Foram encontradas 14.105 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Qual das associações medicamentosas a seguir apresenta o maior risco de desenvolvimento da Síndrome de Stevens-Johnson?
O tratamento com cetamina oferece a possibilidade de alívio rápido e seguro da depressão no transtorno depressivo unipolar e bipolar, com altas taxas de resposta e pronunciados efeitos antissuicidas. A cetamina pode, portanto, ser adicionada à caixa de ferramentas de medicamentos antidepressivos para tratar pacientes deprimidos gravemente doentes e suicidas.
Qual o mecanismo de ação da cetamina?
Os sintomas da Síndrome de Abstinência Alcoólica estão intimamente relacionados ao desenvolvimento da neuroadaptação do Sistema Nervoso Central (SNC) frente à exposição crônica ao etanol.
Marque a alternativa que apresenta as principais alterações no SNC provocadas pelo uso crônico de álcool:
João da Silva, 52 anos, chega ao pronto-socorro psiquiátrico trazido por familiares. Diz que há cerca de 2 dias o paciente não está falando “coisa com coisa”, “as pessoas estão tramando para matá-lo” e hoje apresentou 3 crises convulsivas. História de etilismo há cerca de 30 anos, com ingestão de 2 “carotes” por dia. Segundo família, o paciente tinha prometido parar de beber no dia do aniversário da filha que ocorreu há 3 dias. paciente não tem antecedentes psiquiátricos e não tem doenças psiquiátricas na família.
O médico assistente notou que o paciente estava com alteração de nível de consciência, sudorético, agitado, com tremores, desorientação alopsíquica, taquicardia, febre e com delírio de infestação (síndrome de Ekbom).
Marque a alternativa mais adequada:
Mulher de 23 anos refere que está há cerca de 2 meses com “crises de ansiedade”.
Diz que “do nada o coração começa a acelerar, me falta o ar, meus braços começam a adormecer e eu pensou que vou morrer do coração”. Já esteve na emergência por 5 vezes no último mês pensando que estava tendo um infarto agudo do miocárdio. Foi submetida a avaliação clínica que descartou qualquer doença não psiquiátrica.
Há um mês não consegue ficar em lugares que têm muitas pessoas, nem sair de casa sozinha. Está constantemente preocupada se essas “crises de ansiedade” são manifestação de uma doença que os médicos ainda não descobriram.
Baseado no diagnóstico mais provável, marque a alternativa que apresenta o tratamento mais adequado para a paciente.
Homem, 21 anos, vítima de sequestro há 3 dias, chega ao pronto-socorro com taquicardia, sensação de opressão no peito desde o evento. Paciente diz que assaltantes colocaram a arma na cabeça dele e ameaçaram atirar diversas vezes; em outros momentos, foi vítima de coronhadas. Diz que tem apresentado sonhos assustadores com relação ao que ocorreu, que não consegue dormir, tem sensação de distanciamento com relação às coisas que o rodeiam. Médico assistente descarta qualquer patologia clínica não psiquiátrica.
Qual o tratamento mais indicado nesse momento?
Mulher de 20 anos descobriu que está com 8 semanas de gestação e médico assistente faz diagnóstico de transtorno depressivo maior. Qual das alternativas representa a melhor opção de tratamento?
Caso clínico para as questões 25, 26 e 27
Mulher, 25 anos, iniciou há cerca de um mês com quadro de tristeza, refere que já não gosta mais de sair de casa para ver amigos e não se diverte mais em ir aos bares como gostava anteriormente, hoje prefere ficar em casa, isolada de todos. Diz que está comendo "além do normal” e chegou a ganhar bastante peso. Associado a isso, diz que está dormindo cerca de 12 horas por dia e que está sem energia, com sensação de peso nas pernas. Às vezes pensa que era melhor morrer para acabar com todo esse sofrimento, mas nega planejamento suicida. Apesar de passar a maior parte do tempo triste, mostra-se com reatividade do humor e diz que se alegra frente a eventos positivos como a visita de um amigo.
Melhor escrutínio revela que terminou relacionamento de 3 anos há cerca de 2 meses.
Nega doenças não psiquiátricas ou uso de substâncias ilícitas. Nega antecedentes psiquiátricos prévios, bem como episódios de mania/hipomania.
Refere que mãe tinha transtorno bipolar de humor e morreu há 2 anos por suicídio.
De acordo com o modelo proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), qual o risco de suicídio da paciente?
Caso clínico para as questões 25, 26 e 27
Mulher, 25 anos, iniciou há cerca de um mês com quadro de tristeza, refere que já não gosta mais de sair de casa para ver amigos e não se diverte mais em ir aos bares como gostava anteriormente, hoje prefere ficar em casa, isolada de todos. Diz que está comendo "além do normal” e chegou a ganhar bastante peso. Associado a isso, diz que está dormindo cerca de 12 horas por dia e que está sem energia, com sensação de peso nas pernas. Às vezes pensa que era melhor morrer para acabar com todo esse sofrimento, mas nega planejamento suicida. Apesar de passar a maior parte do tempo triste, mostra-se com reatividade do humor e diz que se alegra frente a eventos positivos como a visita de um amigo.
Melhor escrutínio revela que terminou relacionamento de 3 anos há cerca de 2 meses.
Nega doenças não psiquiátricas ou uso de substâncias ilícitas. Nega antecedentes psiquiátricos prévios, bem como episódios de mania/hipomania.
Refere que mãe tinha transtorno bipolar de humor e morreu há 2 anos por suicídio.
De acordo com o relato, qual o principal fator de risco para suicídio que a paciente apresenta?
Caso clínico para as questões 25, 26 e 27
Mulher, 25 anos, iniciou há cerca de um mês com quadro de tristeza, refere que já não gosta mais de sair de casa para ver amigos e não se diverte mais em ir aos bares como gostava anteriormente, hoje prefere ficar em casa, isolada de todos. Diz que está comendo "além do normal” e chegou a ganhar bastante peso. Associado a isso, diz que está dormindo cerca de 12 horas por dia e que está sem energia, com sensação de peso nas pernas. Às vezes pensa que era melhor morrer para acabar com todo esse sofrimento, mas nega planejamento suicida. Apesar de passar a maior parte do tempo triste, mostra-se com reatividade do humor e diz que se alegra frente a eventos positivos como a visita de um amigo.
Melhor escrutínio revela que terminou relacionamento de 3 anos há cerca de 2 meses.
Nega doenças não psiquiátricas ou uso de substâncias ilícitas. Nega antecedentes psiquiátricos prévios, bem como episódios de mania/hipomania.
Refere que mãe tinha transtorno bipolar de humor e morreu há 2 anos por suicídio.
De acordo com o relato, qual o diagnóstico mais provável da paciente e seu especificador, se houver?
O Zika Vírus (ZKV) é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ( o mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya) e o Aedes albopictus. O vírus Zika teve sua primeira aparição registrada em 1947, quando foi encontrado em macacos da Floresta Zika, em Uganda. Entretanto, somente em 1954, os primeiros casos em seres humanos foram relatados, na Nigéria. Esse vírus atingiu a Oceania em 2007 e a Polinésia Francesa no ano de 2013. O Brasil notificou os primeiros casos de Zika vírus em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia. Atualmente, sua presença já está documentada em cerca de 70 países. A seguir, tem-se a representação gráfica do aumento de casos no Brasil no período entre novembro de 2015 a fevereiro de 2016.
Pode-se afirmar que a porcentagem do aumento de casos de Zika Vírus no período de novembro/2015 a fevereiro/ 2016 é de aproximadamente:
Em “Paulo se acusava pelo mau andamento dos negócios na empresa”, a voz do verbo é:
Assinale a alternativa correta em relação à concordância:
Leia a placa e assinale a alternativa correta:
|
AVISO AOS PASSAGEIROS ANTES DE ENTRAR NO ELEVADOR, VERIFIQUE SE O MESMO ENCONTRA-SE PARADO NESTE ANDAR. LEI ESTADUAL 7.326, DE 07/07/2016. |
Leia o texto abaixo e responda às questões 07 e 08.
Texto 3 - O homem trocado – Luís Fernando Veríssimo
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
Em relação ao(s) tipo(s) de discurso, pode-se afirmar que o trecho abaixo está escrito em:
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
Leia o texto abaixo e responda às questões 07 e 08.
Texto 3 - O homem trocado – Luís Fernando Veríssimo
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
Considerando os mecanismos de coesão no texto 3, assinale a alternativa que apresenta correta correspondência entre o termo destacado e o respectivo elemento de referência.
Leia o texto abaixo e responda às questões 05 e 06.
Texto 2
Eu tinha onze anos quando tio Baltazar chegou da primeira vez. Estava casado de novo, mas veio sozinho e com fama de muito rico. Relembrando aqueles tempos, meu pai me disse que depois de alguns dias aqui tio Baltazar pensou em desistir da Companhia e voltar. Agora eu pergunto de novo: se ele tivesse voltado naquela ocasião, será que ainda estaria vivo? E se ele não tivesse fundado a Companhia, será que teríamos passado por tudo o que passamos? Mas perguntar essas coisas agora é o mesmo que dizer que se o bezerro da vizinha não tivesse morrido ainda estaria vivo. Estou aqui para falar do que aconteceu, e não do que deixou de acontecer.
Tio Baltazar. Um nome, a fama, muitas fotografias — assim era que eu o conhecia. Parece que ele achava absolutamente necessário a pessoa tirar retrato todo mês, ou toda semana. Frequentemente mamãe recebia uma fotografia dele tirada em estúdio de retratista ou ao ar livre por algum amigo. Lembro-me especialmente de uma, tirada ao volante de um lustroso carro esporte que os entendidos aqui diziam ser de fabricação italiana e muito caro: tio Baltazar aparecia com o braço esquerdo descansando na porta do carro, o cabelo repartido no meio, camisa de gola aberta dobrada sobre o paletó xadrez igual aos que os artistas de cinema estavam usando, piteira com cigarro na boca, sorriso de rico no rosto simpático. Essa fotografia, com dedicatória para mamãe, fez o maior sucesso entre nossos amigos, além de vê-la muitos queriam mostrar a outros. Entre zelosa e vaidosa, mamãe emprestava; mas se a pessoa demorava a devolver, eu recebia a missão de ir buscá-la, um documento daquela importância não podia passar muito tempo em mãos profanas.
Se estou aqui para contar a verdade, não posso esconder o meu desapontamento quando vi tio Baltazar descendo do carro em nossa porta. No primeiro momento pensei que fosse outra pessoa, um amigo ou empregado. O cabelo era bem mais ralo e não estava mais repartido ao meio, acho que porque essa moda já tinha passado. E o rosto não era tão moço como o das fotografias. Mas o que me decepcionou mesmo, até me assustou, foi a falta de um braço. Onde estava o braço esquerdo que descansava na porta do carro na fotografia famosa? Vendo-o sair do carro ajudado pelo chofer, a manga vazia do paletó metida no bolso, a bela imagem de um tio campeão em muitos esportes virou fumaça ali mesmo. Eu já tinha visto pessoas sem perna, sem braço, sem mão, até um homem sem nariz eu vi de joelhos ao meu lado na igreja na Semana Santa: mas não eram meus tios. Fiquei tão decepcionado que fui me esconder no porão e nem apareci para o jantar. É difícil entender, mas pensando no meu procedimento naquele dia parece que eu acusava tio Baltazar de ter cortado o braço só para me humilhar diante de meus amigos.
(VEIGA, José J. Sombras de reis barbudos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. p. 2-4).
Sobre o texto 2, assinale a alternativa INCORRETA:
Leia o texto abaixo e responda às questões 05 e 06.
Texto 2
Eu tinha onze anos quando tio Baltazar chegou da primeira vez. Estava casado de novo, mas veio sozinho e com fama de muito rico. Relembrando aqueles tempos, meu pai me disse que depois de alguns dias aqui tio Baltazar pensou em desistir da Companhia e voltar. Agora eu pergunto de novo: se ele tivesse voltado naquela ocasião, será que ainda estaria vivo? E se ele não tivesse fundado a Companhia, será que teríamos passado por tudo o que passamos? Mas perguntar essas coisas agora é o mesmo que dizer que se o bezerro da vizinha não tivesse morrido ainda estaria vivo. Estou aqui para falar do que aconteceu, e não do que deixou de acontecer.
Tio Baltazar. Um nome, a fama, muitas fotografias — assim era que eu o conhecia. Parece que ele achava absolutamente necessário a pessoa tirar retrato todo mês, ou toda semana. Frequentemente mamãe recebia uma fotografia dele tirada em estúdio de retratista ou ao ar livre por algum amigo. Lembro-me especialmente de uma, tirada ao volante de um lustroso carro esporte que os entendidos aqui diziam ser de fabricação italiana e muito caro: tio Baltazar aparecia com o braço esquerdo descansando na porta do carro, o cabelo repartido no meio, camisa de gola aberta dobrada sobre o paletó xadrez igual aos que os artistas de cinema estavam usando, piteira com cigarro na boca, sorriso de rico no rosto simpático. Essa fotografia, com dedicatória para mamãe, fez o maior sucesso entre nossos amigos, além de vê-la muitos queriam mostrar a outros. Entre zelosa e vaidosa, mamãe emprestava; mas se a pessoa demorava a devolver, eu recebia a missão de ir buscá-la, um documento daquela importância não podia passar muito tempo em mãos profanas.
Se estou aqui para contar a verdade, não posso esconder o meu desapontamento quando vi tio Baltazar descendo do carro em nossa porta. No primeiro momento pensei que fosse outra pessoa, um amigo ou empregado. O cabelo era bem mais ralo e não estava mais repartido ao meio, acho que porque essa moda já tinha passado. E o rosto não era tão moço como o das fotografias. Mas o que me decepcionou mesmo, até me assustou, foi a falta de um braço. Onde estava o braço esquerdo que descansava na porta do carro na fotografia famosa? Vendo-o sair do carro ajudado pelo chofer, a manga vazia do paletó metida no bolso, a bela imagem de um tio campeão em muitos esportes virou fumaça ali mesmo. Eu já tinha visto pessoas sem perna, sem braço, sem mão, até um homem sem nariz eu vi de joelhos ao meu lado na igreja na Semana Santa: mas não eram meus tios. Fiquei tão decepcionado que fui me esconder no porão e nem apareci para o jantar. É difícil entender, mas pensando no meu procedimento naquele dia parece que eu acusava tio Baltazar de ter cortado o braço só para me humilhar diante de meus amigos.
(VEIGA, José J. Sombras de reis barbudos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989. p. 2-4).
Sobre o texto 2, assinale a alternativa correta:
Leia o texto abaixo e responda às questões de 01 a 04.
Texto 1: Sermão de Santo Antônio aos peixes – Pe. Antônio Vieira
Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!
Suposto, pois, que ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar; que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. «Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos.» Quem se atrevera a dizer tal cousa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés, o que com a palavra ou com a vida prega o contrário.
Disponível em:
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/padreantoniovieira/stoantonio.htm
Sobre o segundo parágrafo do texto acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Leia o texto abaixo e responda às questões de 01 a 04.
Texto 1: Sermão de Santo Antônio aos peixes – Pe. Antônio Vieira
Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!
Suposto, pois, que ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar; que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. «Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos.» Quem se atrevera a dizer tal cousa, se o mesmo Cristo a não pronunciara? Assim como não há quem seja mais digno de reverência e de ser posto sobre a cabeça que o pregador que ensina e faz o que deve, assim é merecedor de todo o desprezo e de ser metido debaixo dos pés, o que com a palavra ou com a vida prega o contrário.
Disponível em:
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/padreantoniovieira/stoantonio.htm
De acordo com o texto, sobre os argumentos apresentados pelo autor, assinale a alternativa INCORRETA: