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I. A resistência ao tônus se deve exclusivamente às lesões do neurônio motor superior.
II. A resistência ao tônus se deve a fatores como inércia, rigidez mecânico-elástica intrínseca do músculo e tecidos conjuntivos e a contração reflexa.
III. Pacientes com hiporreflexia e hipotonia tem paralisias flácidas e atrofia muscular discreta.
IV. No exame físico para avaliar o aumento do tônus é necessário aumentar a velocidade de movimentação.
V. Na hipotonia, não há resistência à movimentação dos segmentos do corpo, e a movimentação brusca pode levar à estiramentos e subluxações.
Estão corretas as afirmativas:
( ) Prevenir deformidades, orientar familiares/cuidadores sobre posicionamento no leito ou cadeira de rodas.
( ) Melhorar as habilidades motoras por meio de associação mnemônica.
( ) Reduzir espasticidade com órteses de posicionamento, terapia manual, alongamentos e medicamentos.
( ) Estimular as atividades de vida diária (AVDs), treinar a bexiga e intestino.
( ) Prevenir complicações como pneumonia, escaras por meio de dispositivos como BIPAP e colchão inflável de ar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
I. Segundo a classificação neurofisiológica, a sensação exteroceptiva se refere a sensibilidade superficial: dor, temperatura, tato, pressão.
II. A proprioceptiva se refere a músculos, tendões, cápsulas e fáscias articulares.
III. A interoceptiva se refere à sensibilidade superficial e profunda e sensações como sede, fome, prazer sexual e dor visceral.
IV. Na avaliação da sensibilidade profunda é possível identificar cinestesia, barognosia e esterognosia.
V. Na avaliação da sensibilidade superficial é possível identificar normoestesia, hipoestesia e grafestesia.
Estão corretas as afirmativas:
( ) Na avaliação do sistema músculo esquelético utilizamos inspeção, palpação e observação.
( ) Na avaliação do sistema neuromuscular estão incluídos os testes de equilíbrio, reflexos, sensibilidade, postural entre outros.
( ) No exame físico, ao realizarmos movimentos passivos, testamos as estruturas ou tecidos contráteis e sua capacidade de resistência.
( ) No exame físico, ao realizarmos movimentos ativos com resistência, testamos estruturas inertes, extensão do tecido mole extra articular e periarticular.
( ) A avaliação dos reflexos tendinosos deve ser feita unilateralmente no membro afetado, não interferindo no resultado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) O Conselho de Administração é órgão de deliberação estratégica e colegiada da EBSERH e deve exercer suas atribuições considerando os interesses de longo prazo da empresa, os impactos decorrentes de suas atividades na sociedade e no meio ambiente e os deveres fiduciários de seus membros.
( ) O Conselho de Administração é composto por 9 (nove) membros, eleitos pela Assembleia Geral.
( ) Na composição do Conselho de Administração há 4 (quatro) membros indicados pelo Ministro de Estado da Educação, 3 (três) membros indicados pelo Ministro de Estado da Economia e; 2 (dois) membros indicados pelo Ministro de Estado da Saúde.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
I. O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: a Conferência de Saúde e o Conselho de Saúde.
II. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.
III. O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
No essencial, em sua acepção mais apropriada, a ideia de liberdade coincide com a dos direitos do homem. O que quer dizer, finalmente, ser livre senão conhecer os direitos do homem? Pois conhecê-los é defendê-los.
Fonte: VOLTAIRE apud CASSIRER, Ernst. A filosofia do iluminismo. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1992, p. 336.
Qual prática condiz com a noção de liberdade apresentada?
TEXTO 1
A espiritualidade das pedras
Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.
Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]
A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.
Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]
Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]
O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.
A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).
Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo. A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.
Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.
Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.
PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29
de julho de 2013.