Questões de Concurso
Comentadas para educador físico
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Lya Luft
1.§ Fala-se muito na ascensão das classes menos favorecidas, formando uma “nova classe média”, realizada por degraus que levam a outro patamar social e econômico (cultural, não ouço falar). Em teoria, seria um grande passo para reduzir a catastrófica desigualdade que aqui reina.
2.§ Porém receio que, do modo como está se realizando, seja uma ilusão que pode acabar em sérios problemas para quem mereceria coisa melhor. Todos desejam uma vida digna para os despossuídos, boa escolaridade para os iletrados, serviços públicos ótimos para a população inteira, isto é, em educação, saúde, transporte, energia elétrica, segurança, água, e tudo de que precisam cidadãos decentes.
3.§ Porém, o que vejo são multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um bem em si e promovesse real crescimento do país. Compramos com os juros mais altos do mundo, pagamos os impostos mais altos do mundo e temos os serviços (saúde, comunicação, energia, transportes e outros) entre os piores do mundo. Mas palavras de ordem nos impelem a comprar, autoridades nos pedem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas.
4.§ Além disso, a inadimplência cresce de maneira preocupante, levando famílias que compraram seu carrinho a não ter como pagar a gasolina para tirar seu novo tesouro do pátio no fim de semana. Tesouro esse que logo vão perder, pois há meses não conseguem pagar as prestações, que ainda se estendem por anos.
5.§ Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel. Em lugar de instruírem, esclarecerem, formarem uma opinião sensata e positiva, tomam novas medidas para que esse consumo insensato continue crescendo – e, como somos alienados e pouco informados, tocamos a comprar.
6.§ Sou de uma classe média em que a gente crescia com quatro ensinamentos básicos: ter seu diploma, ter sua casinha, ter sua poupança e trabalhar firme para manter e, quem sabe, expandir isso. Para garantir uma velhice independente de ajuda de filhos ou de estranhos; para deixar aos filhos algo com que pudessem começar a própria vida com dignidade.
7.§ Tais ensinamentos parecem abolidos, ultrapassadas a prudência e a cautela, pouco estimulados o desejo de crescimento firme e a construção de uma vida mais segura. Pois tudo é uma construção: a vida pessoal, a profissão, os ganhos, as relações de amor e amizade, a família, a velhice (naturalmente tudo isso sujeito a fatalidades como doença e outras, que ninguém controla). Mas, mesmo em tempos de fatalidade, ter um pouco de economia, ter uma casinha, ter um diploma, ter objetivos certamente ajuda a enfrentar seja o que for. Podemos ser derrotados, mas não estaremos jogados na cova dos leões do destino, totalmente desarmados.
8.§ Somos uma sociedade alçada na maré do consumo compulsivo, interessada em “aproveitar a vida”, seja o que isso for, e em adquirir mais e mais coisas, mesmo que inúteis, quando deveríamos estar cuidando, com muito afinco e seriedade, de melhores escolas e universidades, tecnologia mais avançada, transportes muito mais eficientes, saúde excelente, e verdadeiro crescimento do país. Mas corremos atrás de tanta conversa vã, não protegidos, mas embaixo de peneiras com grandes furos, que só um cego ou um grande tolo não vê.
9.§ A mais forte raiz de tantos dos nossos males é a falta de informação e orientação, isto é, de educação. E o melhor remédio é investir fortemente, abundantemente, decididamente, em educação: impossível repetir isso em demasia. Mas não vejo isso como nossa prioridade.
10.§ Fosse o contrário, estaríamos atentos aos nossos gastos e aquisições, mais interessados num crescimento real e sensato do que em itens desnecessários em tempos de crise. Isso não é subir de classe social: é saracotear diante de uma perigosa ladeira. Não tenho ilusão de que algo mude, mas deixo aqui meu quase solitário (e antiquado) protesto.
Revista Veja, de 06 de junho de 2012.
A expressão que NÃO foi empregada em sentido figurado é
Lya Luft
1.§ Fala-se muito na ascensão das classes menos favorecidas, formando uma “nova classe média”, realizada por degraus que levam a outro patamar social e econômico (cultural, não ouço falar). Em teoria, seria um grande passo para reduzir a catastrófica desigualdade que aqui reina.
2.§ Porém receio que, do modo como está se realizando, seja uma ilusão que pode acabar em sérios problemas para quem mereceria coisa melhor. Todos desejam uma vida digna para os despossuídos, boa escolaridade para os iletrados, serviços públicos ótimos para a população inteira, isto é, em educação, saúde, transporte, energia elétrica, segurança, água, e tudo de que precisam cidadãos decentes.
3.§ Porém, o que vejo são multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um bem em si e promovesse real crescimento do país. Compramos com os juros mais altos do mundo, pagamos os impostos mais altos do mundo e temos os serviços (saúde, comunicação, energia, transportes e outros) entre os piores do mundo. Mas palavras de ordem nos impelem a comprar, autoridades nos pedem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas.
4.§ Além disso, a inadimplência cresce de maneira preocupante, levando famílias que compraram seu carrinho a não ter como pagar a gasolina para tirar seu novo tesouro do pátio no fim de semana. Tesouro esse que logo vão perder, pois há meses não conseguem pagar as prestações, que ainda se estendem por anos.
5.§ Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel. Em lugar de instruírem, esclarecerem, formarem uma opinião sensata e positiva, tomam novas medidas para que esse consumo insensato continue crescendo – e, como somos alienados e pouco informados, tocamos a comprar.
6.§ Sou de uma classe média em que a gente crescia com quatro ensinamentos básicos: ter seu diploma, ter sua casinha, ter sua poupança e trabalhar firme para manter e, quem sabe, expandir isso. Para garantir uma velhice independente de ajuda de filhos ou de estranhos; para deixar aos filhos algo com que pudessem começar a própria vida com dignidade.
7.§ Tais ensinamentos parecem abolidos, ultrapassadas a prudência e a cautela, pouco estimulados o desejo de crescimento firme e a construção de uma vida mais segura. Pois tudo é uma construção: a vida pessoal, a profissão, os ganhos, as relações de amor e amizade, a família, a velhice (naturalmente tudo isso sujeito a fatalidades como doença e outras, que ninguém controla). Mas, mesmo em tempos de fatalidade, ter um pouco de economia, ter uma casinha, ter um diploma, ter objetivos certamente ajuda a enfrentar seja o que for. Podemos ser derrotados, mas não estaremos jogados na cova dos leões do destino, totalmente desarmados.
8.§ Somos uma sociedade alçada na maré do consumo compulsivo, interessada em “aproveitar a vida”, seja o que isso for, e em adquirir mais e mais coisas, mesmo que inúteis, quando deveríamos estar cuidando, com muito afinco e seriedade, de melhores escolas e universidades, tecnologia mais avançada, transportes muito mais eficientes, saúde excelente, e verdadeiro crescimento do país. Mas corremos atrás de tanta conversa vã, não protegidos, mas embaixo de peneiras com grandes furos, que só um cego ou um grande tolo não vê.
9.§ A mais forte raiz de tantos dos nossos males é a falta de informação e orientação, isto é, de educação. E o melhor remédio é investir fortemente, abundantemente, decididamente, em educação: impossível repetir isso em demasia. Mas não vejo isso como nossa prioridade.
10.§ Fosse o contrário, estaríamos atentos aos nossos gastos e aquisições, mais interessados num crescimento real e sensato do que em itens desnecessários em tempos de crise. Isso não é subir de classe social: é saracotear diante de uma perigosa ladeira. Não tenho ilusão de que algo mude, mas deixo aqui meu quase solitário (e antiquado) protesto.
Revista Veja, de 06 de junho de 2012.
A sequência verbal que NÃO constitui um exemplo de locução verbal é
As afirmativas abaixo estão relacionadas a esse tipo de treinamento:
1. Em pessoas não treinadas, cargas pequenas já são suficientes para alcançar um acentuado aumento de força.
2. Os métodos de treinamento de força estão divididos em dinâmico, estático (isométrico) e misto.
3. Quanto mais treinado for o praticante, mais o treinamento deve ser específico e diferenciado.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Para desenvolvermos a capacidade de resistência é importante:
Relacione corretamente a modalidade esportiva com sua respectiva característica.
1- Futsal
2- Voleibol
3- Basquetebol
4- Handebol
( ) Deve sempre haver seis jogadores em jogo por equipe.
( ) Uma equipe compõe-se de até dezesseis jogadores.
( ) O número mínimo é de três jogadores para dar início a uma partida.
( ) A equipe só poderá dar início à partida se estiver completa, com seus cincos
jogadores.
A periodização é um dos mais importantes conceitos do planejamento do treinamento. Esse termo origina-se da palavra período, que é uma porção ou divisão do tempo em pequenos segmentos, mais fáceis de controlar, denominados fases (Bompa, 2001). No treinamento desportivo são três os períodos:
1- período de planejamento.
2- período preparatório.
3- período competitivo.
4- período transitório.
O correto está em:
Considere as afirmativas a seguir, a respeito de MEDIDAS e AVALIAÇÃO em Educação Física, e escreva V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) CINEANTROPOMETRIA significa medir o homem em movimento.
( ) Para avaliar a FLEXIBILIDADE podem ser utilizados testes dimensionais.
( ) FLEXIBILIDADE é uma capacidade física que pode ser relacionada à saúde e ao desempenho desportivo e descreve a amplitude de movimento que uma articulação pode realizar.
( ) A importância da AVALIAÇÃO DA FLEXIBILIDADE é permitir ao profissional de Educação Física avaliar o nível da capacidade física e as disfunções musculares.
Analise as seguintes afirmativas, concernentes à BIOMECÂNICA:
1- através da biomecânica e suas áreas de conhecimentos correlatas, como a antropometria, a fisiologia, a bioquímica, a psicologia, a física e a matemática, podemos analisar as causas e os efeitos do movimento.
2- a sistematização e otimização do rendimento esportivo e a diagnose da técnica de movimento e condição física fazem parte do campo de pesquisa que caracterizam o estudo do movimento humano.
3- a definição do conceito de força, sob o aspecto físico, somente pode ser interpretada a partir do efeito de sua
ação e, por isso, podemos interpretar apenas seus efeitos dinâmicos.
Analise as afirmativas apresentadas abaixo, quanto aos benefícios promovidos pela GINÁSTICA LABORAL.
1- Melhora a postura e promove a integração social.
2- Melhora a capacidade de concentração no trabalho e favorece o individualismo.
3- Melhora a mobilidade e a flexibilidade músculo-articular e a condição do estado de saúde em geral.
O correto está em:
A falta dupla em BASQUETEBOL ocorre quando dois oponentes cometem falta um contra o outro, ao mesmo tempo. Para tal, existem penalidades previstas. Analise as afirmativas abaixo e escreva V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Uma falta pessoal será marcada contra cada jogador ofensor e dois lances livres deverão ser concedidos.
( ) O jogo deverá recomeçar com uma reposição de fora para dentro da quadra, no local mais próximo de onde foi cometida a infração, pela equipe que tinha o controle da bola quando ocorreu a falta dupla.
( ) O jogo deverá recomeçar com uma bola ao alto entre os dois jogadores mais altos de cada equipe.
( ) O jogo deverá recomeçar e será marcada uma falta pessoal contra cada jogador ofensor. Nenhum lance livre deverá ser concedido.
A sequência correta está em: