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Q3392577 Português
Considerando a acentuação gráfica das palavras sublinhadas, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Estes pães não contém glúten.
( ) A fruta que eu mais gosto é pera.
( ) O herói do filme vence no final.
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Q3392576 Português
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se para o plural para preencher de modo CORRETO a lacuna em:
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Q3392575 Português
Em “Fui ensinada a ter paciência, pois a vida é cheia de surpresas boas e ruins.”, a palavra sublinhada expressa ideia de:
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Q3392574 Português
Sobre o uso dos porquês, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3392573 Português
Assinalar a alternativa cujos termos sublinhados são classificados como objeto indireto.
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Q3392571 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

O texto mostra as diferenças que uma língua apresenta mediante alguns fatores. Com base nisso, assinalar a alternativa que apresenta a variação linguística apresentada no texto.
Alternativas
Q3392570 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

O menino Jorge, em todo o texto, é chamado de “gordo Jorge”. Tem-se, aqui, uma figura de linguagem que enfatiza o significado do substantivo, acrescentando uma característica particular. Essa figura de linguagem é conhecida como:
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Q3392568 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

De acordo com o texto, os alunos encontravam uma certa dificuldade em entender o colega de classe que viera de outro estado (Rio Grande do Sul), e isso causava, até, uma desconfiança de que a língua por ele falada não era o português (pelo menos não o “correto”). Com base nisso é INCORRETO afirmar que: 
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Q3392567 Pedagogia
Ao discutir o ensino de gramática, Irandé Antunes (2003) coloca como a questão central a ser discutida sobre o tema:
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Q3392566 Português
Considerando as consoantes do Português, classificadas quanto ao modo e ao lugar de articulação (Gladis Massini-Cagliari e Luiz Carlos Cagliari, “Fonética”, em Mussalim & Bentes [orgs.], 2005), se um estudante grafa “cato” (no lugar de “gato”) e “pala” (no lugar de “bala”), está alterando o vozeamento de consoantes
Alternativas
Q3392565 Português
Essa estrutura se caracteriza pela marcação temporal cronológica e pela causalidade. Causa e tempo estão ligados, pois muitas ações são contingentes de outras ações prévias. Outra característica é o destaque dado aos agentes das ações, materializado na introdução de personagens. Em relação aos componentes, essa estrutura em sua forma padrão ou canônica teria pelo menos as seguintes partes essenciais: cenário ou orientação onde são apresentados os personagens, o lugar onde acontecem os fatos; complicação, que é o início da trama propriamente dita, e resolução, o desenrolar da trama até seu fim.

(Kleiman, 1993)

De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, 2004), a estrutura descrita por Kleiman materializa-se nos gêneros
Alternativas
Q3392564 Português
Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana, o que não contradiz a unidade nacional de uma língua. A utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua — recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais —, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional. Estes três elementos (conteúdo temático, estilo e construção composicional) fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e todos eles são marcados pela especificidade de uma esfera de comunicação.

(Bakhtin, 1992)

Muitas propostas atuais de ensino valem-se dos conceitos de Bakhtin, que concebe a língua como 
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Q3392563 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.


(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
De acordo com Koch e Elias (2011), nas passagens “a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas” e “a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala” constata-se a
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Q3392562 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.


(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
Considere as passagens do texto:

•  E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português...
•  ... já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem...
•  ... e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente...

Com base no conhecimento prévio e no conhecimento linguístico (Koch e Elias, 2011), em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
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Q3392561 Pedagogia
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.


(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
De acordo com a Base Nacional Curricular Comum, a leitura do livro de Aluísio Azevedo por alunos da escola contemporânea se justificaria pela possibilidade de
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Q3392560 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.


(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
Com base nas considerações de Lígia Chiappini de Moraes Leite (em João Wanderley Geraldi [org.], 1997), uma forma de romper com a visão tradicional do ensino de literatura implicaria, por exemplo, abordar a obra O Cortiço em função
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Q3392559 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.


(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
Na prática de leitura em sala de aula, espera-se que os alunos entendam que o trecho do texto literário do Naturalismo expressa
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Q3392558 Linguística
No modelo da Gramática Funcional, reconhece-se que o uso comunicativo da língua envolve funções humanas de níveis mais elevados do que a função linguística.

(Erotilde Goreti Pezatti, “O Funcionalismo em Linguística”. Em: Mussalim & Bentes [orgs.], 2005. Adaptado).

De acordo com o texto, quando o usuário de língua natural “é capaz de construir, manter e explorar uma base de conhecimento organizado, ele pode derivar conhecimento a partir de expressões linguísticas, armazenar esse conhecimento de forma apropriada, recuperá-lo e utilizá-lo na interpretação de expressões linguísticas posteriores”.

Nesse caso, a capacidade humana descrita é a
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Q3392557 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  Instalações com pouca circulação de ar, sem ar­ -condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. (1° parágrafo)
•  Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”. (1° parágrafo)

Com relação à organização das informações no texto, é correto afirmar que o primeiro trecho é predominantemente
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Q3392556 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor, novo obstáculo à educação


    A onda de calor que fez os termômetros ultrapassarem 40 ºC em diversas regiões do País há alguns dias escancarou uma realidade de cuja importância poucos se deram conta até aqui: o despreparo das escolas públicas para enfrentar as altas temperaturas. O fato de muitas escolas padecerem de estrutura ruim já seria problemático em tempos normais, mas se torna mais dramático diante do novo normal decorrente das mudanças no clima. Instalações com pouca circulação de ar, sem ar-condicionado e com rede elétrica precária, salas superlotadas, ventiladores quebrados, quadras poliesportivas sem cobertura e falta d’água são incompatíveis com o calor excessivo do presente e do futuro. Como escreveu a jornalista Renata Cafardo neste jornal, “o aquecimento global já impacta a educação hoje e agora” e “não há mais como enfrentar a crise de aprendizagem no País ignorando a crise climática”.

    Não mesmo. Recentemente, no Rio Grande do Sul, a Justiça impediu a volta às aulas porque as temperaturas chegariam a 43 ºC, num Estado que já precisou fechar as portas de suas escolas em razão das enchentes do ano passado. No Rio de Janeiro, alunos, professores e funcionários de escolas públicas fizeram protestos contra as más condições. Com 200 entre 1.234 unidades de ensino no Estado sem climatização, o governo fluminense autorizou escolas a reduzir à metade a carga horária presencial durante a onda de calor. Relatos de crianças passando mal e se ausentando das aulas foram vistos e ouvidos em diferentes regiões, inclusive na capital paulista e em cidades do litoral norte do Estado.

    Uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas mostra que seis em cada dez escolas brasileiras estão localizadas em ilhas de calor. Em um terço das capitais, pelo menos metade das escolas – públicas ou particulares – ficam em locais que apresentam desvios de temperatura considerados altos, pois registram pelo menos 3,5 ºC a mais de temperatura de superfície em seu território do que a média urbana. Isso afeta a vida e a aprendizagem de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes. A falta de vegetação e a urbanização desenfreada são fatores que contribuem para essa situação: 78% das escolas mais quentes não têm área verde no lote ou têm menos de 20% de cobertura vegetal.

    São números e relatos que emitem um grito de alerta em escala nacional. Estudos demonstram que o calor extremo compromete a saúde e a capacidade cognitiva dos alunos, afeta o desenvolvimento do corpo e do cérebro de crianças e prejudica a aprendizagem pelo impacto sobre o raciocínio e a memória. Com efeito, trata-se menos de colocar o dedo em riste para o que não se fez até aqui e mais de direcionar esforços para responder às exigências do novo clima. Em áreas como a cidade de São Paulo, por exemplo, conforto térmico nunca pareceu ser exatamente um problema a resolver. Eram outros tempos.

    Há uma urgência em curso e ela passa por uma solução que, mesmo não sendo a ideal, é a possível num estado de emergência: a instalação de equipamentos de ar-condicionado. A essa tarefa estão convocados, desde já, o governo federal, governos estaduais e prefeituras. O custo social, nesse caso, será inquestionavelmente maior que o custo financeiro dessa adaptação. Ou mais uma vez condenaremos estudantes a ficar sem aulas presenciais e retroceder numa aprendizagem já deficiente.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 27.02.2025. Adaptado)
Ao analisar os descritores para a compreensão textual no Ensino Fundamental, Luís Antônio Marcuschi (2008) vale-se da Matriz de Referência para os Descritores de Língua Portuguesa do SAEB 2001. Nessa matriz, um dos descritores é “reconhecer o efeito de sentido da escolha de uma determinada palavra ou expressão”.

Com base nessa explicação, o termo destacado cujo sentido remete à confirmação de uma ideia é: 
Alternativas
Respostas
4241: A
4242: C
4243: B
4244: C
4245: A
4246: A
4247: A
4248: D
4249: E
4250: A
4251: A
4252: B
4253: C
4254: B
4255: D
4256: C
4257: D
4258: A
4259: D
4260: B