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Q3850972 História
No Brasil das primeiras décadas do século XX, especialmente no ciclo de greves gerais entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista e emergência de novas formas de organização coletiva da classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do Estado republicano. Para a formação de professores de História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações do mundo do trabalho, das formas de contestação social e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101; EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento, o docente deve reconhecer as greves como fenômeno histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.

A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
Alternativas