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Leia a reportagem a seguir para responder à questão.
TDAH: O QUE O TIKTOK NÃO CONTA
Por Rafael Battaglia
Atualizado em 19 ago 2024, 09h38 - Publicado em 16 ago 2024, 10h00
O TDAH atinge 5,3% das crianças e adolescentes em todo o mundo, e 2,5% da população adulta. A condição está presente há décadas nos principais manuais de transtornos mentais – mas nunca se falou tanto sobre ela como nos últimos anos.
Nos EUA, vídeos com a hashtag “#adhd” (sigla em inglês do transtorno) somaram 35 bilhões de visualizações nos últimos três anos no TikTok. A plataforma virou palco para milhares de pessoas com TDAH, que compartilharam ali suas experiências de vida e as técnicas que desenvolveram para vencer as dificuldades impostas pelo transtorno na escola, no trabalho e dentro de casa.
O lado positivo, é claro, é o aumento da conscientização – o que tem levado a mais diagnósticos.
Mas a ascensão do TDHA no TikTok e em outras redes tem um lado indigesto: não faltam vídeos que prometem um diagnóstico em poucos minutos, supostas curas ou que apresentam testes sem validade científica. Em 2022, uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas.
Por que esses conteúdos viralizam? Porque é fácil se identificar com as situações e os sintomas descritos. Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?
Episódios pontuais, porém, não bastam. O TDAH é uma condição séria que se não tratada da maneira adequada pode trazer uma série de problemas. Indivíduos com o transtorno sofrem mais acidentes, demissões no trabalho e reprovações na escola. Também se divorciam mais e são mais propensos a desenvolver ansiedade e depressão. Dentre as pessoas com TDAH, há maior incidência de abuso de álcool e drogas, obesidade e suicídio.
No final dos anos 1980, o DDA [déficit de atenção] foi rebatizado para o nome que usamos hoje, “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade”. E, em 2000, o manual [DSM – Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais] definiu que o TDAH poderia se manifestar de três formas possíveis: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa e impulsiva ou de maneira combinada. Essa é a classificação usada pelos profissionais da saúde atuais.
Não faltam ferramentas para controlar o TDAH, e o esforço para que elas cheguem a mais pessoas precisa ser constante. De preferência, sem informações falsas. Viver com o transtorno é um quebra-cabeça complexo. Mas as peças não precisam ficar ainda mais misturadas.
BATTAGLIA, Rafael. TDAH: o que o TikTok não conta. Revista Superinteressante [on-line], 19 ago. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/tdah-o- que-o-tiktok-nao-conta/. Acesso em: 31 ago. 2024. Adaptado.
Levando em conta o funcionamento linguístico do texto, considere as seguintes assertivas.
I- Devido à sua natureza informativa, a reportagem apresenta uma grande incidência de substantivos e adjetivos ao tratar sobre o TDAH.
II- O adjetivo supostas em “supostas curas” questiona a própria denominação de curas.
III- Em “uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas”, a concordância verbal está comprometida.
IV- Em “Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?”, os verbos esquecer, perder e procrastinar apresentam a mesma regência.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia a reportagem a seguir para responder à questão.
TDAH: O QUE O TIKTOK NÃO CONTA
Por Rafael Battaglia
Atualizado em 19 ago 2024, 09h38 - Publicado em 16 ago 2024, 10h00
O TDAH atinge 5,3% das crianças e adolescentes em todo o mundo, e 2,5% da população adulta. A condição está presente há décadas nos principais manuais de transtornos mentais – mas nunca se falou tanto sobre ela como nos últimos anos.
Nos EUA, vídeos com a hashtag “#adhd” (sigla em inglês do transtorno) somaram 35 bilhões de visualizações nos últimos três anos no TikTok. A plataforma virou palco para milhares de pessoas com TDAH, que compartilharam ali suas experiências de vida e as técnicas que desenvolveram para vencer as dificuldades impostas pelo transtorno na escola, no trabalho e dentro de casa.
O lado positivo, é claro, é o aumento da conscientização – o que tem levado a mais diagnósticos.
Mas a ascensão do TDHA no TikTok e em outras redes tem um lado indigesto: não faltam vídeos que prometem um diagnóstico em poucos minutos, supostas curas ou que apresentam testes sem validade científica. Em 2022, uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas.
Por que esses conteúdos viralizam? Porque é fácil se identificar com as situações e os sintomas descritos. Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?
Episódios pontuais, porém, não bastam. O TDAH é uma condição séria que se não tratada da maneira adequada pode trazer uma série de problemas. Indivíduos com o transtorno sofrem mais acidentes, demissões no trabalho e reprovações na escola. Também se divorciam mais e são mais propensos a desenvolver ansiedade e depressão. Dentre as pessoas com TDAH, há maior incidência de abuso de álcool e drogas, obesidade e suicídio.
No final dos anos 1980, o DDA [déficit de atenção] foi rebatizado para o nome que usamos hoje, “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade”. E, em 2000, o manual [DSM – Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais] definiu que o TDAH poderia se manifestar de três formas possíveis: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa e impulsiva ou de maneira combinada. Essa é a classificação usada pelos profissionais da saúde atuais.
Não faltam ferramentas para controlar o TDAH, e o esforço para que elas cheguem a mais pessoas precisa ser constante. De preferência, sem informações falsas. Viver com o transtorno é um quebra-cabeça complexo. Mas as peças não precisam ficar ainda mais misturadas.
BATTAGLIA, Rafael. TDAH: o que o TikTok não conta. Revista Superinteressante [on-line], 19 ago. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/tdah-o- que-o-tiktok-nao-conta/. Acesso em: 31 ago. 2024. Adaptado.
A reportagem a seguir se refere à questão.
POR QUE AS VACINAS CONTRA MPOX SÓ ESTÃO CHEGANDO AGORA NA ÁFRICA?
REUTERS
25/08/2024 – 11:03
As primeiras 10 mil vacinas para mpox deverão finalmente chegar na semana que vem na África, onde uma nova e perigosa estirpe do vírus – que afeta as pessoas há décadas – está causando um alarme global.
A lenta chegada das vacinas – que já foram disponibilizadas em mais de 70 países fora de África – mostrou que as lições aprendidas com a pandemia da Covid-19 sobre as desigualdades globais nos cuidados de saúde têm demorado a trazer mudanças, disseram autoridades de saúde pública e cientistas.
Entre os obstáculos está a demora da Organização Mundial da Saúde (OMS) em iniciar oficialmente o processo necessário para dar aos países pobres acesso fácil a grandes quantidades de vacinas através de agências internacionais, o que só aconteceu este mês.
Autoridades e cientistas disseram à Reuters que isso poderia ter começado anos atrás.
A mpox é uma infecção potencialmente mortal que causa sintomas semelhantes aos da gripe, além de lesões com pus que se espalham por contato físico. Em 14 de agosto, a OMS declarou a mpox uma emergência de saúde global depois que a nova cepa, conhecida como clado Ib, começou a se proliferar da República Democrática do Congo para os países africanos vizinhos.
Em resposta às perguntas da Reuters sobre os atrasos na distribuição da vacina, a agência de saúde da ONU disse na sexta-feira que iria flexibilizar alguns dos seus procedimentos neste caso, num esforço para acelerar o acesso dos países pobres às vacinas mpox.
A compra direta de vacinas caras é inviável para muitos países de baixa renda. Existem duas injeções principais de mpox, feitas pela Bavarian Nordic, da Dinamarca, e pela KM Biologics, do Japão. A Nordic Bavarian custa US$ 100 a dose e o preço da KM Biologics é desconhecido.
A longa espera pela aprovação da OMS para que as agências internacionais comprem e distribuam a vacina forçou os governos africanos individuais e a agência de saúde pública do continente – os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) – a solicitarem doações de vacinas aos países ricos. Esse processo complicado pode entrar em colapso, como já aconteceu antes, se os doadores sentirem que devem manter a vacina para proteger o seu próprio povo.
[...]
Fonte: REUTERS. Por que as vacinas contra mpox só estão chegando agora na África? Revista IstoÉ, 25 ago. 2024. Disponível em: https://istoe.com.br/por-que-as- vacinas-contra-mpox-so-estao-chegando-agora-na-africa/. Acesso em: 27 ago. 2024. Adaptado.
Considere o seguinte trecho da reportagem:
A mpox é uma infecção potencialmente mortal que causa sintomas semelhantes aos da gripe, além de lesões com pus que se espalham por contato físico.
Com base neste trecho, CORRETO afirmar que se trata de uma sequência textual do tipo: é
Leia o texto a seguir.
Para ser distinguida com o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, a cidade mostrou as belezas conservadas de seus museus, casarios, igrejas, palácios, becos e ruas, além da Serra Dourada e o cerrado preservado. Cidade que atrai milhares de turistas para a sua tradicional Procissão do Fogaréu, entrou definitivamente no cenário dos municípios turísticos brasileiros ao criar, no final dos anos 90, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – FICA.
LIMA, Valdivino Borges de. A urbanização goiana: os fatores de origem e crescimento da cidade. Anais do X Encontro de Geógrafos da América Latina – 20 a 26 de março de 2005 – Universidade de São Paulo, p. 7828. [Adaptado].
Leia o texto a seguir.
[...] o espaço onde hoje é Jussara [...] fora um lugar onde pessoas se reuniram em prol de uma vida com mais fartura em alimentos e, por uma razão climática – no caso, a seca –, muitos vindos da região nordeste adentraram o país em busca de um local para plantar, colher e viver com sua família. Assim, essas migrações internas chegaram aqui e ao encontrar “água” e muitas “árvores” viram que seria um bom local para se fixarem.
Disponível em: <https://publica.ciar.ufg.br/ebooks/patrimonio-direitos-culturais-e-cidadania/edicao1-artigos/livros/1/artigos/a08.html>.Acesso em: 18 ago. 2024.
Leia o texto a seguir.
Conhecido como a caixa d’água do Brasil, por abrigar oito das doze principais regiões hidrográficas brasileiras, o Cerrado tem reduzido sua capacidade de absorção e retenção de água por conta da perda de vegetação nativa. As altas taxas de desmatamento nessas áreas podem causar diversos impactos negativos nos recursos hídricos, como o rebaixamento dos lençóis freáticos e o aumento do risco de escassez de água.
Disponível em:
<https://ipam.org.br/81-do-desmatamento-no-cerrado-em-2023-foi-concentrado-em-cinco-bacias-hidrograficas/>.Acesso em: 18 ago. 2024.
Leia o texto a seguir.
Na primeira metade do século XX, o estado de Goiás viveu profundas modificações nas relações políticas, econômicas e sociais. Nesse período, foi implantado um importante sistema de transporte que modernizou a sociedade agrária local, tornando-se a artéria por onde fluíam pessoas e mercadorias. Porém, esse projeto sofreu resistência das oligarquias e enfrentou vários entraves posteriormente.
OLIVEIRA, Edgar da Silva; LIMA, Leandro Oliveira. Periodização do território a partir da ação estatal: a capitalização do território goiano (1748-1988). Rev. Hist. UEG - Anápolis, v.4, n.2, p.171-188, ago./dez. 2015.
Leia o Texto 4 para responder a questão.
Texto 4
Cantiga
Acho que me deu Deus tudo
para mais meu padecer:
os olhos — para vos ver,
coração — para sofrer,
e língua — para ser mudo.
Olhos com que vos olhasse, coração que consentisse, língua que me condenasse: mas não já que me salvasse de quantos males sentisse.
SOUSA, Francisco de. In: SPINA, Segismundo. Presença da literatura portuguesa – Era Medieval. 4. ed. São Paulo: Difel, 1971, p. 136.
Leia o Texto 4 para responder a questão.
Texto 4
Cantiga
Acho que me deu Deus tudo
para mais meu padecer:
os olhos — para vos ver,
coração — para sofrer,
e língua — para ser mudo.
Olhos com que vos olhasse, coração que consentisse, língua que me condenasse: mas não já que me salvasse de quantos males sentisse.
SOUSA, Francisco de. In: SPINA, Segismundo. Presença da literatura portuguesa – Era Medieval. 4. ed. São Paulo: Difel, 1971, p. 136.
Leia o Texto 2 para responder a questão.
Texto 2
Ter filhos ou escrever livros?
Aloma Rodríguez
Natalia Ginzburg (1916-1991) contava que, no começo, quando foi mãe, não entendia como era possível escrever tendo filhos. “Não entendia como poderia me separar deles para seguir o personagem de uma história”, escreve no ensaio Meu Ofício, incluído em As Pequenas Virtudes. Ginzburg teve cinco filhos e publicou romances, ensaios e peças de teatro, então encontrou um jeito.
Ela aprendeu a conciliar e disse: “O que eu sentia por meus filhos era um sentimento que ainda não tinha aprendido a dominar. Depois fui aprendendo pouco a pouco. Nem sequer demorei muito. Ainda preparava molho de tomate e sopa de sêmola, mas ia pensando no que escreveria”.
Disponível em:
<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/02/cultura/1556793186_130621.html#?rel=mas>.Acesso em: 20 ago. 2024. [Adaptado].