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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715537 Pedagogia

“A escola é um espaço de livre circulação de ideologias onde a classe dominante espalha suas concepções, ao mesmo tempo que permite a ação dos intelectuais orgânicos rumo ao desenvolvimento de práticas educacionais em busca da democratização.” (HORA, Dinair Leal da. Gestão democrática na escola; artes e ofícios da participação coletiva. Campinas, SP: Papirus, 1994, p.34)

Na prática de uma gestão participativa, a democratização da escola tem sido fundamental. Tal democratização pode ser analisada sob três aspectos básicos de práticas educacionais, como a(o)

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715536 Pedagogia

“Há a demanda pela definição do papel do coordenador pedagógico; certamente esta busca reflete o desejo de redefinição da atuação do profissional.” (VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002, p. 86)

Concordando com o autor acima, numa perspectiva de educação emancipatória, assinale abaixo a principal função da coordenação pedagógica.

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715535 Pedagogia

“O importante e bonito do mundo é

Isso: que as pessoas não estão

Sempre iguais, ainda não foram

Terminadas, mas que elas vão

Sempre mudando. Afinam e desafinam.”

(Guimarães Rosa)

O trabalho educativo permite essa transformação da subjetividade do sujeito de que fala Guimarães Rosa. Logo, o que caracteriza a excelência do trabalho educativo universitário é também a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ou seja,

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715534 Pedagogia
A Resolução CEB nº 3, de 26 de junho de 1998, institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio. Uma das principais tônicas que permeiam o documento DCNEM com relação ao mundo do trabalho é
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715533 Pedagogia

“Uma Pedagogia que parta desta convicção é uma Pedagogia contra a corrente. Atua em uma sociedade globalizada que adotou como valores centrais o mercado e o consumo, uma sociedade que valoriza a educação na medida em que forma sujeitos capazes de agir em sintonia com os valores e a lógica dominante.” (CANDAU, V. & SACAVINO, S. (orgs.). Rio de Janeiro: 7Letras, 2015, p. 149)

Tal Pedagogia contra a corrente de que nos fala Candau no trecho acima, pode ser denominada e tem como uma de suas características:

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715532 Pedagogia
O Decreto nº 5.840 de 2006 estabeleceu o Programa Nacional de Integração da Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) para todo o país. Como decorrência desse Decreto, determinou-se que o PROEJA tem por função
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715531 Pedagogia

“... o movimento ambientalista é constituído por tendências afinadas e antagônicas, no que se refere ao entendimento do humano na natureza e ao projeto societário que signifique a superação do atual padrão de vida.” (LOUREIRO, C.F.B. Trajetórias e fundamentos da Educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004, p.63)

A citação acima de Loureiro (2004) nos remete ao conceito de educação ambiental crítica, tendo como um de seus objetivos

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715530 Pedagogia

“Oh! Mundo tão desigual 

Tudo é tão desigual...

De um lado esse carnaval

De outro a fome total.”

                        (Gilberto Gil)

Como nos retrata a música de Gil acima, o mundo ainda é muito desigual, falta justiça social em muitos lugares. A escola como uma instituição social reflete essa desigualdade. Portanto, a luta por uma escola inclusiva deve ser de todos os indivíduos. Vários estudiosos entendem que uma escola inclusiva deve 

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Q715529 Pedagogia

“A democracia não é, absolutamente, a ditadura da maioria. Pelo contrário, ela pressupõe a proteção das minorias e a não repressão de ideias que possam parecer afastar-se de padrões estabelecidos, que possam parecer absurdas (...).” (MORIN, E. Ética, cultura e educação. São Paulo: Cortez, 2001, p. 32)

Para que a avaliação seja mais democrática e inclusiva devemos então, tentar estabelecer com nossos alunos avaliações que não os coloquem afastados com padrões de respostas que pareçam absurdas como nos afirma Morin. Para considerarmos esse contexto de avaliação mais democrática, esta deve apresentar uma dimensão

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715528 Pedagogia

Não é possível fazer-se profissional da aprendizagem nas condições atuais, marcadas tão insistentemente pela lógica do instrucionismo. Há que mudar radicalmente o processo de formação, estudar como parte integrante do exercício profissional, ser capaz do projeto pedagógico próprio, saber pesquisar e elaborar. Ao mesmo tempo, é essencial imprimir à profissão o horizonte de atualização imprescindível para quem, pela reconstrução do conhecimento com qualidade formal e política, direciona os tempos. (DEMO. P. Ironias da educação: mudança e contos sobre mudança. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.)

O momento educacional atual mais do que nunca requer uma formação de professores comprometidos com o ensino/ aprendizagem, com a luta pelo acesso aos direitos básicos do cidadão. Para isso e muito mais faz-se necessário também tratar sobre a perspectiva intercultural da educação na formação de professores. Em tal perspectiva valoriza-se os (as)

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Q715526 Pedagogia
Em 1932 foi publicado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova liderado por Fernando de Azevedo. Tal Manifesto se caracterizou fundamentalmente pela defesa da (o) binômio abaixo:
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715525 Pedagogia
Vygotsky chama de zona de desenvolvimento proximal a (o):
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715523 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394/ 96) tem como princípios e fins da Educação nacional um dos aspectos apresentados abaixo. Assinale-o.
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715522 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 dispõe em forma de lei os direitos e proteção integrais às crianças e adolescentes brasileiros. Sobre as orientações contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entende-se que
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715521 Pedagogia

Uma comunidade da periferia da cidade atravessa problemas com a subprefeitura responsável pelas demandas dos seus moradores. Em função das reformas para a chamada “modernização do bairro”, aquele espaço de moradia está mapeado como área reservada à construção de viadutos para maior circulação de veículos. Por conta da ameaça de remoção de suas casas, as relações interpessoais estão fragilizadas e os estudantes da escola local sofrem com os reflexos do problema.

Tendo em vista a situação acima relatada e sua relação com a escola local, é correto afirmar que

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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715520 Pedagogia
Com base nos PCNs, uma professora exibiu para seus estudantes o filme “Pode me chamar de Nadí” (2009), de Deo Cardoso. O cine-debate problematizou as experiências de crianças e adolescentes que sofrem cotidianamente as consequências dos estigmas sociais. A partir das orientações da proposta curricular nacional e dos objetivos do planejamento, é correto afirmar que
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Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: FUNRIO - 2016 - IF-BA - Pedagogo |
Q715519 Pedagogia
Para José Carlos Libâneo (2012), “professores e alunos são sujeitos envolvidos numa relação social que se materializa na sala de aula, mas também na dinâmica das relações internas que ocorrem na escola, em suas práticas organizativas e institucionais”. Ao considerarmos tais aportes, o projeto político-pedagógico se conforma com a participação de
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Q715512 Conhecimentos Gerais
A literatura brasileira conta com vários escritores nascidos na Bahia, como é o caso de
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Q713582 Português

Texto 3

                                                 O domínio do trivial

                   Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar,

                                 pensamos todos as mesmas trivialidades.

                                                                                                      Contardo Calligaris

      [1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras. Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de uma nova classe?

      [2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.

      [3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, enfim, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual.

      [4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi, 2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feito de referências, ideias e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia.

      [5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.

      [6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente "conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô".

      [7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente conflitivos (...) e a aceitar alianças duvidosas e supostamente "necessárias".

      [8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural?  

      [9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar" e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas ‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.

      [10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe específica. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades.

      [11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.

Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado.

Vocabulário de apoio

1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística.

2- Hedonismo: teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.

Releia este trecho do texto 3.

Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.

Nesse trecho, as ocorrências grifadas da palavra SE caracterizam o emprego de

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Q713577 Português

Texto 3

                                                 O domínio do trivial

                   Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar,

                                 pensamos todos as mesmas trivialidades.

                                                                                                      Contardo Calligaris

      [1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras. Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de uma nova classe?

      [2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.

      [3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, enfim, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual.

      [4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi, 2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feito de referências, ideias e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia.

      [5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.

      [6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente "conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô".

      [7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente conflitivos (...) e a aceitar alianças duvidosas e supostamente "necessárias".

      [8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural?  

      [9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar" e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas ‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.

      [10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe específica. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades.

      [11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.

Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado.

Vocabulário de apoio

1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística.

2- Hedonismo: teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.

Releia o trecho, retirado do 3º parágrafo.


Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, enfim¹, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto², é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque³, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual.           

  

Os conectivos grifados apresentam, respectivamente, o valor semântico de

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Respostas
14761: C
14762: B
14763: D
14764: E
14765: B
14766: E
14767: A
14768: E
14769: C
14770: E
14771: D
14772: C
14773: A
14774: D
14775: C
14776: B
14777: D
14778: B
14779: D
14780: D