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Q3983420 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
 Considere as frases:
• _______________ só as folhas que certamente apareciam, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.
•  Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, chegava ________________ grotas e várzeas.
•  Não ___________________ o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses.
•  Para Sinha Vitória, Deus não permitiria tal desgraça ________________ pessoas.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q3983419 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
Na frase “Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.” (2º parágrafo), se o verbo “acontecer” for flexionado no tempo futuro, ele e os demais verbos destacados devem assumir, correta e respectivamente, as formas:
Alternativas
Q3983418 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
Considere as passagens do texto:
•  Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião... (1º parágrafo)
•  Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. (2º parágrafo)
•  Seria possível que a água topasse os juazeiros? (2º parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3983417 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
O trecho da narrativa mostra um cenário
Alternativas
Q3983416 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
Considere as passagens:
•  ... capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. (2º parágrafo)
•  ... a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar. (6º parágrafo)

O par de preposições “da ... à” (1ª passagem) e a preposição “com” (2ª passagem) estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de 
Alternativas
Q3983415 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3983414 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
A frase “Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos.” (3º parágrafo) mantém a conformidade com a norma-padrão de regência se as expressões destacadas forem substituídas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3983413 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
•  ... isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura... (2º parágrafo)
•  ... o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis... (3º parágrafo)
•  ... e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. (4º parágrafo)

Os termos destacados são, correta e respectivamente, antônimos de
Alternativas
Q3983412 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
Na passagem do último parágrafo “... não raro acometida pela chamada ‘síndrome do céu azul’.”, as expressões destacadas remetem, correta e respectivamente, aos seguintes sentidos: 
Alternativas
Q3983411 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
O editorial reconhece a relevância da incorporação do supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático, fazendo a ressalva de que
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905262 Direito Empresarial (Comercial)
A Sociedade atual passou a ter uma grande dependência de informação e as instituições passaram a gerar grandes bases de dados sobre suas relações com pessoas e com empresas. Essas bases de dados possuem um grande valor como ativo intangível e passaram a receber mais atenção, tanto do ponto de vista técnico, para evitar vazamento dos dados, como também jurídico, devido ao seu valor patrimonial. No entanto, uma determinada empresa de anúncio de vagas de emprego entendeu que pelo fato de ser possível acessar o website da empresa concorrente e consultar a sua base de dados de currículos cadastrados, que ela poderia reproduzir a base de dados para o seu próprio website, visto que já estava disponível e acessível pela internet. Tendo sido consultado sobre esse caso, o que você pode afirmar, com base nos tratados internacionais e legislação em vigor sobre a matéria?
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905261 Direito Empresarial (Comercial)
Em 2010, uma empresa obteve o registro de patente de um determinado medicamento com uma grande lista de reinvidicações. Ocorre que a empresa descobriu que sua patente estava sofrendo violação em 2011 mas, devido a questões internas com a matriz, deu entrada nas medidas legais em 2018. Sendo assim, sobre o caso, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905260 Legislação Federal

Duas empresas estão disputando a titularidade de um aplicativo de transporte. Uma alega que foi a primeira a inventar o aplicativo e que a outra copiou a sua ideia. A segunda alega que já tinha dado entrada no pedido de patente junto ao INPI e que, portanto, teria os direitos de propriedade intelectual sobre o aplicativo e que estaria protegida pelo direito de prioridade.


Sobre o caso narrado, para solução do conflito, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905259 Legislação Federal
Uma determinada obra de livro, de titularidade de uma Editora, que não tem mais exemplares impressos encontrados com facilidade para aquisição, está sendo disponibilizada de forma gratuita em websites, no formato digital. Dessa forma, um determinado profissional faz o download (reprodução) do livro e o compartilha no website da empresa para acesso dos demais colegas de trabalho. Dias depois, a empresa recebe uma notificação extrajudicial enviada pela Editora, alegando que houve pirataria da obra. Nesse sentido, com base nos tratados internacionais e na legislação em vigor sobre propriedade intelectual, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905258 Direito Empresarial (Comercial)
Uma determinada empresa realiza uma campanha comercial na internet, para a qual, para aumentar o volume de acessos ao seu website, faz a compra de palavras-chave como links patrocinados no buscador para as situações em que uma pessoa, ao realizar uma busca por determinada palavra, acabe encontrando o endereço eletrônico da empresa. Dentre as palavras contratadas, a empresa também incluiu algumas que seriam a marca do produto de outra empresa concorrente. Tendo sido consultado para dar a sua recomendação jurídica sobre o caso, com base na legislação em vigor, é correto que
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905257 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015

Nos Juizados Especiais Cíveis, o processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.


Relativamente ao procedimento dos Juizados Especiais Cíveis, como regulamentado pela Lei n° 9.099/95, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905256 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá se opor à execução por quantia certa, por meio de embargos, anotando-se que:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905255 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
São títulos executivos extrajudiciais que dão margem a execução por quantia certa:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905254 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Das sentenças finais caberá apelação, recurso este cujo procedimento deverá tramitar, a partir das seguintes regras:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP - Procurador |
Q905253 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
O poder jurisdicional terá concretude máxima ao ser prolatada sentença no processo, que pode ocorrer com ou sem análise do mérito da demanda. O juiz não resolverá o mérito quando:
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: C
4: E
5: D
6: A
7: B
8: D
9: E
10: A
11: C
12: D
13: A
14: C
15: B
16: A
17: C
18: D
19: E
20: B