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Q4132012 Português
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 foi um projeto elaborado pelos países lusófonos com o objetivo de unificar a ortografia do português. Até então, Brasil e Portugal (além dos demais países africanos de língua portuguesa) seguiam regras diferentes de escrita, o que dificultava a produção editorial comum, a circulação de textos, o ensino e a padronização internacional da língua. O acordo foi assinado em 1990 pelos países membros da CPLP, mas enfrentou longos anos de debates e revisões até entrar efetivamente em vigor. No Brasil, sua implementação começou em 2009, tornando-se obrigatória a partir de 2016. Entre as mudanças mais conhecidas, compreende-se que passa a ser
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Q4132011 Português
Um texto pode ser considerado como uma malha de tecido (não à toa, falamos de sua tessitura), cujas linhas estruturantes amarram o tecido de tal forma que o tornam um todo significante, uma unidade de sentido. Dito de outra maneira, falamos de 
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Q4132010 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
Considerando o trecho do poema de Cora Coralina — “E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia e semeias polmes dourados no teu lixo pobre, calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo” —, as relações sintáticas entre as estruturas oracionais permitem perceber que 
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Q4132009 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
Considere o verso “Amo tua paisagem triste, ausente e suja.” Com base no emprego da conjunção destacada no trecho anterior, e observando as regras de pontuação da língua portuguesa, compreende-se que
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Q4132008 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
No trecho do poema “Becos de Goiás”, de Cora Coralina, o eu lírico descreve um cenário marcado por imagens de degradação — “paisagem triste, ausente e suja”, “velha umidade andrajosa”, “lodo negro, esverdeado, escorregadio”, “lixo pobre”. Ainda assim, a voz poética declara reiteradamente: “Amo…”. Qual efeito de sentido característico da obra da autora é gerado pelo contraste?
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Q4132007 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
O modo de organização do discurso e a natureza do raciocínio empreendido pelo filósofo Mário Sérgio Cortella, valendo-se da voz do estudioso Benauro Robert de Oliveira diante da experiência vivida por Jacques-Yves Cousteau, consistem em um raciocínio
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Q4132006 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
A crase é um fenômeno linguístico que marca, por meio do acento grave, uma fusão de vogais idênticas e contíguas (a + a = à). Em geral, trata-se de uma relação de regência que demanda uma preposição a + o artigo definido feminino a, podendo ocorrer também, no entanto, com pronomes demonstrativos (àquele, àquela, àquilo) e, ainda, com pronomes relativos (à qual, às quais). A respeito do caso de sua ocorrência no trecho “Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância […]”, e em observância às regras de uso obrigatório e facultativo, a crase, nesse caso, é 
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Q4132005 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
No trecho, “É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos […]”, a expressão em destaque
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Q4125104 Geografia
Leia o excerto a seguir para responder à questão:

"Embora a atividade industrial tenha passado por um processo de desconcentração no mundo e no Brasil, no caso do Ceará ela ainda permanece concentrada. Em Fortaleza, as primeiras fábricas se instalaram ocupando majoritariamente 3 centralidades: Jacarecanga/Francisco Sá, Parangaba e Mucuripe [...]. Entretanto, a cidade cresceu, o setor imobiliário se expandiu e o uso industrial passou a causar conflitos com os demais usos produtivos. Em contraponto, o Estado foi oferecendo facilidades de circulação, melhorias na infraestrutura e incentivos fiscais para a reestruturação física das manufaturas em outros municípios vizinhos, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)."

(MUNIZ, A. M. V.; CABRAL, J. M. T.; SAMPAIO, P. M. Trajetórias urbano-industriais e a Geografia Escolar. VI CONEDU, 2019, p. 7-8).

A partir da análise do texto e do panorama da desconcentração industrial no espaço metropolitano de Fortaleza a partir da década de 1990, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica econômica e territorial que comandou esse processo:
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Q4125103 Pedagogia
Leia o excerto a seguir para responder à questão:

"A compreensão do modo como a avaliação se insere no processo de ensino-aprendizagem em Geografia reveste-se de importância crucial para desvendar o papel desempenhado por esse mecanismo, seja como um momento orientador na prática de ensino, seja como um processo classificatório e dissociado do desenvolvimento cognitivo intrínseco à aprendizagem, em consonância com os princípios da avaliação tradicional. [...] Evidencia-se a importância de práticas avaliativas formativas e mediadas em contraposição a práticas tradicionais, visto seus benefícios na construção do raciocínio geográfico."

(CONTRERAS, G. I. T. M.; LIMA, M. G. A avaliação em Geografia: o raciocínio geográfico como objetivo do ensino. Geofronter, v. 10, 2024, p. 1-3).

Considerando a análise crítica de Contreras e Lima (2024) sobre as contradições entre as prescrições curriculares contemporâneas e a real efetivação do pensamento espacial no chão da escola, assinale a alternativa que indica corretamente a articulação entre a práxis avaliativa e o desenvolvimento do raciocínio geográfico:
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Q4125102 Geografia
No âmbito da evolução urbana e industrial de Fortaleza, a transferência de unidades produtivas para outros municípios da Região Metropolitana (como Maracanaú) provocou profundas alterações na morfologia e na dinâmica socioeconômica da capital. Esse fenômeno é geograficamente caracterizado pela:
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Q4125101 Geografia
Os dados consolidados do Censo Demográfico revelaram uma inflexão histórica na dinâmica populacional brasileira: pela primeira vez desde o início da forte corrente migratória interna no século XX, a Região Metropolitana de São Paulo registrou um saldo migratório negativo, apresentando "mais gente saindo do que chegando". Em contrapartida, estados do Nordeste têm se consolidado como importantes receptores desse fluxo, impulsionados pela chamada migração de retorno. Esse fenômeno redesenha o mapa da mobilidade territorial no Brasil, refletindo transformações profundas nas estruturas econômicas, no mercado de trabalho e na qualidade de vida das metrópoles do Sudeste em comparação com as novas centralidades regionais.

Considerando os dados censitários sobre a inversão do saldo migratório paulista e os fatores que condicionam a migração de retorno em direção ao Nordeste brasileiro, assinale a alternativa correta.
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Q4125100 Geografia
Na obra clássica A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra (1976), Yves Lacoste realiza uma crítica contundente à Geografia Escolar (ou "Geografia dos Professores"), acusando-a de camuflar as funções estratégicas e políticas da disciplina por meio de descrições enfadonhas. O autor resgata a escala não apenas como uma fração matemática de redução da realidade, mas como um operador geopolítico fundamental. Para Lacoste, o raciocínio geográfico assenta-se na capacidade de articular diferentes ordens de magnitude espacial para desvelar as estratégias de controle do território. Com base na concepção de escala defendida por Yves Lacoste, assinale a alternativa correta.
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Q4125099 Geografia
O trabalho de Butler e Hamnett (2015) analisa como as instituições escolares e as dinâmicas urbanas se articulam para perpetuar as desigualdades sociais. Ao cruzarem os dados do Banco de Dados Nacional dos alunos e do Censo Escolar Anual com as geoinformações demográficas das escolas na Inglaterra, os pesquisadores conseguiram vincular o desempenho escolar ao código postal dos estudantes. Essa espacialização revelou que os preços dos imóveis em áreas com escolas de alto desempenho aumentam significativamente, criando uma barreira econômica que limita o acesso de famílias mais pobres a essas instituições. Desse modo, o sistema de matrícula baseado na distância residencial acaba resultando em uma severa desigualdade de acesso à oferta de vagas, permitindo que as famílias de classe média utilizem o espaço urbano de forma estratégica como um mecanismo de reprodução social. O estudo demonstra que o problema do rendimento escolar nos rankings não é meramente pedagógico, mas sim socioespacial, favorecendo os agentes de maior capital econômico e cultural.

BUTLER, Tim; HAMNETT, Chris. The Geography of Education: Introduction. Urban Studies, v. 44, n. 7, p. 1161-1174, jun. 2007. DOI: https://doi.org/10.1080/00420980701321. 

Com base na análise de Butler e Hamnett (2015) sobre as desigualdades socioespaciais e o papel da cartografia crítica na revelação dessas dinâmicas, assinale a alternativa correta. 
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Q4125098 Geografia
Em 1996, ao publicar pela primeira vez “A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção”, Milton Santos revoluciona o fundamento epistemológico da ciência geográfica contribuindo profundamente para o entendimento de que a realidade tecnológica, informacional e globalizada em que vivemos hoje está associada intrinsicamente. O Meio Técnico-Científico-Informacional é agora a ponte que une o conhecimento das ciências naturais e o conhecimento das ciências humanas, configurando unidade no objeto de estudo da geografia e, consequentemente, propondo a superação da dicotomia da disciplina.

Sobre o espaço geográfico de acordo com a definição do referido autor é correto afirmar:
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Q4125097 Pedagogia
Ao discutir o papel do Pensamento Espacial na Educação Geográfica, a literatura destaca o clássico estudo do médico John Snow sobre a epidemia de cólera em Londres (1854) como um exemplo emblemático da construção desse tipo de pensamento. Ao mapear o endereço dos enfermos e correlacioná-los à localização das bombas de água e fossas sépticas, Snow superou a teoria de que a doença se propagava por "miasmas" atmosféricos, demonstrando o poder explicativo da sobreposição e da correlação de dados espaciais.

Diante do exemplo de John Snow e das discussões textuais sobre a incorporação do Pensamento Espacial no processo de ensino e aprendizagem, assinale a alternativa que indica corretamente a sua relação com a formação do raciocínio geográfico:
Alternativas
Q4125096 Geografia
O ensino dos conceitos e das categorias da Geografia precisa promover o entendimento de como as relações sociais constroem a espacialidade. A metodologia de ensino deve, portanto, focar muito mais no processo de compreensão dessa espacialidade a partir dos princípios geográficos do que na extenuante e tradicional memorização de definições conceituais. Essa perspectiva remete ao desenvolvimento do raciocínio geográfico, cujas chaves de domínio estão nas engrenagens que envolvem os princípios espaciais aplicados a diferentes escalas de análise.
Observando a incorporação do campo de pesquisa do Pensamento Espacial na Educação Geográfica brasileira e considerando as produções mais atuais sobre o assunto, marque a alternativa que represente como o Pensamento Espacial está articulado ao Raciocínio Geográfico.
Alternativas
Q4125095 Pedagogia
Texto para a questão


A Cartografia Escolar e a Alfabetização Cartográfica constituem instrumentos mediadores fundamentais para a representação e a análise da complexidade socioespacial contemporânea diante do aumento da frequência do uso das geotecnologias e dos mapas digitais interativos. Ao promover o letramento geográfico dos estudantes, essa metodologia supera o uso de mapas e de representações espaciais apenas como recursos imagéticos e visuais. Nesse sentido, a cartografia é uma metodologia fundamental no desenvolvimento do raciocínio geográfico para o exercício da crítica e da autonomia intelectual no processo de ensino-aprendizagem.
Considerando o excerto acima e a articulação entre a linguagem cartográfica e o desenvolvimento do raciocínio geográfico na Educação Básica, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. O mapa mental e o desenho do espaço vivido pela criança constituem um percurso metodológico fundamental nos anos iniciais, pois funcionam como ponto de partida para a superação do realismo nominal e para a estruturação do letramento cartográfico, permitindo que o aluno compreenda a relação entre significante e significado por meio de símbolos, linhas e cores.
PORQUE
II. O desenvolvimento do raciocínio geográfico e a realização de análises geoespaciais complexas prescindem do domínio de noções geométricas e espaciais de base (como localização, ordem, proximidade e proporção), sendo a operacionalização técnica e mecânica de softwares de SIG (Sistemas de Informação Geográfica) suficiente para garantir a leitura crítica do espaço e do ordenamento territorial.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4125094 Geografia
Texto para a questão


A Cartografia Escolar e a Alfabetização Cartográfica constituem instrumentos mediadores fundamentais para a representação e a análise da complexidade socioespacial contemporânea diante do aumento da frequência do uso das geotecnologias e dos mapas digitais interativos. Ao promover o letramento geográfico dos estudantes, essa metodologia supera o uso de mapas e de representações espaciais apenas como recursos imagéticos e visuais. Nesse sentido, a cartografia é uma metodologia fundamental no desenvolvimento do raciocínio geográfico para o exercício da crítica e da autonomia intelectual no processo de ensino-aprendizagem.
Considerando as bases metodológicas e os preceitos teóricos que sustentam a alfabetização cartográfica na Educação Básica quais são essenciais para o uso de geotecnologias nas aulas de geografia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4125093 Geografia
Leia o excerto a seguir para responder à questão:

“Dentre paisagens brasileiras caracterizadas como de exceção, Ab´Saber (2003) exemplifica: topografias ruiniformes, como as que ocorrem no Piauí (Parque Nacional de Sete Cidades e a serra da Capivara), em Goiás (Torres do Rio Bonito), em diversas chapadas do Mato Grosso (Chapada do Guimarães e Planalto dos Alcantilados); pontões rochosos do tipo “pão-de-açúcar”, penedos ou “dedos de Deus”, comuns na região Sudeste, que emergem acima ou à frente dos morros do lado de maciços e escapas granítico-gnáisicas; grupamentos de inselbergs em forma de “montes de ilhas” rochosas ocorrentes no Nordeste sob o domínio da caatinga; maciços elevados (900-1000 m) em plenos sertões secos, constituindo-se como verdadeiras ilhas de umidade, redutos de florestas tropicais; os canyons brasileiros (mais conhecidos como gargantas, rasgões, boqueirões, grotas longas, socavões, itaimbés e passos fundos, desfiladeiros e estreitos); os altiplanos (Itatiaia e alta meseta do pico de Roraima) e nas planícies, no caso do Pantanal mato-grossense, dentre outros. No Ceará, as principais paisagens de exceção se configuram por meio dos agrupamentos de inselbergs, como o caso dos monólitos de Quixadá, e em regiões de altitude pela formação de ‘ilhas úmidas’ ocorrentes em meio ao semi-árido (ocorrente nesse Estado em mais de 90% de seu território), como a cuesta de Ibiapaba, chapada do Araripe e as serras de Baturité, Aratanha, Meruoca, Maranguape, dentre outras. A pesquisa desenvolve-se abordando parte do mais expressivo exemplo dessas ‘ilhas úmidas’ do Ceará: a serra de Baturité.”

Fonte: FREIRE, L. M.; SOUZA, M. J. N. de. GEOGRAFIA E QUESTÃO AMBIENTAL NO ESTUDO DE PAISAGENS DE EXCEÇÃO: O EXEMPLO DA SERRA DE BATURITÉ - CEARÁ. Boletim Goiano de Geografia. Goiânia, Goiás, v. 26 n. 2 p. 129-150 jul./dez. 2006, p. 136.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre os domínios morfoclimáticos brasileiros, as paisagens de exceção e a dinâmica socioambiental da Serra de Baturité, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
341: D
342: C
343: B
344: A
345: D
346: A
347: C
348: C
349: B
350: A
351: D
352: B
353: B
354: D
355: D
356: C
357: C
358: A
359: C
360: D