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Q4124748 Legislação de Trânsito
Ocorrendo infração prevista na legislação de trânsito, lavrar-se-á auto de infração, do qual constará:

I. Tipificação da infração.
II. Local, data e hora do cometimento da infração.
III. Caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e espécie, e outros elementos julgados necessários à sua identificação.
IV. ___________________________
V. Identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento que comprovar a infração.
VI. Assinatura do infrator, sempre que possível, valendo esta como notificação do cometimento da infração.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do inciso IV, de acordo com o artigo 280 do CTB.
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Q4124747 Legislação de Trânsito
Caso o proprietário ou o condutor não esteja presente no momento da remoção do veículo, de acordo com o artigo 271, parágrafo 6º, do CTB, a autoridade de trânsito deverá expedir ao proprietário a notificação prevista no § 5º do mesmo artigo, por remessa postal ou por outro meio tecnológico hábil que assegure a sua ciência, no prazo de
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Q4124746 Legislação de Trânsito
No caso do condutor que exerce atividade remunerada com o veículo e que tenha cometido duas infrações gravíssimas no período de doze meses, a penalidade de suspensão do direito de dirigir dar-se-á quando o condutor atingir
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Q4124745 Legislação de Trânsito
Fica criado, conforme o artigo 268-A do CTB, o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), administrado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, com a finalidade de cadastrar os condutores que não cometeram infração de trânsito sujeita à pontuação prevista no artigo 259 do CTB, conforme regulamentação do Contran, nos últimos
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Q4124742 Legislação de Trânsito
Um agente de autoridade de trânsito, quando efetuando seu trabalho em uma determinada via, abordou um veículo imobilizado na via por falta de combustível.
De acordo com o artigo 180 do CTB, esse condutor cometeu uma infração de natureza 
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Q4124741 Legislação de Trânsito
Será tolerado um percentual sobre os limites de peso bruto total e peso bruto transmitido por eixo de veículos à superfície das vias, quando aferido por equipamento, na forma estabelecida pelo
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Q4124740 Legislação de Trânsito
Aos guindastes autopropelidos ou caminhões poderá ser concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, autorização especial de trânsito, atendidas as medidas de segurança consideradas necessárias, com prazo de
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Q4124739 Legislação de Trânsito
Na execução de situações de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via deverá comunicar previamente à comunidade, de acordo com o artigo 95 do CTB, por meio dos canais de comunicação social, acerca de qualquer interdição da via, devendo indicar os trajetos alternativos a serem utilizados, com antecedência mínima de
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Q4124738 Legislação de Trânsito
A afixação de publicidade, bem como de quaisquer inscrições, legendas ou símbolos ao longo das vias, de acordo com o artigo 83 do CTB, fica condicionada à prévia aprovação do órgão ou entidade de trânsito com
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Q4124736 Legislação de Trânsito
Analisando o artigo 61 do CTB, a velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito. Onde não existir sinalização regulamentadora, em uma via caracterizada como arterial, a velocidade máxima será de
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Q4124735 Legislação de Trânsito
Assinale a alternativa que contempla uma via rural, de acordo com o artigo 60, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
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Q4119319 Português
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

O narrador foi        uma festa em que foram servidos salgadinhos muito diferentes dos tradicionais. Um convidado se atreveu         comer o misterioso talo branco que estava unido        coxinha.
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Q4119318 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Saudade da coxa de catupiry


    Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.

    Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda.

   Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço?

   Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa.

   Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão.


(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta trecho do texto reescrito em conformidade com a norma-padrão de regência verbal.
Alternativas
Q4119317 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Saudade da coxa de catupiry


    Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.

    Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda.

   Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço?

   Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa.

   Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão.


(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:

•  “... alguns deles tão complexos e empetecados...” (2o parágrafo)
•  “Era, de fato, uma minicoxinha...” (3o parágrafo)
•  “Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora...” (4o parágrafo)

As expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Alternativas
Q4119316 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Saudade da coxa de catupiry


    Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.

    Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda.

   Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço?

   Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa.

   Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão.


(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
O narrador inclui o leitor no texto no seguinte trecho:
Alternativas
Q4119315 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Saudade da coxa de catupiry


    Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.

    Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja, a gente não tinha dúvidas ‒ o que ali estava era croquete, coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles tão complexos e empetecados que você se pergunta se não seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir com legenda.

   Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento, estenderam na minha direção um artefato aparentemente comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha ‒ mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda, um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana ‒ onde vamos parar? E o que fazer com o bagaço?

   Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo. Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi, que depois sumiram do mapa.

   Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho? Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz. Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho de feijão.


(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
É correto afirmar que, em sua infância, o narrador
Alternativas
Q4119314 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   O exercício da cancerologia é uma lição permanente de humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água em vez dos remédios prescritos.

   Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige não só conhecimento científico, mas também compreensão da alma humana em profundidade, apenas acessível aos que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.

   Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos, benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular, para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.


(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
A norma-padrão de concordância verbal foi respeitada em:
Alternativas
Q4119313 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   O exercício da cancerologia é uma lição permanente de humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água em vez dos remédios prescritos.

   Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige não só conhecimento científico, mas também compreensão da alma humana em profundidade, apenas acessível aos que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.

   Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos, benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular, para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.


(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
Em “Para conseguir que um doente incurável viva o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a morte com tranquilidade, é preciso muito mais.” (2o parágrafo), as expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de 
Alternativas
Q4119312 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   O exercício da cancerologia é uma lição permanente de humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água em vez dos remédios prescritos.

   Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige não só conhecimento científico, mas também compreensão da alma humana em profundidade, apenas acessível aos que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.

   Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos, benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular, para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.


(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
A palavra destacada está empregada com sentido figurado no seguinte trecho:
Alternativas
Q4119311 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   O exercício da cancerologia é uma lição permanente de humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água em vez dos remédios prescritos.

   Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige não só conhecimento científico, mas também compreensão da alma humana em profundidade, apenas acessível aos que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.

   Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos, benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular, para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.


(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
Segundo o texto, pessoas que têm contato frequente com a morte
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Respostas
61: C
62: B
63: E
64: D
65: C
66: E
67: C
68: D
69: B
70: C
71: A
72: A
73: D
74: E
75: B
76: C
77: A
78: D
79: B
80: C