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Q2250737 Serviço Social
Para a Assistência Social, o foco no ciclo de vida implica identificar vulnerabilidades e riscos específicos em cada faixa etária e em cada etapa da trajetória familiar, o que permite um diagnóstico mais acurado das necessidades das famílias e de seus membros. Para suprir tais necessidades, as ofertas da Assistência Social estão voltadas para aquisições materiais e para o desenvolvimento de ações
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Q2250736 Serviço Social
Há eventos do ciclo de vida dos indivíduos em que mais ocorrem fragilidades, a exemplo do nascimento, da maternidade, da velhice, e que podem se agravar com o estreitamento da rede de apoio familiar ou comunitária. No cotidiano das relações, a proteção social ao ciclo de vida é atribuída à família ou à convivência familiar. O enfrentamento dessas fragilidades leva as políticas sociais a se organizarem de modo a ampliar as relações de convívio e sociabilidade dos cidadãos e a
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Q2250735 Serviço Social
A postura do cuidador social com a criança e o adolescente acolhidos institucionalmente, representa importante referência para seu desenvolvimento. Em função dessa relevância, o cuidador deve ter clareza do seu papel, no sentido de contribuir para a construção de um ambiente familiar. Assim, os cuidados com alimentação e higiene, a organização do espaço físico e de atividades adequadas ao grau de desenvolvimento de cada criança ou adolescente, fazem parte do conjunto de atribuições do cuidador. Visando ao constante aprimoramento do cuidado prestado a cada criança e adolescente, o cuidador participa junto à equipe técnica na realização periódica de
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Q2250734 Serviço Social
O cuidador tem um papel relevante no acompanhamento e na atenção às atividades cotidianas, da saúde e de bem-estar da pessoa cuidada. Conhecimentos sobre a rotina institucional, noções sociais, psicológicas e éticas também fazem parte de suas competências. A sensibilidade humana necessária para a função inclui o respeito e a valorização do receptor dos cuidados. Em observância a princípios éticos, o cuidador deve refletir sobre o alcance de suas ações em relação à pessoa cuidada, na dimensão de
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Q2250731 Matemática
Um polígono de 10 lados tem 32 cm2 de área, 8 lados de mesma medida e todos os ângulos retos, conforme mostra a figura. Imagem associada para resolução da questão

Sabendo que nesse polígono apenas um lado mede 4 cm e apenas um lado mede 8 cm, seu perímetro é igual a
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Q2250725 Matemática
Uma pequena cidade é servida por apenas 2 linhas de ônibus intermunicipal. Uma das linhas tem saída da cidade a cada 4 dias e a outra linha sai da cidade a cada 6 dias. Em uma quarta-feira, dia 1 de março, saíram da cidade ônibus das duas linhas. Considerando o dia 1 de março e os 84 dias seguintes, o número de vezes em que saíram da cidade, em um mesmo dia, ônibus das duas linhas foi
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Q2250723 Português
Leia o texto para responder à questão

        Quando criança, os meus pais me acordavam com a didática do grito. Não surtindo efeito, iam lá mexer nos meus ombros. Não cumprindo a sua missão ainda, puxavam as minhas cobertas. Na época, não havia celular, muito menos alarme dos aplicativos. Rádio-relógio era caro e ficava na cabeceira dos adultos.
        Eu lutava contra as táticas militares materna e paterna. Procurava uma prorrogação, uma soneca, um adiamento fingindo dormir. Só não resistia à estratégia da avó Elisa. Ela sabia acordar as pessoas, inspirar o sonho de olhos abertos. Tinha PhD do sereno da madrugada e do galo cantando.
         Ela me despertava pelo olfato. Pois não é pelo ouvido que acordamos, mas pelo nariz.
      Ela recolhia um maço de hortelã da horta e espalhava perto de mim. Não soltava um pio, não falava nada. Entrava silenciosamente no quarto abafando as tiras do seu velho chinelo e largava o seu contrabando de ervas pelos travesseiros.
       Com o cheiro forte do tempero, estranhíssimo naquele cenário de linho e penas de ganso, eu saía do conforto dos lençóis. Não tinha como continuar dormindo — a curiosidade se fazia mais forte do que a dormência. A hortelã berrava com o seu perfume. É impossível para alguém se defender do seu aroma forte, lembrando os assados do Natal e do Ano-Novo. Provocava imediata fome e repentina avidez pelo sol.
        Assim que me punha de pé, a avó zombava de mim, vitoriosa de seu jeitinho:
        — Já se levantou? Podia ter dormido mais. Acordou dez minutos antes da hora.
        Até hoje, no momento de pular da cama, procuro por perto o ramo de hortelã para ver se não o encontro no travesseiro ao lado.
        Minha avó não está mais aqui, o câncer a levou para longe, mas ela achou um modo todo seu de entrar em minha respiração e me dar bom-dia.

(CARPINEJAR, Fabrício. Cuide de seus pais antes que seja tarde. Editora Bertrand Brasil, 2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a alteração da posição do pronome em relação ao verbo, conforme indicada nos colchetes, está em conformidade com a norma-padrão da língua.
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Q2250722 Português
Leia o texto para responder à questão

        Quando criança, os meus pais me acordavam com a didática do grito. Não surtindo efeito, iam lá mexer nos meus ombros. Não cumprindo a sua missão ainda, puxavam as minhas cobertas. Na época, não havia celular, muito menos alarme dos aplicativos. Rádio-relógio era caro e ficava na cabeceira dos adultos.
        Eu lutava contra as táticas militares materna e paterna. Procurava uma prorrogação, uma soneca, um adiamento fingindo dormir. Só não resistia à estratégia da avó Elisa. Ela sabia acordar as pessoas, inspirar o sonho de olhos abertos. Tinha PhD do sereno da madrugada e do galo cantando.
         Ela me despertava pelo olfato. Pois não é pelo ouvido que acordamos, mas pelo nariz.
      Ela recolhia um maço de hortelã da horta e espalhava perto de mim. Não soltava um pio, não falava nada. Entrava silenciosamente no quarto abafando as tiras do seu velho chinelo e largava o seu contrabando de ervas pelos travesseiros.
       Com o cheiro forte do tempero, estranhíssimo naquele cenário de linho e penas de ganso, eu saía do conforto dos lençóis. Não tinha como continuar dormindo — a curiosidade se fazia mais forte do que a dormência. A hortelã berrava com o seu perfume. É impossível para alguém se defender do seu aroma forte, lembrando os assados do Natal e do Ano-Novo. Provocava imediata fome e repentina avidez pelo sol.
        Assim que me punha de pé, a avó zombava de mim, vitoriosa de seu jeitinho:
        — Já se levantou? Podia ter dormido mais. Acordou dez minutos antes da hora.
        Até hoje, no momento de pular da cama, procuro por perto o ramo de hortelã para ver se não o encontro no travesseiro ao lado.
        Minha avó não está mais aqui, o câncer a levou para longe, mas ela achou um modo todo seu de entrar em minha respiração e me dar bom-dia.

(CARPINEJAR, Fabrício. Cuide de seus pais antes que seja tarde. Editora Bertrand Brasil, 2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase escrita a partir do texto está de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e nominal. 
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Q2250721 Português
Leia o texto para responder à questão

        Quando criança, os meus pais me acordavam com a didática do grito. Não surtindo efeito, iam lá mexer nos meus ombros. Não cumprindo a sua missão ainda, puxavam as minhas cobertas. Na época, não havia celular, muito menos alarme dos aplicativos. Rádio-relógio era caro e ficava na cabeceira dos adultos.
        Eu lutava contra as táticas militares materna e paterna. Procurava uma prorrogação, uma soneca, um adiamento fingindo dormir. Só não resistia à estratégia da avó Elisa. Ela sabia acordar as pessoas, inspirar o sonho de olhos abertos. Tinha PhD do sereno da madrugada e do galo cantando.
         Ela me despertava pelo olfato. Pois não é pelo ouvido que acordamos, mas pelo nariz.
      Ela recolhia um maço de hortelã da horta e espalhava perto de mim. Não soltava um pio, não falava nada. Entrava silenciosamente no quarto abafando as tiras do seu velho chinelo e largava o seu contrabando de ervas pelos travesseiros.
       Com o cheiro forte do tempero, estranhíssimo naquele cenário de linho e penas de ganso, eu saía do conforto dos lençóis. Não tinha como continuar dormindo — a curiosidade se fazia mais forte do que a dormência. A hortelã berrava com o seu perfume. É impossível para alguém se defender do seu aroma forte, lembrando os assados do Natal e do Ano-Novo. Provocava imediata fome e repentina avidez pelo sol.
        Assim que me punha de pé, a avó zombava de mim, vitoriosa de seu jeitinho:
        — Já se levantou? Podia ter dormido mais. Acordou dez minutos antes da hora.
        Até hoje, no momento de pular da cama, procuro por perto o ramo de hortelã para ver se não o encontro no travesseiro ao lado.
        Minha avó não está mais aqui, o câncer a levou para longe, mas ela achou um modo todo seu de entrar em minha respiração e me dar bom-dia.

(CARPINEJAR, Fabrício. Cuide de seus pais antes que seja tarde. Editora Bertrand Brasil, 2018. Adaptado)
No 5º parágrafo, a expressão “Provocava [...] repentina avidez pelo sol.” é empregada pelo autor para expressar a ideia de que, parece-lhe, o aroma da hortelã
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Q2250720 Português
Leia o texto para responder à questão

        Quando criança, os meus pais me acordavam com a didática do grito. Não surtindo efeito, iam lá mexer nos meus ombros. Não cumprindo a sua missão ainda, puxavam as minhas cobertas. Na época, não havia celular, muito menos alarme dos aplicativos. Rádio-relógio era caro e ficava na cabeceira dos adultos.
        Eu lutava contra as táticas militares materna e paterna. Procurava uma prorrogação, uma soneca, um adiamento fingindo dormir. Só não resistia à estratégia da avó Elisa. Ela sabia acordar as pessoas, inspirar o sonho de olhos abertos. Tinha PhD do sereno da madrugada e do galo cantando.
         Ela me despertava pelo olfato. Pois não é pelo ouvido que acordamos, mas pelo nariz.
      Ela recolhia um maço de hortelã da horta e espalhava perto de mim. Não soltava um pio, não falava nada. Entrava silenciosamente no quarto abafando as tiras do seu velho chinelo e largava o seu contrabando de ervas pelos travesseiros.
       Com o cheiro forte do tempero, estranhíssimo naquele cenário de linho e penas de ganso, eu saía do conforto dos lençóis. Não tinha como continuar dormindo — a curiosidade se fazia mais forte do que a dormência. A hortelã berrava com o seu perfume. É impossível para alguém se defender do seu aroma forte, lembrando os assados do Natal e do Ano-Novo. Provocava imediata fome e repentina avidez pelo sol.
        Assim que me punha de pé, a avó zombava de mim, vitoriosa de seu jeitinho:
        — Já se levantou? Podia ter dormido mais. Acordou dez minutos antes da hora.
        Até hoje, no momento de pular da cama, procuro por perto o ramo de hortelã para ver se não o encontro no travesseiro ao lado.
        Minha avó não está mais aqui, o câncer a levou para longe, mas ela achou um modo todo seu de entrar em minha respiração e me dar bom-dia.

(CARPINEJAR, Fabrício. Cuide de seus pais antes que seja tarde. Editora Bertrand Brasil, 2018. Adaptado)
Ao narrar um episódio de sua infância, o autor
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Q2250719 Português
A ficha caiu
Em sua aventura pelo País das Maravilhas, Alice chega _____ casa da Lebre de Março, e senta-se, ________contragosto, ________ mesa com ________ anfitriã e o Chapeleiro para tomar um chá. Entediada com a conversa sem pé nem cabeça dos dois, pergunta: “Acho que vocês poderiam fazer coisa melhor com o tempo”. E, então, o Chapeleiro retruca: “Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu, falaria dele com mais respeito”.
(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023.)
De acordo com a norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Q2250718 Português
Leia o texto para responder à questão.

Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?

        Publicada em 1865, a obra Aventuras de Alice no País das Maravilhas, uma das mais importantes da literatura mundial, foi fruto da imaginação e das indagações sobre a relatividade temporal do escritor e matemático Lewis Carroll (1832- 1898). O personagem Coelho Branco pode simbolizar, por meio de sua obsessão pelo tempo, a angústia causada pela brevidade da experiência humana.
        Afinal, na época em que a história foi escrita, os dias passaram a ser contados pelos ponteiros do relógio, e não mais pelo nascer e pôr do sol. Foi a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, que a vida foi compartimentada em horas, minutos e segundos, entre “tempo de trabalho” e “tempo livre”. Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.
         Desde então, a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos, fazer atividade física, ler um livro ou simplesmente ficar de pernas para o ar. Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio, a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos. De acordo com o mais recente mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.
         “Precisamos ter em mente que questões de saúde mental estão estreitamente relacionadas aos modos de vida, ao quadro cultural do país e como está organizada a vida social. Então, eu colocaria a questão do tempo na perspectiva desse arranjo social, político e econômico neoliberal, que leva a uma mobilização integral da nossa vida para o trabalho”, aponta o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, que coordena a diretoria de Saúde Mental e Bem-Estar Social da pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento da instituição.
        Autor do livro Sem tempo para nada, o cientista social Luís Mauro Sá Martino endossa esse diagnóstico. “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo. Você pode tentar levar uma vida adequada à sua saúde e bem-estar, porém como fazer isso se tudo ao seu lado está em um ritmo rápido e contínuo?”, dispara.

(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que, na frase alterada, a posição da vírgula está em conformidade com a norma-padrão de pontuação.
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Q2250717 Português
Leia o texto para responder à questão.

Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?

        Publicada em 1865, a obra Aventuras de Alice no País das Maravilhas, uma das mais importantes da literatura mundial, foi fruto da imaginação e das indagações sobre a relatividade temporal do escritor e matemático Lewis Carroll (1832- 1898). O personagem Coelho Branco pode simbolizar, por meio de sua obsessão pelo tempo, a angústia causada pela brevidade da experiência humana.
        Afinal, na época em que a história foi escrita, os dias passaram a ser contados pelos ponteiros do relógio, e não mais pelo nascer e pôr do sol. Foi a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, que a vida foi compartimentada em horas, minutos e segundos, entre “tempo de trabalho” e “tempo livre”. Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.
         Desde então, a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos, fazer atividade física, ler um livro ou simplesmente ficar de pernas para o ar. Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio, a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos. De acordo com o mais recente mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.
         “Precisamos ter em mente que questões de saúde mental estão estreitamente relacionadas aos modos de vida, ao quadro cultural do país e como está organizada a vida social. Então, eu colocaria a questão do tempo na perspectiva desse arranjo social, político e econômico neoliberal, que leva a uma mobilização integral da nossa vida para o trabalho”, aponta o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, que coordena a diretoria de Saúde Mental e Bem-Estar Social da pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento da instituição.
        Autor do livro Sem tempo para nada, o cientista social Luís Mauro Sá Martino endossa esse diagnóstico. “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo. Você pode tentar levar uma vida adequada à sua saúde e bem-estar, porém como fazer isso se tudo ao seu lado está em um ritmo rápido e contínuo?”, dispara.

(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023. Adaptado)
Considere as seguintes passagens do texto.
Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.” (2º parágrafo)
“[...] a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos [...]” (3º parágrafo)
As palavras destacadas estabelecem, no contexto de leitura, respectivamente, relação com sentido de
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Q2250716 Português
Leia o texto para responder à questão.

Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?

        Publicada em 1865, a obra Aventuras de Alice no País das Maravilhas, uma das mais importantes da literatura mundial, foi fruto da imaginação e das indagações sobre a relatividade temporal do escritor e matemático Lewis Carroll (1832- 1898). O personagem Coelho Branco pode simbolizar, por meio de sua obsessão pelo tempo, a angústia causada pela brevidade da experiência humana.
        Afinal, na época em que a história foi escrita, os dias passaram a ser contados pelos ponteiros do relógio, e não mais pelo nascer e pôr do sol. Foi a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, que a vida foi compartimentada em horas, minutos e segundos, entre “tempo de trabalho” e “tempo livre”. Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.
         Desde então, a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos, fazer atividade física, ler um livro ou simplesmente ficar de pernas para o ar. Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio, a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos. De acordo com o mais recente mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.
         “Precisamos ter em mente que questões de saúde mental estão estreitamente relacionadas aos modos de vida, ao quadro cultural do país e como está organizada a vida social. Então, eu colocaria a questão do tempo na perspectiva desse arranjo social, político e econômico neoliberal, que leva a uma mobilização integral da nossa vida para o trabalho”, aponta o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, que coordena a diretoria de Saúde Mental e Bem-Estar Social da pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento da instituição.
        Autor do livro Sem tempo para nada, o cientista social Luís Mauro Sá Martino endossa esse diagnóstico. “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo. Você pode tentar levar uma vida adequada à sua saúde e bem-estar, porém como fazer isso se tudo ao seu lado está em um ritmo rápido e contínuo?”, dispara.

(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023. Adaptado)
No contexto de leitura, está empregada em sentido figurado a palavra destacada em:
Alternativas
Q2250715 Português
Leia o texto para responder à questão.

Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?

        Publicada em 1865, a obra Aventuras de Alice no País das Maravilhas, uma das mais importantes da literatura mundial, foi fruto da imaginação e das indagações sobre a relatividade temporal do escritor e matemático Lewis Carroll (1832- 1898). O personagem Coelho Branco pode simbolizar, por meio de sua obsessão pelo tempo, a angústia causada pela brevidade da experiência humana.
        Afinal, na época em que a história foi escrita, os dias passaram a ser contados pelos ponteiros do relógio, e não mais pelo nascer e pôr do sol. Foi a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, que a vida foi compartimentada em horas, minutos e segundos, entre “tempo de trabalho” e “tempo livre”. Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.
         Desde então, a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos, fazer atividade física, ler um livro ou simplesmente ficar de pernas para o ar. Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio, a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos. De acordo com o mais recente mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.
         “Precisamos ter em mente que questões de saúde mental estão estreitamente relacionadas aos modos de vida, ao quadro cultural do país e como está organizada a vida social. Então, eu colocaria a questão do tempo na perspectiva desse arranjo social, político e econômico neoliberal, que leva a uma mobilização integral da nossa vida para o trabalho”, aponta o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, que coordena a diretoria de Saúde Mental e Bem-Estar Social da pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento da instituição.
        Autor do livro Sem tempo para nada, o cientista social Luís Mauro Sá Martino endossa esse diagnóstico. “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo. Você pode tentar levar uma vida adequada à sua saúde e bem-estar, porém como fazer isso se tudo ao seu lado está em um ritmo rápido e contínuo?”, dispara.

(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023. Adaptado)
O termo destacado na frase “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo.” (5º parágrafo) apresenta, respectivamente, sua classificação gramatical e substituição igualmente correta em:
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Q2250714 Português
Leia o texto para responder à questão.

Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?

        Publicada em 1865, a obra Aventuras de Alice no País das Maravilhas, uma das mais importantes da literatura mundial, foi fruto da imaginação e das indagações sobre a relatividade temporal do escritor e matemático Lewis Carroll (1832- 1898). O personagem Coelho Branco pode simbolizar, por meio de sua obsessão pelo tempo, a angústia causada pela brevidade da experiência humana.
        Afinal, na época em que a história foi escrita, os dias passaram a ser contados pelos ponteiros do relógio, e não mais pelo nascer e pôr do sol. Foi a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, que a vida foi compartimentada em horas, minutos e segundos, entre “tempo de trabalho” e “tempo livre”. Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.
         Desde então, a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos, fazer atividade física, ler um livro ou simplesmente ficar de pernas para o ar. Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio, a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos. De acordo com o mais recente mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.
         “Precisamos ter em mente que questões de saúde mental estão estreitamente relacionadas aos modos de vida, ao quadro cultural do país e como está organizada a vida social. Então, eu colocaria a questão do tempo na perspectiva desse arranjo social, político e econômico neoliberal, que leva a uma mobilização integral da nossa vida para o trabalho”, aponta o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, que coordena a diretoria de Saúde Mental e Bem-Estar Social da pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento da instituição.
        Autor do livro Sem tempo para nada, o cientista social Luís Mauro Sá Martino endossa esse diagnóstico. “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo. Você pode tentar levar uma vida adequada à sua saúde e bem-estar, porém como fazer isso se tudo ao seu lado está em um ritmo rápido e contínuo?”, dispara.

(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023. Adaptado)
Conforme a autora,
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Q2250713 Enfermagem
O Enfermeiro Responsável Técnico (ERT) é o profissional de enfermagem, de nível superior, que tem sob sua responsabilidade o planejamento, organização, direção, coordenação, execução e avaliação dos Serviços de Enfermagem, a quem é concedida a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Regional de Enfermagem. Tem como uma de suas atribuições:
Alternativas
Q2250712 Segurança e Saúde no Trabalho
Considere os aspectos relacionados à síndrome de esgotamento profissional e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2250711 Segurança e Saúde no Trabalho
Leia o relato a seguir para responder a questão.

        Após tomar conhecimento pela imprensa do surto de febre maculosa no município, R.F., 34 anos, sexo masculino, agente de segurança, compareceu ao serviço de saúde referindo febre há 3 dias, cefaleia, mialgia intensa, náuseas e vômitos. Relatou ao enfermeiro que era vinculado formalmente a uma empresa que terceirizou o serviço de segurança do evento frequentado por pessoas recentemente diagnosticadas com febre maculosa, e que havia trabalhado nesse local há 8 dias, circulando por diversas áreas. Perguntado, negou perceber ter sido picado por carrapato na ocasião. Informou que residia em área urbana, não frequentava parques ou áreas de mata para recreação e não possuía animais domésticos.
        Ao exame físico constatou-se: temperatura axilar = 38,8 ºC, frequência cardíaca = 88 batimentos por minuto, frequência respiratória = 20 movimentos por minuto, pressão arterial = 122 x 78 mmHg, não sendo evidenciada a presença de exantema maculopapular ou outras alterações.
        Considerado como caso suspeito de febre maculosa, foi prescrito o tratamento com doxicilina, por via oral, coletada a 1ª amostra de sangue para a realização do exame de reação de imunofluorescência indireta (Rifi) para riquétsias e preenchida a Ficha de Investigação da Febre Maculosa.
        Finalizando o atendimento, entre outras ações, R.F. recebeu atestado médico para afastamento do trabalho por 8 dias para tratamento da saúde e foi orientado pelo enfermeiro sobre o tratamento, os sinais e sintomas de agravamento do quadro e a necessidade de retornar ao serviço em 14 dias para a coleta de amostra de sangue para realização de novo exame de Rifi para controle.
        Ao longo do período de monitoramento de R.F., o enfermeiro constatou que o quadro evoluíra sem complicações e os exames de Rifi realizados apresentavam: 1ª amostra: não reagente; 2ª amostra: IgG = 1:128. 
Confirmado o diagnóstico de febre maculosa para R.F., no que diz respeito aos aspectos trabalhistas, é correto afirmar que a situação 
Alternativas
Q2250710 Saúde Pública
Leia o relato a seguir para responder a questão.

        Após tomar conhecimento pela imprensa do surto de febre maculosa no município, R.F., 34 anos, sexo masculino, agente de segurança, compareceu ao serviço de saúde referindo febre há 3 dias, cefaleia, mialgia intensa, náuseas e vômitos. Relatou ao enfermeiro que era vinculado formalmente a uma empresa que terceirizou o serviço de segurança do evento frequentado por pessoas recentemente diagnosticadas com febre maculosa, e que havia trabalhado nesse local há 8 dias, circulando por diversas áreas. Perguntado, negou perceber ter sido picado por carrapato na ocasião. Informou que residia em área urbana, não frequentava parques ou áreas de mata para recreação e não possuía animais domésticos.
        Ao exame físico constatou-se: temperatura axilar = 38,8 ºC, frequência cardíaca = 88 batimentos por minuto, frequência respiratória = 20 movimentos por minuto, pressão arterial = 122 x 78 mmHg, não sendo evidenciada a presença de exantema maculopapular ou outras alterações.
        Considerado como caso suspeito de febre maculosa, foi prescrito o tratamento com doxicilina, por via oral, coletada a 1ª amostra de sangue para a realização do exame de reação de imunofluorescência indireta (Rifi) para riquétsias e preenchida a Ficha de Investigação da Febre Maculosa.
        Finalizando o atendimento, entre outras ações, R.F. recebeu atestado médico para afastamento do trabalho por 8 dias para tratamento da saúde e foi orientado pelo enfermeiro sobre o tratamento, os sinais e sintomas de agravamento do quadro e a necessidade de retornar ao serviço em 14 dias para a coleta de amostra de sangue para realização de novo exame de Rifi para controle.
        Ao longo do período de monitoramento de R.F., o enfermeiro constatou que o quadro evoluíra sem complicações e os exames de Rifi realizados apresentavam: 1ª amostra: não reagente; 2ª amostra: IgG = 1:128. 
Frente a um surto de febre maculosa, as equipes de saúde da família (ESF) e de atenção básica (EAB) devem, entre outras ações, intensificar as medidas de esclarecimento à população sobre o uso de barreiras físicas quando for se expor a áreas com possibilidade de presença de carrapatos, tais como: 
Alternativas
Respostas
1881: E
1882: B
1883: A
1884: D
1885: B
1886: A
1887: C
1888: B
1889: E
1890: D
1891: E
1892: D
1893: B
1894: A
1895: C
1896: D
1897: B
1898: C
1899: C
1900: A