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A orientação de aprendizagem de adultos deve basear-se em situações de vida.
Na educação de adultos, ao contrário do que ocorre na educação infantil, é irrelevante considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de aprendizagem.
Adultos são motivados a aprender na medida em que percebem que suas necessidades e seus interesses serão satisfeitos, por isso esses aspectos devem ser considerados na organização das atividades de aprendizagem de adultos.
RIQUEZA DA LÍNGUA
(...) Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles, mas sem o mesmo domínio da palavra. Por essa razão, as mudanças ortográficas interessam e trazem dúvidas a todos. O acordo diz como se devem usar o hífen e o acento agudo e outros desses minúsculos sinais gráficos que já fizeram estatelar muitas reputações. A diferença entre um sucesso e um vexame pode ser determinada por uma simples crase mal utilizada. Portanto, não há como ignorar quando os sábios se reúnem para determinar o que é certo e errado no uso do português.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência linguística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso que à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro. Salte-se agora do micro para o macro. Uma decisão aparentemente arcana sobre o uso correto do trema, por exemplo, pode ganhar contornos bem mais amplos em um momento em que os idiomas nacionais sofrem todo tipo de pressão desestabilizadora. Como diz o linguista britânico David Crystal, a globalização e a revolução tecnológica da internet estão dando origem a um “novo mundo linguístico”. Entre os fenômenos desse novo mundo estão as subversões da ortografia presentes nos blogs e nas trocas de e-mails e o aumento no ritmo da extinção de idiomas. Estima-se que um deles desapareça a cada duas semanas. Cresce a consciência de que as línguas bem faladas, protegidas por normas cultas, são ferramentas da cultura e também armas da política, além de ser riquezas econômicas.
(TEIXEIRA, Jerônimo. Revista Veja, nº 36, 12 de Setembro de 2007, p. 89. Texto adaptado.)
TEXTO II:
ASCENSÃO PELO VOCABULÁRIO
O bom uso da língua influi na carreira. Um estudo feito em 39 empresas americanas mostrou que a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver novas ideias e falar em público.
(O’CONNOR, Johnson. Research Foundation e Paul Nation. Revista Veja, nº 36, 12/09/07, p. 88)
Pode-se afirmar que o texto II:
I – Paulo Freire II – Durkheim III – Marx IV – Platão V – Weber e os newliberianos
( ) A educação bancária é monológica e conduz à opressão; nela os estudantes são objetos.
( ) A educação desenvolve, na força de trabalho, habilidades e atitudes convenientes às estruturas econômica e de poder.
( ) A educação é vista como o mecanismo básico para a constituição de sistemas sociais e de manutenção e perpetuação destes em forma de sociedades.
( ) Reserva à educação um papel de fundamental importância na sociedade. Para este pensador, o governo deveria ser controlado pelos filósofos, os únicos realmente capazes de solucionar os problemas sociais com sabedoria e justiça.
( ) A educação pode servir de marca de identificação de um grupo de status, assim como critério de seleção que não está, necessariamente, ligado à competência.
A sequência correta é:
I. O plano é uma prática cartorial, uma exigência formal, sem repercussão no cotidiano.
II. É uma prática utilizada sem espírito democrático, propiciando a participação de poucos representantes para resolver questões menores e periféricas da escola.
III. A tendência de valorizar as ideias em detrimento da realidade, tornando-se desvinculadas das reais condições estruturais da escola e da sociedade.
IV. Busca o resgate da necessidade de planejar por ser inerente da atividade humana.
De acordo com o enunciado, está(ão) INCORRETA(S) apenas a(s) alternativa(s):
I – Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
II – Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n.o 8.069/1990 III – Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei n.o 9.394/96
( ) Prevê que o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
( ) Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.
( ) Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular.
A sequência correta é:
A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas é mais nociva do que uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos.
Educação é algo bem mais amplo do que escola. Começa em casa, onde precisam ser dadas as primeiras informações sobre o mundo (com criança também se conversa!), noções de postura e compostura, respeito, limites. Continua na vida pública, nem sempre um espetáculo muito edificante, na qual vemos políticos concedendo-se um bom aumento em cima dos seus já polpudos ganhos, enquanto professores recebem salários escrachadamente humilhantes, e artistas fazendo propaganda de bebida num momento em que médicos, pais e responsáveis lutam com a dependência química de milhares de jovens. Quem é público, mesmo que não queira, é modelo: artistas, líderes, autoridades. Não precisa ser hipócrita nem bancar o santarrão, mas precisa ter consciência de que seus atos repercutem, e muito.
Mas vamos à educação nas escolas: o que é educar? Como deveria ser uma boa escola? Como se forma e se mantém um professor eficiente, como se preparam crianças e adolescentes para este mundo competitivo onde todos têm direito de construir sua vida e desenvolver sua personalidade?
É bem mais simples do que todas as teorias confusas e projetos inúteis que se nos apresentam. Não sou contra colocarem um computador em cada sala de aula neste reino das utopias, desde que, muito mais e acima disso, saibamos ensinar aos alunos o mais elementar, que independe de computadores: nasce dos professores, seus métodos, sua autoridade, seu entusiasmo e seus objetivos claros. A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas prejudica mais do que uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos. Estudar não é brincar, é trabalho. Para brincar temos o pátio e o bar da escola, a casa.
Sair do primeiro grau tendo alguma consciência de si, dos outros, da comunidade onde se vive, conseguindo contar, ler, escrever e falar bem (não dá para esquecer isso, gente!) e com naturalidade, para se informar e expor seu pensamento, é um objetivo fantástico. As outras matérias, incluindo as artísticas, só terão valor se o aluno souber raciocinar, avaliar, escolher e se comunicar dentro dos limites de sua idade.
No segundo grau, que encaminha para a universidade ou para algum curso técnico superior, o leque de conhecimentos deve aumentar. Mas não adianta saber história ou geografia americana, africana ou chinesa sem conhecer bem a nossa, nem falar vários idiomas se nem sequer dominamos o nosso. Quer dizer, não conseguimos nem nos colocar como indivíduos em nosso grupo nem saber o que acontece, nem argumentar, aceitar ou recusar em nosso próprio benefício, realizando todas as coisas que constituem o termo tão em voga e tão mal aplicado: “cidadania”.
O chamado terceiro grau, a universidade, incluindo conhecimentos especializados, tem seu fundamento eficaz nos dois primeiros. Ou tudo acabará no que vemos: universitários que não sabem ler e compreender um texto simples, muito menos escrever de forma coerente. Universitários, portanto, incapazes de ter um pensamento independente e de aprender qualquer matéria, sem sequer saber se conduzir. Profissionais competindo por trabalho, inseguros e atordoados, logo, frustrados.
Sou de uma família de professores universitários. Fui por dez anos titular de linguística em uma faculdade particular. Meu desgosto pela profissão – que depois abandonei, embora gostasse do contato com os alunos – deveu-se em parte à minha dificuldade de me enquadrar (ah, as chatíssimas e inócuas reuniões de departamento, o caderno de chamada, o currículo, as notas...) e em parte ao desalento. Já nos anos 70 recebíamos na universidade jovens que mal conseguiam articular frases coerentes, muito menos escrevê-las. Jovens que não sabiam raciocinar nem argumentar, portanto incapazes de assimilar e discutir teorias. Não tinham cultura nem base alguma, e ainda assim faziam a faculdade, alguns com sacrifício, deixando-me culpada quando os tinha de reprovar.
Em tudo isso, estamos melancolicamente atrasados. Dizem que nossa economia floresce, mas a cultura, senhores, que inclui a educação (ou vice-versa, como queiram...), anda mirrada e murcha. Mais uma vez, corrigir isso pode ser muito simples. Basta vontade real. Infelizmente, isso depende dos políticos, depende dos governos. Depende de cada um de nós, que os escolhemos e sustentamos.
(Lya Luft. Veja. 23 de maio de 2007. Adaptado)
O sentido da palavra destacada está devidamente traduzido em:
_______________: objetivos individuais, objetivos e resultados do grupo, objetivos organizacionais.
_______________: acesso a todas as informações operacionais para contribuir para a sua melhoria e > Sistema de recompensas > as pessoas são “donas” ou parceiras > devem ter uma remuneração pelo aumento dos resultados.
_______________: definição do negócio da empresa, em termos de objetivos e metas a serem alcançadas.
_______________: estruturação das tarefas e atribuições de cada membro visando à maior contribuição das pessoas para atingir os objetivos grupais.
A sequência correta é, respectivamente,
Com relação à afirmação acima, complete as lacunas e, em seguida, assinale a opção correta.
I – _______________ são os conceitos aprendidos na escola, sistematicamente, e são constituídos por um sistema hierárquico de interrelação.
II – Neste caso, a criança ainda não consegue formular conceitos, mas o pensamento ocorre por cadeia e de natureza factual e concreta. Nessa fase, a criança se orienta pela semelhança concreta visual, formando apenas um complexo associativo restrito a um determinado tipo de conexão perceptual. Essas são características dos _____________.
III – Os _________________ são aprendidos assistematicamente. Dispensam a necessidade da escola para a sua formulação.
IV – Os ____________________ são uma atividade complexa e abstrata, que utilizam o signo, ou palavra, como meio de condução das operações mentais.
A sequência correta é, respectivamente,
( ) No movimento de definição das concepções da escola, é importante trabalhar com um grupo reduzido de pessoas, a fim de tornar o trabalho mais organizado.
( ) A análise de interpretação dos dados coletados, no que se refere à realidade da escola, deve ser feita qualitativa e quantitativamente, visando explicitar sua realidade.
( ) O terceiro movimento de construção do projeto pedagógico refere-se à execução do que o coletivo da escola elegeu como prioridades para inovar o seu trabalho.
( ) O processo avaliativo precisa ocorrer no segundo e terceiro movimentos de construção do projeto pedagógico, visto que, de fato, propõem mudanças para a escola.
A sequência está correta em: