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Q2700802 Legislação dos Municípios do Estado da Paraíba

O Código de Obras é um instrumento que permite à Administração Municipal exercer o controle e a fiscalização do espaço edificado e seu entorno, garantindo a segurança e a salubridade das edificações. Esse código se caracteriza por:


I- ser um instrumento legal específico para cada Município.

II- objetivar o controle da densidade do ambiente edificado.

III- definir o tipo de ocupação permitido para determinado lote.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2700797 Direito Urbanístico

A Lei nº 6.766/1979 dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano. Não será permitido o parcelamento do solo em:


I- Terrenos sujeitos a inundações, mesmo após ações para assegurar o escoamento das águas.

II- Terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente saneados.

III- Áreas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, até a sua correção.


A alternativa que responde CORRETAMENTE é:

Alternativas
Q2700700 Português

Leia a crônica abaixo e, em seguida, analise as proposições acerca do seu conteúdo.


O padeiro

Rubem Braga


1 ___ Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e

2 abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me

3 lembro de lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De

4 resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho

5 noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido

6 conseguirão não sei bem o que do governo.

7 ___ Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim. E enquanto

8 tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando

9 vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não

10 incomodar os moradores, avisava gritando:

11 ___ - Não é ninguém, é o padeiro!

12 ___ Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

13 ___ “Então você não é ninguém?”

14 ___ Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas

15 vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou

16 outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e

17 ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o

18 padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...

19 ___ Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não

20 quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante.

21 Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela

22 madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela

23 oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o

24 jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

25 ___ Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante

26 porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem

27 assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho

28 na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele

29 homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”.

30 E assobiava pelas escadas.


BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.



I- A situação criada na crônica, de um personagem – o padeiro – não se incomodar de ser considerado “ninguém”, ou alguém sem importância, é uma forma de o cronista provocar a reflexão sobre o valor que cada pessoa/profissional tem, independentemente de o cargo simbolizar maior ou menor prestígio social.

II- O cronista faz alusão a um diálogo entre dois personagens – o padeiro e a empregada – para esclarecer a origem da expressão “não é ninguém, é o padeiro”, com o propósito central de demonstrar que há discriminação entre pessoas de mesma classe social.

III- A lição de humildade a que o cronista se refere não tem a ver com a negação de que o trabalho envaideça quem o realiza – tanto é que o jornalista se orgulha de ter um texto com a sua assinatura, e não diminui o trabalho do padeiro – mas com o fato de o trabalho não ser norteado pela avaliação que os outros fazem.

IV- A identificação do cronista com o padeiro se dá porque, tal como a profissão de padeiro, a de jornalista que é de grande utilidade para a sociedade, já não tem, nos tempos modernos, tanto destaque, em virtude da ampla divulgação das notícias por meio das redes sociais.


A alternativa que responde CORRETAMENTE é:

Alternativas
Q2700698 Português

Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de 11 a 13:


NÃO COMERÁS COMO ANTES


1 __ Uma nova revolução está em curso e promete transformar a indústria de alimentos e a

2 agropecuária, talvez em menos de duas décadas. Sabemos que as transformações digitais em série tiraram

3 os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se. A indústria automotiva

4 debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros

5 elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar. A febre de aplicativos de bikes e patinetes aponta

6 para a chegada de uma nova geração decidida a desembarcar do sonho de ter um carro e do desejo de

7 dirigir. Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até

8 potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio, isso para citar apenas um

9 aspecto. Testemunhamos uma série de mudanças de crenças, valores e certezas. Qual será a próxima

10 onda disruptiva? Possivelmente ela acontecerá pela boca. Ou em torno de todo o modelo que existe hoje

11 para alimentar as pessoas. Não comerás como antes. E não produzirás alimentos da mesma forma que se

12 faz hoje. Em questão de décadas, o que soa agora como um mandamento bíblico poderá fazer todo o

13 sentido.

14 __ É possível que a produção de tudo o que se come atualmente seja muito diferente em um futuro

15 não muito distante. O setor econômico que gira ao redor da circunferência de um prato de arroz, feijão,

16 alface, batata, tomate e carne, entre uma garfada geracional e outra, sofrerá impactos estruturais. Chegou

17 a hora de discutir o que a comida disruptiva – e toda a sua fascinante tecnologia – fará com o modus

18 operandi da indústria e da agropecuária e com a próxima etapa do agronegócio, quando a produção de

19 bifes de laboratório ganhar escala e se tornar acessível, por exemplo. Será que, nas próximas décadas, a

20 carne suculenta saboreada no almoço ainda vai depender da criação de gado para o abate, como sempre

21 funcionou no modelo tradicional da pecuária?

[...] (Veja, 12/06/19)

O título do texto apresenta o verbo na forma imperativa, que pode dar à frase um sentido de ordem ou um conselho. Mas, no corpo do texto, ao se referir a algo que está para acontecer, muitas vezes, empregam-se palavras (advérbios ou verbos) que sinalizam dúvida, possibilidade, incerteza. Dito isso, analise as sentenças abaixo elencadas, e assinale a alternativa que, tal como o título, indica certeza.

Alternativas
Q2700697 Português

Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de 11 a 13:


NÃO COMERÁS COMO ANTES


1 __ Uma nova revolução está em curso e promete transformar a indústria de alimentos e a

2 agropecuária, talvez em menos de duas décadas. Sabemos que as transformações digitais em série tiraram

3 os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se. A indústria automotiva

4 debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros

5 elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar. A febre de aplicativos de bikes e patinetes aponta

6 para a chegada de uma nova geração decidida a desembarcar do sonho de ter um carro e do desejo de

7 dirigir. Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até

8 potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio, isso para citar apenas um

9 aspecto. Testemunhamos uma série de mudanças de crenças, valores e certezas. Qual será a próxima

10 onda disruptiva? Possivelmente ela acontecerá pela boca. Ou em torno de todo o modelo que existe hoje

11 para alimentar as pessoas. Não comerás como antes. E não produzirás alimentos da mesma forma que se

12 faz hoje. Em questão de décadas, o que soa agora como um mandamento bíblico poderá fazer todo o

13 sentido.

14 __ É possível que a produção de tudo o que se come atualmente seja muito diferente em um futuro

15 não muito distante. O setor econômico que gira ao redor da circunferência de um prato de arroz, feijão,

16 alface, batata, tomate e carne, entre uma garfada geracional e outra, sofrerá impactos estruturais. Chegou

17 a hora de discutir o que a comida disruptiva – e toda a sua fascinante tecnologia – fará com o modus

18 operandi da indústria e da agropecuária e com a próxima etapa do agronegócio, quando a produção de

19 bifes de laboratório ganhar escala e se tornar acessível, por exemplo. Será que, nas próximas décadas, a

20 carne suculenta saboreada no almoço ainda vai depender da criação de gado para o abate, como sempre

21 funcionou no modelo tradicional da pecuária?

[...] (Veja, 12/06/19)

Observe a construção dos períodos abaixo transcritos:


I- “(...) as transformações digitais em série tiraram os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se”.

II- “A indústria automotiva debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar”.

III- “Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio”.


Em todos os períodos citados, há duas afirmações sobre o tópico inicial, mas, em III, são empregados dois conectores para enfatizar a segunda informação. O mecanismo de construção do período empregado em III se classifica como:

Alternativas
Q2700696 Português

Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de 11 a 13:


NÃO COMERÁS COMO ANTES


1 __ Uma nova revolução está em curso e promete transformar a indústria de alimentos e a

2 agropecuária, talvez em menos de duas décadas. Sabemos que as transformações digitais em série tiraram

3 os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se. A indústria automotiva

4 debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros

5 elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar. A febre de aplicativos de bikes e patinetes aponta

6 para a chegada de uma nova geração decidida a desembarcar do sonho de ter um carro e do desejo de

7 dirigir. Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até

8 potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio, isso para citar apenas um

9 aspecto. Testemunhamos uma série de mudanças de crenças, valores e certezas. Qual será a próxima

10 onda disruptiva? Possivelmente ela acontecerá pela boca. Ou em torno de todo o modelo que existe hoje

11 para alimentar as pessoas. Não comerás como antes. E não produzirás alimentos da mesma forma que se

12 faz hoje. Em questão de décadas, o que soa agora como um mandamento bíblico poderá fazer todo o

13 sentido.

14 __ É possível que a produção de tudo o que se come atualmente seja muito diferente em um futuro

15 não muito distante. O setor econômico que gira ao redor da circunferência de um prato de arroz, feijão,

16 alface, batata, tomate e carne, entre uma garfada geracional e outra, sofrerá impactos estruturais. Chegou

17 a hora de discutir o que a comida disruptiva – e toda a sua fascinante tecnologia – fará com o modus

18 operandi da indústria e da agropecuária e com a próxima etapa do agronegócio, quando a produção de

19 bifes de laboratório ganhar escala e se tornar acessível, por exemplo. Será que, nas próximas décadas, a

20 carne suculenta saboreada no almoço ainda vai depender da criação de gado para o abate, como sempre

21 funcionou no modelo tradicional da pecuária?

[...] (Veja, 12/06/19)

O texto acima, que trata de várias mudanças ocorridas em razão da revolução tecnológica, inicia com a menção a “uma nova revolução” em curso. De acordo com o texto, é CORRETO afirmar a respeito dessa nova mudança, que:


I- O novo modelo de produção alimentar, fruto dos avanços do agronegócio não agradará às pessoas, que terão de alterar os hábitos alimentares.

II- A mudança na produção de alimentos, a exemplo da carne produzida em laboratório, acarretará impactos na indústria e no agronegócio.

III- A substituição do modelo tradicional de produzir alimentos decorre da dificuldade em criar gado para o abate.

IV- A produção de carne cultivada em laboratório não apenas evitará o abate do gado como poderá tornar esse alimento mais acessível à população.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2700695 Português

Avalie como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações relativas ao texto que segue.


Troco lixo por pontos


1 __ Oito milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos por ano. Até 2050, os mares

2 terão mais resíduos desse material do que peixes, segundo estudo do Fórum Econômico Mundial. No

3 Brasil, a situação é especialmente preocupante: só 1,2% dos 11,3 milhões de toneladas de lixo plástico

4 geradas anualmente têm destino correto, de acordo com levantamento recente do Fórum Mundial para a

5 Natureza (WWF, na sigla em inglês). São esses números que levaram o administrador Rodrigo Jobim

6 Roessler a criar a Molécoola, startup de fidelidade ambiental que troca lixo reciclável por descontos em

7 produtos e serviços como Uber e por recargas de itens como bilhete único e celular. “Desenvolvemos um

8 modelo de negócios para aumentar o engajamento sustentável por meio de um ciclo positivo que gera

9 benefícios para todos”, diz o fundador. Funciona assim: o cliente leva itens recicláveis a uma das cinco

10 lojas-contêineres da Molécoola, que aceitam embalagens plásticas, de vidro e alumínio, bem como

11 baterias, pilhas e eletroportáteis – estes não são recolhidos em coletas seletivas. Por lá, os materiais são

12 pesados e, depois, convertidos em pontos (2 quilos de latas de alumínio correspondem a 7 600 pontos e

13 podem ser trocados por um refil de desengordurante, por exemplo). A própria loja separa, prensa, enfarda

14 e dá a destinação adequada. Em operação há um ano e dois meses, a Molécoola recuperou 160 toneladas

15 de materiais que contaminariam o meio ambiente e arregimentou 12 000 usuários no aplicativo. [...].


(Fragmento retirado da Rev. Você/Sa, junho/19)


( ) De acordo com o texto, a criação da startup Molécoola, que substitui lixo reciclável por descontos em produtos, foi motivada pelo fato de o Brasil despejar 8 milhões de toneladas de plástico nos oceanos por ano.

( ) No período “No Brasil, a situação é especialmente preocupante: só 1,2% dos 11,3 milhões de toneladas de lixo plástico geradas anualmente têm destino correto”, seria possível empregar o conector “pois” em vez dos dois pontos (:), sem prejuízo à ideia original, de explicação.

( ) Uma pequena modificação na frase: “São esses números que levaram o administrador Rodrigo Jobim Roessler a criar a Molécoola”, cujo resultado seja: “Esses números levaram o administrador Rodrigo Jobim Roessler a criar a Molécoola” não implica alteração sob o aspecto semântico, mas atenua o efeito de sentido que tem a informação sobre o real motivo da criação da startup.

( ) No período: “o cliente leva itens recicláveis a uma das cinco lojas-contêineres da Molécoola, que aceitam embalagens plásticas, de vidro e alumínio”, a oração adjetiva se classifica como “restritiva”, por fazer menção apenas às cinco lojas-contêineres da Molécoola.


A sequência que responde CORRETAMENTE é:

Alternativas
Q2700691 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Na frase “E que isso não seja um pecado”, que finaliza o 11º parágrafo, o pronome isso caracteriza-se como:


I- Um pronome demonstrativo com função anafórica, pois retoma o conteúdo expresso nas frases precedentes, relativo à necessidade de mudança na ordem social.

II- Um pronome relativo que faz remissão à ideia expressa na frase precedente sobre o fato de as fadas, duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem a razão da vida.

III- Um elemento que tem dupla função: textual, por atuar como recurso de coesão referencial; e gramatical, por ocupar o lugar de sujeito.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2700690 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Dentre os períodos abaixo elencados, assinale o único no qual o item que NÃO se classifica como pronome relativo:

Alternativas
Q2700689 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Nos trechos: “Jovens e adolescentes que se agridem pelas redes sociais.” (Parág. 3/L.6 e 7) e “Pela dor que as palavras produzem em sua alma. ” (Parág. 9/L.21), tem-se dois adjuntos introduzidos pela preposição POR.


Assinale a alternativa que apresenta os valores semânticos desses adjuntos, respectivamente.

Alternativas
Q2700688 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

O termo sombrio, apesar da variação de número nas frases: “Os dias estão sombrios”; “a vida está sombria”; “Os corações estão sombrios”, assume a mesma função sintática na estrutura oracional, que é de:

Alternativas
Q2700685 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Considerando o trecho, a seguir, que finaliza o texto acima, avalie como verdadeiras(V) ou falsas(F) as proposições:


“[...] Que se escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras sua bandeira:

‘Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?’”


( ) O emprego do conector mas serve para introduzir uma ressalva, em tom irônico, dado que a autora, pressupondo o estranhamento quanto ao conteúdo das informações precedentes, já se adianta admitindo a dificuldade de mudança em tempos de tantos desencantos.

( ) Todas as frases introduzidas pelo item que expressam o desejo da autora de uma mudança no comportamento da sociedade; trata-se de frases exclamativas, ou desiderativas, constituindo-se, pois, como marcas de subjetividade na construção do texto.

( ) Ao encerrar o texto com a indagação feita pelo dramaturgo Bertold Brecht, a autora demonstra conformação com a realidade descrita e, assim, nega a possibilidade de mudança.


A sequência que responde CORRETAMENTE à questão é:

Alternativas
Q2700544 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Ao refletir sobre o comportamento da sociedade na atualidade, a autora destaca o poder da Palavra. Significa que a ela podem ser atribuídas diferentes propriedades. Conforme o direcionamento argumentativo do texto, indique que característica da “palavra” a autora ressalta na conclusão do texto.

Alternativas
Q2000463 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

Considerando alguns aspectos gramaticais da nossa língua, como normas de ortografia e acentuação de formas verbais, emprego do sinal indicativo de crase e uso da vírgula, analise as proposições abaixo.  
1) No enunciado: “Enquanto vacina e cura não veem, o Brasil deveria focar mais na prevenção e no tratamento dessa doença.”, a forma verbal destacada atende a ortografia atual para a forma plural da terceira pessoa (presente do indicativo) do verbo “vir”. 2) A forma verbal destacada em: “O governo deve atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva” está, também, corretamente flexionada em: “Que o governo atue em nome do bem comum e da saúde coletiva”. 3) O sinal indicativo da crase está corretamente empregado em: “A forma corajosa como muitos cientistas reagem à essa campanha contra os direitos das pessoas com HIV é admirável.”. 4) A vírgula empregada no trecho: “Senhor futuro ministro da Saúde, queremos tratar de um motivo de orgulho nacional (...)” (1º parágrafo) tem a função de separar um segmento com função interpelativa (vocativo) do restante do enunciado.
Estão de acordo com a norma-padrão da língua, apenas:
Alternativas
Q2000462 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

Quanto às regras da concordância verbal, exigidas em contextos mais formais de uso, assinale a alternativa em que tais regras estão cumpridas. 
Alternativas
Q2000458 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

O trecho: “Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento.” (4º parágrafo), como um segmento expositivo, caracteriza-se como uma sequência tipológica que busca: 
Alternativas
Q2000456 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

Assinale a informação que está em conformidade com o Texto 1. 
Alternativas
Q2000455 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

 Analisado globalmente, o Texto tem o propósito principal de: 
Alternativas
Q1999580 Português
(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV.

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver.

3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde.

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV.

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.


Mário Scheffer e Caio Rosentha
l Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado.
No trecho: “Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações (...).” (4° parágrafo), evidencia-se uma relação semântica de 
Alternativas
Q1653878 Português
Explosão Três estudantes morreram nesta quarta-feira em uma explosão em um laboratório na Universidade Jiaotong de Pequim. O acidente provocou um incêndio e os bombeiros demoraram quase uma hora e meia para controlar o fogo. As autoridades locais anunciaram uma investigação para esclarecer as causas do acidente. Fonte: AFP (com adaptações)

Com base no texto 'Explosão', leia as afirmativas a seguir:


I. O acidente descrito ocorreu em um espaço universitário.

II. De acordo com o autor, o aumento na cotação do Dólar afetou o valor da mensalidade das universidades em Pequim.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
4681: E
4682: C
4683: C
4684: A
4685: B
4686: D
4687: A
4688: C
4689: D
4690: D
4691: B
4692: E
4693: E
4694: E
4695: B
4696: A
4697: C
4698: E
4699: E
4700: B