Questões de Concurso Comentadas para fiscal sanitário

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Q3978860 Saúde Pública
Após denúncia de possível intoxicação alimentar associada a um buffet, o Fiscal Sanitário precisa coletar amostras para análise laboratorial, preservando a confiabilidade do resultado. A providência essencial para a cadeia de custódia e validade da análise é: 
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Q3978859 Saúde Pública
Em inspeção de uma lanchonete, o Fiscal observa manipulador com adornos, higienização inadequada das mãos entre tarefas e superfícies com resíduos acumulados. O responsável solicita “apenas um aviso”, alegando que o movimento está intenso. A ação inicial compatível com a proteção da saúde coletiva é: 
Alternativas
Q3978858 Saúde Pública
Um supermercado apresenta evidências de roedores (fezes e trilhas) na área de armazenamento. O gerente informa que “fez dedetização ontem” e que, por isso, não precisa alterar rotinas de limpeza e armazenamento. Assinale a alternativa correta quanto ao controle eficaz de pragas. 
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Q3978857 Saúde Pública
A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Em períodos fora da sazonalidade da doença é que ações preventivas devem ser adotadas. É o momento ideal para manutenção de medidas que visem impedir epidemias futuras. Nesse sentido, além das ações realizada pelos agentes de saúde, a população deve fazer a sua parte através do(a):
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Q3978856 Saúde Pública
Em um município, casos de uma doença transmitida por vetor ocorrem todos os anos em níveis relativamente estáveis. Em determinado mês, há aumento abrupto e acima do esperado, com expansão para vários bairros. Para orientar a comunicação interna e a priorização das ações, o Fiscal Sanitário precisa classificar corretamente os fenômenos. Nesse sentido, é correto afirmar que: 
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Q3978695 Noções de Informática
No Microsoft Word, o recurso que permite criar automaticamente um conjunto de documentos personalizados (como cartas ou etiquetas) a partir de uma única fonte de dados é o(a): 
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Q3978694 Noções de Informática
Análise as informações abaixo sobre recursos disponíveis no Microsoft Word.
I. Aplica às páginas de um documento um layout de retrato ou paisagem.
II. Acrescenta um “texto fantasma” atrás do conteúdo de uma página de um documento.
As informações I e II referem-se, respectivamente, aos seguintes recursos:
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Q3978687 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No segmento “Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira...”, o termo “anuência” introduz uma ideia decisiva para a leitura do período, pois sugere uma postura institucional diante da imagem atribuída aos sofistas. Considerando o sentido assumido pela palavra no contexto, assinale a alternativa em que o vocábulo proposto pode substituí-la sem alteração relevante de significado. 
Alternativas
Q3978686 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No período “Platão nunca os perdoou.”, o autor retoma, por meio de um pronome, um referente previamente mencionado no texto, evitando repetição lexical e mantendo a coesão. Considerando a função que esse termo desempenha na estrutura da oração, assinale a alternativa que apresenta a classificação sintática correta de “os”.
Alternativas
Q3978685 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
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Ao comentar a etimologia de “escola” como derivada de um termo grego ligado ao ócio, o texto delineia uma relação entre condições materiais e acesso à formação intelectual. À luz dessa discussão, analise as assertivas:
I. O ócio é apresentado como disponibilidade socialmente condicionada, vinculada a renda e bens que permitem leitura e debates.
II. A condição de escravizado é descrita como rotina extenuante, incompatível com uma educação elaborada e contínua.
III. O ócio é definido como efeito do desinteresse ateniense por política, o que explica a marginalização do estudo sistemático.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3978684 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No fecho do texto, após a discussão acerca da máxima “o homem é a medida de todas as coisas”, o autor descreve um mecanismo contemporâneo que personaliza conteúdos e recomendações conforme o histórico de cada usuário. À luz dessa descrição, assinale a alternativa que interpreta corretamente a relação proposta. 
