Questões de Concurso
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A Terra é frágil. Melhor, ficou frágil. Antigamente, quando caçava mamutes, o homem tinha medo da natureza: raios, trovões, inundações, rios e mares enormes, frio e calor. O homem não conhecia a natureza. À medida que a foi conhecendo, também a foi aniquilando, a tal ponto que a situação se inverteu: hoje ele tem medo da própria delicadeza da Terra, enfraquecida diante de sua hostilidade, com seus mecanismos naturais de autorregeneração destruídos pela capacidade desmedida. Declaramos guerra à natureza e somos os perdedores ao vencê-la. Se a tratássemos com amor, ela poderia ser infinita, desde que não fosse saqueada ao extremo de sua resistência e capacidade regenerativa. CHIAVENATO, Júlio José. O massacre da natureza. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2010.
A partir da última reforma ortográfica, ocorrida no nosso idioma, modificaram-se algumas das regras de uso do hífen. O termo “autorregeneraçao” em destaque no texto passou a ser utilizado sem o hífen devido a seguinte alteração na regra anterior:
Quando a Internet é utilizada para obter-se informação com vista à pesquisa, estudos, conversas entre amigos, notadamente, concluirse-ia que ela é um bem. Mas, ainda assim, teríamos que especular sobre a fonte de informação e com quem se relacionam esses jovens. Seria essa fonte segura? Seria essa fonte capaz de prover informações confiáveis para contribuir com o processo educacional? Seriam esses relacionamentos estabelecidos com pessoas confiáveis? Logicamente, essas preocupações demonstram a necessidade de julgamento não somente segundo juízos de valor, mas também segundo critérios objetivos que poderiam avaliá-las sob o ponto de vista científico dentro da área de interesse em questão, ou quando não, quem são as pessoas com as quais se relacionam os jovens ao navegar na rede. disponível em: Acesso em: 24 nov. 2019. Fragmento.
Analise a seguinte frase:
Quando a Internet é utilizada para obter-se informação com vista à pesquisa, estudos, conversas entre amigos, notadamente, concluirse-ia que ela é um bem.
As palavras sublinhadas desempenham no texto, nesta ordem:
Aquele que recebe um benefício não deve jamais esquecê-lo; aquele que o concede não deve jamais lembrá-lo". (Proverbio Popular)
Entrevista com Marcos Bagno
Em geral, o preconceito linguístico é exercido pelas pessoas que ocupam as classes sociais dominantes, que tiveram acesso à educação formal, portanto, à norma-padrão de prestígio. Assim, acreditam que seu modo de falar é mais “certo” e mais “bonito” que o das pessoas com pouca ou nenhuma escolarização. O preconceito linguístico é somente um disfarce: não é a língua da pessoa que é discriminada, mas a própria pessoa em sua identidade individual e social.
VECCHI, Viviane. Entrevista com Marcos Bagno. Disponível em: http://www.facasper.com.br/jo/entrevistas.
Percebe-se a exclusão escolar das mais diversas maneiras, como, por exemplo, para aqueles que ignoram o conhecimento que nela é valorizado. Para tornar a escola inclusiva, é necessário que:
Todas as mudanças e inovações que ocorrem na sociedade repercutem no cotidiano da escola e, consequentemente, na ação docente. A melhoria constante da qualificação do professor para se adequar às referidas mudanças está diretamente ligada ao processo de formação continuada. Neste sentido, é necessário que a formação continuada:
Abordar as questões sobre o currículo escolar, em especial, sobre o currículo integrado ou interdisciplinar significa entender que:
I. Para a crescente diversidade cultural e linguística encontrada nas escolas, esse tipo de currículo é essencial para a aprendizagem, devido à formação e aos conhecimentos prévios trazidos pelos alunos das diversas culturas e histórias.
II. Desta maneira o professor tem o controle curricular excessivamente centralizado, com conteúdos detalhados, favorecendo, assim, a realização de testes e provas baseados em cada disciplina.
III. O aluno vivencia a realidade e as possibilidades de uma sociedade culturalmente diversa em vários aspectos no seu entorno, aprofundando os seus conhecimentos e as suas habilidades cognitivas, bem como ampliando a sua consciência social.
Quais estão corretas?
Na sala de aula, acontecem muitas situações ao mesmo tempo, de forma rápida e, até mesmo, imprevista, e que só podem ser examinadas pelo olhar dos elementos que dela participam e nela intervêm. Um dos elementos considerados essenciais para a organização de uma prática educativa é:
Avaliar a aprendizagem do aluno não é uma tarefa fácil e envolve muitos fatores. Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação de Cipriano Luckesi, um dos estudiosos desse tema.
Os projetos educacionais inovadores têm como um dos seus eixos a relação da escola com a vida, que impulsiona a interação e o diálogo entre a escola e a comunidade. Dentro dessa perspectiva, é INCORRETO afirmar que:
lei nº 9.391/1996, atual legislação que regimenta a educação brasileira, apresenta o conceito de Educação Básica e, desta forma, amplia o entendimento sobre a base educativa que cada pessoa precisa para os tempos atuais. A Educação Básica está constituída por três modalidades: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. De acordo com essa estrutura, é correto afirmar que:
Charlot (2005) afirma que a situação de ensino parte da dialética, interioridade e exterioridade. Ou seja, ninguém aprende se não desejar e se não houver uma mobilização pessoal que aceita um investimento intelectual, assim como aprende na relação com o outro (ser humano), que também é um conjunto de valores e práticas. Dessa maneira, Charlot define a educação como um processo que:
I. Tem dimensões indissociáveis.
II. O professor faz parte por ser formador de sujeitos singulares.
III. Possui três dimensões: a humanização, a socialização e a singularização.
Quais estão corretas?
O Plano Nacional de Educação (PNE), que determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no período de 2014 a 2024, estabelece como Meta 5: Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o (terceiro) ano do ensino fundamental. Uma das estratégias que consta no Plano Nacional de Educação (PNE) para atingir essa Meta é:
A construção do Projeto Político Pedagógico é de competência e de responsabilidade da escola, nesse sentido, é fundamental que:
Ao analisar os índices de aprovação e reprovação dos alunos das séries finais do ensino fundamental em uma escola estadual do Rio Grande do Sul, Koetz, Werle e Martin (2015) identificaram a situação ilustrada no gráfico abaixo:
Fonte: (KOETZ; WERLE; MARTIN, 2015, p. 108).
Tabela 6 - Relação entre repetência e nova reprovação de alunos de 5ª a 8ª série do ensino fundamental, Escola Estadual de Ensino Fundamental Frederica S. Pacheco, Novo Hamburgo, RS 2012
Reprovado (65) |
|||
Sim |
Não |
||
Repetente (45) |
Sim |
18 ___ 40,0% |
27 ___ 60,0% |
Não |
47 ___ 22,2% |
165 ___ 77, % |
|
Considerando que as taxas de rendimento escolar que medem aprovação, reprovação e abandono constituem um dos indicadores educacionais brasileiros, podemos afirmar que é papel desses indicadores:
I. Atribuir valor estatístico à qualidade do ensino, atendo-se não somente ao desempenho dos alunos mas também ao contexto econômico e social em que as escolas estão inseridas.
II. Atribuir valor estatístico à qualidade de ensino, atendo-se exclusivamente ao desempenho dos alunos.
III. Auxiliar no monitoramento dos sistemas educacionais, considerando o acesso, a permanência e a aprendizagem de todos os alunos.
IV. Auxiliar na definição dos investimentos públicos em educação, repassando recursos às escolas mais bem avaliadas.
V. Contribuir na criação e no acompanhamento de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade da educação e dos serviços oferecidos à sociedade pela escola.
Assinale a opção CORRETA:
“O currículo é lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetória, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae: no currículo se forja nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade” (SILVA, Tomaz Tadeu da, 2007, p. 105).
Com base na obra do autor: “Documentos de Identidade; uma introdução às teorias do currículo”, analise a correspondência entre as teorias e suas conceituações:
(T) Teorias Tradicionais do Currículo
(C) Teorias Críticas do Currículo
(P) Teorias Pós-Críticas do Currículo
( ) O tema multiculturalismo ganha centralidade, devendo o currículo contemplar a discussão sobre a identidade cultural e biológica do indivíduo (raça, etnia, gênero, sexualidade).
( ) Desloca a ênfase da racionalidade técnica para as contradições da sociedade capitalista, permitindo enxergar o caráter problematizador da educação.
( ) Conhecimento centrado no preparo do indivíduo para a sociedade, como sujeito de trabalho, visto mecanicamente como parte do sistema de massas geradoras de produtos.
( ) O currículo é visto como processo de racionalização de resultados educacionais, rigorosamente especificados e medidos, tomando o status quo como referência desejável.
( ) Tem fundamentação no pós-estruturalismo, e concebem o conhecimento estreitamente relacionado com suas formas de representação textual e discursiva.
( ) Crítica à escola como reprodutora da hegemonia dominante e das desigualdades sociais.
( ) Ênfase na educação bancária, que concebe o conhecimento como sendo constituído de informações e fatos a serem transferidos do professor para o aluno, numa comunicação unilateral.
( ) Escola vista como espaço socializador de conhecimentos e saberes historicamente construídos, onde se dá a articulação entre o ato político e o ato pedagógico.
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
O autor Demerval Saviani (1996), em seu artigo “Os saberes implicados na formação do educador” discorre sobre os saberes que configuram o processo educativo. Neste contexto, considera-se como saberes próprios implicados na ação de educar e que todo educador deve dominar:
I. saber específico: corresponde aos conhecimentos socialmente produzidos de uma área específica e que integram os currículos escolares.
II. saber didático-curricular: relativo às formas de organização e realização da atividade educativa.
III. saber crítico-contextual: atrelado à compreensão das condições sócio-históricas que determinam a tarefa educativa.
IV. saber pedagógico: corresponde aos conhecimentos produzidos pelas ciências da educação e sintetizados nas teorias educacionais.
V. saber atitudinal: relativo ao domínio dos comportamentos e vivências, abrangendo atitudes e posturas inerentes ao papel do educador.
São consideradas verdadeiras, segundo a concepção do autor:
“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que fizemos e o que fazemos”. (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP. 2000, p. 67)
Baseado na perspectiva de educação defendida pelo autor, alinhada ao trabalho do pedagogo, assinale a alternativa CORRETA:
Segundo a Portaria nº 142/2006 o conceito de Tecnologia Assistiva é: