Questões de Concurso Comentadas para professor - história

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Q3866024 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada se encontra empregada corretamente. 
Alternativas
Q3866023 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


(In)diferença 


    Aprendi há pouco que não devo ignorar completamente o que dizem sobre minha pessoa. Seja agradável ou não o que ouço, é recomendável dispor de pelo menos alguns minutinhos para reflexão. E resolvi me observar por uns dias para saber em que e em quais situações posso ser indiferente. As conclusões são mesmo conclusivas, se me permite o pleonasmo. Até porque se trata de posicionamento relativo diante de circunstâncias que podem se apresentar de formas diversas. 

    Não sou indiferente a preconceitos, por exemplo. Odeio todos, de todos os tipos, inclusive os que ainda se agarram a mim e dos quais ainda – disse ainda, de novo – não consegui me libertar. Posso ser indiferente a racistas, pois não merecem minha atenção, a menos que necessitem de um passa-fora, tipo peteleco que se dá em inseto incômodo, em casos menos significativos – piadinhas sem graça –, ou uma denúncia em alto e bom som quando a ofensa é gravíssima. 

    Sou permanentemente intolerante com a intolerância. 

    Não sou indiferente à falta de educação. Seja no trânsito, em restaurantes, supermercados, filas. Tenho horror a quem joga lixo no chão e fala exageradamente alto em qualquer lugar.

    Não sou indiferente à crueldade cometida diariamente contra animais indefesos, vítimas de crimes cometidos pelos próprios guardiões. Não sou indiferente ao sofrimento imposto aos touros em rodeios. Não sou indiferente aos cães abandonados por seus donos por motivos vários. (...) 

    Não sou indiferente à mentira, à omissão, à injustiça.

    Não sou indiferente à ignorância imposta por uma educação capenga. 

    Prefiro ser indiferente aos arrogantes e prepotentes. Sou impaciente com a deselegância dos que pensam ser os donos do mundo, da situação ou da verdade. Aos que se autodenominam sábios e não têm ideia do que dizem, pois os sábios não se dizem sábios. A esses, viro as costas solenemente, com toda a indiferença que consigo reunir. (...)


DAMACENO, Giovana. (In)diferença. Revista Benfazeja. Disponível em .  <https://www.avl.org.br/uploads/b889aa7f77e52e3a
5e8c0e9f930aa329indiferenca_gd.pdf>. 

“Tenho horror a quem joga lixo no chão e fala exageradamente alto em qualquer lugar.”


O termo destacado no trecho acima apresenta função:

Alternativas
Q3866022 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


(In)diferença 


    Aprendi há pouco que não devo ignorar completamente o que dizem sobre minha pessoa. Seja agradável ou não o que ouço, é recomendável dispor de pelo menos alguns minutinhos para reflexão. E resolvi me observar por uns dias para saber em que e em quais situações posso ser indiferente. As conclusões são mesmo conclusivas, se me permite o pleonasmo. Até porque se trata de posicionamento relativo diante de circunstâncias que podem se apresentar de formas diversas. 

    Não sou indiferente a preconceitos, por exemplo. Odeio todos, de todos os tipos, inclusive os que ainda se agarram a mim e dos quais ainda – disse ainda, de novo – não consegui me libertar. Posso ser indiferente a racistas, pois não merecem minha atenção, a menos que necessitem de um passa-fora, tipo peteleco que se dá em inseto incômodo, em casos menos significativos – piadinhas sem graça –, ou uma denúncia em alto e bom som quando a ofensa é gravíssima. 

    Sou permanentemente intolerante com a intolerância. 

    Não sou indiferente à falta de educação. Seja no trânsito, em restaurantes, supermercados, filas. Tenho horror a quem joga lixo no chão e fala exageradamente alto em qualquer lugar.

    Não sou indiferente à crueldade cometida diariamente contra animais indefesos, vítimas de crimes cometidos pelos próprios guardiões. Não sou indiferente ao sofrimento imposto aos touros em rodeios. Não sou indiferente aos cães abandonados por seus donos por motivos vários. (...) 

    Não sou indiferente à mentira, à omissão, à injustiça.

    Não sou indiferente à ignorância imposta por uma educação capenga. 

    Prefiro ser indiferente aos arrogantes e prepotentes. Sou impaciente com a deselegância dos que pensam ser os donos do mundo, da situação ou da verdade. Aos que se autodenominam sábios e não têm ideia do que dizem, pois os sábios não se dizem sábios. A esses, viro as costas solenemente, com toda a indiferença que consigo reunir. (...)


DAMACENO, Giovana. (In)diferença. Revista Benfazeja. Disponível em .  <https://www.avl.org.br/uploads/b889aa7f77e52e3a
5e8c0e9f930aa329indiferenca_gd.pdf>. 
Assinale a alternativa que apresenta uma passagem do texto “(In)diferença” que se enquadra num paradoxo, figura de linguagem em que duas ideias aparentemente contraditórias são utilizadas num mesmo contexto. 
Alternativas
Q3866021 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


(In)diferença 


    Aprendi há pouco que não devo ignorar completamente o que dizem sobre minha pessoa. Seja agradável ou não o que ouço, é recomendável dispor de pelo menos alguns minutinhos para reflexão. E resolvi me observar por uns dias para saber em que e em quais situações posso ser indiferente. As conclusões são mesmo conclusivas, se me permite o pleonasmo. Até porque se trata de posicionamento relativo diante de circunstâncias que podem se apresentar de formas diversas. 

    Não sou indiferente a preconceitos, por exemplo. Odeio todos, de todos os tipos, inclusive os que ainda se agarram a mim e dos quais ainda – disse ainda, de novo – não consegui me libertar. Posso ser indiferente a racistas, pois não merecem minha atenção, a menos que necessitem de um passa-fora, tipo peteleco que se dá em inseto incômodo, em casos menos significativos – piadinhas sem graça –, ou uma denúncia em alto e bom som quando a ofensa é gravíssima. 

    Sou permanentemente intolerante com a intolerância. 

    Não sou indiferente à falta de educação. Seja no trânsito, em restaurantes, supermercados, filas. Tenho horror a quem joga lixo no chão e fala exageradamente alto em qualquer lugar.

    Não sou indiferente à crueldade cometida diariamente contra animais indefesos, vítimas de crimes cometidos pelos próprios guardiões. Não sou indiferente ao sofrimento imposto aos touros em rodeios. Não sou indiferente aos cães abandonados por seus donos por motivos vários. (...) 

    Não sou indiferente à mentira, à omissão, à injustiça.

    Não sou indiferente à ignorância imposta por uma educação capenga. 

    Prefiro ser indiferente aos arrogantes e prepotentes. Sou impaciente com a deselegância dos que pensam ser os donos do mundo, da situação ou da verdade. Aos que se autodenominam sábios e não têm ideia do que dizem, pois os sábios não se dizem sábios. A esses, viro as costas solenemente, com toda a indiferença que consigo reunir. (...)


DAMACENO, Giovana. (In)diferença. Revista Benfazeja. Disponível em .  <https://www.avl.org.br/uploads/b889aa7f77e52e3a
5e8c0e9f930aa329indiferenca_gd.pdf>. 
Em relação ao texto “(In)diferença”, é correto afirmar que ele se estrutura: 
Alternativas
Q3850972 História
No Brasil das primeiras décadas do século XX, especialmente no ciclo de greves gerais entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista e emergência de novas formas de organização coletiva da classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do Estado republicano. Para a formação de professores de História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações do mundo do trabalho, das formas de contestação social e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101; EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento, o docente deve reconhecer as greves como fenômeno histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.

A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3850971 Pedagogia
A Região do Cariri cearense, especialmente a regido metropolitana formada por Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, abriga um denso sistema de práticas culturais e devocionais que se expressam tanto no patrimônio material (igrejas, museus, imagens sacras, sítios históricos, arquitetura urbana e objetos votivos) quanto no patrimônio imaterial (romarias, rezas, benditos, saberes da cultura popular, oralidades religiosas, celebrações e rituais comunitários). No Ensino Básico, a BNCC orienta que o professor de Historia desenvolva competências para identificar, valorizar e problematizar patrimônios culturais em suas múltiplas dimensões (EFO6HIO1; EFO7HI10; EF08HI14; EFO9HI04; EM13CHS101), compreendendo-os como fontes históricas, territórios de memoria, marcadores indenitários e espaços de disputa simbólica. No Cariri, essa dimensão patrimonial é inseparável da religiosidade popular, como a devoção ao Padre Cicero, a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, as romarias e a centralidade das imagens sacras na educação do olhar histórico dos estudantes.

Considerando esse enquadramento historiográfico, patrimonial e pedagógico, marque a alternativa que apresenta a melhor abordagem didática e formativa do patrimônio cultural, coerente com a BNCC e com a atuação docente em História no Ensino Básico da regido:
Alternativas
Q3850969 Pedagogia
Os campos de concentração da seca de 1932 no Ceará, como o de Quixeramobim e Quixeramobim-Sertão, constituíram dispositivos de controle social e gestão da fome, inscritos na longa duração das estruturas oligárquicas do Brasil republicano. No capítulo Campo de concentração de Quixeramobim: a seca de 1932 e o curral da fome, José Ailton Brasil de Lima e Francisco Chagas da Silva Neto mobilizam a crítica patativiana à fome como experiência sensível e como resultado de arranjos políticos que converteram a estiagem m “indústria da seca”, beneficiando elites agrárias e agentes estatais em diferentes escalas. O poema de Patativa do Assaré, por sua vez, tensiona a dimensão afetiva da fome como trauma histórico e denúncia social. No âmbito do ensino básico, a BNCC orienta docentes de História a analisarem as relações entre poder local, estruturas agrárias e práticas de controle político no Brasil republicano (EFO9HIO6, EFO9HIO7, EFO9HIOS), bem como a problematizarem, no Ensino Médio, as formas históricas de dominação política e econômica e suas permanências interseccionadas a marcadores sociais e territoriais (EMI3CHS101, EM13CHS102, EM13CHS103).

Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como: 
Alternativas
Q3850968 História
A ocupação colonial da Capitania do Ceará, conforme argumenta Francisco José Pinheiro, foi tardia e menos regulada pelos modelos produtivos previamente consolidados em outras regiões da América portuguesa. A transição entre formas de uso e significação da terra evidencia disputas não apenas econômicas, mas ontológicas, envolvendo diferentes regimes de territorialidade: para muitos povos indígenas, como os Tabajara e os Tabajara da Ibiapaba, a terra constituía um território de pertença, vida, cosmopercepção e inscrição identitária, enquanto para os colonos lusitanos a terra gradualmente se estruturava como mercadoria e propriedade privada. No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes desenvolvam habilidades como a análise das dinâmicas territoriais e dos conflitos entre grupos sociais (EFO7HI09; EFOSHII4), a compreensão dos sistemas econômicos coloniais e suas conexões inter-regionais (EF09HI06; EF09HIO7), além da capacidade de comparar diferentes perspectivas sobre natureza, cultura, trabalho e território em processos históricos (EM13CHS101; EMI13CHS102). 

Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os processos de ocupação e confronto territorial no Ceara colonial devem ser ensinados: 
I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial.
II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste.  
III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre territórios tradicionais.
IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela mercantilização da terra.
Alternativas
Q3850967 História
A constituição do mundo capitalista, acelerada entre os séculos XVIII e XIX, articulou uma nova gramática social do trabalho, da técnica e do pensamento, a partir da convergência entre a Revolução Industrial e os fundamentos filosóficos da modernidade. Esse processo implicou a reconfiguração das relações produtivas, a naturalização da racionalidade instrumental e a consolidação de uma ciência comprometida com a ideia de progresso, eficiência e domínio da natureza. No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes promovam competências como a análise critica dos s. temas econômicos (EFO9HIO7), a problematização do impacto das tecnologias na organização do trabalho e da vida social (EFOSHIO3), além do desenvolvimento da habilidade de relacionar transformações produtivas às mudanças nas ideias e visões de mundo (EM13CHS101).

Considerando esse enquadramento normativo e sua aplicação prática na formação histórica dos estudantes da rede básica de ensino da cidade do Crato, Ceará, é correto afirmar que o capitalismo moderno se consolidou e deve ser ensinado, segundo a BNCC, como um processo que:  
Alternativas
Q3850965 História
A mineração aurífera na Capitania de Minas Gerais, com epicentro em Ouro Preto (então Vila Rica), integra o debate historiográfico sobre a constituição do mundo capitalista, especialmente no que se refere à acumulação primitiva de capital e aos limites impostos pelo sistema colonial. O ouro extraído na América portuguesa foi incorporado a uma economia global estruturada pelo pacto colonial, que, a0 mesmo tempo em que dinamizou mercados internos na colônia, impediu a autonomização capitalista local, canalizando excedentes para a metrópole e para centros industriais emergentes, como a Inglaterra. A BNCC orienta que o ensino de Historia na Educação Básica desenvolva habilidades para analisar a relação entre sistemas econômicos e formas de dominação politica (EFO8HI14; EF09HI06; EFO9HI07), compreender a interiorização da ocupação colonial e seus impactos na configuração territorial e produtiva (EFO7HI09; EFO9HIO8), além de comparar processos históricos em diferentes escalas espaciotemporais, articulando economia, sociedade e cultura visual (EM13CHS101; EM13CHS103).

Considerando a mineração como objeto de reflexão histórica e de transposição didática para o Ensino Básico, marque a alternativa correta:  
Alternativas
Q3850964 História
O coronelismo, estruturado no Brasil durante a Primeira Republica, não foi um resíduo folclórico do poder rural, mas um sistema politico articulado à arquitetura institucional do regime republicano federativo, baseado no voto aberto, na descentralização administrativa e na fragilidade do Estado no interior. Esse arranjo de poder combinou propriedade fundiária, influência econômica, capital simbólico, controle das forças policiais locais e domínio eleitoral, operando como mediação privada do publico, e como engrenagem fundamental da politica dos governadores. Exemplos emblemáticos incluem o domínio eleitoral dos coronéis na Bahia e no Ceará, a instrumentalização de jagunços e milícias para coagir adversários, o uso do “curral eleitoral” para direcionar votos em troca de favores, e a submissão de intendentes, delegados e juízes as redes de mando local, como na oligarquia Accioly no Ceará, ou nas alianças coronelísticas que sustentaram governadores por meio da reciprocidade entre poder regional e poder central. Esse sistema nao negava a República, ao contrário, valia-se de suas brechas institucionais para privatizar a autoridade estatal e garantir a continuidade das oligarquias no interior, convertendo dependência econômica e assimetria social em domínio politico.

Considerando essa contextualização, marque a alternativa correspondente:  
Alternativas
Q3850962 História
No Brasil Império, a imprensa ilustrada da segunda metade do século XIX consolidou-se como um espago privilegiado de disputa simbólica e politica, articulando critica social, humor gráfico e circulação pública de imagens em periódicos de grande alcance, como Semana Illustrada, Revista Illustrada, O Mequetrefe e A Vida Fluminense. Em um contexto marcado por intensificação do debate sobre projetos de nação, crise do Segundo Reinado, expansão urbana, emergência de novos públicos leitores e consolidação de uma cultura politica visual, caricaturas e gravuras deixaram de ser meros ornamentos editoriais e passaram a operar como argumentos visuais capazes de sintetizar posições ideológicas, ridicularizar autoridades, tensionar politicas de Estado e intervir na opinião publica. Exemplos emblemáticos incluem as caricaturas de Ângelo Agostini, que representavam D. Pedro II como monarca envelhecido e desconectado das urgências sociais, e as charges abolicionistas que figuravam senhores escravistas como figuras grotescas, anacrônicas e moralmente condenáveis, contrapondo-se à imagem de sujeitos negros insurgentes e politicamente conscientes, como na sátira visual à repressão policial na Revolta do Vintém (1879) ou nas representações da Guarda Negra defendendo a monarquia nos estertores do regime. Ao mesmo tempo, essas imagens circulavam nacionalmente e atravessavam disputas que envolviam elites, trabalhadores urbanos, abolicionistas, republicanos e monarquistas, demonstrando que a cultura visual impressa atuava como campo de embate e não como voz homogénea ou regionalmente restrita.

A partir dessa contextualização, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3850961 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular, ao organizar o ensino de História no Brasil, desloca o foco da memorização enciclopédica e linear de fatos para um conjunto de competências que valorizam a interpretação critica, o pensamento historicamente situado, a problematização de narrativas e o trabalho com múltiplas linguagens, incluindo fontes escritas, visuais, orais e materiais. Essa orientação pedagógica pressupõe que a aprendizagem histórica se constrói por meio de operações cognitivas complexas, como comparar regimes de verdade entre documentos, analisar intencionalidades, reconhecer disputas de memória e interpretar permanências e mudanças em diferentes escalas temporais e sociais. No horizonte da BNCC, ensinar História implica formar sujeitos capazes de ler o mundo social como construção histórica, compreender os usos públicos do passado, avaliar evidências, confrontar narrativas e produzir sínteses interpretativas fundamentadas. Assim, quando se afirma que o ensino deve priorizar a análise crítica, isso significa defender uma prática pedagógica que articule investigação, contextualização e interpretação como eixos estruturadores do conhecimento histórico escolar. Considerando esse quadro teórico e metodológico, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q3850960 História
O período que se estende do início do século XIX até meados do século XX no Ceará evidencia profundas transformações políticas, econômicas e socioculturais, marcadas por movimentos de resistência popular, experiências autoritárias, conflitos religiosos, migrações forçadas e disputas pelo sentido da memória histórica. Esse percurso inclui eventos como a Confederação do Equador (1824), a “abolição antecipada” da escravidão no Estado (1884), o coronelismo aciolino, os movimentos messiânicos populares, o massacre do Caldeirão (1936) e a participação de cearenses como “soldados da borracha™ durante a Segunda Guerra Mundial.

Com base nesse contexto histórico e em uma perspectiva critica sobre a construção das narrativas sobre o Ceará, analise as proposições a seguir. E, em seguida, assinale a alternativa que contém a classificação correta das afirmações acima, considerando V (verdadeira) e F (falsa):
( ) A participação de municípios cearenses na Confederação do Equador expressou resistências ao poder central imperial e alinhamento a ideias federalistas e republicanas, demonstrando que a independência politica não significou consenso sobre os rumos do país.
( ) A abolição da escravidão no Ceara, em 1884, ocorreu exclusivamente por iniciativa institucional do Império, sem participação de setores populares, como jangadeiros, abolicionistas, clubes literários e imprensa regional.
( ) O ciclo da “Politica Aciolina” esteve associado a práticas coronelistas, uso de redes clientelistas e controle politico concentrado, estimulando reações sociais expressas em movimentos messiânicos, ações populares e cangaço.
( ) O massacre do Caldeirão, ocorrido em 1936, revela o choque entre formas alternativas de organização social e interesses hegemônicos locais e nacionais, mostrando a repressão estatal a experiências comunitárias consideradas ameaça à ordem.
( ) A mobilização dos “soldados da borracha” durante a Segunda Guerra Mundial evidencia processos migratórios forçados, marcados pela promessa estatal de melhoria de vida, mas atravessados por precariedade, abandono e alta mortalidade.
Alternativas
Q3850958 História
O Brasil é frequentemente representado, tanto em narrativas acadêmicas quanto em materiais didáticos, como um “país mestiço”, resultado do encontro entre povos indígenas, europeus e africanos. Essa narrativa, construída historicamente, enfatiza a ideia de uma identidade nacional homogênea, marcada pela miscigenação cultural e biológica. No entanto, abordagens recentes, inclusive aquelas difundidas em mídias digitais, problematizam essa leitura ao evidenciar a profunda diversidade genética da população brasileira e os limites das categorias raciais como explicações biológicas da diferença.

Considerando a perspectiva apresentada, analise as afirmativas a seguir sobre identidade, raça e história no contexto brasileiro e, em seguida, marque a alternativa correta:
I. Estudos genéticos contemporâneos demonstram que a noção de raças humanas biologicamente puras não encontra sustentação científica, evidenciando a existência de ampla variação genética intra e interpessoal.
II. As categorias raciais no Brasil são construções sociais historicamente situadas, profundamente influenciadas pela colonização, pela escravidão e por políticas estatais de branqueamento, marginalização e subalternização.
III. A exaltação da mestiçagem como fundamento da identidade nacional brasileira contribuiu, historicamente, para a naturalização das desigualdades raciais e para o silenciamento das experiências de discriminação vividas pela população negra e indígena. 
IV. A diversidade genética da população brasileira desafia explicações simplificadoras da história nacional, exigindo abordagens interdisciplinares que articulem história, cultura, política e ciência.
V. A comprovação científica da diversidade genética brasileira invalida completamente o debate sobre raça no campo das ciências humanas, uma vez que dados biológicos são suficientes para explicar as desigualdades sociais contemporâneas.  
Alternativas
Q3850957 História
Ao elaborar uma ideia em torno dos conceitos de nação, identidade, modernidade e tradição, o historiador brasileiro, Jean Carlos Moreno, escreveu as seguintes palavras no ensaio: Revisitando o conceito de identidade nacional, publicado no livro: Identidades brasileiras — composições e recomposições, organizado por Cristina Carneiro Rodrigues, Tania Regina de Luca e Valéria Guimarães: “já se tornou comum (mas continua ainda útil), ao se falar de modernidade, evocar as palavras de Marx e Engels. É o permanente revolucionar da produção, o abalar ininterrupto de todas as condições sociais, a incerteza e o movimento eternos [...] Todas as relações fixas e congeladas, com seu cortejo de vetustas representações e concepções, são dissolvidas, todas as relações recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo que é sólido se desmancha no ar (Marx; Engels, 1982, p.67)".

Considera-se a modernidade, como categoria histórica e conceitual, podendo esta ser compreendida a partir da aceleração das mudanças materiais e simbólicas, tensionando valores tradicionais e remodelando a vida social. O trecho do Manifesto do Partido Comunista (1848), de Marx e Engels, sintetiza essa condição ao afirmar que “tudo que é sólido se desmancha no ar”.
A partir dessa referência e da sua compreensão acerca dos discursos em torno dos conceitos de modernidade, nação e transformações estruturais e das ideias em torno da obra de Karl Marx e Friedrich Engels, ao considerar as correlações entre esses conceitos, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3850956 História
Durante o período medieval europeu, especialmente entre os séculos IX e XIII, consolidou-se um modelo de organização econômica e social conhecido como feudalismo. Esse sistema estruturava-se a partir de relações de dependência entre diferentes grupos sociais, baseadas em obrigações recíprocas e fortes vínculos de fidelidade. Nesse contexto, a produção agrícola e a posse da terra assumiam papel central, sustentando política, economia e hierarquias sociais.

Considerando esse sistema, qual característica foi essencial para o funcionamento econômico da Europa feudal?
Alternativas
Q3850955 Filosofia
 partir do ensaio: As raízes clássicas da historiografia moderna, do historiador italiano Arnaldo Momigliano, somos convidados e convidadas a compreender um pouco do contexto de sistematização da tradição herodoteana e tucidideana acerca do pensamento histórico ao longo do processo histórico desde a chamada antiguidade clássica. Exercícios epistémicos como esse nos permitem considerar uma tradição racional protagonizada por pensadores da Grécia Antiga, e lê-los como parte fundamental para a formação do pensamento racional no Ocidente, introduzindo debates sobre ética, conhecimento, politica e a natureza da realidade. A partir do século V a.C., a investigação filosófica deixou de se basear apenas em explicações míticas e passou a buscar argumentos l6gicos e métodos sistemáticos para compreender o mundo.

Considerando essa tradição clássica e seu legado para a história da filosofia, marque a alternativa que apresenta um pensador que não pertence ao contexto da filosofia grega antiga. 
Alternativas
Q3850954 História
No Egito Antigo, especialmente entre o Antigo e o Médio Império, a estruturação do Estado não pode ser dissociada das condições materiais impostas pelo vale do rio Nilo. A regularidade das cheias, o domínio das técnicas de irrigação, o controle politico da distribuição da d'água e a capacidade de organização de trabalho coletivo em larga escala permitiram a consolidação de um poder centralizado, teologicamente legitimado, economicamente tributário e administrativamente burocratizado. Esse modelo estatal integrou religião, economia e politica, produzindo instituições, cosmologias e práticas de governo que moldaram a sociedade egípcia por milénios. A partir dessa compreensivo, avalie as alternativas e marque a correta. 
Alternativas
Q3850953 História
Há muitos paralelos quando pensadores realizam analogias ou comparações entre os modelos e as experiências politicas do tempo presente com o universo da Grécia Antiga, na maioria das vezes, considerada como uma das civilizações mais influentes da história ocidental. Grande parte da experiência grega, em razio da expansão colonial no globo, acabou por impor alguns modelos para o desenvolvimento da Filosofia, da Politica, da História, da Arte e da organização socioeconômica e politica das sociedades consideradas modernas e contemporâneas. Atenas tornou-se referência no conceito de democracia direta, enquanto Esparta desenvolveu uma sociedade voltada para o militarismo e disciplina rigorosa. Ao mesmo tempo, pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles estabeleceram bases para debates sobre ética, conhecimento e organização social que ainda impactam o pensamento ocidental.

Sobre esse contexto histórico, marque a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1541: A
1542: C
1543: A
1544: D
1545: A
1546: D
1547: C
1548: B
1549: A
1550: B
1551: E
1552: D
1553: B
1554: B
1555: C
1556: E
1557: D
1558: A
1559: C
1560: E