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Q844206 Português

                   Fome é causada pela má distribuição e não pela falta de alimentos


      Em 2050, a população da Terra deverá chegar a 9 bilhões de pessoas. Já hoje não se consegue alimentar os atuais 6 bilhões. Especialistas alertam que será preciso encontrar novas concepções para lidar com o problema.

      Se em 2008 o número de vítimas da fome no mundo havia sido reduzido para menos de 1 bilhão, já em junho de 2009 essa marca foi ultrapassada. Neste ano, o número de famintos aumentou em 150 milhões. Muitas das soluções encontradas em certos países em desenvolvimento não dão mais conta do crescimento populacional.

      A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) já tinha reconhecido há 20 anos que "o problema não é tanto a falta de alimentos, mas a falta de vontade política". Como a pobreza é o principal causador da fome, esta diminui em países que empreendem políticas capazes de gerar empregos e renda. Em contrapartida, onde há despotismo, há fome e morte por inanição.

      Além disso, nos últimos anos, houve logo três crises que fizeram aumentar o número de famintos no chamado Terceiro Mundo. De 2007 a 2008, os custos extremamente altos de alimentos provocaram um aumento da fome. Mal os preços haviam baixado novamente, tais países foram atingidos pela crise financeira e pela recessão global, que provocou um colapso das exportações. A isso, somam-se as secas e más colheitas causadas pela mudança climática.


      Desenvolvimento era sinônimo de industrialização


      No entanto, há suficiente alimento no mundo para o sustento diário de todos os habitantes do planeta, afirma Benedikt Haerlin, da fundação Zukunftsstiftung Landwirtschaft, que apoia projetos ecológicos e sociais no setor agrícola. "Hoje produzimos alimentos demais. Muito mais do que seria necessário para alimentar a população atual, sendo que ainda nem estamos perto de esgotar o potencial da alimentação direta. E, para pequenos produtores rurais, dobrar a produção custa pouco", argumenta Haerlin, que participou da elaboração do Relatório Internacional sobre Ciência e Tecnologia Agrícolas para o Desenvolvimento (IAASTD, na sigla em Inglês) de 2008.

      O desenvolvimento rural e agrário esteve por muito tempo fora de moda. Desenvolvimento era sinônimo, principalmente de industrialização, exportação e urbanização. Hoje, mais da metade da população mundial vive em cidades – e, aos poucos, percebe-se que todos precisam comer e que nas cidades nada se planta. Isso se reflete também na ajuda ao desenvolvimento. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) passaram a conceder empréstimos para o desenvolvimento agrário.


      Problema não é a quantidade


      "Se temos 1 bilhão de pessoas que passam fome por não ter dinheiro para comprar comida e outro bilhão de clinicamente obesos, alguma coisa está obviamente errada", alerta Janice Jiggings, do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento em Londres. "O sistema agrário saiu do controle e, no futuro, não estaremos mais em condições de nos alimentar de forma pacífica e civilizada. Precisamos mudar todo o sistema. O consumidor já nota isso e, aos poucos, os políticos também.”

      Utilizar adubo artificial em solo ressecado, a fim de duplicar a produção agrária não é a solução. Atualmente, a agricultura já é uma das atividades que mais prejudicam o meio ambiente, não apenas sob o aspecto do desmatamento em favor de plantações e monoculturas, mas também porque a agricultura industrial contribui consideravelmente para a emissão de gases-estufa na atmosfera.

      "A ideia de que somos cada vez mais numerosos e por isso precisamos produzir mais é equivocada. Precisamos é produzir melhor. Menos da metade dos grãos hoje em dia é destinada à alimentação, enquanto a maior parte serve para fabricar rações animais, biocombustíveis e outros produtos industriais", explica Haerlin. "Aí fica claro que o problema não é se somos ou não materialmente capazes de produzir mais, e sim se há comida suficiente lá onde é necessária", conclui.


      Menos desperdício


      Já hoje existe mais comida que o necessário, garante o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. E sem cultivar um quilômetro quadrado que seja a mais, seria possível alimentar toda a população do planeta.

      "Ao mesmo tempo que temos uma crise de alimentos, jogamos fora 30% a 40% dos alimentos produzidos. Ao invés de nos perguntarmos onde podemos encontrar mais terra para cultivar ou se será preciso plantar na Lua, deveríamos olhar para o nosso quintal. Temos que encontrar estímulos financeiros para evitar que se jogue comida fora", conclui.

JEPPESEN, H.; ZAWADZKY, K.; ABDELMALACK, R. Fome é causada pela má distribuição e não pela falta de alimentos . Disponível em:<http://www.dw.com/pt-br/fome-%C3%A9-causada-pela-m%C3%A1-

distribui%C3%A7%C3%A3o-e-n%C3%A3o-pela-falta-de-alimentos/a-4792836>. Acesso em: 14 ago. 2017. (Adaptado). 

O texto defende a tese de que, atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas estão passando fome no mundo por causa
Alternativas
Q843427 Veterinária
Com base no Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – RIISPOA, assinale a opção que indica corretamente dois pontos considerados de eleição para verificação rotineira da presença de cistos de Cysticercus bovis, na linha de inspeção post-mortem de bovinos e bubalinos:
Alternativas
Q843426 Veterinária
Segundo o Decreto 9.013, de 29/03/2017, a critério do Serviço de Inspeção Federal e de acordo com os achados na inspeção post-mortem, podem ser utilizados como aproveitamento condicional para carcaças e vísceras dos animais abatidos os protocolos listados abaixo, exceto:
Alternativas
Q843424 Veterinária
A Listeria monocytogenes possui a habilidade de penetrar no organismo através das células M do intestino. Assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde ao fator de virulência responsável por tal habilidade:
Alternativas
Q843423 Veterinária
Na década de 90, quase todos os frangos à venda em varejos nos EUA estavam contaminados com cepas de Campylobacter jejuni resistentes a um antimicrobiano. Tal fato levou à proibição do uso deste antimicrobiano como promotor de crescimento para aves. Assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde à classe do antimicrobiano utilizado para este fim.
Alternativas
Q843422 Veterinária
Quanto ao principal fator de virulência ou característica da Brucella abortus que está relacionado com a sua patogenicidade em bovinos, assinale a opção correta.
Alternativas
Q843421 Veterinária
Na patogenia da pododermatite ou foot-rot em ovinos, agem em conjunto duas espécies bacterianas descritas na opção correta a seguir:
Alternativas
Q843420 Veterinária
Assinale a opção correta que indica o principal fator de virulência da Moraxella bovis relacionado a sua patogenia na ceratoconjuntivite infecciosa bovina.
Alternativas
Q843418 Veterinária
O Mycobacterium turbeculosis não possui fatores de virulência clássicos como os que promovem doença induzida por outros patógenos, como, por exemplo, a produção de toxinas. Assim, assinale qual componente abaixo é fundamental para a formação do granuloma:
Alternativas
Q843417 Veterinária
O vírus da Peste Suína Clássica pertence a família viral:
Alternativas
Q843416 Veterinária
A vacina contra o vírus da febre aftosa contém antígenos purificados e inativados das cepas O1 Campos, A24 Cruzeiro e C3 Indaial, emulsificados em óleo mineral. Assinale quais proteínas virais são removidas no processo de purificação desta vacina.
Alternativas
Q843415 Veterinária
Alguns gêneros bacterianos produzem o endósporo para se proteger do ambiente hostil. Assinale a opção correta que possui gêneros bacterianos com esta capacidade.
Alternativas
Q843414 Veterinária
Alguns fatores de virulência do Bacillus anthracis são codificados por plasmídeos, incluindo os genes das toxinas (antígeno de proteção, fator letal e fator edema) e os genes da cápsula. Assinale a opção correta que corresponde ao plasmídeo produtor de toxinas.
Alternativas
Q843413 Veterinária
O Clostridium botulinum produz sete sorotipos diferentes de neurotoxinas (A, B, C, D, E, F e G). Assinale quais destas toxinas são produzidas por genes de um bacteriófago lisogênico carreado por esta bactéria.
Alternativas
Q843412 Veterinária
Assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde à espécie bacteriana responsável pelo mormo em equinos.
Alternativas
Q843409 Veterinária
Considerando o descrito na Portaria MAPA nº 210/98, assinale a opção correta quanto ao procedimento imediato que os pés e pescoço com ou sem cabeça deverão sofrer quando retirados na linha de evisceração para fins comestíveis.
Alternativas
Q843408 Veterinária
Considerando o Artigo 495 do RIISPOA/2017, que trata das medidas cautelares, se houver evidência ou suspeita de que um produto de origem animal represente risco à saúde pública ou tenha sido alterado, adulterado ou falsificado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deverá adotar, isolada ou cumulativamente, as seguintes medidas cautelares:
Alternativas
Q843407 Veterinária
De acordo com os critérios de julgamento de carcaças, mais especificamente os previstos no Artigo 134 do RIISPOA/2017, as carcaças que apresentem abscessos múltiplos em órgãos ou em partes, sem repercussão no seu estado geral, deverão ser julgadas da seguinte forma:
Alternativas
Q843406 Veterinária
Conforme Parágrafo 6º do Artigo 90 do RIISPOA/2017, entre as espécies de pescados destinadas ao abate, assinale a opção que indica quais devem ser submetidas à inspeção ante-mortem.
Alternativas
Q843405 Veterinária
De acordo com a Portaria MAPA nº 711/95, são obrigatoriamente incisados nas “Linhas de Inspeção” os seguintes nodos linfáticos:
Alternativas
Respostas
18141: D
18142: D
18143: B
18144: C
18145: A
18146: C
18147: A
18148: E
18149: D
18150: B
18151: B
18152: A
18153: C
18154: B
18155: E
18156: D
18157: A
18158: C
18159: B
18160: C