Questões de Concurso
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Essa situação alimentar é corretamente caracterizada por
Uma mulher de 37 anos com sinais e sintomas sistêmicos crônicos tais como astenia, dores musculares, alterações no sono, tremores e hipotireoidismo foi diagnosticada com síndrome ASIA.
Essa entidade nosológica é consequência principalmente de
Um homem de 67 anos, pessoa vivendo com HIV, é considerado um “controlador de elite”.
O termo pode ser definido como
Paciente masculino, 55 anos, procurou o consultório médico com queixas de fadiga progressiva, fraqueza, sangramento gengival esporádico e surgimento fácil de equimoses nos últimos 3 meses. Negou febre, calafrios, perda ponderal significativa ou sudorese noturna. Não havia outras comorbidades conhecidas. O paciente não estava em uso recente de medicamentos que pudessem justificar o quadro. Ele relatou histórico de consumo moderado de álcool (cerca de 2 a 3 doses por dia), há aproximadamente 20 anos.
Ao exame físico, apresentava-se pálido, com algumas petéquias discretas em membros inferiores. Não havia linfonodomegalias palpáveis. O fígado era palpável há 2 cm abaixo do rebordo costal direito, de consistência normal e indolor. Baço não foi palpável. O restante do exame físico estava sem alterações significativas.
Exames laboratoriais iniciais - Hemograma:
Hemoglobina: 8,0 g/dL; Leucócitos totais: 2.500/mm³ com Neutrófilos: 1.000/mm³; Plaquetas: 70.000/mm³. Volume Corpuscular Médio (VCM): 105 fL; Anisocitose (+); Plaquetas hipogranulares. Reticulócitos: 0,5%. Cinética de Ferro: Ferro sérico: 90 mcg/dL (VR: 60-170 mcg/dL); Ferritina: 150 ng/mL (VR: 20-250 ng/mL); Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC): 300 mcg/dL (VR: 250-400 mcg/dL). Bioquímica: Bilirrubina total: 1,5 mg/dL com bilirrubina indireta: 1,0 mg/dL; AST: 60 U/L; ALT: 75 U/L; Gama-GT (GGT): 120 U/L (VR: <50 U/L); Creatinina: 1,0 mg/dL.
Considerando o quadro clínico e os exames laboratoriais iniciais, a abordagem investigativa mais apropriada para determinar a etiologia da pancitopenia é
Paciente do sexo feminino, 72 anos, internada há 10 dias, em Unidade de Terapia Intensiva, devido à pneumonia grave, tratada com ceftriaxona. Há 48 horas, iniciou quadro de diarreia líquida (6 episódios nas últimas 24 horas), acompanhada de dor abdominal difusa. Apresenta leucocitose de 18.000 células/mm³ e creatinina sérica de 1,8 mg/dL (valor basal de 0,9 mg/dL). A paciente não possui histórico de diarreia prévia.
Considerando o quadro clínico e os fatores de risco para infecção por Clostridioides difficile, a conduta diagnóstica e terapêutica mais apropriada é
Paciente feminina, 65 anos, com histórico de Diabetes Mellitus tipo 2 de longa data e neuropatia autonômica conhecida, procurou o pronto-socorro devido a uma agudização de sintomas gastrointestinais. Referiu dor abdominal do tipo cólica de forte intensidade, distensão abdominal progressiva, náuseas e episódios de vômitos. É o segundo episódio agudo com esses sinais e sintomas nos últimos seis meses, sendo o atual o mais grave. Cronicamente, queixa-se de constipação crônica e inchaço abdominal pós-prandial.
Ao exame físico, apresentava-se desidratada, com abdome muito distendido, doloroso à palpação difusa, mas sem sinais de peritonite. Ruídos hidroaéreos diminuídos. Hemograma de admissão com leucocitose discreta (11.500/mm³) sem desvio à esquerda. Uma tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste demonstrou alças intestinais difusamente dilatadas em delgado e cólon, sem evidência de obstrução mecânica ou massa intraluminal ou extraluminal, mas com diminutos focos de Pneumatosis intestinalis. Exames laboratoriais de admissão revelaram hipocalemia (potássio sérico 2,8 mEq/L) e hipoalbuminemia (2,5 g/dL).
Diante do quadro clínico e dos resultados dos exames, a conduta inicial mais apropriada para essa paciente é
Paciente feminina, 28 anos, foi internada pela quarta vez em um hospital de referência. As internações anteriores, ocorridas aos 13, 18 e 26 anos, estiveram relacionadas a episódios de sangramento atípico. Aos 13 anos, sangrou prolongadamente após uma amigdalectomia, necessitando de transfusão sanguínea, sendo a investigação inicial inconclusiva. Aos 18, apresentou sangramento uterino disfuncional que exigiu hospitalização, sem identificação de distúrbio da coagulação nem plaquetopenia. Aos 26, teve esquimoses extensas em ambos os braços após uma leve contusão. Atualmente, a paciente procurou o pronto-socorro com fraqueza progressiva e tontura. Havia realizado uma biópsia de pele recente para remoção de nevo suspeito, mas o sangramento do local persistiu por mais de 48 horas, motivando o uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais.
Ao exame físico, a paciente estava pálida, hipocorada, com frequência cardíaca de 105 bpm e pressão arterial de 105 x 60 mmHg. Estava lúcida, orientada, eutrófica e não apresentava sinais de gravidade aguda ou infecção. Negava uso de medicação regular ou doença prévia, exceto pelos episódios de sangramento. Seus exames demonstraram uma piora gradual da anemia: Hemoglobina 10 g/dL aos 26 anos, e atualmente 7,5 g/dL. Durante a internação, relatou alguns episódios de enterorragia discreta. A investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,2%, ferritina 10 ng/mL, índice de saturação de transferrina 9%, TIBC: 420 mcg/dL. O médico responsável iniciou a investigação de anemia com colonoscopia, que revelou divertículo de Meckel, com erosões superficiais sem sangramento ativo. Ao revisar os exames, observou plaquetas de 160.000/mm³ e um coagulograma normal (TP e PTTa dentro dos limites).
Considerando o histórico clínico, os achados do exame físico e os resultados laboratoriais, a conduta mais apropriada no momento seria
Paciente masculino, 48 anos, deu entrada no pronto-socorro com quadro de dor abdominal intensa em fossa ilíaca esquerda. Tomografia computadorizada evidenciou diverticulite aguda complicada por abscesso de 2,5 cm em sigmoide, sem sinais de perfuração livre. Iniciado antibioticoterapia endovenosa com piperacilina-tazobactam.
No 7º dia de internação, evoluiu com picos febris, aumento de leucócitos (16.000/mm³) e PCR (18 mg/dL). Perdeu 4 kg desde o início do quadro (peso atual: 68 kg; altura: 1,75 m; IMC: 22,2 kg/m²). Relata inapetência importante e consegue ingerir apenas líquidos em pequenas quantidades. Programada drenagem percutânea guiada por tomografia devido à piora dos parâmetros inflamatórios.
A conduta nutricional mais apropriada para esse paciente agora é
Uma mulher de 45 anos apresenta quadro de síndrome vertiginosa bastante acentuada. O médico assistente, após o diagnóstico do tipo de doença, prescreveu hidroclorotiazida.
A síndrome vertiginosa em questão é gerada por
Uma pessoa de 55 anos, que vive com HIV (PVHIV), faz uso de esquema antirretroviral com tenofovir-lamivudina-dolutegravir. A carga viral se mantém indetectável há mais de 8 anos e a contagem de linfócitos TCD4 é normal.
Uma medida atualmente utilizada no tratamento de pacientes estáveis é
Um jovem de 20 anos teve diagnóstico recente de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Em relação a essa condição clínica, é correto afirmar que
Paciente feminina, 32 anos, procura atendimento dermatológico apresentando, há quatro meses, úlceras cutâneas em membros inferiores que não cicatrizam, apesar do uso de antibióticos sistêmicos (cefalexina e posteriormente clindamicina). Refere que as lesões iniciaram após pequenos traumas e evoluíram rapidamente. As culturas bacterianas das úlceras foram negativas em duas ocasiões.
Ao exame físico, apresenta múltiplas úlceras profundas e dolorosas em pernas, com bordas violáceas solapadas e base necrótica purulenta, medindo entre 3-8 cm de diâmetro. Observa-se também eritema perilesional. A paciente nega febre, perda ponderal ou sintomas sistêmicos. Exames laboratoriais: hemograma normal, VHS 45 mm/h, PCR 12 mg/L (discretamente elevados).
Considerando a hipótese diagnóstica de pioderma gangrenoso, são características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais compatíveis com essa condição
Exame físico: peso atual 4.100 g (< p3), frequência respiratória 56 ipm, frequência cardíaca 158 bpm, perfusão periférica preservada. Ausculta cardíaca revela sopro holossistólico em borda esternal esquerda baixa, intensidade +3/6, sem frêmito. Pulsos periféricos amplos e simétricos. Ausculta pulmonar com estertores finos bibasais. Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito. Radiografia de tórax: cardiomegalia e aumento da vascularização pulmonar. Oximetria: 97% em ar ambiente.
Diante do quadro clínico, o diagnóstico mais provável é
A hipótese diagnóstica a ser considerada com prioridade é
Nesse caso, as seguintes medidas são preconizadas, à exceção de uma. Assinale-a.
Tomografia computadorizada do crânio revelou múltiplas lesões calcificadas corticais e a ressonância Magnética mostrou lesões císticas viáveis com presença de escólex. Sorologia positiva para Taenia solium.
O hospedeiro intermediário e a terapêutica específica mais adequada são, respectivamente,
Diante desse quadro, assinale a opção que apresenta a conduta imediata mais adequada, o mais provável diagnóstico e o agente etiológico envolvido.
Entre essas lagartas peçonhentas, a mariposa brasileira Premolis semirufa (família Erebidae), conhecida como pararama em seu estágio larval, habita seringais encontrados na floresta amazônica e produz uma manifestação clínica singular de envenenamento nos trabalhadores que coletam a seiva das seringueiras. Por ano são notificados cerca de 60 novos casos, em especial no estado do Pará.
A pararamose (periartrite falangeana associada à pararama) é uma doença causada pelo contato com cerdas finas urticantes das lagartas. Esse contato causa uma sensação intensa de coceira, seguida de sintomas de inflamação aguda. Após contato repetido com essa lagarta, o processo inflamatório torna-se crônico, levando à imobilidade articular que se caracteriza pelo espessamento da membrana sinovial articular com deformidades articulares semelhantes à artrite reumatóide.
Entre as opções a seguir, a mais eficaz no combate à pararamose seria a
O patologista australiano R.D.K. Reye descreveu essa síndrome pela primeira vez em 1963. A síndrome de Reye geralmente se apresenta em crianças como vômitos e confusão mental com rápida progressão para coma e morte.
A fisiopatologia exata da síndrome de Reye não é conhecida com precisão; no entanto, parece envolver lesão mitocondrial no contexto de uma doença viral (em geral influenza ou varicela) associada ao uso de m medicamento que pode causar ou perpetuar danos às mitocôndrias celulares, resultando na inibição do metabolismo de ácidos graxos. As características neurológicas da síndrome de Reye provavelmente resultam da disfunção mitocondrial hepática que causa níveis elevados de amônia.
A hiperamonemia pode induzir edema cerebral difuso e subsequente pressão intracraniana elevada. Essa síndrome geralmente começa nos dias seguintes à recuperação de uma doença viral durante a qual um determinado medicamento foi administrado.
O diagnóstico é clínico e de exclusão, não há exames específicos. A vigilância nacional da síndrome de Reye começou nos Estados Unidos no início dos anos 1970 e levou a advertências estritas sobre o uso de certos medicamentos em crianças, tornando essa síndrome rara hoje em dia, porém não há uma sistematização de notificação desse diagnóstico bem como rede de vigilância sobre esta doença, de tal forma que pode haver casos atuais não diagnosticados.
Assim, a escolha deve ser o uso de