Questões de Concurso
Comentadas para professor - inglês
Foram encontradas 23.863 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Cuidar dos pais
01 A minha mãe é a minha filha. Preciso dizer-lhe que chega de bolo de chocolate, chega de
02 café ou de andar às pressas. Vai engordar, vai ficar elétrica, vai começar a doer-lhe a perna
03 esquerda. Cuido dos seus mimos. Gosto de lhe oferecer uma carteira nova e presto muita
04 atenção aos lenços bonitos que ela deita ao pescoço e lhe dão um ar floral, vivo, uma espécie
05 de elemento líquido que lhe refresca a idade. Escolho apenas cores claras, vivas. Zango-me
06 com as moças das lojas que discursam acerca do adequado para a idade. Recuso essas
07 convenções que enlutam os mais velhos.
08 A minha mãe, que é a minha filha, fica bem de branco, vermelho, gosto de vê-la de
09 amarelo-torrado, um azul de céu ou verde. Algumas lojas conhecem-me. Mostram-me as
10 novidades. Encontro pessoas que sentem uma alegria bonita em me ajudar. Aniversários ou
11 Natal, a Primavera ou só um fim de semana fora, servem para que me lembre de trazer-lhe um
12 presente. Pais e filhos são perfeitos para presentes. Eu daria todos os melhores presentes à
13 minha mãe.
14 Rabujo igual aos que amam. Quando amamos, temos urgência em proteger, por isso somos
15 mais do que sinaleiros, apontando, assobiando, mais do que árbitros, fiscalizando para que tudo
16 seja certo, seguro. E rabujamos porque as pessoas amadas erram, têm caprichos, gostam de si
17 com desconfiança, como creio que é normal gostarmos todos de nós mesmos. Aos pais e aos
18 filhos tendemos a amar incondicionalmente, mas com medo. Um amigo dizia que entendeu o
19 pânico depois de nascer o seu primeiro filho. Temia pelo azedo do leite, pelas correntes de ar,
20 pelo carreiro das formigas, temia muito que houvesse um órgão interno, discreto, que
21 desfuncionasse e fizesse o seu filho apagar.
22 Quem ama pensa em todos os perigos e desconta o tempo com martelo pesado. Os que
23 amam sem esta fatura não amam ainda. Passeiam nos afetos. É outra coisa.
24 Ficar para tio parece obrigar-nos a uma inversão destes papéis a dada altura. Quase ouço as
25 minhas irmãs dizerem: “Não casaste, agora tomas conta da mãe e mais destas coisas”. Se a luz
26 está paga, a água, refilar porque está tudo caro, há uma porta que fecha mal, estiveram uns
27 homens esquisitos à porta, a senhora da mercearia não deu o troco certo, o cão ladra mais do
28 que devia, era preciso irmos à aldeia ver assuntos e as pessoas. Quem não casa deixa de ter
29 irmãos, logo, só tem patrões. Viramos uma central de atendimento ao público. Porque nos
30 ligam para saber se está tudo bem, que é o mesmo que perguntar acerca da nossa competência
31 e responsabilizar-nos mais ainda. Como se o amor tivesse agentes. Cupidos que, ao invés de
32 flechas, usam telefones. E, depois, espantam-se: ah, eu pensei que isso já tinha passado,
33 pensei que estava arranjado, naquele dia achei que a doutora já anunciara a cura, eu até fiz
34 uma sopa, no mês passado, até fomos de carro ao Porto, jantamos em modo fino e tudo.
35 Quando passamos a ser pais das nossas mães, tornamo-nos exigentes e cansamo-nos por
36 tudo. Ao contrário de quem é pai de filhas, nós corremos absolutamente contra o tempo, o
37 corpo, os preconceitos, as cores adequadas para a idade. Somos centrais telefônicas aflitas.
38 Queremos sempre que chegue a Primavera, o Verão, que haja sol e aquecem os dias, para
39 descermos à marginal a ver as pessoas que também se arrastam por cães pequenos. Só
40 gostamos de quem tem cães pequenos. Odiamos bicharocos grotescos tratados como seres
41 delicados. O nosso Crisóstomo, que é lingrinhas, corre sempre perigo com cães musculados que
42 as pessoas insistem em garantir que não fazem mal a uma mosca. Deitam-nos as patas ao
43 peito e atiram-nos ao chão, as filhas que são mães podem cair e partir os ossos da bacia.
