Questões de Concurso
Comentadas para professor - educação física
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Bossle (2021, p. 9) apresenta uma reflexão sobre como a educação libertadora de Paulo Freire pode nos inspirar ou nos desafiar, em um reposicionamento da Educação Física crítica. No texto, apresenta um estudo de um doutorando, que identifica uma brincadeira infantil, “capitão do mato” ou “feitor pega escravo”, que constava de uma obra destinada à Educação Física, do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, que foi amplamente distribuída pelo Programa Nacional do Livro e Material Didático (PNLD):
O texto explica o que era o capitão do mato, o que era o feitor, e orienta que deve se escrever com giz no chão as palavras senzala e quilombo. A brincadeira consiste em organizar as crianças em três grupos, um de “capitães do mato”, outro grupo, na senzala e, outro, no espaço “quilombo”. Os “capitães do mato” devem perseguir os “escravos” que tentarem fugir da “senzala” para o “quilombo”. No texto ainda é apresentado que é possível trocar de papéis e que ela se constitui em atividade “lúdica”.
BOSSLE, F. Educação Física Escolar crítica e educação libertadora: reposicionamento pela pedagogia dooprimido no processo de descolonização curricular. Revista Brasileira de Educação Física Escolar, v. 1,p. 6-19, 2021. Disponível em: http://conbrace.org.br. Acesso em: 15 ago. 2022.
Esse exemplo de atividade reforça como a colonização, por meio de sua racionalidade epistemológica, sustenta os currículos e as práticas disciplinares e as naturalizam de forma mecanizada, sem questionar a compreensão histórica, o racismo e as lutas diárias dos negros por respeito e humanidade.
Na Educação Física escolar, a perspectiva da educação libertadora, de acordo com Paulo Freire, possibilita a compreensão de que
Castro (2021, p. 92) afirma que a escola coloca as singularidades em ruínas, pois “é nela que descobrimos que estamos acima do peso ou magros além do esperado, feios, baixos [...], inclusive, de forma violenta”, com especial destaque para a Educação Física, na qual os corpos ficam em evidência.
CASTRO, J. N. Singularidades em ruínas: o controle escolar dos corpos e das identidades em aulas de Educação Física. In: RIBEIRO, W. G.; SILVA, R. C. O.; DESTRO, D. S. (Org.) Educação Física e
diferença: perspectivas e diálogos. Curitiba: CRV, 2021. Cap. 4, p. 75-100.
Com base no exposto no texto de Castro, é correto afirmar que a escola coloca as singularidades em ruínas
Cavalcanti (2021) estabelece que afirmar as corporeidades negras de forma positiva é fundamental para que os sujeitos se engajem nas lutas antirracistas. Para esse fim, o autor apresenta narrativas acerca da necessidade de reconhecimento e representatividade das corporeidades negras nas práticas pedagógicas no cotidiano escolar.
CAVALCANTI, A. S. S. A cultura corporal na construção de práticas antirracistas: microações afirmativas
nos cotidianos de educação infantil. In: RIBEIRO, W. G.; SILVA, R. C. O.; DESTRO, D. S. (Org.) Educação
Física e diferença: perspectivas e diálogos. Curitiba: CRV, 2021.
Assinale a alternativa cuja narrativa apresenta uma prática que NÃO segue os parâmetros defendidos pelo autor.
NEIRA, Marcos Garcia. Práticas Corporais: brincadeiras, danças, lutas, esportes e ginásticas. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2014, p. 36.
De acordo com a proposta, é correto afirmar:
SOARES, Carmen Lúcia. Educação física escolar: conhecimento e especificidade. In: Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, supl. 2, p. 6-12, 1996, p. 9
Nessa perspectiva, a autora cita a influencia da psicomotricidade na Educação Física, de forma:
AQUINO. Júlio Groppa. Indisciplina: o contraponto das escolas democráticas. São Paulo, Moderna. 2003, p. 39-40.
De acordo com o excerto, podemos afirmar:
Sabe-se claramente que a indisciplina constitui uma das queixas reinantes quanto ao cotidiano não apenas de professores, mas também de pais. Um tema, portanto, emblemático da dificuldade de educar na atualidade, seja na família, seja na escola – as duas instituições historicamente reconhecidas como principais responsáveis pela educação de crianças e jovens.
AQUINO. Júlio Groppa. Indisciplina: o contraponto das escolas
democráticas. São Paulo, Moderna. 2003, p. 7.
Ainda sobre a questão da indisciplina escolar, de acordo com o autor:
Considerando as características dos conhecimentos e das experiências próprias da Educação Física, é importante que cada dimensão seja sempre abordada de modo integrado com as outras, levando-se em conta sua natureza vivencial, experiencial e subjetiva. Assim, não é possível operar como se as dimensões pudessem ser tratadas de forma isolada ou sobreposta. Assim, em articulação com as competências gerais da Educação Básica e as competências específicas da área de Linguagens, o componente curricular de Educação Física deve garantir aos alunos o desenvolvimento de competências específicas (BNCC, 2019).
São competências descritas pelo documento em questão:
“Veja-se o caso da capoeira. Há bem pouco tempo era desqualificada como ação social e reduzida a uma pequena parcela marginalizada da população. A prática era proibida, seus gestos eram tidos como violentos e os capoeiristas vistos como pessoas desprovidas de valores. Em tais circunstâncias, a presença desse artefato cultural na escola era algo inadmissível. Na arena de lutas pela imposição de sentidos, a capoeira foi mantida por muito tempo à margem da sociedade. Estar à margem é estar permanentemente na fronteira, e os elementos aí situados contribuem para desestabilizar a cultura central. À medida em que disputas simbólicas foram travadas, não só a capoeira como também o grupo social que a produziu passaram a ser entendidos de outra maneira. Hoje, a capoeira é símbolo da identidade nacional e sua prática penetrou em ambientes como a escola, clubes e academias da elite. Como forma de expressão de um povo, a capoeira ganhou mais do que um espaço de atuação; propiciou uma ação política da cultura negra”.
NEIRA, Marcos Garcia. Práticas Corporais: brincadeiras, danças, lutas,
esportes e ginásticas. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2014, p. 18.
No excerto em questão, o autor oferece o exemplo da
capoeira para: