E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos
os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo
abrasileirou-se. A sua casa perdeu aquele ar sombrio e concentrado que a entristecia; já apareciam por lá alguns companheiros de estalagem, para dar dois dedos de palestra nas
horas de descanso, e aos domingos reunia-se gente para o
jantar. A revolução afinal foi completa: a aguardente de cana
substituiu o vinho; a farinha de mandioca sucedeu à broa; a
carne-seca e o feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas; a pimenta-malagueta e a pimenta-de-cheiro
invadiram vitoriosamente a sua mesa; o caldo verde, a açorda e o caldo de unto foram repelidos pelos ruivos e gostosos
quitutes baianos, pela muqueca, pelo vatapá e pelo caruru; a
couve à mineira destronou a couve à portuguesa; o pirão de
fubá ao pão de rala, e, desde que o café encheu a casa com
o seu aroma quente, Jerônimo principiou a achar graça no
cheiro do fumo e não tardou a fumar também com os amigos.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
De acordo com Koch e Elias (2011), nas passagens
“a farinha de mandioca sucedeu à broa; a carne-seca e o
feijão-preto ao bacalhau com batatas e cebolas cozidas”
e “a couve à mineira destronou a couve à portuguesa;
o pirão de fubá ao pão de rala” constata-se a
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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