Questões de Concurso Comentadas para professor de ensino fundamental

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Q3967027 Português
Leia o texto e responda à questão.

O mito do “multitarefa”: a mente em 15 abas e a sensação de não concluir nada

Eu descobri que minha mente não é um cérebro. É um navegador. E eu sou o tipo de pessoa que abre abas como quem coleciona possibilidades: com entusiasmo, sem critério e com a esperança ingênua de que “depois eu volto”.

Começa sempre com uma intenção nobre. Vou responder um e-mail. Abro o computador, encaro a caixa de entrada e penso: “Agora vai”. Aí vejo uma mensagem pedindo um arquivo. Preciso achar o arquivo. Abro a pasta. Não lembro onde salvei. Pesquiso pelo nome. Aparecem três versões: “final”, “final mesmo” e “final agora vai”. Abro as três, para comparar. Três abas mentais.

No meio disso, lembro que tenho que pagar uma conta. Abro o app do banco. Ele pede senha, biometria, confirmação por SMS e, se pudesse, pediria uma redação sobre responsabilidade financeira. Enquanto espero o código, olho uma notificação: “Você tem 24 mensagens não lidas”. Eu não tenho 24 mensagens. Eu tenho 24 pequenas urgências em formato de balão.

Eu volto para o e-mail. Escrevo “Olá, tudo bem?”. Pauso. Porque aparece a dúvida existencial do multitarefa: eu ponho vírgula depois do “Olá”? Eu estou sendo formal demais? Releio. De repente, estou revisando o tom, a pontuação e o sentido da vida.

Aí eu lembro do café. Vou até a cozinha. No caminho, vejo a pia. A pia olha para mim como um lembrete de que eu tenho um lar e um passado. Eu lavo uma xícara “rapidinho”. Só que “rapidinho” é uma palavra mentirosa. Quando vejo, estou lavando mais três coisas, organizando a esponja e pensando que talvez eu devesse comprar uma plantinha, porque adultos compram plantinhas para se sentirem equilibrados.

Volto para o computador com o café. Sento. Abro a aba errada. Estou lendo sobre plantas. Como cheguei aqui? Ah, sim: a plantinha. O algoritmo, sempre gentil, me oferece “10 plantas que sobrevivem a quem esquece de regar”. Eu me sinto visto.

Fecho. Ou tento fechar. Porque surge um pop-up: “Você tem certeza que deseja sair?”. O computador tem mais cuidado comigo do que eu mesmo. Abro o documento do arquivo “final”. Percebo um erro. Vou corrigir. Mas antes, preciso confirmar um dado.

Abro uma busca rápida. A busca rápida vira um buraco. Em dois cliques, estou lendo uma discussão de 2017 entre desconhecidos com opiniões fortes e pouca pontuação. Eu nem concordo com ninguém, mas sigo lendo, como se fosse importante para a minha carreira.

Meu celular vibra. Mensagem. Eu respondo. Enquanto respondo, alguém manda áudio. Eu ouço no 1,5x, porque eu sou multitarefa e moderno. O áudio fala de um assunto que exige resposta cuidadosa. Eu penso “vou responder depois”. Só que “depois” é a prateleira onde eu guardo tudo o que eu não quero lidar agora. Essa prateleira está lotada.

Em algum momento, eu olho para o alto da tela: 15 abas abertas. Quinze. Algumas são úteis. Outras são lembranças de decisões interrompidas. Uma delas é uma música que eu nem dei play. Ela está ali apenas para me julgar em silêncio.

O mito do multitarefa é que ele parece eficiência. Na prática, ele é uma forma elegante de fragmentar a atenção. Você faz um pouco de tudo e termina com a sensação de não ter feito nada. É como cozinhar 15 pratos ao mesmo tempo e, no fim, comer biscoito em pé.

No final do dia, eu fecho o notebook e sinto uma vitória estranha: não resolvi tudo, mas sobrevivi ao meu próprio navegador mental. E penso que talvez a solução não seja fazer mais coisas. Talvez seja fechar abas. Uma de cada vez. E, principalmente, aceitar que foco não é uma virtude mística. É só uma escolha repetida. Com teimosia. E com menos “rapidinhos”.

Fonte: Banca Examinadora
A organização do texto em sequências curtas (“Abro… Pauso… Volto… Fecho…”) contribui para o sentido global porque
Alternativas
Q3967026 Português
Leia o texto e responda à questão.

O mito do “multitarefa”: a mente em 15 abas e a sensação de não concluir nada

Eu descobri que minha mente não é um cérebro. É um navegador. E eu sou o tipo de pessoa que abre abas como quem coleciona possibilidades: com entusiasmo, sem critério e com a esperança ingênua de que “depois eu volto”.

Começa sempre com uma intenção nobre. Vou responder um e-mail. Abro o computador, encaro a caixa de entrada e penso: “Agora vai”. Aí vejo uma mensagem pedindo um arquivo. Preciso achar o arquivo. Abro a pasta. Não lembro onde salvei. Pesquiso pelo nome. Aparecem três versões: “final”, “final mesmo” e “final agora vai”. Abro as três, para comparar. Três abas mentais.

No meio disso, lembro que tenho que pagar uma conta. Abro o app do banco. Ele pede senha, biometria, confirmação por SMS e, se pudesse, pediria uma redação sobre responsabilidade financeira. Enquanto espero o código, olho uma notificação: “Você tem 24 mensagens não lidas”. Eu não tenho 24 mensagens. Eu tenho 24 pequenas urgências em formato de balão.

Eu volto para o e-mail. Escrevo “Olá, tudo bem?”. Pauso. Porque aparece a dúvida existencial do multitarefa: eu ponho vírgula depois do “Olá”? Eu estou sendo formal demais? Releio. De repente, estou revisando o tom, a pontuação e o sentido da vida.

Aí eu lembro do café. Vou até a cozinha. No caminho, vejo a pia. A pia olha para mim como um lembrete de que eu tenho um lar e um passado. Eu lavo uma xícara “rapidinho”. Só que “rapidinho” é uma palavra mentirosa. Quando vejo, estou lavando mais três coisas, organizando a esponja e pensando que talvez eu devesse comprar uma plantinha, porque adultos compram plantinhas para se sentirem equilibrados.

Volto para o computador com o café. Sento. Abro a aba errada. Estou lendo sobre plantas. Como cheguei aqui? Ah, sim: a plantinha. O algoritmo, sempre gentil, me oferece “10 plantas que sobrevivem a quem esquece de regar”. Eu me sinto visto.

Fecho. Ou tento fechar. Porque surge um pop-up: “Você tem certeza que deseja sair?”. O computador tem mais cuidado comigo do que eu mesmo. Abro o documento do arquivo “final”. Percebo um erro. Vou corrigir. Mas antes, preciso confirmar um dado.

Abro uma busca rápida. A busca rápida vira um buraco. Em dois cliques, estou lendo uma discussão de 2017 entre desconhecidos com opiniões fortes e pouca pontuação. Eu nem concordo com ninguém, mas sigo lendo, como se fosse importante para a minha carreira.

Meu celular vibra. Mensagem. Eu respondo. Enquanto respondo, alguém manda áudio. Eu ouço no 1,5x, porque eu sou multitarefa e moderno. O áudio fala de um assunto que exige resposta cuidadosa. Eu penso “vou responder depois”. Só que “depois” é a prateleira onde eu guardo tudo o que eu não quero lidar agora. Essa prateleira está lotada.

Em algum momento, eu olho para o alto da tela: 15 abas abertas. Quinze. Algumas são úteis. Outras são lembranças de decisões interrompidas. Uma delas é uma música que eu nem dei play. Ela está ali apenas para me julgar em silêncio.

O mito do multitarefa é que ele parece eficiência. Na prática, ele é uma forma elegante de fragmentar a atenção. Você faz um pouco de tudo e termina com a sensação de não ter feito nada. É como cozinhar 15 pratos ao mesmo tempo e, no fim, comer biscoito em pé.

No final do dia, eu fecho o notebook e sinto uma vitória estranha: não resolvi tudo, mas sobrevivi ao meu próprio navegador mental. E penso que talvez a solução não seja fazer mais coisas. Talvez seja fechar abas. Uma de cada vez. E, principalmente, aceitar que foco não é uma virtude mística. É só uma escolha repetida. Com teimosia. E com menos “rapidinhos”.

Fonte: Banca Examinadora
A crítica do narrador ao “multitarefa” se apoia, de modo implícito, no pressuposto de que
Alternativas
Q3936756 Pedagogia
Em uma turma do Ensino Fundamental II, o professor percebe que parte dos alunos não acompanha adequadamente os conteúdos trabalhados, apesar das aulas expositivas regulares. Ao analisar o desempenho da turma, identifica dificuldades persistentes e decide rever suas estratégias pedagógicas.
Diante dessa situação, assinale a alternativa que apresenta a ação correta, conforme os princípios do planejamento pedagógico e da avaliação da aprendizagem.
Alternativas
Q3936755 Pedagogia
Analise o texto abaixo:
A avaliação ..................... tem como finalidade verificar resultados ao final de um período, enquanto a avaliação ..................... orienta intervenções pedagógicas ao longo do processo de ensino.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3936754 Pedagogia
No Ensino Fundamental II, os processos de ensino e aprendizagem devem considerar que os estudantes:
Alternativas
Q3936753 Pedagogia
Analise o texto abaixo:
A relação entre escola, família e comunidade contribui para o processo educativo ao fortalecer o .....(1)..... dos estudantes e promover a .....(2)..... das ações pedagógicas.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
Alternativas
Q3936752 Pedagogia
No contexto do Ensino Fundamental II, a gestão da sala envolve:
Alternativas
Q3936751 Pedagogia
No Ensino Fundamental II, a progressão das aprendizagens, conforme orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pressupõe:
Alternativas
Q3936750 Pedagogia
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) sobre o planejamento e a organização do trabalho pedagógico no Ensino Fundamental II.
( ) O plano de ensino expressa a intencionalidade pedagógica ao articular objetivos, conteúdos, metodologias e critérios de avaliação ao longo do período letivo.
( ) O planejamento pedagógico tem caráter fixo, devendo ser cumprido integralmente, independentemente dos resultados observados na aprendizagem dos alunos.
( ) O plano de aula detalha as ações didáticas previstas para situações específicas de ensino, podendo ser ajustado conforme as necessidades da turma.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3936749 Pedagogia
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) sobre avaliação da aprendizagem no Ensino Fundamental II.
( ) A avaliação diagnóstica subsidia o planejamento ao identificar conhecimentos prévios e as necessidades de aprendizagem dos estudantes.
( ) A avaliação formativa apoia intervenções pedagógicas ao longo do processo, permitindo replanejamento e acompanhamento contínuo do desempenho.
( ) A avaliação somativa tem como finalidade principal orientar ajustes imediatos nas estratégias de ensino durante o desenvolvimento das aulas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3936190 Pedagogia
Uma escola do campo atende estudantes de uma comunidade quilombola e de localidades vizinhas. Nos últimos bimestres, a equipe pedagógica percebe que atividades relacionadas ao território surgem como iniciativas pontuais, enquanto a maior parte das sequências didáticas segue modelos pouco conectados à realidade local. Em certos períodos do ano, aumentam ausências por demandas comunitárias e a escola tem recorrido a “pacotes de reposição” para regularizar frequência, com baixo efeito na continuidade das aprendizagens. Em reunião ampliada, representantes comunitários solicitam que conteúdos sejam tratados a partir de referências do território e que decisões pedagógicas sejam discutidas em formatos mais acessíveis às famílias. Entre os docentes, aparecem três encaminhamentos: criar uma atividade optativa no contraturno; concentrar o tema em um evento anual ou rever sequências didáticas para integrar o território às áreas; e redefinir como acompanhar a progressão quando houver ausências sazonais.
Assinale a alternativa correta diante da Educação Escolar Quilombola.
Alternativas
Q3936189 Pedagogia
Uma rede municipal aderiu a um programa de melhoria de resultados com vigência de dois anos e publicou um ato que orienta cada escola a anexar ao PPP um “Regimento Pedagógico Local”, no qual poderá ajustar critérios de progressão, formas de recuperação e composição do calendário, “para responder às necessidades do território”.
Em reunião, surgem dúvidas: parte do grupo entende que, por ser norma do sistema municipal e ter sido aprovada em instância colegiada, o regimento local passa a ser a principal referência; outros defendem que o PPP deve apenas detalhar o que já está previsto nacionalmente.
Assinale a alternativa correta no contexto da LDB e de sua função estruturante na educação nacional.
Alternativas
Q3936188 Pedagogia
As políticas educacionais brasileiras têm enfrentado novos desafios relacionados ao uso de tecnologias.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma medida implementada em 2025.
Alternativas
Q3936187 Atualidades
As questões de gênero e relações étnico-raciais ganharam destaque nas políticas públicas brasileiras em 2024.
Assinale a alternativa correta considerando os dados sobre violência.
Alternativas
Q3936186 Pedagogia
As políticas públicas de educação no Brasil envolvem diversos programas intersetoriais.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das principais iniciativas de integração entre saúde e educação.
Alternativas
Q3936185 Geografia
A densidade demográfica de Urubici apresenta características específicas relacionadas à sua extensão territorial e população.
De acordo com os dados oficiais, a densidade demográfica do município é de aproximadamente:
Alternativas
Q3936183 Geografia
Os recursos naturais de Santa Catarina contribuem significativamente para a economia estadual.
Assinale a alternativa correta considerando a diversidade destes recursos.
Alternativas
Q3936181 Geografia
De acordo com a estimativa populacional oficial divulgada pelo IBGE em agosto de 2025, o número de habitantes no Brasil, é de aproximadamente:
Alternativas
Q3936171 Português

Texto 1

 

Artesanato se torna uma forma de terapia para diferentes gerações

Especialistas explicam os benefícios terapêuticos do artesanato e como ele conecta diferentes gerações.

 

O artesanato, uma prática que envolve criar com as mãos, tem sido cada vez mais reconhecido como uma ferramenta poderosa para a saúde mental. De acordo com um estudo publicado em 2020 no periódico Frontiers in Public Health, atividades manuais como crochê, costura e tricô estão diretamente associadas ao aumento do bem-estar emocional. A pesquisa, que analisou dados de 7.182 adultos na Inglaterra, revelou que o envolvimento com a Criação de Artes e Artesanato (CAC) prevê significativamente maior satisfação com a vida.


O estudo utilizou dados do Taking Part Survey, uma pesquisa domiciliar do Reino Unido realizada entre 2019 e 2020, que investiga a participação cultural e esportiva da população. Por meio de métodos estatísticos, os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas, independentemente de fatores como idade, gênero, emprego ou saúde.


Além disso, a pesquisa destacou que o artesanato ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e estresse. Para os autores do estudo, essas práticas são uma ferramenta acessível e de baixo custo que pode ser utilizada em nível de saúde pública para promover o bem-estar emocional.

 

O papel da arteterapia na saúde mental

A psicóloga clínica Ana Paula Oliveira Bodanese, que atua há oito anos com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e trabalha com psicopatologias e adoecimento mental, explica que atividades manuais e oficinas são excelentes instrumentos terapêuticos, utilizados em diversos contextos, incluindo casos que exigem internação. Ela destaca a influência histórica da luta antimanicomial no Brasil, que promoveu a integração de pacientes por meio de oficinas terapêuticas, técnica desenvolvida pela psiquiatra Nise da Silveira. “Essas práticas revolucionaram a maneira de enxergar o tratamento em saúde mental”, afirma.


Segundo a psicóloga, a arteterapia é uma ferramenta poderosa para expressar emoções e promover autorregulação. “A arteterapia é uma ferramenta excelente para que o paciente possa expressar suas emoções.

As oficinas são interpretadas com uma ferramenta mais “segura” de expressão. Elas não substituem o tratamento psicológico e psiquiátrico convencional, mas são um elemento extra para promover saúde e bem-estar”, ressalta.


Ana Paula também enfatiza que o ato de criar algo do zero pode ajudar a construir autoestima e autoconfiança. “Com certeza! Pode ainda trazer concretude a emoções e permite a socialização quando é feito em pequenos grupos.”


Quando questionada se o crochê e a costura podem ser considerados formas de meditação ativa, a psicóloga explica que, embora não sejam meditação em si, essas atividades têm um caráter meditativo.


Ana Paula também compartilha que, em seu trabalho, busca orientar pacientes a atividades que promovam prazer e relaxamento. “Nessa orientação, buscamos as mais diversas atividades junto com os pacientes, inclusive artesanatos e outras formas de expressão.” Além disso, ela destaca que toda prática de uma nova atividade é estimulante para o cérebro.


Por fim, a psicóloga explica que pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que têm dificuldade em controlar a atenção, podem se beneficiar de atividades como o artesanato. “O aprendizado de uma habilidade tende a ser uma ótima forma de regular o foco como complemento ao tratamento tradicional”, conclui.


[…]

 

Fonte: https://jornalismo.iesb.br/saude/artesanato-se-torna-uma-forma-de-terapia-para-diferentes-geracoes/

Neste fragmento do Texto 1: “[…] os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas”, é correto afirmar que o verbo “descobriram” exerce a função de:
Alternativas
Respostas
181: B
182: D
183: E
184: C
185: D
186: A
187: B
188: E
189: B
190: A
191: C
192: D
193: E
194: A
195: D
196: B
197: B
198: C
199: E
200: C