Questões de Concurso
Comentadas para professor - história
Foram encontradas 23.774 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei n° 9.394/1996 (Art. 3°), em consonância com o estabelecido na Constituição Federal estabelece que o ensino será ministrado com base, dentre outros, nos seguintes princípios:
I. A educação básica é obrigatória e gratuita do zero aos 17 anos de idade.
II. Ao educando cabe atendimento por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte e alimentação, nas escolas de áreas de vulnerabilidade social.
III. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 3 anos de idade.
IV. A liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.
V. O pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
VI. O respeito à liberdade e o apreço à tolerância.
Está correto o que se afirma APENAS em
Uma das marcas das reformas educacionais realizadas no país nas últimas décadas foi a de incorporar e pôr em movimento uma agenda de avaliações em larga escala, a partir de uma retórica político-pedagógica de que tais modalidades de avaliação têm o poder de contribuir para:
I. a formulação e a definição mais adequada de políticas e programas educacionais.
II. a alocação mais justa e pertinente de recursos financeiros aos sistemas e unidades escolares.
III. a atribuição de responsabilidades públicas aos gestores dos sistemas de ensino pelos resultados de suas escolas, junto ao Ministério Público.
IV. a competição entre as unidades escolares de modo a valorizar aquelas que obtém os melhores resultados nas avaliações nacionais.
V. fortalecer o papel dos estudantes como protagonistas e responsáveis pelo sucesso ou fracasso de seus pares nas avaliações em larga escala.
Está INCORRETO o que se afirma APENAS em
São princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência:
I. O respeito à liberdade de fazer as próprias escolhas, e a independência das pessoas.
II. A garantia do acesso a escolas especiais e tratamento diferenciado a todos alunos.
III. A plena inclusão de toda pessoa deficiente em escolas públicas e privadas.
IV. A igualdade entre homens e mulheres.
É correto o que se afirma em
O trabalho não é emprego, não é apenas uma forma histórica do trabalho em sociedade, ele é a atividade fundamental pela qual o ser humano se humaniza, se cria, se expande em conhecimento...
Considerar o trabalho como princípio educativo equivale a dizer que
Sobre a formação inicial dos docentes que atuarão na educação básica, a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei n° 9.394/1996 orienta que aquela formação:
I. deva ocorrer em nível superior, em curso de licenciatura plena.
II. se dê única e exclusivamente no ensino superior, em cursos de licenciatura plena ou de formação de bacharéis, em universidades ou centros universitários.
III. se realize no ensino médio, modalidade Normal, para os profissionais que atuarão na educação infantil, e no ensino superior para aqueles que atuarão no ensino fundamental, no ensino médio e em funções técnicas.
IV. possa também ocorrer em nível médio, na modalidade Normal, como formação mínima para o exercício do magistério da educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental.
Está correto o que se afirma APENAS em
Na organização curricular encontramos, muitas vezes, uma valorização diferente entre os conhecimentos escolares. Exemplo disso é a prioridade dada à matemática em detrimento da língua estrangeira ou da geografia. Nessa hierarquia se supervalorizam as chamadas disciplinas científicas, secundarizando-se os saberes referentes às artes e ao corpo; silenciam-se as vozes de muitos indivíduos e grupos sociais e classificam-se seus saberes como indignos de entrarem na sala de aula e de serem ensinados e aprendidos.
Em vista disso, é correto afirmar que
A escola atua no aperfeiçoamento da ordem social vigente (o sistema capitalista), articulando-se diretamente com o sistema produtivo; para tanto, emprega a ciência da mudança de comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental. Seu interesse imediato é o de produzir indivíduos "competentes" para o mercado de trabalho, transmitindo, eficientemente, informações precisas, objetivas e rápidas.
Numa concepção de educação tecnicista,
O neoliberalismo chegou com atraso ao Brasil e terminou cedo. O Pacto Liberal-Dependente de 1991 foi dominante no Brasil entre, aproximadamente, 1991 a 2005. Nasceu do colapso do Plano Cruzado e do decorrente vácuo de poder que se estabeleceu entre 1987 e 1990. Para a classe capitalista de um país em desenvolvimento como o Brasil, a opção política fundamental está sempre em decidir se deve se aliar aos trabalhadores e às classes médias profissionais que constituem seu mercado interno ou às elites dos países ricos; em outras palavras, se deve ser parte da construção de uma nação ou se deve assumir a dependência. No primeiro caso, ela tem de aceitar maiores salários da burocracia pública e dos trabalhadores, e maiores gastos do Estado com educação, saúde e assistência social. Em compensação, tem um mercado interno maior e mais seguro para realizar lucros e investir; conta com o apoio do Estado na competição internacional; e se beneficia de maior estabilidade política, porque os governos são dotados de maior legitimidade. No segundo caso, as elites capitalistas locais globalistas pagam menos impostos e contam com aprovação maior da parte das elites dos países ricos à qual agrada sua submissão. [...]
(BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. A construção política do Brasil: Sociedade, economia e Estado desde a Independência. 2. ed. São Paulo: Editora 34. p. 296)
A globalização e a chamada “nova ordem mundial” não são movimentos espontâneos, mas a articulação de pactos e de afirmação de modelos. Entre 1991 e 2005, como afirma Bresser-Pereira, o Brasil aderiu ao chamado neoliberalismo com o Pacto Liberal-Dependente. No trecho, é perceptível uma crítica do autor que está expressa corretamente em:
Matutos, caipiras, jecas: certamente era com esses olhos que, em 1950, os 10 milhões de citadinos viam os outros 41 milhões de brasileiros que moravam no campo, nos vilarejos e cidadezinhas de menos de 20 mil habitantes. Olhos, portanto, de gente moderna, “superior”, que enxerga gente atrasada, “inferior”. (MELLO, João Manuel Cardoso de; NOVAIS, Fernando A. Capitalismo Tardio e Sociabilidade Moderna. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz (org). História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 574)
O trecho revela a relação conturbada entre o campo e a cidade na modernidade brasileira.
Sobre isso, é CORRETO afirmar:
Em relação ao Brasil, as questões nacionais são objeto de estudos na tentativa de sua compreensão e encaminhamento. Segundo José Murilo de Carvalho:
“os mitos nacionais, especialmente os mitos de origem, e os heróis nacionais são alguns dos instrumentos mais poderosos para a construção das identidades nacionais [...]. A falta de identificação dos brasileiros com sua própria história é equiparada à falta de confiança nos líderes políticos, e mesmo pela sua clara rejeição a eles, incluindo aqueles eleitos para os mais altos cargos. (CARVALHO, José Murilo de. Nação imaginária: memória, mitos e heróis. In: NOVAES, Adauto (Org.). A crise do Estado-Nação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p.p.398-412).
A partir do trecho e com base nos conhecimentos sobre identidade nacional, é CORRETO afirmar:
“Ela é imaginada como uma comunidade porque, independentemente da desigualdade e da exploração efetiva que possam existir dentro dela, a nação sempre é concebida como uma profunda camaradagem horizontal. No fundo, foi essa fraternidade que tornou possível, nestes dois últimos séculos, que tantos milhões de pessoas tenham-se disposto não tanto a matar, mas sobretudo a morrer por essas criações imaginárias limitadas. (ANDERSON, Benedict. Nações Imaginadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 34)
Anderson (2008) refere-se à nação, sob um olhar antropológico, como uma comunidade política imaginada e traduzida, assim, por uma fraternidade capaz de possibilitar as guerras mundiais. A Primeira Grande Guerra (1914-1918) foi o primeiro conflito, de dimensão mundial, que rompeu com o intervalo de “paz” após as guerras napoleônicas. Sobre a Primeira Grande Guerra, considerando o conceito de comunidades imaginadas de Anderson, é CORRETO afirmar: