, complementando os valores e princípios transmitidos pela família.
IV- A colaboração entre família e escola é dispensável para o desenvolvimento integral da criança, pois ambos os ambientes desempenham papéis suplementares na formação do indivíduo. Os pais podem fornecer apoio emocional, incentivo e supervisão em casa, enquanto a escola oferece instrução formal, oportunidades de socialização e suporte acadêmico.
É CORRETO o que se afirma em:
Na Escola Municipal Nova Visão, localizada em uma área urbana diversificada, o Orientador Educacional, João, desempenha um papel vital na promoção da inclusão e no apoio aos alunos com necessidades especiais. Um dos alunos da escola, Pedro, foi recentemente diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e está enfrentando desafios em se adaptar ao ambiente escolar. Pedro é um menino de 7 anos de idade, com uma personalidade afável, mas enfrenta dificuldades em interagir socialmente e em seguir as rotinas escolares tradicionais. Ele demonstra comportamentos repetitivos e dificuldades em expressar suas necessidades e emoções. Como parte de sua função, João trabalha em estreita colaboração com a equipe pedagógica e os profissionais de saúde da escola para garantir que Pedro receba o apoio necessário para prosperar em um ambiente educacional inclusivo. João realiza uma série de ações para ajudar Pedro e sua família: 1. Avaliação e Planejamento Individualizado; 2. Apoio à Família com orientação prática aos pais; 3. Sensibilização dos colegas de classe e outros membros da comunidade escolar; 4. Orientação aos professores sobre práticas inclusivas; e 5. Monitoramento e Avaliação do desenvolvimento de Pedro. Graças ao trabalho dedicado e compassivo de João como Orientador Educacional, Pedro é capaz de se integrar com sucesso à comunidade escolar, desenvolver suas habilidades sociais e acadêmicas, e se tornar um membro valorizado da Escola Municipal Nova Visão. João exemplifica o papel crucial que os Orientadores Educacionais desempenham na promoção da educação inclusiva e no apoio ao desenvolvimento de todos os alunos, independentemente de suas necessidades individuais.
Com base no caso acima, assinale a alternativa CORRETA.
I- O Orientador Educacional em uma escola inclusiva é a pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, assiste ou presta cuidados básicos e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas atividades diárias, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas.
II- A diversidade não se limita às diferenças biológicas, mas é amplamente influenciada pela dimensão cultural, que molda nossas percepções e relações com os outros; as concepções sobre as diferenças humanas são construídas socialmente e influenciadas por relações de poder, levando a preconceitos e discriminação.
III- A educação especial deve integrar a proposta pedagógica da escola e ser oferecida em todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino, em um atendimento que complemente ou suplemente a formação dos alunos.
IV- Em uma escola inclusiva, a acessibilidade pedagógica é dispensável, pois beneficia alunos com necessidades especiais e toda a comunidade escolar, garantindo uma educação de qualidade para todos os estudantes, independentemente de suas características individuais.
V- A convergência entre a Educação Especial e a Educação Inclusiva é fundamental para garantir uma educação de qualidade para todos os alunos, promovendo o respeito à diversidade e atendendo às necessidades individuais de aprendizagem de cada estudante.
É CORRETO o que se afirma em:
I- O Projeto Político-Pedagógico busca superar conflitos e rejeitar relações compet.
II- O Projeto Político-Pedagógico se relaciona com a organização da escola como um todo e com a organização da sala de aula, objetivando uma visão abrangente e integrada da educação.
III- O Projeto Político-Pedagógico e o currículo escolar são documentos que devem estar em consonância, influenciando as relações escolares e refletindo os valores e ações dos agentes educacionais.
IV- O Projeto Político-Pedagógico é um documento de curto prazo, rígido em sua formulação, que não permite revisões ou mudanças ao longo do tempo, refletindo apenas as decisões políticas da instituição.
É CORRETO o que se afirma em:
I- O orientador educacional desempenha um papel crucial na promoção do acesso, da participação e da aprendizagem de todos os estudantes, especialmente aqueles com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, reconhecendo a diversidade como um valor fundamental.
II- O orientador educacional na educação inclusiva não tem responsabilidade sobre a presença do cuidador educacional como parte dos serviços especializados, que auxilia crianças com deficiência em atividades no ambiente escolar e social, como higiene, locomoção e alimentação.
III- A colaboração entre a educação especial, o ensino regular e o orientador educacional é essencial para promover o acesso, a participação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, conforme destacado na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A gestão democrática na escola envolve a participação de toda a comunidade escolar, incluindo pais, alunos, professores e funcionários, nas decisões administrativas e pedagógicas.
II- A gestão democrática pressupõe a descentralização das decisões nas mãos da direção da escola, sem levar em consideração a participação dos demais membros da comunidade escolar.
III- A gestão democrática na escola visa à eficiência administrativa, desconsiderando a importância da participação dos diferentes segmentos na definição dos rumos da instituição.
IV- Um dos pilares da gestão democrática na escola é a transparência nas decisões, garantindo que todas as informações relevantes estejam disponíveis para consulta pela comunidade escolar.
V- Na gestão democrática escolar, os princípios de participação ativa e envolvimento colaborativo são fundamentais para garantir uma estrutura inclusiva e horizontal, que promova a equidade de acesso aos recursos educacionais e contribua para a construção de uma comunidade escolar mais justa e participativa.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Na LDBN nº. 9394/96, a escola indígena é um bem quando afirma que ela serve para a reafirmação de suas identidades étnicas, recuperação de suas memórias históricas, valorização de suas línguas e ciências, além de possibilitar o acesso às informações e conhecimentos valorizados pela sociedade nacional.
II- A LDBN nº. 9394/96 apresenta que os municípios incumbir-se-ão de algumas responsabilidades na educação, a exemplo de organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados, baixar normas gerais sobre cursos de graduação e exercer ação redistributiva em relação às suas escolas.
III- Na LDBN nº. 9394/96, a Educação Especial é oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino para educandos com necessidades especiais juntamente com os serviços de apoio especializado, quando necessário, para atender às peculiaridades desses estudantes.
IV- ALDBN nº. 9394/96 estabelece os princípios, as políticas e as normas que orientam a educação em todo o país. Em 2023, a LDBN sofreu algumas alterações que têm como objetivo promover uma educação mais inclusiva, flexível e adequada às demandas do mundo contemporâneo, no que se refere ao respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdo-cegas e com deficiência auditiva.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: SIASI – CGMASI/SGESI/SESAI/MS.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de “[...] referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escolares” (Brasil, 2017, p. 8). A Base complementa as políticas nacionais voltadas para a Educação Básica e alimenta novas ações e novas políticas, no “[...] âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacionais e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação” (Brasil, 2017, p. 8). ABNCC visa à universalização dos conhecimentos na sociedade, além de garantir os direitos à educação para a mudança da qualidade de vida da população, como uma garantia de igualdade, visto que a igualdade no acesso aos conhecimentos perpassa pela formação e pela valorização dos professores, pela infraestrutura das escolas, sejam estas arquitetônicas, materiais didáticos, acesso a materiais de leitura. Assim sendo, “a base é escolas com boas condições materiais e de infraestrutura. Isso é base, o que tem sido chamado de Base é a pretensão de definir o horizonte logo ali onde os olhos do controle podem alcançar” (Macedo, 2019, p. 54).
Fontes: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: MEC, 2017. Macedo, E. F. Fazendo a Base virar realidade: competências e o germe da comparação. Retratos da escola, n. 13, v. 25, pp. 39-58, 2019.