Questões de Concurso
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Os regimes autoritários, que possuem a aparência de Estados republicanos, são republicanos mais de nome do que de fato, já que o termo republicano esteve sempre ligado à origem e legitimação populares do poder de quem substituiu o rei, que legitimava o seu na tradição.
MATTEUCCI, Nicola. República. In: BOBBIO, Norberto et al. Dicionário de Política. v 2. Trad. Carmen C. Varrialle et al. 5a ed. São Paulo: Imprensa oficial, 2000
Dadas as afirmativas com base nos princípios que regem a Administração Pública,
I. O modelo de Estado Republicano implica eleição direta para todos os cargos de natureza política, na forma da lei.
II. O modelo de Estado Republicano brasileiro é incompatível com a existência de cargos vitalícios em qualquer dos poderes da república.
III. O princípio da impessoalidade tem previsão expressa no texto constitucional e está diretamente ligado ao princípio republicano, à medida em que separa o Estado da pessoa do governante.
IV. O modelo de Estado estruturado na Constituição de 1988 não é verdadeiramente republicano, de fato, uma vez que concentra demasiadamente competências nas mãos da União em detrimento dos demais entes federados.
verifica-se que está(ão) correta(s) apenas
Assinale a alternativa correta em relação ao Diagrama de Venn da figura.

Por uma questão de simplicidade expressiva, o autor de letra de música popular às vezes utiliza a norma coloquial da língua. A estrofe traz exemplos disso. Para se adequar à norma culta padrão, um dos versos deveria ser escrito da seguinte forma:
A cruz da estrada
Castro Alves
[...] Quando, à noite, o silêncio habita as matas,
A sepultura fala a sós com Deus.
Prende-se a voz à boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus”
[...]
Disponível em:<http://www.casadobruxo.com.br/poesia/a/castro60.htm> . Acesso em: 15 jul. 2016.
A frase e a expressão destacadas são exemplos, respectivamente, de
Do lado do oriente, o horizonte se cartãopostalizava clássico
[...]
ANDRADE, Mário de. Táxis e crônicas no diário nacional. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005, p. 219.
Tendo em vista que “oriente” é o lado do horizonte em que o sol nasce, dadas as afirmativas,
I. A intenção do escritor foi somente mostrar que a palavra “cartãopostalizava” é uma forma do verbo “cartãopostalizar”.
II. O autor empregou uma metáfora para fazer referência à beleza e ao encantamento do dia que estava nascendo.
III. Ao usar um neologismo, o escritor pretendeu dizer que a paisagem era tão bonita que se assemelhava às belas fotos que comumente são usadas nos cartões postais.
verifica-se que está(ão) correta(s)
Quando se ensina língua, o que se ensina?
A pergunta que se acha no item acima foi formulada por Antônio Augusto G. Batista na introdução do seu livro, Aulas de português – Discursos e saberes escolares, (1997:1) com um conteúdo levemente diferente: “Quando se ensina português, o que se ensina?”.
Para o autor, tratava-se da questão do ensino de língua portuguesa, mas aqui se trata da língua e não apenas do português. E não do ensino da língua como tal, mas do seu estudo. Na realidade, essa indagação pode ser feita de muitas coisas, mas em particular se aplica ao caso da língua.
Se adotarmos a posição saussuriana, defendida no Curso, de que “o ponto de vista cria o objeto”, parece que a pergunta faz mais sentido. [...]
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
Sol, inimigo da visão
A exposição excessiva aos raios solares aumenta o risco de problemas nos olhos. Mas a maioria dos brasileiros desconhece o poder dessa ameaça
Uma pesquisa divulgada na última semana mostrou que nove em cada dez brasileiros não têm conhecimento dos prejuízos que o sol pode causar à saúde dos olhos. O trabalho, realizado pelo Ibope e patrocinado pela empresa Transitions Optical do Brasil, ouviu duas mil pessoas no País. Quando perguntadas sobre os efeitos nocivos da exposição prolongada ao sol, elas citaram o risco aumentado para câncer de pele, a ocorrência de queimaduras e o surgimento de rugas. Os danos à visão nem apareceram na lista.
O problema é que o sol pode também se tornar um inimigo dos olhos. Além de causar irritação, os raios ultravioleta podem provocar queimadura na córnea e até mesmo tumores. Seus estragos serão proporcionais ao início da exposição – se desde criança, por exemplo – e do quanto ela foi demasiada. “Os raios solares têm efeito cumulativo nos olhos”, explica o oftalmologista Newton Kara José Junior, chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas de São Paulo. “E a maior parte desse acúmulo ocorre antes dos 18 anos de idade”, completa. Isso ocorre porque até essa faixa etária a córnea e o cristalino permitem a entrada de muita radiação, ao contrário do que ocorre na idade adulta. Nesse caso, as duas estruturas conseguem oferecer alguma proteção, embora ela não seja total. [...]
Disponível em:<http://www.terra.com.br/istoe-temp/edicoes/2056/imprime130553.htm>
A comunicação, expressão da competência mental chamada linguagem, é a capacidade de um ser humano se fazer compreender por outro e é por meio desse processo de compreensão mútua entre pessoas que os vínculos sociais são criados e a cultura é preservada ou modificada.
VILALBA, Rodrigo. Teoria da comunicação: conceitos básicos. São Paulo: Ática, 2006. p. 22 (fragmento).
Em síntese, o texto conclui que

