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I. Apesar de ser legítima, a necessidade de pertencer é prejudicial ao ser humano, pois está diretamente relacionada à síndrome do impostor.
II. O desejo de pertencer faz com que o ser humano tente se ajustar a modelos e padrões com os quais nem sempre concorda.
III. Às vezes, é necessário ajustarmos nossas condutas em nossas interações para mantermos um ambiente mais equilibrado.
IV. A síndrome do impostor adoece o ser humano, pois faz com que ele perca a própria integridade na busca por ser aceito pela sociedade.
É correto o que se afirma em
A letra da canção “Domingo no parque” (GIL, 1982, p. 26, 27), um frevo, fala de um triângulo amoroso envolvendo dois amigos e uma moça chamada Juliana. Leia-a atentamente para, depois, escolher apenas uma opção correta que se refira a ela.
O rei da brincadeira – ê, José
O rei da confusão – ê, João
Um trabalhava na feira – ê, José
Outro na construção – ê, João
A semana passada, no fim da semana,
João resolveu não brigar.
No domingo de tarde saiu apressado
E não foi pra Ribeira jogar
Capoeira.
Não foi pra lá, pra Ribeira,
Foi namorar.
O José, como sempre, no fim da semana
Guardou a barraca e sumiu.
Foi fazer, no domingo, um passeio no parque,
Lá perto da Boca do Rio.
Foi no parque que ele avistou Juliana,
Foi que ele viu Foi que ele viu Juliana na roda com João,
Uma rosa e um sorvete na mão.
Juliana, seu sonho, uma ilusão,
Juliana e o amigo João.
O espinho da rosa feriu Zé
E o sorvete gelou seu coração.
O sorvete e a rosa – ê José
A rosa e o sorvete – ê José
Oi dançando no peito – ê José
Do José brincalhão – ê, José
O sorvete e a rosa – ê José
A rosa e o sorvete – ê José
Oi girando na mente – ê José
Do José brincalhão – ê José
Juliana girando – oi girando
Oi na roda gigante – oi girando
Oi na roda gigante – oi girando
O amigo João – oi João
O sorvete é morango – é vermelho
Oi girando e a rosa – é vermelha
Oi girando, girando – é vermelha
Oi girando, girando – olha a faca
Olha o sangue na mão – ê José
Juliana no chão – ê José
Outro corpo caído – ê José
Seu amigo João – ê José
Amanhã não tem feira – ê José
Não tem mais construção – ê, João
Não tem mais brincadeira – ê José
Não tem mais confusão – ê, João
(Fragmento)
Plantador de cana verde
das terras de Abaetetuba,
por que só tu quem trabalha,
por que teu filho não estuda?
Plantador de cana verde
das terras de Abaetetuba?
Teus braços plantam doçuras
colhem braçadas de dor.
O sol que te cresta a pele
doura a praia do Senhor.
Teus braços plantam doçuras
colhem braçadas de dor.
Tuas mãos acendem esperanças
de um certo verde esplendor.
E um verde mar que propagas,
um doce mar, Plantador.
Tuas mãos acendem doçuras
de um certo verde esplendor.
Não vês, porém que esta cana
é cano cruel que aponta
o lucro de teu patrão
para teu lar que não janta?
Não vês, porém que esta cana
é cano cruel que aponta?
(...)
Abaixo há três fragmentos retirados da obra de Carolina de Jesus nos quais ela narra sua história, apresentando alguns problemas quanto à norma culta, e que muitos deles se aproximam do linguajar oral. Identifique a opção que expressa esses trechos, mas de acordo com o que seria exigido pela norma padrão da língua portuguesa.
“Avisei as crianças que não tinha pão. Que tomassem café simples e comesse carne com farinha. (...) e os 13 cruzeiros não dava!” (JESUS, 2014, p. 10).
“Quando iniciei outro surgiu os filhos pedindo pão” (JESUS, 2014, p. 11).
“E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber!” (JESUS, 2014, p. 12).
Aponte a alternativa abaixo com obras de autores do Realismo ou do Realismo-Naturalismo brasileiro, ou seja, que apresentem essas características apontadas por Bosi:
Leia o poema “Pai João”, de Bruno de Menezes (1993, p. 223, 224), para fazer a questão que se segue.
Pai João sonolento e bambo na pachorra da idade
cisma no tempo de ontem.
De olhos vendo o passado recorda o veterano
a vida brasileira que êle viu e gosou e viveu!
Mãe Maria contou que o pai dele era escravo...
Moleque sagica e teso, destro e afoito num rôlo,
Pai João teve fama da capoeira e navalhista.
Êita!... Era o pé comendo,
quando a banda marcial saía à rua,
com tanto soldado de calça encarnada.
E rabo-de-arraia, cabeçada na polícia,
xadrez, desordens, furdunço no cortiço
e o ronco e o retumbo do zonzo som molengo do carimbó:
“Juvená
Juvená!
Arrebate
esta faca
Juvená!
Arrebate
esta faca
Juvená!”
De amores... uma anagua de renda engomada,
um cabeção pulando nos bicos duns peitos,
umas sandalias brancas bem na pontinha dum pé.
E o rebolo bolinante dos quartos roliços da Chica Cheirosa...
E a guerra do Paraguai! Recrutamento!
Gurjão! Osório! Duque de Caxias!
Itororó! Tuiutí! Laguna!
E não sabia nem o que era monarquia!
... Agora, sonolento e bambo,
tendo em capuchos a trunfa,
Pai João ao recordar a vida brasileira,
que êle viu e gosou e viveu,
diz do Brasil de ontem:
Ah! Meu tempo!...
O texto de Bruno de Menezes faz alguns recortes da vida de Pai João, que também é título do poema pertencente à obra Batuque, publicada a primeira vez em 1931 e cuja grafia está de acordo com a edição de 1993, conforme o original. Observe o verso 21: “E não sabia nem o que era monarquia!”, o qual marca uma mudança no tom ameno do poema. Levandose em conta a importância desse verso, o que se pode afirmar acerca do poema como um todo é que:
Os trechos dos poemas abaixo pertencem a poetas que fazem parte da primeira fase do movimento modernista brasileiro, alguns deles arrolados no texto de Sodré, menos um. Identifique-o nos trechos a seguir, marcando apenas uma alternativa:
Leia o poema “Igreja”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
Tijolo
areia
andaime
água
tijolo.
O canto dos homens trabalhando trabalhando
mais perto do céu
cada vez mais perto
mais
— a torre.
E nos domingos a litania dos perdões, o murmúrio das invocações.
O padre que fala do inferno
sem nunca ter ido lá.
Pernas de seda ajoelham mostrando geolhos.
Um sino canta a saudade de qualquer coisa sabida e já esquecida.
A manhã pintou-se de azul.
No adro ficou o ateu,
no alto fica Deus.
Domingo...
Bem bão! Bem bão!
Os serafins, no meio, entoam quii ieleisão.
Após ler o poema modernista de Carlos Drummond de Andrade, observe que o poeta empregou um arcaísmo – “geolhos” – no quarto verso da segunda estrofe, o qual resultaria hoje na palavra joelhos. Identifique o processo de mudança ocorrida nesse vocábulo, marcando a opção que considera correta:
“Ora, a língua passa a integrar a vida através de enunciados concretos (que a realizam); é igualmente através de enunciados concretos que a vida entra na língua. O enunciado é um núcleo problemático de importância excepcional”. (BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011, p. 265.)
Dentre as alternativas abaixo, uma apresenta corretamente o conceito de enunciado, de acordo com a perspectiva bakhtiniana (BAKHTIN, 2011):
Sobre os gêneros midiáticos, é correto afirmar que:
A Base Nacional Comum Curricular de Língua Portuguesa para o Ensino Médio (BRASIL, 2018) define a progressão das aprendizagens e habilidades considerando alguns pontos. O ponto da BNCC que mais se aproxima à temática discutida na citação acima é:
Para Marcuschi (2012), os fatores de conexão conceitual-cognitiva dos textos podem ser de relações lógicas e de modelos cognitivos globais. Para o autor, as relações lógicas são construídas por meio de:
Assinale a alternativa que apresenta o estabelecimento da coesão textual por meio de próformas nominais:
Leia o texto abaixo:
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) abriu ontem a coletiva “Terra em Tempos: Fotografias do Brasil”, com 270 fotografias de 120 artistas, incluindo os paraenses Rosário Lima, Guy Veloso, Luiz Braga, Paulo Amorim, Paula Sampaio e Elza Lima, além do português Felipe Fidanza, que atuou como fotógrafo em Belém no século 19. A curadoria de Beatriz Lemos estabelece sete eixos temáticos que discutem as construções de identidade, cultura e história do Brasil, a partir do acervo da instituição. (...) Segundo Beatriz Lemos, uma mostra como “Terra em Tempos”, que se propõe a discutir identidade nacional a partir da fotografia, não poderia deixar de fora imagens de fotógrafos paraenses pertencentes ao acervo do MAM-Rio. “Reunir fotógrafos com diversas perspectivas e territorialidades nos ajudou a compor um cenário de tensões, contrariedades e aproximações inesperadas. Nesse sentido, trazer fotógrafas e fotógrafos paraenses - Estado onde a fotografia exerce uma forte influência em todo o país -, era fundamental para levantar reflexões sobre cultura, história e memória”, destaca. (...) (Fonte: AZEVEDO, Lais. Museu de Arte Moderna do Rio inclui obras de paraenses. 27/03/2022. Disponível em: https://dol.com.br/entretenimento/cultura/704738/museu-de-arte-moderna-do-rio-incluiobras-de-paraenses?d=1. Acesso em 29 mar. 2022).
Após ler o excerto, marque a alternativa em que se apresenta corretamente o recurso expressivo da língua, a descrição do recurso e o efeito de sentido construído com o uso desse recurso no texto:
Relacionando a formulação de Ingedore Koch sobre “competência metagenérica” e propostas de atividades envolvendo leitura e produção de gêneros midiáticos, como blog, vlog, chats, memes, podemos colocar que: