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Q839727 Português

                                        Trabalho como realização


      Quando me perguntam por que ainda não me aposentei e eu respondo que é porque gosto do meu trabalho, me olham com um misto de incredulidade e indignação. Eu quase tenho que me desculpar pela desfeita: a maioria das pessoas acha que trabalho é castigo e que falar bem dele é pura ostentação, se não for hipocrisia.

      Pois bem: entendo perfeitamente que muitos trabalhos possam ser vistos como castigo. Há incontáveis tarefas que podem ser desinteressantes, tediosas, cansativas, que não trazem prazer nenhum para a maioria das pessoas. Mas há outras nas quais nossa personalidade se realiza, que podem perfeitamente constituir-se como nosso meio de expressão, nossa identidade assumida e resolvida como vocação. Exemplo clássico é o de um professor que tenha grande prazer em dar aula: ele verá a aposentadoria não como uma bênção, mas como brusca interrupção de uma atividade vital. Ele vai adiar o quanto puder o “gozo”, o “desfrute” (enganosas palavras) de uma aposentadoria que mais lhe parece um castigo.

      Fico imaginando, entre outras utopias, a de um mundo em que houvesse para cada um aquele trabalho que representasse também sua realização pessoal. Acredito mesmo que um dos índices mais seguros para se reconhecer a felicidade de alguém seja o prazer que a pessoa encontre em trabalhar. Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, temos, é forçoso admitir, uma situação de privilégio, em vez de se constituir uma possibilidade de realização ao alcance de todos.

                                                                                                       (Felício Godói, inédito

Deve-se depreender da leitura do parágrafo final do texto que, para seu autor,
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Q839726 Português

                                        Trabalho como realização


      Quando me perguntam por que ainda não me aposentei e eu respondo que é porque gosto do meu trabalho, me olham com um misto de incredulidade e indignação. Eu quase tenho que me desculpar pela desfeita: a maioria das pessoas acha que trabalho é castigo e que falar bem dele é pura ostentação, se não for hipocrisia.

      Pois bem: entendo perfeitamente que muitos trabalhos possam ser vistos como castigo. Há incontáveis tarefas que podem ser desinteressantes, tediosas, cansativas, que não trazem prazer nenhum para a maioria das pessoas. Mas há outras nas quais nossa personalidade se realiza, que podem perfeitamente constituir-se como nosso meio de expressão, nossa identidade assumida e resolvida como vocação. Exemplo clássico é o de um professor que tenha grande prazer em dar aula: ele verá a aposentadoria não como uma bênção, mas como brusca interrupção de uma atividade vital. Ele vai adiar o quanto puder o “gozo”, o “desfrute” (enganosas palavras) de uma aposentadoria que mais lhe parece um castigo.

      Fico imaginando, entre outras utopias, a de um mundo em que houvesse para cada um aquele trabalho que representasse também sua realização pessoal. Acredito mesmo que um dos índices mais seguros para se reconhecer a felicidade de alguém seja o prazer que a pessoa encontre em trabalhar. Quando o trabalho vira sinônimo de criação, e quem o faz se sente como um genuíno criador, temos, é forçoso admitir, uma situação de privilégio, em vez de se constituir uma possibilidade de realização ao alcance de todos.

                                                                                                       (Felício Godói, inédito

A “ostentação” e a “hipocrisia” referidas no primeiro parágrafo do texto são atributos acusatórios que partem das pessoas que
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Q607938 Direito Previdenciário
Poderão ser descontados dos proventos ou dos benefícios pagos aos segurados e aos pensionistas pelos Fundos criados pela Lei Complementar 28/00, EXCETO 
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Q607937 Legislação Estadual
Sobre o Salário-Família, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q607934 Direito Previdenciário
O segurado fará jus à aposentadoria voluntária por tempo de contribuição com proventos integrais, desde que preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos: 

Tempo mínimo de ___ anos de efetivo exercício no serviço público; tempo mínimo de ___ anos de efetivo exercício no cargo respectivo em que se dará a aposentadoria; _____ anos de idade e ____ anos de contribuição, se homem, e ____ anos de idade e ___ de contribuição, se mulher. 

Assinale a alternativa que preenche CORRETA e respectivamente os tempos exigidos. 
Alternativas
Q607933 Direito Previdenciário
Sobre a aposentadoria por invalidez, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q607932 Direito Previdenciário
São dependentes dos segurados do Sistema de Previdência Social dos Servidores do Estado de Pernambuco, EXCETO:
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Q607931 Administração Geral
Assinale a alternativa que NÃO caracteriza competência do Conselho de Administração. 
Alternativas
Q607930 Administração Geral
Sobre a estrutura dos órgãos que compõem a FUNAPE, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q607909 Português

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De acordo com o texto 04,

Alternativas
Q607908 Português
POEMA DO IDOSO 

Se meu andar é hesitante
e minhas mãos trêmulas, ampare-me.
Se minha audição não é boa e tenho de me
esforçar para ouvir o que você
está dizendo, procure entender-me.
Se minha visão é imperfeita
e o meu entendimento escasso,
ajude-me com paciência.
Se minha mão treme e derrubo comida
na mesa ou no chão, por favor,
não se irrite, tentei fazer o que pude.
Se você me encontrar na rua,
não faça de conta que não me viu.
Pare para conversar comigo. Sinto-me só.
Se você, na sua sensibilidade,
me ver triste e só,
simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num
só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.
Se estou com medo da morte e tento negá-la,
por favor, ajude-me na preparação para o adeus.
(Autor desconhecido) 
Caso o POEMA DO IDOSO se iniciasse dessa forma: Se nosso andar é hesitante..., estaria CORRETO o que se indica na alternativa (Manter a uniformidade verbal e de tratamento, observando os pronomes e os verbos). 
Alternativas
Q607907 Português
POEMA DO IDOSO 

Se meu andar é hesitante
e minhas mãos trêmulas, ampare-me.
Se minha audição não é boa e tenho de me
esforçar para ouvir o que você
está dizendo, procure entender-me.
Se minha visão é imperfeita
e o meu entendimento escasso,
ajude-me com paciência.
Se minha mão treme e derrubo comida
na mesa ou no chão, por favor,
não se irrite, tentei fazer o que pude.
Se você me encontrar na rua,
não faça de conta que não me viu.
Pare para conversar comigo. Sinto-me só.
Se você, na sua sensibilidade,
me ver triste e só,
simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num
só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.
Se estou com medo da morte e tento negá-la,
por favor, ajude-me na preparação para o adeus.
(Autor desconhecido) 
 Sobre COLOCAÇÃO PRONOMINAL, analise os itens abaixo:

I. "e minhas mãos trêmulas, ampare-me" - gramaticalmente, a próclise estaria também correta.

II. "não se irrite, tentei fazer o que pude"- a próclise se justifica pela existência da palavra negativa "não" que atrai o pronome.

III. "por favor, ajude-me na preparação para o adeus" - o pronome está proclítico ao verbo.

IV. "Se me comporto como criança, cerque-me de carinho" - estaria também correto se o primeiro pronome sublinhado estivesse enclítico ao verbo.

Está CORRETO o que se afirma em 
Alternativas
Q607905 Português
POEMA DO IDOSO 

Se meu andar é hesitante
e minhas mãos trêmulas, ampare-me.
Se minha audição não é boa e tenho de me
esforçar para ouvir o que você
está dizendo, procure entender-me.
Se minha visão é imperfeita
e o meu entendimento escasso,
ajude-me com paciência.
Se minha mão treme e derrubo comida
na mesa ou no chão, por favor,
não se irrite, tentei fazer o que pude.
Se você me encontrar na rua,
não faça de conta que não me viu.
Pare para conversar comigo. Sinto-me só.
Se você, na sua sensibilidade,
me ver triste e só,
simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num
só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.
Se estou com medo da morte e tento negá-la,
por favor, ajude-me na preparação para o adeus.
(Autor desconhecido) 
Em "Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento escasso...", caso os termos "visão" e "entendimento" fossem substituídos, respectivamente, por "olhar e audição" e "compreensão", estaria CORRETO o trecho apresentado na alternativa
Alternativas
Q607903 Português
"Os jovens andam aos bandos, os adultos aos pares, e os velhos simplesmente andam sozinhos" (Autor desconhecido) Se os termos "jovens", "adultos" e "velhos" estivessem no singular, preservando-se o tempo verbal do texto 02, estaria CORRETO o que se indica na alternativa 
Alternativas
Q607902 Português
"Os jovens andam aos bandos, os adultos aos pares, e os velhos simplesmente andam sozinhos" (Autor desconhecido) Ao construir o pensamento acima (texto 02), o autor cometeu um erro gramatical. Assinale a alternativa que aponta CORRETAMENTE o erro nele existente.
Alternativas
Q607901 Português
"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração."
(Charles Chaplin)
Sobre a CRASE existente no texto, analise os itens abaixo:

I. Se o termo "pessoas" estivesse no singular, a crase não seria obrigatória.

II. Se o termo "pessoas" estivesse indeterminado, estaria correta a construção: A vida me ensinou a dizer adeus à pessoas que amo....

III. Se o termo "pessoas" fosse substituído por "parentes", estaria correto o trecho: A vida me ensinou a dizer adeus à parentes que amo...

IV. Do jeito como se apresenta no texto, a crase indica a presença da preposição "a" e do artigo "a".

V. Nesse contexto, a crase é facultativa.

Assinale a alternativa que contém o quantitativo de itens CORRETOS. 
Alternativas
Q607900 Português
"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração."
(Charles Chaplin)
No tocante à regência do verbo sublinhado, analise os itens abaixo: 

I. Apresenta a mesma regência do verbo "falar" em: Falara a verdade aos presentes.

II. Exige apenas um complemento, e este não vem regido de preposição.

III. Um dos complementos, o objeto indireto, pode vir regido da preposição "com".

IV. Em "Referiu-se a todos com simpatia e carinho", o verbo tem a mesma regência de "dizer" no contexto acima apresentado.

Está CORRETO o que se afirma em 
Alternativas
Respostas
86: E
87: C
88: C
89: B
90: B
91: A
92: C
93: A
94: E
95: E
96: D
97: A
98: D
99: E
100: C
101: B
102: A