Questões de Concurso Comentadas para antropólogo

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Q1909315 Sociologia
"Essas políticas provaram ser uma catástrofe para o Brasil e para outros países que institucionalizaram e facilitaram a miscigenação disseminada de asiáticos, europeus e africanos". Esse é um dos trechos de um manifesto escrito por Anders Bhering, supremacista branco norueguês que, em 2011, assassinou mais de 70 jovens do Partido Trabalhista norueguês. No manifesto , Bhering cita o Brasil como um exemplo de nação que não deve ser seguido. Segundo ele, o Brasil é um país subdesenvolvido devido àmiscigenação. Esse pensamento racista, como o do norueguês, teve, em nosso país , muita força no final do século XIX e início do século XX. A teoria que condenava a miscigenação de raças no Brasil é:
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Q1909314 Antropologia
Ao longo dos anos, foram nascendo, na antropologia, diversas escolas com teorias distintas. Algumas já não têm mais representantes na atualidade. As escolas antropológicas estão cronologicamente apresentadas em: 
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Q1909313 Antropologia
No século XIX, muitos antropólogos da primeira geração eram partidários da ideia de evolução cultural, segundo a qual os diversos povos espalhados pelo mundo estavam em distintas etapas de evolução cultural. Essa concepção foi superada por demais astrólogos que rejeitaram essa ideia, propondo novas teorias que não defendiam uma hierarquia da cultura ou dos povos. O antropólogo inglês James Frazer defendia a existência de três etapas fundamentais do pensamento e do conhecimento humanos. Segundo James Frazer, as três etapas fundamentais são:
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Q1909312 Sociologia
O filme ''Cidade de Deus'' , lançado em 2002, dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, foi sucesso de público e crítica no Brasil e no exterior. O longa-metragem é baseado no livro homônimo do escritor carioca Paulo Lins. O autor do livro conheceu a antropóloga e socióloga Alba Zaluar quando estudava na UFRJ e a ajudou a fazer entrevistas para pesquisa que antropóloga carioca desenvolvia na comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Alba Zaluar produziu uma extensa obra, que influencia até hoje, em especial, pesquisadores da antropologia e sociologia urbana. Alba Zaluar foi pioneira em pesquisas antropológicas na área de:
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Q1909311 Antropologia
O antropólogo britânico Edward Evan Evans-Pritchard foi um dos maiores pesquisadores da antropologia no século XX. Produziu uma longa pesquisa sobre Neur, povo que vivia ao sul do rio Nilo. Ficou conhecido como um dos maiores especialistas em populações sudanesas, inclusive foi condecorado com o título de Cavalheiro (Sir), em 1972. As contribuições de suas pesquisas foram importantes na área de:
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Q1909310 Antropologia
Nos anos de 1884-1885, ocorreu, na capital da Alemanha, a Conferência de Berlim. Nessa conferência estavam presentes as grandes nações europeias para a divisão do continente africano. Na prática, os países industrializados do velho continente estavam reorganizando os mapas e seus domínios territoriais na África. O século XIX foi um século de corrida das nações industrializadas por colônias e foi, nesse mesmo século, que nasceu a antropologia como ciência. O contexto histórico do nascimento da antropologia como ciência foi(foram): 
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Q1909309 Antropologia
Os antropólogos da escola evolucionista defendiam a existência de uma hierarquia entre os diversos povos. Segundo essa escola, os povos europeus estavam no topo dessa hierarquia, sendo esses os povos civilizados, enquanto os povos da África, Ásia e Oceania seriam os primitivos e situados na base dessa hierarquia. As demais escolas antropológicas posteriores foram críticas dessa hierarquia estabelecida pelos evolucionistas. Uma das críticas aos pressupostos da escola evolucionista é:
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Q1909294 Regimento Interno
Dentre as opções apresentadas a seguir, indique a que NÃO é uma das finalidades dos projetos de decreto legislativo:
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Q1909286 Português


O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Os fora-fila


Todos os dias, milhões de brasileiros perdem horas preciosas em filas de ônibus, e reclamam corretamente dos oportunistas fura-fila. Poucos percebem os fora-fila: os que usam carros privados e os que não têm dinheiro nem vale-transporte. Há séculos, muitos brasileiros fazem fila para obter o que precisam, enquanto outros não têm direito nem mesmo de esperar em fila, por falta absoluta de dinheiro; enquanto outros não precisam se submeter a filas porque têm muito dinheiro.

 Por causa das ineficiências econômicas, a palavra "fila" caracteriza o dia a dia dos brasileiros, mas por causa da injustiça social não se percebe os que estão fora das filas, de um lado e outro da escala de rendas. Alguns porque não precisam se submeter a elas, graças a privilégios e dinheiro, outros porque não têm o direito de entrar nelas. No meio, imprensados, os da fila, ignorando os extremos. Nós nos acostumamos a ver com naturalidade os que não precisam e ainda mais os que não conseguem entrar nas filas, por tratá-los como invisíveis.

No setor da saúde, nos indignamos com os que tentam furar a fila para tomar vacina, mas não percebemos a injustiça quando furam a fila ao usar dinheiro para o atendimento médico de um pediatra para o filho, de um dentista e de profissionais de todas as outras especialidades que não estão disponíveis no SUS, com a urgência necessária. Apesar do nome, o sistema nacional de saúde não é único: de um lado, tem o SUS com suas filas; e, do outro, o SEP - Sistema Exclusivo de Saúde - sem fila para os que podem pagar.

Todos condenamos os fura-fila do SUS para tomar vacina, mas todos aceitamos que se fure a fila nas demais especialidades médicas, inclusive cirurgias, por meio do uso do dinheiro. Em alguns casos, há reclamação quando a fila se organiza por um pequeno papel numerado, mas não se protesta quando, perto dali, o atendimento é imediato, porque no lugar do papel com o número da fila usa-se papel moeda. Aceita-se furar fila graças ao dinheiro. Nem se considera como fura fila. São os fora-fila, aceitos por convenção de que o dinheiro pode comprar saúde.

Na moradia, alguns entram na fila do programa Minha Casa Minha Vida; outros não precisam, compram diretamente a casa que desejam e podem; outros também não entram na fila, porque não têm as mínimas condições de financiamento.

O mesmo vale para a educação. Em função do Coronavírus, o Brasil descobriu que algumas boas escolas, em geral pagas e caras, com ensino remoto, computadores e internet em casa, permitem que alguns cheguem ao ENEM com mais possibilidade de aprovação do que outros. Apesar de que a aprovação é conquistada pelo mérito do concorrente, os aprovados se beneficiaram da exclusão de muitos concorrentes ao longo da educação de base.

A desigualdade na qualidade da escola desiguala o preparo entre os candidatos, como uma forma de empurrar alguns para fora e outros para a frente da fila. De certa forma, alguns furaram a fila para ingresso na universidade, por pagarem uma boa escola ainda na educação de base. E não há reclamação porque os fora da fila são invisíveis, porque não concluíram o Ensino Médio, ou concluíram um Ensino Médio sem qualidade que não lhes deu condição sequer de sonhar fazer o ENEM.

Tanto quanto os que não podem pagar o transporte público não entram na fila do ônibus, os analfabetos (12 milhões de brasileiros) não entram na fila do ENEM para ingresso na universidade. Foram excluídos da formação, por falta de oportunidade para desenvolver o talento no momento oportuno da educação de base, e, por isso, ficam impedidos de disputar, por mérito, uma vaga na universidade.

Ninguém fura fila para chegar à seleção brasileira de futebol, porque todos tiveram a mesma chance. A seleção é pelo mérito, graças ao fato de que a bola é redonda para todos, independentemente da renda.

Temos a preocupação de assegurar os mesmos direitos para obter vacina, não o mesmo direito para a qualidade e a urgência no atendimento de saúde e de educação, independentemente da renda e do endereço da pessoa. Nem ao menos consideramos que há injustiça em furar fila usando dinheiro para ter acesso à educação e à saúde de qualidade. É como se fosse normal furar fila por se ter muito dinheiro e normal ficar fora da fila por falta total de dinheiro. No meio, ficam os que, por pouco dinheiro, ficam na fila e se indignam com os que tentam desrespeitar a ordem, sem atentar para os fora da fila nos carros, ou os fora da fila caminhando. Os primeiros aceitamos pelas leis do mercado, os outros tornamos invisíveis.

O autor do texto apresenta, ao longo da discussão, o sentido do termo "Os fora-fila". Nesse contexto, é possível afirmar que o conceito de "Fora-fila" está associado à(s): 
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Q1909282 Português


O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Os fora-fila


Todos os dias, milhões de brasileiros perdem horas preciosas em filas de ônibus, e reclamam corretamente dos oportunistas fura-fila. Poucos percebem os fora-fila: os que usam carros privados e os que não têm dinheiro nem vale-transporte. Há séculos, muitos brasileiros fazem fila para obter o que precisam, enquanto outros não têm direito nem mesmo de esperar em fila, por falta absoluta de dinheiro; enquanto outros não precisam se submeter a filas porque têm muito dinheiro.

 Por causa das ineficiências econômicas, a palavra "fila" caracteriza o dia a dia dos brasileiros, mas por causa da injustiça social não se percebe os que estão fora das filas, de um lado e outro da escala de rendas. Alguns porque não precisam se submeter a elas, graças a privilégios e dinheiro, outros porque não têm o direito de entrar nelas. No meio, imprensados, os da fila, ignorando os extremos. Nós nos acostumamos a ver com naturalidade os que não precisam e ainda mais os que não conseguem entrar nas filas, por tratá-los como invisíveis.

No setor da saúde, nos indignamos com os que tentam furar a fila para tomar vacina, mas não percebemos a injustiça quando furam a fila ao usar dinheiro para o atendimento médico de um pediatra para o filho, de um dentista e de profissionais de todas as outras especialidades que não estão disponíveis no SUS, com a urgência necessária. Apesar do nome, o sistema nacional de saúde não é único: de um lado, tem o SUS com suas filas; e, do outro, o SEP - Sistema Exclusivo de Saúde - sem fila para os que podem pagar.

Todos condenamos os fura-fila do SUS para tomar vacina, mas todos aceitamos que se fure a fila nas demais especialidades médicas, inclusive cirurgias, por meio do uso do dinheiro. Em alguns casos, há reclamação quando a fila se organiza por um pequeno papel numerado, mas não se protesta quando, perto dali, o atendimento é imediato, porque no lugar do papel com o número da fila usa-se papel moeda. Aceita-se furar fila graças ao dinheiro. Nem se considera como fura fila. São os fora-fila, aceitos por convenção de que o dinheiro pode comprar saúde.

Na moradia, alguns entram na fila do programa Minha Casa Minha Vida; outros não precisam, compram diretamente a casa que desejam e podem; outros também não entram na fila, porque não têm as mínimas condições de financiamento.

O mesmo vale para a educação. Em função do Coronavírus, o Brasil descobriu que algumas boas escolas, em geral pagas e caras, com ensino remoto, computadores e internet em casa, permitem que alguns cheguem ao ENEM com mais possibilidade de aprovação do que outros. Apesar de que a aprovação é conquistada pelo mérito do concorrente, os aprovados se beneficiaram da exclusão de muitos concorrentes ao longo da educação de base.

A desigualdade na qualidade da escola desiguala o preparo entre os candidatos, como uma forma de empurrar alguns para fora e outros para a frente da fila. De certa forma, alguns furaram a fila para ingresso na universidade, por pagarem uma boa escola ainda na educação de base. E não há reclamação porque os fora da fila são invisíveis, porque não concluíram o Ensino Médio, ou concluíram um Ensino Médio sem qualidade que não lhes deu condição sequer de sonhar fazer o ENEM.

Tanto quanto os que não podem pagar o transporte público não entram na fila do ônibus, os analfabetos (12 milhões de brasileiros) não entram na fila do ENEM para ingresso na universidade. Foram excluídos da formação, por falta de oportunidade para desenvolver o talento no momento oportuno da educação de base, e, por isso, ficam impedidos de disputar, por mérito, uma vaga na universidade.

Ninguém fura fila para chegar à seleção brasileira de futebol, porque todos tiveram a mesma chance. A seleção é pelo mérito, graças ao fato de que a bola é redonda para todos, independentemente da renda.

Temos a preocupação de assegurar os mesmos direitos para obter vacina, não o mesmo direito para a qualidade e a urgência no atendimento de saúde e de educação, independentemente da renda e do endereço da pessoa. Nem ao menos consideramos que há injustiça em furar fila usando dinheiro para ter acesso à educação e à saúde de qualidade. É como se fosse normal furar fila por se ter muito dinheiro e normal ficar fora da fila por falta total de dinheiro. No meio, ficam os que, por pouco dinheiro, ficam na fila e se indignam com os que tentam desrespeitar a ordem, sem atentar para os fora da fila nos carros, ou os fora da fila caminhando. Os primeiros aceitamos pelas leis do mercado, os outros tornamos invisíveis.

"Todos os dias, milhões de brasileiros perdem horas preciosas em filas de ônibus, ..."
A reescritura da passagem em destaque, que mantém também a norma culta da Língua Portuguesa, é:
Alternativas
Q1909280 Português


O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Os fora-fila


Todos os dias, milhões de brasileiros perdem horas preciosas em filas de ônibus, e reclamam corretamente dos oportunistas fura-fila. Poucos percebem os fora-fila: os que usam carros privados e os que não têm dinheiro nem vale-transporte. Há séculos, muitos brasileiros fazem fila para obter o que precisam, enquanto outros não têm direito nem mesmo de esperar em fila, por falta absoluta de dinheiro; enquanto outros não precisam se submeter a filas porque têm muito dinheiro.

 Por causa das ineficiências econômicas, a palavra "fila" caracteriza o dia a dia dos brasileiros, mas por causa da injustiça social não se percebe os que estão fora das filas, de um lado e outro da escala de rendas. Alguns porque não precisam se submeter a elas, graças a privilégios e dinheiro, outros porque não têm o direito de entrar nelas. No meio, imprensados, os da fila, ignorando os extremos. Nós nos acostumamos a ver com naturalidade os que não precisam e ainda mais os que não conseguem entrar nas filas, por tratá-los como invisíveis.

No setor da saúde, nos indignamos com os que tentam furar a fila para tomar vacina, mas não percebemos a injustiça quando furam a fila ao usar dinheiro para o atendimento médico de um pediatra para o filho, de um dentista e de profissionais de todas as outras especialidades que não estão disponíveis no SUS, com a urgência necessária. Apesar do nome, o sistema nacional de saúde não é único: de um lado, tem o SUS com suas filas; e, do outro, o SEP - Sistema Exclusivo de Saúde - sem fila para os que podem pagar.

Todos condenamos os fura-fila do SUS para tomar vacina, mas todos aceitamos que se fure a fila nas demais especialidades médicas, inclusive cirurgias, por meio do uso do dinheiro. Em alguns casos, há reclamação quando a fila se organiza por um pequeno papel numerado, mas não se protesta quando, perto dali, o atendimento é imediato, porque no lugar do papel com o número da fila usa-se papel moeda. Aceita-se furar fila graças ao dinheiro. Nem se considera como fura fila. São os fora-fila, aceitos por convenção de que o dinheiro pode comprar saúde.

Na moradia, alguns entram na fila do programa Minha Casa Minha Vida; outros não precisam, compram diretamente a casa que desejam e podem; outros também não entram na fila, porque não têm as mínimas condições de financiamento.

O mesmo vale para a educação. Em função do Coronavírus, o Brasil descobriu que algumas boas escolas, em geral pagas e caras, com ensino remoto, computadores e internet em casa, permitem que alguns cheguem ao ENEM com mais possibilidade de aprovação do que outros. Apesar de que a aprovação é conquistada pelo mérito do concorrente, os aprovados se beneficiaram da exclusão de muitos concorrentes ao longo da educação de base.

A desigualdade na qualidade da escola desiguala o preparo entre os candidatos, como uma forma de empurrar alguns para fora e outros para a frente da fila. De certa forma, alguns furaram a fila para ingresso na universidade, por pagarem uma boa escola ainda na educação de base. E não há reclamação porque os fora da fila são invisíveis, porque não concluíram o Ensino Médio, ou concluíram um Ensino Médio sem qualidade que não lhes deu condição sequer de sonhar fazer o ENEM.

Tanto quanto os que não podem pagar o transporte público não entram na fila do ônibus, os analfabetos (12 milhões de brasileiros) não entram na fila do ENEM para ingresso na universidade. Foram excluídos da formação, por falta de oportunidade para desenvolver o talento no momento oportuno da educação de base, e, por isso, ficam impedidos de disputar, por mérito, uma vaga na universidade.

Ninguém fura fila para chegar à seleção brasileira de futebol, porque todos tiveram a mesma chance. A seleção é pelo mérito, graças ao fato de que a bola é redonda para todos, independentemente da renda.

Temos a preocupação de assegurar os mesmos direitos para obter vacina, não o mesmo direito para a qualidade e a urgência no atendimento de saúde e de educação, independentemente da renda e do endereço da pessoa. Nem ao menos consideramos que há injustiça em furar fila usando dinheiro para ter acesso à educação e à saúde de qualidade. É como se fosse normal furar fila por se ter muito dinheiro e normal ficar fora da fila por falta total de dinheiro. No meio, ficam os que, por pouco dinheiro, ficam na fila e se indignam com os que tentam desrespeitar a ordem, sem atentar para os fora da fila nos carros, ou os fora da fila caminhando. Os primeiros aceitamos pelas leis do mercado, os outros tornamos invisíveis.

"Nós nos acostumamos a ver com naturalidade os que não precisam e ainda mais os que não conseguem entrar nas filas, por tratá-los como invisíveis." O termo sublinhado refere-se a algo anteriormente mencionado no texto. Nesse caso, o pronome em destaque estabelece uma relação de referência a:
Alternativas
Q1909279 Português


O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Os fora-fila


Todos os dias, milhões de brasileiros perdem horas preciosas em filas de ônibus, e reclamam corretamente dos oportunistas fura-fila. Poucos percebem os fora-fila: os que usam carros privados e os que não têm dinheiro nem vale-transporte. Há séculos, muitos brasileiros fazem fila para obter o que precisam, enquanto outros não têm direito nem mesmo de esperar em fila, por falta absoluta de dinheiro; enquanto outros não precisam se submeter a filas porque têm muito dinheiro.

 Por causa das ineficiências econômicas, a palavra "fila" caracteriza o dia a dia dos brasileiros, mas por causa da injustiça social não se percebe os que estão fora das filas, de um lado e outro da escala de rendas. Alguns porque não precisam se submeter a elas, graças a privilégios e dinheiro, outros porque não têm o direito de entrar nelas. No meio, imprensados, os da fila, ignorando os extremos. Nós nos acostumamos a ver com naturalidade os que não precisam e ainda mais os que não conseguem entrar nas filas, por tratá-los como invisíveis.

No setor da saúde, nos indignamos com os que tentam furar a fila para tomar vacina, mas não percebemos a injustiça quando furam a fila ao usar dinheiro para o atendimento médico de um pediatra para o filho, de um dentista e de profissionais de todas as outras especialidades que não estão disponíveis no SUS, com a urgência necessária. Apesar do nome, o sistema nacional de saúde não é único: de um lado, tem o SUS com suas filas; e, do outro, o SEP - Sistema Exclusivo de Saúde - sem fila para os que podem pagar.

Todos condenamos os fura-fila do SUS para tomar vacina, mas todos aceitamos que se fure a fila nas demais especialidades médicas, inclusive cirurgias, por meio do uso do dinheiro. Em alguns casos, há reclamação quando a fila se organiza por um pequeno papel numerado, mas não se protesta quando, perto dali, o atendimento é imediato, porque no lugar do papel com o número da fila usa-se papel moeda. Aceita-se furar fila graças ao dinheiro. Nem se considera como fura fila. São os fora-fila, aceitos por convenção de que o dinheiro pode comprar saúde.

Na moradia, alguns entram na fila do programa Minha Casa Minha Vida; outros não precisam, compram diretamente a casa que desejam e podem; outros também não entram na fila, porque não têm as mínimas condições de financiamento.

O mesmo vale para a educação. Em função do Coronavírus, o Brasil descobriu que algumas boas escolas, em geral pagas e caras, com ensino remoto, computadores e internet em casa, permitem que alguns cheguem ao ENEM com mais possibilidade de aprovação do que outros. Apesar de que a aprovação é conquistada pelo mérito do concorrente, os aprovados se beneficiaram da exclusão de muitos concorrentes ao longo da educação de base.

A desigualdade na qualidade da escola desiguala o preparo entre os candidatos, como uma forma de empurrar alguns para fora e outros para a frente da fila. De certa forma, alguns furaram a fila para ingresso na universidade, por pagarem uma boa escola ainda na educação de base. E não há reclamação porque os fora da fila são invisíveis, porque não concluíram o Ensino Médio, ou concluíram um Ensino Médio sem qualidade que não lhes deu condição sequer de sonhar fazer o ENEM.

Tanto quanto os que não podem pagar o transporte público não entram na fila do ônibus, os analfabetos (12 milhões de brasileiros) não entram na fila do ENEM para ingresso na universidade. Foram excluídos da formação, por falta de oportunidade para desenvolver o talento no momento oportuno da educação de base, e, por isso, ficam impedidos de disputar, por mérito, uma vaga na universidade.

Ninguém fura fila para chegar à seleção brasileira de futebol, porque todos tiveram a mesma chance. A seleção é pelo mérito, graças ao fato de que a bola é redonda para todos, independentemente da renda.

Temos a preocupação de assegurar os mesmos direitos para obter vacina, não o mesmo direito para a qualidade e a urgência no atendimento de saúde e de educação, independentemente da renda e do endereço da pessoa. Nem ao menos consideramos que há injustiça em furar fila usando dinheiro para ter acesso à educação e à saúde de qualidade. É como se fosse normal furar fila por se ter muito dinheiro e normal ficar fora da fila por falta total de dinheiro. No meio, ficam os que, por pouco dinheiro, ficam na fila e se indignam com os que tentam desrespeitar a ordem, sem atentar para os fora da fila nos carros, ou os fora da fila caminhando. Os primeiros aceitamos pelas leis do mercado, os outros tornamos invisíveis.

O uso da primeira pessoa do discurso na construção textual provoca um impacto junto ao leitor. Tal situação pode ser evidenciada, pois:
Alternativas
Q1761476 Antropologia
O evolucionismo foi um dos conceitos que permaneceu por muitos anos em aspecto central de análise nos estudos antropológicos. Sobre esse conceito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1761475 Sociologia
O antropólogo Roberto da Matta, em sua tese, apresenta o famoso “jeitinho brasileiro” como uma prática cultural e social do Brasil e, ao mesmo tempo, salienta tal prática como negativa, como uma forma de fraudar regras e normativas no intuito de tirar vantagens. Antes de Roberto da Matta, Sérgio Buarque de Holanda conceituou essa prática como:
Alternativas
Q1761474 Antropologia
São diversos os teóricos, estudiosos, especialistas e autores da antropologia que têm se debruçado nos estudos relacionados à família, ao casamento e ao parentesco. Sobre esses temas, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1761473 Antropologia
Qual a principal abordagem teórica das teorias funcionalistas que eclodiram na metade do século XX, tanto na antropologia quanto na sociologia?
Alternativas
Q1761472 Antropologia
Durante o século XIX, tanto a sociologia quanto a antropologia surgem nos estudos sociais. Nos primeiros momentos da antropologia, ela apresenta, em sua composição e constituição, uma ideia formulada no seguinte critério:
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Q1761471 Antropologia
Com base no trecho de Lévi-Strauss (1996) abaixo, analise as assertivas a seguir.
“O mundo começou sem o homem e se concluirá sem ele. As instituições, os usos e os costumes, que terei passado a minha vida a inventariar e a compreender, são uma eflorescência passageira de uma criação em relação à qual não existe qualquer significado, exceto talvez permitir que a humanidade possa desempenhar seu papel”.
I. Toda a vida intelectual do autor foi consagrada em relação ao desenvolvimento de temas como parentesco, mitos e totemismo. II. Segundo a obra de Lévi-Strauss, a Antropologia passa a ser concebida em estruturas de códigos, de um sistema de signos de valores. III. Clifford Geertz escreveu a obra Tristes Trópicos como um livro que desconstrói as fronteiras e as intelectualidades da ficção e da etnologia. IV. O conceito de “sociedades frias”, proposto por Lévi-Strauss, refere-se àquelas sociedades que não valorizam a história e que pensam a história como a reprodução de uma forma idêntica. As “sociedades quentes” são as que veem a história como motor explicativo. Ele enfatizou, no entanto, que não há sociedades absolutamente “frias” ou “quentes”.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1761470 Antropologia
Segundo os estudos antropológicos, existem dois tipos de antropólogos sociais: o primeiro escreveu The Golden Bough. Um grande escritor, mas que não viveu a experiência antropológica de campo em relação aos povos ditos e lidos na época como “primitivos”, apenas escreveu sobre. Em seus estudos, buscava as verdades acerca da natureza da psicologia humana, utilizando uma metodologia comparativa das culturas. O segundo realizou uma pesquisa durante quatro anos em uma pequena aldeia na Melanésia. Em seus estudos, tinha como objetivo apresentar o funcionamento do sistema social local, pois tinha um enorme interesse nas diferenças culturais. Assinale a alternativa que apresenta o primeiro e o segundo escritor, respectivamente.
Alternativas
Q1761469 Antropologia
Os estudos das religiões ganharam campo e espaço central na antropologia por serem um fenômeno muito comum, vivenciado em diversas culturas, ao qual a antropologia tem se dedicado, mas sem o objetivo de decifrar seus símbolos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a posição mais defendida entre os teóricos que estudam as religiões.
Alternativas
Respostas
361: B
362: D
363: C
364: B
365: C
366: A
367: B
368: A
369: D
370: B
371: D
372: A
373: C
374: C
375: B
376: C
377: A
378: D
379: B
380: D