Disponível em:<http://www.imgrum.net/user/eu_e_a_musica/> . Acesso em: 31 maio 2016.
Assinale a alternativa correta sobre os versos apresentados na imagem.
Apesar de me imaginar acabando sozinho num canto, eu sabia que precisava derrotar meu medo da situação. Em vez de ver a noitada com uma função crítica de negócios, eu romanticamente considerava aquele um encontro mágico com estranhos fascinantes.
VOCÊ S/A, fevereiro/2016, p. 35
Que relação semântica a expressão destacada estabelece no interior do período?
Nuclear power is true ‘green’ energy
Stuart Butler



• Stuart Butler is vice president for domestic-policy issues for the Heritage Foundation (heritage.org). Available in: http://www.washingtontimes.com/news/2009/jan/29/ nuclear-power-is-true-green-energy/print/ Access on April 10, 2010
Nuclear power is true ‘green’ energy
Stuart Butler



• Stuart Butler is vice president for domestic-policy issues for the Heritage Foundation (heritage.org). Available in: http://www.washingtontimes.com/news/2009/jan/29/ nuclear-power-is-true-green-energy/print/ Access on April 10, 2010
Nuclear power is true ‘green’ energy
Stuart Butler



• Stuart Butler is vice president for domestic-policy issues for the Heritage Foundation (heritage.org). Available in: http://www.washingtontimes.com/news/2009/jan/29/ nuclear-power-is-true-green-energy/print/ Access on April 10, 2010
The word in parentheses describes the idea expressed by the term in boldtype in
clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5 do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
a água limpa tornam-se raros e caros.
10 Chegamos à artificialização da natureza: se a água
da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
energética foram desprezadas pelo governo federal,
e só com a crise previsível passaram a ser considera-
das com um pouco mais de respeito.
As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
em cooperativas de catadores e uma fábrica de
reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
mitês de bacia, com participação de governos, empre-
sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
como a cobrança pelos usos da água.
Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
55 dente da qualidade da água que bebemos.
Nossos governantes devem aprender a fórmula
H2O para entender que na torneira a composição é
outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
de e com a vida do planeta.
MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5 do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
a água limpa tornam-se raros e caros.
10 Chegamos à artificialização da natureza: se a água
da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
energética foram desprezadas pelo governo federal,
e só com a crise previsível passaram a ser considera-
das com um pouco mais de respeito.
As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
em cooperativas de catadores e uma fábrica de
reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
mitês de bacia, com participação de governos, empre-
sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
como a cobrança pelos usos da água.
Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
55 dente da qualidade da água que bebemos.
Nossos governantes devem aprender a fórmula
H2O para entender que na torneira a composição é
outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
de e com a vida do planeta.
MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5 do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
a água limpa tornam-se raros e caros.
10 Chegamos à artificialização da natureza: se a água
da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
energética foram desprezadas pelo governo federal,
e só com a crise previsível passaram a ser considera-
das com um pouco mais de respeito.
As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
em cooperativas de catadores e uma fábrica de
reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
mitês de bacia, com participação de governos, empre-
sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
como a cobrança pelos usos da água.
Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
55 dente da qualidade da água que bebemos.
Nossos governantes devem aprender a fórmula
H2O para entender que na torneira a composição é
outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
de e com a vida do planeta.
MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5 do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
a água limpa tornam-se raros e caros.
10 Chegamos à artificialização da natureza: se a água
da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
energética foram desprezadas pelo governo federal,
e só com a crise previsível passaram a ser considera-
das com um pouco mais de respeito.
As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
em cooperativas de catadores e uma fábrica de
reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
mitês de bacia, com participação de governos, empre-
sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
como a cobrança pelos usos da água.
Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
55 dente da qualidade da água que bebemos.
Nossos governantes devem aprender a fórmula
H2O para entender que na torneira a composição é
outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
de e com a vida do planeta.
MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.