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Trabalho como realização
Quando me perguntam por que ainda não me aposentei e eu respondo que é porque gosto do meu trabalho, me olham com um misto de incredulidade e indignação. Eu quase tenho que me desculpar pela desfeita: a maioria das pessoas acha que trabalho é castigo e que falar bem dele é pura ostentação, se não for hipocrisia.
Pois bem: entendo perfeitamente que muitos trabalhos possam ser vistos como castigo. Há incontáveis tarefas que podem ser desinteressantes, tediosas, cansativas, que não trazem prazer nenhum para a maioria das pessoas. Mas há outras nas quais nossa personalidade se realiza, que podem perfeitamente constituir-se como nosso meio de expressão, nossa identidade assumida e resolvida como vocação. Exemplo clássico é o de um professor que tenha grande prazer em dar aula: ele verá a aposentadoria não como uma bênção, mas como brusca interrupção de uma atividade vital. Ele vai adiar o quanto puder o “gozo”, o “desfrute” (enganosas palavras) de uma aposentadoria que mais lhe parece um castigo.
Fico imaginando, entre outras utopias, a de um mundo em que houvesse para cada um aquele trabalho que representasse também sua realização pessoal. Acredito mesmo que um dos índices mais seguros para se reconhecer a felicidade de alguém seja o prazer que a pessoa encontre em trabalhar. Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, temos, é forçoso admitir, uma situação de privilégio, em vez de se constituir uma possibilidade de realização ao alcance de todos.
(Felício Godói, inédito)
Trabalho como realização
Quando me perguntam por que ainda não me aposentei e eu respondo que é porque gosto do meu trabalho, me olham com um misto de incredulidade e indignação. Eu quase tenho que me desculpar pela desfeita: a maioria das pessoas acha que trabalho é castigo e que falar bem dele é pura ostentação, se não for hipocrisia.
Pois bem: entendo perfeitamente que muitos trabalhos possam ser vistos como castigo. Há incontáveis tarefas que podem ser desinteressantes, tediosas, cansativas, que não trazem prazer nenhum para a maioria das pessoas. Mas há outras nas quais nossa personalidade se realiza, que podem perfeitamente constituir-se como nosso meio de expressão, nossa identidade assumida e resolvida como vocação. Exemplo clássico é o de um professor que tenha grande prazer em dar aula: ele verá a aposentadoria não como uma bênção, mas como brusca interrupção de uma atividade vital. Ele vai adiar o quanto puder o “gozo”, o “desfrute” (enganosas palavras) de uma aposentadoria que mais lhe parece um castigo.
Fico imaginando, entre outras utopias, a de um mundo em que houvesse para cada um aquele trabalho que representasse também sua realização pessoal. Acredito mesmo que um dos índices mais seguros para se reconhecer a felicidade de alguém seja o prazer que a pessoa encontre em trabalhar. Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, temos, é forçoso admitir, uma situação de privilégio, em vez de se constituir uma possibilidade de realização ao alcance de todos.
(Felício Godói, inédito)
Tempo mínimo de ___ anos de efetivo exercício no serviço público; tempo mínimo de ___ anos de efetivo exercício no cargo respectivo em que se dará a aposentadoria; _____ anos de idade e ____ anos de contribuição, se homem, e ____ anos de idade e ___ de contribuição, se mulher.
Assinale a alternativa que preenche CORRETA e respectivamente os tempos exigidos.

De acordo com o texto 04,
I. "e minhas mãos trêmulas, ampare-me" - gramaticalmente, a próclise estaria também correta.
II. "não se irrite, tentei fazer o que pude"- a próclise se justifica pela existência da palavra negativa "não" que atrai o pronome.
III. "por favor, ajude-me na preparação para o adeus" - o pronome está proclítico ao verbo.
IV. "Se me comporto como criança, cerque-me de carinho" - estaria também correto se o primeiro pronome sublinhado estivesse enclítico ao verbo.
Está CORRETO o que se afirma em
(Charles Chaplin)
Sobre a CRASE existente no texto, analise os itens abaixo:
I. Se o termo "pessoas" estivesse no singular, a crase não seria obrigatória.
II. Se o termo "pessoas" estivesse indeterminado, estaria correta a construção: A vida me ensinou a dizer adeus à pessoas que amo....
III. Se o termo "pessoas" fosse substituído por "parentes", estaria correto o trecho: A vida me ensinou a dizer adeus à parentes que amo...
IV. Do jeito como se apresenta no texto, a crase indica a presença da preposição "a" e do artigo "a".
V. Nesse contexto, a crase é facultativa.
Assinale a alternativa que contém o quantitativo de itens CORRETOS.
(Charles Chaplin)
No tocante à regência do verbo sublinhado, analise os itens abaixo:
I. Apresenta a mesma regência do verbo "falar" em: Falara a verdade aos presentes.
II. Exige apenas um complemento, e este não vem regido de preposição.
III. Um dos complementos, o objeto indireto, pode vir regido da preposição "com".
IV. Em "Referiu-se a todos com simpatia e carinho", o verbo tem a mesma regência de "dizer" no contexto acima apresentado.
Está CORRETO o que se afirma em