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Q3524549 História
O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII sem dúvida apresenta uma feição própria, não mais “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-la de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo de Antiguidade Tardia, pois nela teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Segundo Franco Júnior, esses três elementos históricos são
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Q3524548 História
Segundo alguns antropólogos, na África, a palavra quilombo refere-se a uma associação de homens aberta a todos. Os membros dessa associação eram submetidos a rituais de iniciação que os integravam como coguerreiros num regimento de super-homens invulneráveis às armas inimigas.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)

Munanga e Gomes, comparando os quilombos africanos e brasileiros, consideram que os segundos
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Q3524547 História
A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão, trata-se de um equívoco histórico.
Alguns fatores contribuíram e ainda contribuem para que tal equívoco persista entre nós.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

Na obra citada, um desses fatores se refere
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Q3524546 História
Após a Conferência de Berlim (1885) que definiu a partilha da África entre países europeus, as imagens simpáticas e tranquilizadoras começaram a sombrear. A infância inocente foi substituída pela imagem de subumanos. Desapareceram as belezas naturais dos territórios e das mulheres e crianças negras, substituídas pelos miasmas e outros horrores da selva, barbárie, mesquinharia e atraso.

(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

Segundo Munanga e Gomes, a imagem do continente africano se modifica com o intuito de
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Q3524545 História
A dominação política foi realizada pela ocupação do território americano pelos estrangeiros portugueses. Faziam incursões em terras indígenas, instalando capitanias e outras formas de ocupação comuns à época nas regiões invadidas. A presença da soberania estrangeira devia assegurar a exploração econômica. Terras abundantes, essências naturais, matérias-primas vegetais e minerais todas estavam prontas para serem exploradas, para produzir riquezas. Mas faltava uma condição fundamental que Portugal não era capaz de fornecer: a força de trabalho, a mão de obra barata.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

De acordo com os autores, a dificuldade portuguesa com a mão de obra tinha relação com
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Q3524544 História
Do arcaico ao moderno, do rural ao urbano, do Brasil colônia ao Brasil república, do humano ao sub-humano, da cidadania à escravidão: esses aparentes antagonismos, encobertos pelo véu da modernidade, guardam semelhanças profundas: o mesmo de ontem, hoje, porém metamorfoseado. O trabalho escravo foi, portanto, ressignificado, mas não deixou de ser ele mesmo. Sua essência permanece íntegra mesmo após sua abolição formal e o advento das etapas mais recentes do capitalismo.
(CAVALCANTI, T. M.; RODRIGUES, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 20, 2023)

Segundo o artigo citado, a essência do trabalho escravo se revela
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Q3524543 História
A ausência de grupos indígenas ou de escravos e seus descendentes, assim como trabalhadores em geral, na História ensinada, é decorrente de uma visão política e ideológica, mas é preciso lembrar, referendada por uma concepção de História.
(Circe Bittencourt, Identidade nacional e o ensino de História do Brasil. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

O contexto apresentado pelo excerto, segundo Bittencourt, tem ligação com a ideia de que
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Q3524542 Pedagogia
No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passado mais remoto. Há o risco de o ensino (e a pesquisa) voltarem-se para um certo presentismo subjetivista e cometer um dos (ou todos) três pecados capitais da explicação histórica.
(Marcos Napolitano, Pensando a estranha História sem fim. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

Napolitano aponta como um desses pecados capitais
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Q3524541 História
A questão da convivência entre os adeptos das três grandes religiões monoteístas, revela-nos uma particularidade ibérica que nada deve a outros povos, nem mesmo à Igreja. Sem essa convivência não teriam havido trocas culturais tão profícuas.
(José Rivair Macedo, Repensando a Idade Média no ensino de História. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

Macedo assinala, como exemplo dessas trocas culturais,
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Q3524540 História
Os livros didáticos foram afetados pela profissionalização do estudo da Antiguidade no país. Cada vez mais, os livros tratam não só dos temas e das explicações historiográficas tradicionais, mas procuram diversificar os objetos e as abordagens, assim como inserir o estudo da Antiguidade na realidade brasileira.

(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

Um exemplo desse olhar diversificado sobre a Antiguidade, segundo o artigo citado, é
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Q3524539 História
É preciso deixar claro que não é proposta do ensino básico a formação de pequenos historiadores. O que importa é que a organização dos conteúdos e a articulação das estratégias para trabalhar com eles levem em conta esses procedimentos para a produção do conhecimento histórico.
(Holien Gonçalves Bezerra, Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

Segundo Bezerra, trabalhar com os procedimentos mencionados para a produção do conhecimento histórico
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Q3524538 História
O professor precisa conhecer as bases da nossa cultura: as formas de organização das sociedades humanas, a evolução das civilizações, a Revolução Francesa, a escravidão no Brasil, o cinema de Charlie Chaplin, a literatura de Machado de Assis e por aí afora. O professor precisa ter um conhecimento sólido do patrimônio cultural da humanidade.

(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, Por uma História prazerosa e consequente. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)



Segundo os autores do artigo citado, cabe ao professor
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Q3524537 História
O Currículo Paulista afirma que “O saber histórico na sala de aula tem se caracterizado por um duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado. De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos questionamentos.”
Para o Currículo Paulista, tal processo deve contribuir para
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Q3524536 Pedagogia
Ao planejar o final de seu semestre letivo, o professor Ângelo está se organizando para dar aos estudantes de sua turma um retorno quanto às atividades feitas no período. Tendo lido recentemente o livro de Williams (2005), Ângelo se prepara para dar um feedback equilibrado, o qual, para o autor, consiste no equilíbrio entre 
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Q3524526 Legislação Federal
Tendo em vista os princípios e as diretrizes da política migratória brasileira (especificamente, o artigo 3o da Lei no 13.445/2017), é correto afirmar que o acesso do migrante a serviços, programas e benefícios sociais, bens públicos, educação, assistência jurídica integral pública, trabalho, moradia, serviço bancário e seguridade social é
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Q3524524 Pedagogia
De acordo com o inciso V do artigo 4o da Resolução no 1/2012, que estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, é correto afirmar que
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Q3524519 Pedagogia
O artigo 1o da Lei no 9.394/1996, em seu parágrafo 2o , estabelece que a educação escolar deverá vincular-se
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Q3524516 História
Leia o texto a seguir.

    Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

A tese do autor é de que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social que englobava
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Q3524515 História
Observe o texto a seguir.

    A revolta anti-holandesa nordestina se apresenta como um levante promovido por um bando de caloteiros. Disse-o ali na bucha o padre Antônio Vieira, num parecer encomendado pela Coroa em 1648: “Os principais moradores que moveram a guerra contra a Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco foi porque tinham tomado muito dinheiro aos holandeses, e não puderam, ou não quiseram, pagar”.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

O problema do endividamento dos senhores de engenho esteve relacionado
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Q3524514 História
Considere o texto a seguir.

    A ruptura de 1808 não será tão radical como se tem dito e escrito: ainda se movia no oceano o braço brasilianizado do sistema colonial: a rede de importação de mão-de-obra cativa, o tráfico negreiro. Depois de 1850, o mercado de trabalho nacional continua dependente, nos seus setores dinâmicos, do trato de imigrantes europeus, levantinos e asiáticos. Só nos anos 1930-40 a reprodução ampliada de força de trabalho passa a ocorrer inteiramente no interior do território nacional. Essa é a variável de longa duração que apreende a formação do Brasil nos seus prolongamentos internos e externos.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

O autor relativiza a ruptura de 1808, pois depois da abertura dos portos o Brasil
Alternativas
Respostas
3641: B
3642: B
3643: C
3644: E
3645: A
3646: B
3647: D
3648: C
3649: E
3650: B
3651: A
3652: E
3653: D
3654: A
3655: B
3656: C
3657: A
3658: C
3659: E
3660: B