Alternativas
Q3978683 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
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na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
Considere o período: “Estes ‘novos ricos’ tinham posses, mas careciam de tradição.” À luz do encadeamento entre as duas informações articuladas pela conjunção, assinale a alternativa que identifica corretamente a circunstância expressa por “mas”. 
Alternativas
Q3978682 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No primeiro parágrafo, o autor explica por que “sofista” se cristalizou como termo depreciativo no léxico filosófico. Considerando a argumentação explicitada, assinale a alternativa que traduz o fundamento dessa depreciação. 
Alternativas
Q3963604 Direito Administrativo
A ética pública é o conjunto de princípios e regras que orientam a conduta de agentes públicos, priorizando o interesse coletivo, a moralidade, a impessoalidade e a legalidade. O fiscal sanitário deve pautar sua conduta na ética pública. Sobre sua responsabilidade, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3963603 Técnicas em Laboratório
 A coleta de amostras para análise laboratorial é um procedimento crítico que exige rigor técnico para garantir a integridade da amostra, incluindo preparação do paciente, uso de EPIs, técnicas assépticas, identificação correta (nome, data) e armazenamento e transporte adequados (refrigeração, tubos específicos), para evitar contaminação ou degradação. Sendo assim, assinale a alternativa CORRETA que indica o procedimento adequado.
Alternativas
Q3963602 Direito Sanitário
O controle de pragas em estabelecimentos que manipulam alimentos (restaurantes, indústrias, mercados, padarias) deve ser rigoroso e contínuo. Sua importância vai além da higiene, sendo crucial para a saúde pública, segurança alimentar, conformidade legal e a reputação do negócio. Sobre as diretrizes da Resolução da Diretoria Colegiada nº 216/2004, marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo:

(__)O estabelecimento deve utilizar venenos em pó livremente sobre as bancadas de manipulação para garantir a eliminação de insetos.
(__)Edificações devem possuir barreiras físicas, como telas milimétricas em janelas e ralos sifonados, para impedir a entrada de vetores.
(__)O controle químico (dedetização) deve ser realizado exclusivamente pelos próprios funcionários do local para reduzir custos operacionais.
(__)É permitida a presença de animais domésticos (cães e gatos) nas áreas de preparação, desde que possuam carteira de vacinação em dia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo. 
Alternativas
Q3963601 Direito Administrativo
O processo administrativo é o conjunto de atos ordenados, realizado pela Administração Pública ou envolvendo particulares, para tomar decisões, aplicar sanções ou apurar infrações funcionais, garantindo contraditório, ampla defesa e legalidade. Após a lavratura do auto de infração, inicia-se o processo administrativo (BRASIL, 1977). Sobre os prazos e direitos, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3963600 Saúde Pública
O gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) é o conjunto de procedimentos de gestão para planejar e manejar resíduos perigosos (patogênicos, químicos, perfurocortantes) gerados em hospitais e clínicas, visando à segurança dos trabalhadores e à proteção ambiental. Sobre o gerenciamento de RSS, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3963599 Direito Sanitário
 A RDC nº 216/2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação no Brasil. Ela é obrigatória para restaurantes, lanchonetes, cozinhas industriais e similares, focando em prevenir doenças transmitidas por alimentos através de higiene, infraestrutura, manipulação correta e capacitação de pessoal. Sobre o manejo de resíduos nesses locais, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3963598 Direito Sanitário
Os atos da fiscalização sanitária para cessar riscos à saúde constituem o exercício do "poder de polícia" administrativa, visando proteger a população contra produtos, serviços e ambientes que ofereçam perigo iminente. Em casos de risco sanitário grave, a autoridade pode agir imediatamente, sem necessidade de prévia manifestação do interessado. São atos da fiscalização sanitária para cessar riscos à saúde. Sobre a interdição, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
321: C
322: B
323: C
324: A
325: D
326: D
327: C
328: A
329: B
330: C
331: B
332: D
333: D
334: C
335: A
336: D
337: D
338: B
339: D
340: B