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Q3584408 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam” (6º parágrafo) é uma oração subordinada:
Alternativas
Q3584407 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Na palavra CONSCIENTIZAÇÃO, o sufixo indicado tem o mesmo valor e a mesma função do elemento destacado em:
Alternativas
Q3584406 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “[...] esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem” (1º parágrafo), a vírgula poderia ser substituída por um conectivo, sem alteração do sentido do trecho. Esse conectivo é:
Alternativas
Q3584405 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
“Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam” (6º parágrafo). Esse trecho cumpre a função de estabelecer uma relação discursiva com o contexto anterior. Essa relação é de:
Alternativas
Q3584404 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Com relação aos gêneros do discurso, o texto anterior apresenta características de:
Alternativas
Q3584403 Português
Leia o texto a seguir:


Contra milícia, polícia e inteligência social


Fernando Filardi


Os recentes acontecimentos ocorridos nas comunidades de base da pirâmide no Rio de Janeiro têm origem na histórica ausência do Estado que, nesses territórios, não entrega os serviços básicos de água, luz, gás, telefone, internet, educação, saúde, transporte e segurança. Em alguns casos, esses serviços foram privatizados, não são fiscalizados de maneira efetiva e simplesmente não existem.


O fato explica o crescimento assustador das facções do crime e da milícia nas últimas décadas, que ocupam espaços deixados pelo Estado, oferecendo serviços de maneira ilegal e extorsiva a uma população que se vê obrigada a aceitar as regras impostas pelo poder paralelo. Mas não foi sempre assim.


Em 2008, o Estado implantou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa elogiado internacionalmente, que tinha a finalidade de retomar esses territórios, ocupando 40 favelas cariocas, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, sendo bemsucedido no período de realização dos megaeventos de 2014 (Copa do Mundo) a 2016 (Olimpíadas), o que mostra que a capacidade para resolver o problema existe.


No entanto, passados esses eventos, a maioria das comunidades continuou carente de serviços básicos e o programa perdeu força porque se apoiou apenas nas ações de polícia e segurança e deixou de implantar ações sociais em parceria com empresas para qualificar as pessoas e investir no empreendedorismo local para aumentar a renda global do território.


Nesse cenário, algumas estratégias devem ser consideradas na questão das milícias no Rio de Janeiro, que se tornou um desafio complexo e multifacetado e requer abordagens integradas como o fortalecimento das instituições de segurança, investindo na capacitação de juízes, promotores e policiais, para garantir punições adequadas para membros de milícias, além de combater a corrupção e a impunidade dentro das forças de segurança.


Desenvolver unidades de inteligência especializadas em rastrear as milícias também é uma ação importante para reduzir seu poderio financeiro, utilizando tecnologia e análise de dados para identificar seus líderes e estruturas, evitando que esses grupos cresçam e se expandam.


Implementar programas de desarmamento para reduzir o acesso das milícias a armas de fogo e reforçar o controle de armas para evitar a entrada ilegal de armamentos no estado.


Mas a solução não se dá apenas por este vetor, que foca nas consequências, mas também pela implantação de políticas sociais nas comunidades, que devem ser realizadas visando atacar as causas do problema, com o objetivo de melhorar as condições de vida, reduzindo o recrutamento dos jovens e promovendo programas de emprego e educação.


Além disso, realizar campanhas de conscientização pública para apoiar as ações do Estado, estabelecendo canais de comunicação seguros para os moradores denunciarem atividades ilegais, prestando apoio às testemunhas e incentivando sua participação no combate às milícias.


A cooperação interinstitucional entre diferentes níveis de governo também deve ser articulada para combater as milícias, trabalhando em conjunto com organizações da sociedade civil e ONGs.


É importante dizer, por fim, que, no curto prazo, as ações mais ostensivas da polícia devem sim ser realizadas, mas as estratégias acima apontam caminhos complementares que devem ser seguidos para resolver o problema de forma efetiva no médio e longo prazo. Só assim teremos uma solução sustentável para o desequilíbrio social que se arrasta há décadas no estado.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2023/11/1047020-contra-milicia-policia-e-inteligencia-social.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Com relação ao problema das milícias no Rio de Janeiro, o autor do texto defende que a questão é: 
Alternativas
Q3582300 Fisioterapia
Um paciente que sofreu um trauma de tórax queixa-se de dor que piora com a inspiração. O fisioterapeuta observa que ele realiza respirações superficiais. Uma fratura de costela é considerada. Qual das seguintes intervenções é a mais apropriada?
Alternativas
Q3582288 Fisioterapia
Um paciente se queixa de dor moderada em ambas as extremidades inferiores distais e relata alívio com a elevação dos pés. Durante a avaliação, o fisioterapeuta observa que a pele apresenta coloração marrom, escamação e ressecamento. Os pulsos pediosos são normais e o edema depressível +2 está presente bilateralmente. A causa mais provável para os sintomas do paciente é:
Alternativas
Q3582287 Fisioterapia
O fisioterapeuta tem como objetivo evitar complicações pós cirúrgicas pós artroplastia de quadril. Assinale a alternativa que apresenta exemplos de complicações pós cirúrgicas. 
Alternativas
Q3582105 Atualidades
No início de fevereiro, abalos sísmicos muito fortes atingiram a fronteira entre dois países localizados no leste europeu e principalmente no Oriente Médio. Quais dos países abaixo tiveram sua população especialmente afetada pelo desastre natural? Analise as assertivas e assinale a alternativa correta:

I - Ucrânia.
II - Turquia.
III - Síria.
IV - Estônia.
Alternativas
Q3582104 Geografia
Em 2023, o porta-aviões São Paulo, utilizado no Brasil nas duas primeiras décadas deste século, mas descomissionado após uma série de problemas que o impediram de prestar maiores serviços ao país, foi afundado pela Marinha Brasileira. A operação ocorreu a 350 quilômetros da costa, uma região com cerca de 5 mil metros de profundidade e considerada como “águas jurisdicionais brasileiras”. Qual das opções abaixo se refere ao oceano em que tal ação ocorreu? 
Alternativas
Q3582103 Atualidades
Recentemente, em reunião entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos da América, foi comunicada a intenção dos norte-americanos contribuírem para o Fundo Amazônia. A atual Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima é uma das principais entusiastas do acordo, além de destacada ativista ambiental e política brasileira, que vê nessa estratégia uma forma de compartilhar a responsabilidade dos países mais industrializados em proteger a Amazônia sem perder a soberania do Brasil sobre a floresta.

Qual das opções abaixo se refere a esta personalidade política do país? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3582102 Conhecimentos Gerais
Em uma das polêmicas que marcaram a transição no Governo Federal está a morte de _________ que viviam no ___________, em Brasília. O sumiço de vários animais no início do ano, apesar de triste, poderia ter passado despercebido, a não ser pelo fato de que elas foram presente de um chefe de Estado, o ___________ Hirohito. Isso foi o estopim para críticas e acusações mútuas sobre a troca da gestão dos palácios presidenciais e suas estruturas anexas. Analise as assertivas e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: 
Alternativas
Q3582101 Geografia
Desde meados de janeiro, uma terrível crise humanitária se revelou na Terra Indígena Yanomami, se tornando notícia internacional devido aos problemas com o garimpo ilegal. Em quais dos estados brasileiros abaixo está localizada esta Terra Indígena? Assinale a alternativa correta:

I - Amazonas.
II - Amapá.
III - Acre.
IV - Roraima.
Alternativas
Q3582100 História e Geografia de Estados e Municípios
Antes dos grandes projetos hidrelétricos do rio Iguaçu, uma das maiores e mais importantes usinas hidrelétricas do Paraná ficava próxima do município de Cruzeiro do Iguaçu. Porém, a partir da construção de uma usina de capacidade muito maior, ela acabou sendo desmontada no final da década de 1990 e depois parte de sua estrutura foi aproveitada na Pequena Central Hidrelétrica Foz do Chopim. Qual das opções abaixo se refere à usina desta descrição? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3582099 História e Geografia de Estados e Municípios
O município de Cruzeiro do Iguaçu se localiza na região Sudoeste do Paraná, cuja história de ocupação nas décadas de 1930 e 1940 envolveu projetos nacionais, companhias colonizadoras privadas e desencadeou uma das mais importantes rebeliões de trabalhadores na história da luta pela terra estadual. Qual das opções abaixo se refere a esse acontecimento? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3582098 Atualidades
Na última década, a economia brasileira passou por momentos difíceis. Neste processo, diferentes motivos levaram grandes companhias, com dezenas de milhares de empregados, clientes e muitos anos de atuação no mercado fossem levadas a processos de recuperação judicial e até mesmo falência. Qual das opções abaixo se refere à empresas cujas operações tiveram e/ou ainda têm sérios problemas financeiros em nosso país? Analise as assertivas e assinale a alternativa correta:

I - Lojas Americanas.
II - Livraria Cultura.
III - Lojas Ricardo Eletro.
IV - Oi Telecom.
Alternativas
Q3582097 Saúde Pública
Seja no Brasil, seja no cenário internacional, o desenvolvimento de uma vacina eficaz para amenizar o impacto da pandemia de covid-19 foi muito importante. Segundo dados oficiais, Cruzeiro do Iguaçu aplicou com êxito uma campanha de vacinação em sua população. Qual das opções abaixo melhor se aproxima do número total de vacinados do município de Cruzeiro do Iguaçu? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3582096 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O setor da agricultura temporária é um dos mais relevantes para a economia municipal de Cruzeiro do Iguaçu. Se tomarmos por base os dados oficiais, qual das opções abaixo se refere à variedade com maior produção e valor na economia municipal? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3582095 Português
Irlandesa encontra mulher idêntica e elas resolvem fazer teste de DNA; veja o resultado

    A irlandesa Niamh Geaney criou um site para provar sua teoria: todas as pessoas possuem até seis ‘doppelgangers’ – palavra alemã que significa “duplo ambulante”, usado para se referir a pessoas idênticas que existem no mundo. Ela então lançou o projeto, junto com seus amigos, chamado ‘Twin Strangers’, que tem o objetivo de, com sorte, caçar seus sósias espalhados pelo mundo. Mas ela acabou encontrando três ‘cópias’ suas, e duas moravam perto de sua cidade.
    Geaney marcou então um encontrou com Karen Branigan, 36, que morava a apenas uma hora de sua casa em Dublin, na Irlanda. Em um vídeo no YouTube, a criadora do site contou que elas combinaram de se vestirem com roupas combinando para o encontro. Após várias fotos para mostrar suas semelhanças, acabaram viralizando na internet.
    A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco. A expectativa estava tão alta que elas abriram os resultados na internet. Apesar da semelhança física, o resultado do exame apontou que havia chance zero das duas serem irmãs e compartilharem o mesmo sangue.
    Cientistas acreditam poder explicar o que torna pessoas tão parecidas e por que cada um de nós pode ter um duplo, ou “duplicata”. De acordo com um estudo do Instituto Josep Carreras de Pesquisa em Leucemia de Barcelona, Espanha, pessoas que se parecem, mas não estão diretamente relacionadas, podem ter semelhanças genéticas. Entre essas pessoas, muitos também têm pesos semelhantes, fatores de estilo de vida e características comportamentais parecidos, como uso de tabaco e níveis de educação. Isso pode significar que a variação genética está relacionada à aparência física e também pode influenciar alguns hábitos e comportamentos.
Os cientistas há muito se perguntam o que cria a duplicata de uma pessoa. É natureza ou criação? Uma equipe de pesquisadores espanhóis tentou descobrir. Seus resultados foram publicados no ano passado na revista acadêmica Cell Reports.
    Manel Esteller, um dos pesquisadores, disse que no passado já havia trabalhado em estudos sobre gêmeos, mas para este projeto ele se interessou por pessoas que se parecem, mas não tem uma conexão familiar real de quase 100 anos. Esteller recorreu à arte para responder a uma pergunta sobre ciência. Ele e seus coautores recrutaram 32 sósias que faziam parte do projeto fotográfico “Não sou dublê!”, feito por um artista canadense, François Brunelle. Os pesquisadores pediram aos casais que fizessem um teste de DNA. Os casais preencheram questionários sobre suas vidas. Os cientistas também colocaram suas imagens em três programas diferentes de reconhecimento facial.
    Das pessoas que recrutaram, 16 casais tiveram pontuações semelhantes a gêmeos idênticos identificados com o mesmo software. Os outros 16 pares podem parecer iguais ao olho humano, mas o algoritmo não considerou dessa forma em um dos programas de reconhecimento facial. Os pesquisadores então examinaram o DNA dos participantes. Os pares que o software de reconhecimento facial disse serem semelhantes tinham muito mais genes em comum do que os outros 16 pares.
“Conseguimos ver que esses humanos parecidos, de fato, compartilham várias variantes genéticas. E estas são muito comuns entre eles”, disse Esteller. “Então, eles compartilham essas variantes genéticas que estão relacionadas à forma como eles têm o formato do nariz, olhos, boca, lábios e até estrutura óssea. E essa foi a principal conclusão de que a genética os une.” É sobre códigos semelhantes, disse ele, mas é apenas por acaso.
    “No mundo de hoje, há tantas pessoas que o sistema está produzindo humanos com sequências de DNA semelhantes”, disse Esteller. Provavelmente sempre foi assim, mas agora com a internet é muito mais fácil encontrá-los.” Quando examinaram mais de perto os casais, eles determinaram que havia outros fatores que os diferenciavam, disse ele. “É por isso que eles não são completamente idênticos”, disse Esteller. Quando os cientistas analisaram mais de perto o que chamam de epigenomas das duplicatas que mais se assemelhavam, houve diferenças maiores. A epigenética é o estudo de como o ambiente e o comportamento podem causar mudanças no funcionamento dos genes de uma pessoa.
    Quando os cientistas analisaram o microbioma de casais que eram mais parecidos, eles também eram diferentes. O microbioma são os microrganismos, vírus, bactérias e fungos pequenos demais para serem vistos pelo olho humano, que vivem no corpo humano. “Esses resultados não apenas fornecem informações sobre a genética que determina nosso rosto, mas também podem ter implicações para o estabelecimento de outras propriedades antropométricas humanas e até características de personalidade”, diz o estudo.
    O estudo tem suas limitações. O tamanho da amostra foi pequeno, por isso é difícil dizer que esses resultados são válidos para um grupo maior de pares. Embora os pesquisadores acreditem que suas conclusões mudariam em um grupo maior. O estudo também se concentrou em casais que eram principalmente de origem europeia, então não está claro se os resultados seriam os mesmos para pessoas que vêm de outras partes do mundo. Karen Gripp, pediatra e geneticista da Nemours Children ‘s Health, cuja pesquisa é referenciada neste artigo, disse que o estudo é realmente interessante e valida muitas pesquisas anteriores.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/irlandesaencontra-mulher-identica-e-elas-resolvem-fazer-teste-dedna-veja-o-resultado/ Acesso em 27 de janeiro de 2023.
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pela oração subordinada em destaque no período: A grande semelhança e a proximidade geográfica fizeram com que as duas realizassem um exame de DNA para saber se compartilhavam algum parentesco
Alternativas
Respostas
13961: A
13962: C
13963: A
13964: D
13965: D
13966: B
13967: A
13968: A
13969: C
13970: B
13971: A
13972: D
13973: E
13974: C
13975: A
13976: D
13977: E
13978: C
13979: B
13980: C