44 Porque temos bacias dentro do corpo. Somos todos estranhos. Passeamos estranhos com os
45 cães na marginal e o que nos aproveita mesmo é o sol. A minha mãe adora sol. Melhora de
46 tudo. Com os seus lenços como coisas líquidas e cristalinas ao pescoço, ela fica lindíssima! E
47 isso compensa. Recompensa. Comemos ao sol. Somos, sem grande segredo, seres que comem
48 ao sol. Por isso, entre as angústias, sorrimos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/conheca-o-texto-que-o-escritor-valter-hugo-mae-escreveu-inspirado-nos-cuidados-que-dedica-a-sua-mae/. Acesso em 31 Jan 2019.
Na frase “Eu daria todos os melhores presentes à minha mãe”, retirada do texto, o verbo “dar”, devidamente conjugado no futuro do pretérito do indicativo, é classificado como:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Cuidar dos pais
01 A minha mãe é a minha filha. Preciso dizer-lhe que chega de bolo de chocolate, chega de
02 café ou de andar às pressas. Vai engordar, vai ficar elétrica, vai começar a doer-lhe a perna
03 esquerda. Cuido dos seus mimos. Gosto de lhe oferecer uma carteira nova e presto muita
04 atenção aos lenços bonitos que ela deita ao pescoço e lhe dão um ar floral, vivo, uma espécie
05 de elemento líquido que lhe refresca a idade. Escolho apenas cores claras, vivas. Zango-me
06 com as moças das lojas que discursam acerca do adequado para a idade. Recuso essas
07 convenções que enlutam os mais velhos.
08 A minha mãe, que é a minha filha, fica bem de branco, vermelho, gosto de vê-la de
09 amarelo-torrado, um azul de céu ou verde. Algumas lojas conhecem-me. Mostram-me as
10 novidades. Encontro pessoas que sentem uma alegria bonita em me ajudar. Aniversários ou
11 Natal, a Primavera ou só um fim de semana fora, servem para que me lembre de trazer-lhe um
12 presente. Pais e filhos são perfeitos para presentes. Eu daria todos os melhores presentes à
13 minha mãe.
14 Rabujo igual aos que amam. Quando amamos, temos urgência em proteger, por isso somos
15 mais do que sinaleiros, apontando, assobiando, mais do que árbitros, fiscalizando para que tudo
16 seja certo, seguro. E rabujamos porque as pessoas amadas erram, têm caprichos, gostam de si
17 com desconfiança, como creio que é normal gostarmos todos de nós mesmos. Aos pais e aos
18 filhos tendemos a amar incondicionalmente, mas com medo. Um amigo dizia que entendeu o
19 pânico depois de nascer o seu primeiro filho. Temia pelo azedo do leite, pelas correntes de ar,
20 pelo carreiro das formigas, temia muito que houvesse um órgão interno, discreto, que
21 desfuncionasse e fizesse o seu filho apagar.
22 Quem ama pensa em todos os perigos e desconta o tempo com martelo pesado. Os que
23 amam sem esta fatura não amam ainda. Passeiam nos afetos. É outra coisa.
24 Ficar para tio parece obrigar-nos a uma inversão destes papéis a dada altura. Quase ouço as
25 minhas irmãs dizerem: “Não casaste, agora tomas conta da mãe e mais destas coisas”. Se a luz
26 está paga, a água, refilar porque está tudo caro, há uma porta que fecha mal, estiveram uns
27 homens esquisitos à porta, a senhora da mercearia não deu o troco certo, o cão ladra mais do
28 que devia, era preciso irmos à aldeia ver assuntos e as pessoas. Quem não casa deixa de ter
29 irmãos, logo, só tem patrões. Viramos uma central de atendimento ao público. Porque nos
30 ligam para saber se está tudo bem, que é o mesmo que perguntar acerca da nossa competência
31 e responsabilizar-nos mais ainda. Como se o amor tivesse agentes. Cupidos que, ao invés de
32 flechas, usam telefones. E, depois, espantam-se: ah, eu pensei que isso já tinha passado,
33 pensei que estava arranjado, naquele dia achei que a doutora já anunciara a cura, eu até fiz
34 uma sopa, no mês passado, até fomos de carro ao Porto, jantamos em modo fino e tudo.
35 Quando passamos a ser pais das nossas mães, tornamo-nos exigentes e cansamo-nos por
36 tudo. Ao contrário de quem é pai de filhas, nós corremos absolutamente contra o tempo, o
37 corpo, os preconceitos, as cores adequadas para a idade. Somos centrais telefônicas aflitas.
38 Queremos sempre que chegue a Primavera, o Verão, que haja sol e aquecem os dias, para
39 descermos à marginal a ver as pessoas que também se arrastam por cães pequenos. Só
40 gostamos de quem tem cães pequenos. Odiamos bicharocos grotescos tratados como seres
41 delicados. O nosso Crisóstomo, que é lingrinhas, corre sempre perigo com cães musculados que
42 as pessoas insistem em garantir que não fazem mal a uma mosca. Deitam-nos as patas ao
43 peito e atiram-nos ao chão, as filhas que são mães podem cair e partir os ossos da bacia.
44 Porque temos bacias dentro do corpo. Somos todos estranhos. Passeamos estranhos com os
45 cães na marginal e o que nos aproveita mesmo é o sol. A minha mãe adora sol. Melhora de
46 tudo. Com os seus lenços como coisas líquidas e cristalinas ao pescoço, ela fica lindíssima! E
47 isso compensa. Recompensa. Comemos ao sol. Somos, sem grande segredo, seres que comem
48 ao sol. Por isso, entre as angústias, sorrimos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/conheca-o-texto-que-o-escritor-valter-hugo-mae-escreveu-inspirado-nos-cuidados-que-dedica-a-sua-mae/. Acesso em 31 Jan 2019.
Na frase “E rabujamos porque as pessoas amadas erram, têm caprichos, gostam de si com desconfiança, como creio que é normal gostarmos todos de nós mesmos”, retirada do texto, se a palavra “pessoas” fosse flexionada no singular, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Cuidar dos pais
01 A minha mãe é a minha filha. Preciso dizer-lhe que chega de bolo de chocolate, chega de
02 café ou de andar às pressas. Vai engordar, vai ficar elétrica, vai começar a doer-lhe a perna
03 esquerda. Cuido dos seus mimos. Gosto de lhe oferecer uma carteira nova e presto muita
04 atenção aos lenços bonitos que ela deita ao pescoço e lhe dão um ar floral, vivo, uma espécie
05 de elemento líquido que lhe refresca a idade. Escolho apenas cores claras, vivas. Zango-me
06 com as moças das lojas que discursam acerca do adequado para a idade. Recuso essas
07 convenções que enlutam os mais velhos.
08 A minha mãe, que é a minha filha, fica bem de branco, vermelho, gosto de vê-la de
09 amarelo-torrado, um azul de céu ou verde. Algumas lojas conhecem-me. Mostram-me as
10 novidades. Encontro pessoas que sentem uma alegria bonita em me ajudar. Aniversários ou
11 Natal, a Primavera ou só um fim de semana fora, servem para que me lembre de trazer-lhe um
12 presente. Pais e filhos são perfeitos para presentes. Eu daria todos os melhores presentes à
13 minha mãe.
14 Rabujo igual aos que amam. Quando amamos, temos urgência em proteger, por isso somos
15 mais do que sinaleiros, apontando, assobiando, mais do que árbitros, fiscalizando para que tudo
16 seja certo, seguro. E rabujamos porque as pessoas amadas erram, têm caprichos, gostam de si
17 com desconfiança, como creio que é normal gostarmos todos de nós mesmos. Aos pais e aos
18 filhos tendemos a amar incondicionalmente, mas com medo. Um amigo dizia que entendeu o
19 pânico depois de nascer o seu primeiro filho. Temia pelo azedo do leite, pelas correntes de ar,
20 pelo carreiro das formigas, temia muito que houvesse um órgão interno, discreto, que
21 desfuncionasse e fizesse o seu filho apagar.
22 Quem ama pensa em todos os perigos e desconta o tempo com martelo pesado. Os que
23 amam sem esta fatura não amam ainda. Passeiam nos afetos. É outra coisa.
24 Ficar para tio parece obrigar-nos a uma inversão destes papéis a dada altura. Quase ouço as
25 minhas irmãs dizerem: “Não casaste, agora tomas conta da mãe e mais destas coisas”. Se a luz
26 está paga, a água, refilar porque está tudo caro, há uma porta que fecha mal, estiveram uns
27 homens esquisitos à porta, a senhora da mercearia não deu o troco certo, o cão ladra mais do
28 que devia, era preciso irmos à aldeia ver assuntos e as pessoas. Quem não casa deixa de ter
29 irmãos, logo, só tem patrões. Viramos uma central de atendimento ao público. Porque nos
30 ligam para saber se está tudo bem, que é o mesmo que perguntar acerca da nossa competência
31 e responsabilizar-nos mais ainda. Como se o amor tivesse agentes. Cupidos que, ao invés de
32 flechas, usam telefones. E, depois, espantam-se: ah, eu pensei que isso já tinha passado,
33 pensei que estava arranjado, naquele dia achei que a doutora já anunciara a cura, eu até fiz
34 uma sopa, no mês passado, até fomos de carro ao Porto, jantamos em modo fino e tudo.
35 Quando passamos a ser pais das nossas mães, tornamo-nos exigentes e cansamo-nos por
36 tudo. Ao contrário de quem é pai de filhas, nós corremos absolutamente contra o tempo, o
37 corpo, os preconceitos, as cores adequadas para a idade. Somos centrais telefônicas aflitas.
38 Queremos sempre que chegue a Primavera, o Verão, que haja sol e aquecem os dias, para
39 descermos à marginal a ver as pessoas que também se arrastam por cães pequenos. Só
40 gostamos de quem tem cães pequenos. Odiamos bicharocos grotescos tratados como seres
41 delicados. O nosso Crisóstomo, que é lingrinhas, corre sempre perigo com cães musculados que
42 as pessoas insistem em garantir que não fazem mal a uma mosca. Deitam-nos as patas ao
43 peito e atiram-nos ao chão, as filhas que são mães podem cair e partir os ossos da bacia.
44 Porque temos bacias dentro do corpo. Somos todos estranhos. Passeamos estranhos com os
45 cães na marginal e o que nos aproveita mesmo é o sol. A minha mãe adora sol. Melhora de
46 tudo. Com os seus lenços como coisas líquidas e cristalinas ao pescoço, ela fica lindíssima! E
47 isso compensa. Recompensa. Comemos ao sol. Somos, sem grande segredo, seres que comem
48 ao sol. Por isso, entre as angústias, sorrimos.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/conheca-o-texto-que-o-escritor-valter-hugo-mae-escreveu-inspirado-nos-cuidados-que-dedica-a-sua-mae/. Acesso em 31 Jan 2019.
Qual das seguintes locuções adverbiais apresenta corretamente o uso do acento indicativo de crase, assim como se nota em “às pressas” no texto?
Qual o nome do atual ministro da Educação:
Assinale o principal parceiro comercial do Brasil:
Pesquisas divulgadas recentemente apontam evidências de que o vírus da febre de Mayaro já está circulando no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo. Sobre a febre do Mayaro é correto afirmar que:
Assinale a alternativa incorreta sobre o Foro Privilegiado
De acordo com a Lei Orgânica de Canas, compete privativamente a Câmara Municipal:
Conforme dispositivos da Lei Orgânica Municipal de Canas, o município tem como competência comum com a União e o Estado, entre outras, a seguinte atribuição:
A “Fazenda Canas” foi desapropriada pelo governo em 1887 em razão de:
A origem do nome Canas se deu em função da desapropriação por parte do governo de uma fazenda denominada “Fazenda Canas”. O dono dessa fazenda na ocasião da desapropriação era:
Assinale a frase que não contenha complemento nominal.
Marque a alternativa em que todas as palavras apresentam um dígrafo;
Complete:
Não acreditamos que todos os atletas, no dia e hora _______ pelo treinador, ________ ter feito _________ exercícios.
Leia os enunciados abaixo e responda à questão.
I - Marcelo servidor de quem falávamos há pouco, comunicou, à chefia, assim que os trabalhos foram concluídos que, depois de devidamente assinadas as notas seriam encaminhadas à diretoria da empresa.
II -Marcelo, servidor de quem falávamos há pouco, comunicou à chefia, assim que os trabalhos foram concluídos, que, depois de devidamente assinadas, as notas seriam encaminhadas à diretoria da empresa.
III - Marcelo, servidor de quem falávamos há pouco, comunicou à chefia assim que, os trabalhos foram concluídos, que depois de devidamente assinadas, as notas seriam encaminhadas à diretoria da empresa.
Quanto ao emprego da vírgula, estão corretos:
Quanto ao processo de formação de palavras, assinale a única cuja correspondência de informação é incorreta:
Assinale a alternativa em que o pronome relativo “que” exerce a função de objeto indireto:
"Já estou cheio de me sentir vazio." (Renato Russo)
Na frase acima a figura de linguagem é:
Leia a seguir “O último poema” de Manuel Bandeira para responder as questões de1 a 3.
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
O Último Poema” demonstra:
I-Versos curtos, pensamento objetivo, liberdade no uso das palavras.
II-Simplicidade na escrita, ironia e crítica
III-A melancolia e a sensação de sempre estar à espera do pior, ironia e crítica.
IV-O paradoxo que é nosso caminho pela vida. Sobre ilusão e desilusão.
Está correto em:
Leia a seguir “O último poema” de Manuel Bandeira para responder as questões de1 a 3.
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
A única oração do poema que não está enquadrada ao “eu” poético é: