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I. A termogravimetria é uma técnica de análise térmica em que se avalia perda ou ganho de massa da amostra em função da temperatura sob determinadas condições atmosféricas e sob programa controlado de temperatura. II. A análise térmica diferencial, da mesma forma que a termogravimetria, avalia a variação de massa de uma amostra perante um padrão de referência inerte. III. A calorimetria exploratória diferencial avalia a diferença energética que é fornecida a uma substância em análise em comparação com um padrão inerte. IV. A análise térmica tem-se mostrado muito útil na determinação de águas de hidratação. Na análise térmica, o processo de desolvatação caracteriza-se como exotérmico, podendo ocorrer de forma singular a liberação do solvente em uma dada temperatura ou multifásica pela liberação gradual em uma série de temperaturas.
O Quinze
Raquel de Queirós.
Eles tinham saído na véspera, de manhã, de Canoa. Eram duas horas da tarde. Cordulina, que vinha quase cambaleando, sentou-se numa pedra e falou, numa voz quebrada e penosa: - Chico, eu não posso mais... Acho até que vou morrer. Dá-me aquela zoeira na cabeça! Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo, em falripas¹ sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto, envesgando os olhos, roçando na boca. A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam. A saia roída se apertava na cintura em dobras sórdidas; e se enrolava nos ossos das pernas, como um pano posto a enxugar se enrola nas estacas da cerca. Num súbito contraste, a memória do vaqueiro confusamente começou a recordar a Cordulina do tempo do casamento. Viu-a de branco, gorda e alegre, com um ramo de cravos no cabelo oleado e argolas de ouro nas orelhas... Depois sua pobre cabeça dolorida entrou a tresvariar; a vista turvou-se como as idéias; confundiu as duas imagens, a real e a evocada, e seus olhos visionaram uma Cordulina fantástica, magra como a morte, coberta de grandes panos brancos, pendendo-lhe das orelhas duas argolas de ouro, que cresciam, cresciam, até atingir o tamanho do sol. No colo da mulher, o Duquinha, também, só osso e pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha imunda, de dedos ressequidos, aos pobres olhos doentes. E com a outra tateava o peito da mãe, mas num movimento tão fraco e tão triste que era mais uma tentativa do que um gesto. Lentamente o vaqueiro voltou as costas; cabisbaixo, o Pedro o seguiu. E foram andando à toa, devagarinho, costeando a margem da caatinga. Às vezes, o menino parava, curvava-se, espiando debaixo dos paus, procurando ouvir a carreira de algum tejuaçu² que parecia ter passado perto deles. Mas o silêncio fino do ar era o mesmo. E a morna correnteza que ventava, passava silenciosa como um sopro de morte; na terra desolada não havia sequer uma folha seca; e as árvores negras e agressivas eram como arestas de pedra, enristadas contra o céu.
O Quinze. 20ª. edição. Rio de Janeiro: José Olympio. 1976.
1. Farripas, cabelos muito ralos na cabeça. 2. lagarto (teiú) grande
Na passagem: “Dá-me aquela zoeira na cabeça !” (4º§), o pronome oblíquo átono foi devidamente empregado, contudo o pronome NÃO obedece às regras gramaticais vigentes, em:
Carlos Eduardo Novaes
É difícil fugir ao irresistível apelo dos supermercados. É nele que o homem satisfaz a todas as necessidades de consumidor. A primeira intenção de quem entra num supermercado é comprar tudo. Um conhecido meu, consumidor consagrado, já confessou que seu maior desejo é poder se atirar sobre as prateleiras, abrir pacotes, latas e caixas de biscoitos, queijo, compotas, doces e ficar ali esparramado, comendo até sair pelos ouvidos. Os proprietários têm consciência dessa compulsão e arrumam suas mercadorias de forma a poder deixar o consumidor como eles, proprietários, quando chegaram ao Brasil, ou seja, de tanga. Curiosamente, a alimentação deixou de ser uma simples necessidade para tornar-se um complicado sistema de “marketing” e pesquisa. Hoje, a gente nem sempre compra o que quer. Compra-se o que eles querem vender. Vocês sabem, por exemplo, por que o açúcar é colocado no fundo dos supermercados? Porque o açúcar é um artigo comum a todos, e ficando no fundo obriga o consumidor a passar por várias outras seções antes de encontrá-lo. E nessa passagem pode comprar mais alguma coisa. Para escapar a esse risco, há uma solução: entrar pela porta dos fundos. A colocação dos artigos nas prateleiras é matematicamente calculada. Os que têm saída certa ficam embaixo. Os de venda difícil são colocados à altura dos olhos. Dos olhos e principalmente das mãos. E há ainda as embalagens, feitas de forma a atrair o consumidor. Tem muita gente que só compra pela embalagem, tem gente que ainda faz pior. Só come a embalagem. As últimas pesquisas demonstram que os homens já estão se equiparando às mulheres na freqüência aos supermercados. Revelam ainda que eles vêm mostrando um talento incrível para donas-de-casa. Os homens são os melhores fregueses nas chamadas compras de impulso - termo que surgiu com o supermercado - que são aquelas que não se coloca na lista. Você chega lá, olha para a mercadoria, verifica quanto tem no bolso e depois se justifica: “Vou comprar só desta vez para experimentar”. As pesquisas assinalam ainda que nas compras o impulso ocorre da classe média para cima. Abaixo da classe média, diminui sensivelmente. Até mesmo porque, se houvesse impulso, não haveria dinheiro.
Conforme o texto, os dois fatores conjugados que tornam o homem um consumidor consagrado são:
I. No que diz respeito à concentração, invariavelmente, tem-se uma relação direta e proporcional. Já a estrutura molecular da substância analisada define a freqüência de maior absorção e, além de se relacionar à sensibilidade, pode conferir ao método seletividade. II. Quando se usa a espectrofotometria como processo de medida, basicamente estão sendo empregadas as propriedades dos átomos e moléculas de absorver e emitir energia eletromagnética em uma das muitas áreas do espectro eletromagnético. III. Segundo a Lei de Lambert, a transmitância depende do valor absoluto da luz incidente e a fração desta, que é absorvida por um meio, é proporcional à espessura do meio atravessado e dependente da intensidade da luz incidente. IV. A correlação entre energia e concentração veio da Lei de Beer, que estabeleceu que, quando a energia radiante atravessa uma solução, a quantidade de energia transmitida diminui, exponencialmente, com o aumento da concentração da solução. V. Além da absorbância, a constante denominada absortividade é bastante explorada em cálculos de doseamento e pode apresentar variações como absortividade molar e extinção específica.
I. Sistema cromatográfico é o conjunto formado pela mistura a ser analisada, pela fase estacionária e pela fase móvel. A fase estacionária é o meio constituído ou suportado por um sólido poroso, cuja função é reter os solutos. A fase móvel é o solvente, neste caso chamado de eluente, que flui através da fase estacionária, e tem como função deslocar os solutos. II. No sistema cromatográfico, a mistura de solutos é levada a migrar através da fase estacionária, por meio de fluxo constante da fase móvel, sendo a diferença de velocidade de migração provocada por processo de competição pelo soluto, entre as duas fases, em função de uma dada propriedade. III. Por migração diferencial, entende-se que qualquer propriedade que permita o estabelecimento de equilíbrio de concentração dos componentes da mistura de solutos nas duas fases, em grau distinto para cada um deles, pode ser utilizada como propriedade cromatográfica separativa, isto é, em função dela, os vários componentes da mistura migrarão com velocidades diferentes através da fase estacionária do sistema. IV. A denominação fase normal refere-se ao sistema cromatográfico com fase estacionária polar e fase móvel apolar, em contraposição à fase reversa, quando se usa fase estacionária apolar e fase móvel polar. V. A denominação fase ligada aplica-se ao tipo de cromatografia na qual a fase estacionária é formada pelo revestimento de micropartículas de sílica e é constituído de substância orgânica polar quimicamente ligada ao material do suporte.