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Leia o texto para responder às questões de números 43 a 46.
In 1972 a British linguist, D. A. Wilkins, proposed a functional or communicative definition of language that could serve as a basis for developing communicative syllabuses for language teaching. Wilkins’s contribution was an analysis of the communicative meanings that a language learner needs to understand and express. Rather than describe the core of language through traditional concepts of grammar and vocabulary, Wilkins attempted to demonstrate the systems of meanings that lay behind the communicative uses of language. He described two types of meanings: notional categories (concepts such as time, sequence, quantity, location) and categories of communicative function (requests, denials, offers, complaints).
Proponents of Communicative Language Teaching (CLT) see it as an approach that aims to (a) make communicative competence the goal of language teaching and (b) develop procedures for the teaching of language skills that acknowledge the interdependence of language and communication. Its comprehensiveness thus makes it different in scope and status from any of the earlier traditions in language teaching. There is no single text or authority on it, nor any single model that is universally accepted as authoritative. What is essential in all of them is that at least two parties are involved in an interaction of some kind where one party has an intention and the other party expands or reacts to the intention.
(RICHARDS, J.C. & RODGERS,T. Approaches and Methods in Language Teaching. Cambridge: CUP, 2001. Adaptado)
The comparison between CLT and the earlier structuralist tradition will reveal that
Seguindo a moderna terminologia, a atual Constituição brasileira, pela primeira vez, adota a denominação “patrimônio Cultural” e no seu artigo 216, Seção II – DA CULTURA, conceitua o que se entende por essa expressão [...]
(Ricardo Oriá, Memória e ensino de História. Em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula)
Segundo esse artigo constitucional, o patrimônio cultural brasileiro é constituído pelos bens
O presente estudo tem como objetivo colocar em perspectiva histórica a relação entre o início do capitalismo, exemplificado pela Grã-Bretanha, e o tráfico negreiro, a escravidão negra e o comércio colonial geral dos séculos XVII e XVIII.
(Eric Williams, Capitalismo e escravidão)
Assinale a alternativa que apresente corretamente uma das principais conclusões da obra citada.
As funções do Estado desagregavam-se em concessões verticais sucessivas, e a cada nível estavam integradas as relações econômicas e políticas. Essa parcelarização da soberania seria constitutiva de todo o modo de produção feudal.
Decorriam dela três características estruturais do feudalismo ocidental, todas de importância fundamental em sua dinâmica.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)
Entre essas “três características estruturais do feudalismo ocidental”, é correto apontar para
[…] na URSS, o historiador do Partido Comunista passou a ter uma função similar a dos teólogos do Islã ou da Cristandade: seus ensinamentos têm por objetivo reforçar e engrandecer as instituições existentes. Evidentemente, essa função não é apanágio do regime soviético, mas seus dirigentes, a começar por Stálin, levaram-na a limites extremos, transformando e desfigurando o passado ao sabor dos desejos caprichosos da linha política, encoberta sob o nome de necessidades da História que está por ser feita.
(Marc Ferro, A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação)
Segundo Marc Ferro, no contexto apresentado, a desfiguração do passado pode ser verificada quando
Devemos retornar da economia para a política do “socialismo realmente existente”, pois a política, tanto a alta quanto a baixa, é que iria provocar o colapso eurosoviético de 1989-91.
Politicamente, a Europa Oriental era o calcanhar de Aquiles do sistema soviético. Após a Primavera de Praga, ficou claro que os regimes satélites comunistas haviam perdido legitimidade como tal na maior parte da região. Tinham sua existência mantida por coerção do Estado, apoiado pela ameaça de intervenção soviética. Com uma exceção, nenhuma forma séria de oposição política organizada ou qualquer outra era possível. Na Polônia, a conjunção de três fatores produziu essa possibilidade.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos. Adaptado)
Sobre esses três fatores, é correto afirmar:
Passando para o campo da política econômica, seria equivocado pensar que tudo mudou após 1964. Permaneceu o princípio da forte presença do Estado na atividade econômica e na regulação da economia. Esse traço não foi sempre igual, variando com os governos, sendo por exemplo mais típico do governo Geisel do que de Castelo Branco. Mas, se nem tudo mudou, muita coisa mudou. O modelo que se esboçara no período Juscelino tomou ampla dimensão.
(Boris Fausto, História do Brasil)
Assinale a alternativa que caracterize corretamente a política econômica do Regime Militar (1964-1985).
Ao longo dos anos, [na sociedade das Minas Gerais], houve intensa mestiçagem de raças, cresceu a proporção de mulheres, que em 1776 era de cerca de 38% do total, e ocorreu um fenômeno cuja interpretação é um ponto de controvérsia entre os historiadores: o grande número de alforrias, ou seja, de libertação de escravos. Para se ter uma ideia da sua extensão, enquanto nos anos 1735-1749 os libertos representavam menos de 1,4% da população de descendência africana, em torno de 1786 passaram a ser 41,4% dessa população e 34% do número total de habitantes da capitania.
(Boris Fausto, História do Brasil)
Para Boris Fausto, a hipótese mais provável que explica esse número expressivo de alforrias relaciona-se
[…] na conjuntura dos anos 1926 a 1961, o Ato Colonial de 1930, no qual Salazar, então ministro das Colônias, teve importante papel ao marcar a política da ditadura militar com a reafirmação oficial da vocação colonizadora do país. Corroborando os princípios básicos estabelecidos desde 1926, o referido ato foi uma espécie de Constituição para os territórios ultramarinos, contendo o Estatuto dos Indígenas, incorporado em 1933, como apêndice da Carta Orgânica do Império Colonial Português. […]
O artigo 2o definia que os territórios ultramarinos pertenciam à essência orgânica da Nação Portuguesa contendo, portanto, a ideia de que era sua missão histórica “possuir e civilizar” as populações “indígenas”. […]
[…] como eram definidos os “indígenas”? Considera-se “indígena” todo indivíduo da raça negra ou que dela descendesse, cujos usos e costumes fossem comuns àquela raça e que não tivesse “evoluído” para a categoria de assimilado.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea)
No contexto apresentado, para que um sujeito fosse “elevado” à categoria de assimilado, havia a condição, entre outras, desse sujeito
A década de [19]60 testemunhou os esforços mais importantes de reforma agrária na América Latina. Doze países puseram em prática medidas de reforma agrária nessa década […]
(Norman Long, As estruturas agrárias da América latina, 1930-1990. Em: Leslie Bethell (org) História da América Latina: a América Latina após 1930)
Para Norman Long, o número expressivo de reformas agrárias foi uma resposta
A Escola dos Annales, inaugurada por Marc Bloch e Lucien Febvre, centrou-se na produção da história-problema para fornecer respostas às demandas surgidas no tempo presente. […]
O paradigma marxista desenvolvido paralelamente ao grupo dos Annales tem como princípio o caráter científico do conhecimento histórico […].
Apesar das diferenças entre os marxistas e os adeptos dos Annales, Ciro Flamarion identifica as aproximações entre os dois grupos.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos)
Para Ciro Flamarion, uma dessas aproximações representa
O método orienta-se também para o atendimento da formação intelectual dos alunos. Um dos objetivos centrais dessa prática é o desenvolvimento da capacidade de observação do educando. A observação como procedimento de investigação em um estudo do meio é destacada por Lídia Possi: observação simples, observação participante e observação sistemática.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos)
Lídia Possi define a observação participante como
[…] considero importante insistir em relação ao caráter multidimensional de uma prática avaliativa mediadora, em todas as disciplinas do currículo, apontando princípios que defendo […]
(Jussara Hoffmann, O cenário da avaliação no ensino de Ciências, História e Geografia. Em: Janssen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann e Maria Teresa Esteban (org.), Práticas avaliativas e aprendizagens significativas)
Assinale a alternativa que apresente um princípio de “uma prática avaliativa mediadora” defendido por Jussara Hoffmann.
[…] consiste em atribuir aos homens do passado nossas próprias razões ou sentimentos, interpretando a história em função de critérios inadequados, válidos para outras épocas. Trata-se, com efeito, de distorção grave, que implica explicações que comprometem totalmente a compreensão do processo histórico.
(BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional do Livro Didático – Guia de livros didáticos. Brasília, 1999. Apud Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli, Ensinar História)
É correto afirmar que, no excerto, há uma definição de
Alguns conceitos históricos podem ser considerados universais pois são válidos em diferentes momentos históricos, como monarquia, república, industrialização, constituição, cidade, família. Outros são mais específicos a um momento ou a um espaço determinado, como imigração e índios. Além dessa característica de universalidade, existem conceitos que se referem a fenômenos particulares ou únicos no tempo e no espaço, como bandeirismo e tropeirismo.
(Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli, Ensinar História)
Ainda sobre essa temática, na obra citada, as autoras mostram dois principais problemas na lida com conceitos no ensino de História. Assinale a alternativa que apresenta esses problemas.
[…] o ensino de História no Brasil passou por várias transformações, que acompanharam, muitas vezes, as mudanças ocorridas na organização e nas propostas educacionais brasileiras. Assim, podem-se apontar, pelo menos, três fases características desse ensino: a fase que se pode denominar de ensino tradicional, a fase em que predominou o ensino de estudos sociais e a fase atual, de ensino da História.
(Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli, Ensinar História)
Assinale a alternativa que apresente corretamente a função do ensino de História na fase atual, segundo Schmidt e Cainelli.
No laboratório de Ciências, o professor fez a seguinte demonstração: encheu um recipiente com água e colocou uma lâmina de chumbo de 1 mm de espessura e 30 cm de lado sobre a água. A lâmina de chumbo flutuou. Então, o professor amassou a lâmina de chumbo, transformando-a em uma pequena bolinha. Colocou-a sobre água e ela afundou. O professor, então, escreveu cinco frases na lousa e pediu aos alunos para discutirem e escolherem aquela com afirmações precisas sobre a demonstração. Os alunos escolheram, corretamente, as afirmações contidas em:
Uma atividade interessante para trabalhar os conceitos relacionados ao movimento dos corpos é a utilização de um carrinho movido ao ar expelido por um balão de gás, como mostrado na ilustração a seguir.
(https://roboticacriativa.blogspot.com/2018/12/carrinho-movido-balao.html)
Acompanhando o movimento do carrinho, de preferência em linha reta, verifica-se que, mesmo após a bexiga esvaziar, o carrinho continua em movimento durante um certo tempo, até que a ação de uma força contrária acaba por freá-lo.
A situação descrita no texto está relacionada corretamente ao seguinte conceito de Física:
A fim de entender o movimento planetário, ___________________, renomado físico, se fundamentou no modelo heliocêntrico de ___________________ para basear seus estudos. Analisando, então, o movimento dos planetas, ele apresentou uma explicação, na qual mostrava que esse movimento era baseado em uma atração entre os corpos, nesse caso, entre os planetas, que ficou conhecida como ___________________ .
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por
Na natureza existem vários “tipos” de urânio, chamados isótopos, cujos átomos diferem, apenas, pelo número de partículas existentes no núcleo. Os vários isótopos usualmente são identificados pela soma do número de partículas existentes em seu núcleo. Assim, o urânio mais comum na natureza é o urânio-238, com aproximadamente 99% de ocorrência. Em menor quantidade, encontra-se o urânio-235. Esses elementos, ao emitirem suas partículas nucleares, transformam-se em outros elementos químicos. No caso do urânio, o produto final é o chumbo.
Considere as seguintes transformações desses átomos, representadas a seguir de forma simplificada:
Com relação aos isótopos apresentados, o número de partículas nucleares denominadas