Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de bandeirante - sc

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Q2272437 Pedagogia
O governo federal anunciou recentemente que o programa do Novo Ensino Médio passará por alterações e os secretários de educação estaduais se unem para pedir que elas só aconteçam a partir de 2025. Entre as principais alterações proposta está a de:
Alternativas
Q2272434 Matemática
Rafael está construindo um aquário para seu peixe de estimação em forma de um paralelepípedo com as dimensões dadas na imagem abaixo.

Imagem associada para resolução da questão


Qual é o volume (V) de água que será usado para preencher totalmente esse aquário?
Alternativas
Q2272433 Pedagogia
A promoção do princípio da gestão democrática da educação pública, sugerida a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, também é uma das diretrizes do Plano Nacional de Educação. No que ela consiste?
Alternativas
Q2272431 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente atribui à instituição de ensino, aos clubes e às agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres o dever de:
Alternativas
Q2272430 Pedagogia
"Trata-se, portanto, de maneiras diferentes e intercambiáveis para designar algo comum, ou seja, aquilo que os estudantes devem aprender na Educação Básica, o que inclui tanto os saberes quanto a capacidade de mobilizá-los e aplicá-los".

Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf

O trecho acima faz uma breve descrição de um dos fundamentos pedagógicos da Base Nacional Comum Curricular - BNCC, que é: 
Alternativas
Q2272429 Pedagogia
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a formação dos profissionais da educação, de modo a atender às especificidades do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica, NÃO terá como fundamento:
Alternativas
Q2272427 História e Geografia de Estados e Municípios
Analise os excertos abaixo sobre os aspectos geográficos de Bandeirante-SC:

Excerto I: Bandeirante é uma Cidade situada na microrregião de São Miguel do Oeste, na região metropolitana do Leste Catarinense.
Excerto II: O município de faixa de fronteira, ao norte-noroeste faz divisa com o Município de Paraíso, ao sul com o Município de Belmonte.

Sobre os excertos acima, podemos afirmar que:
Alternativas
Q2272422 Português
As relações de ensino-aprendizagem são fundamentais no contexto educacional, representando o cerne da interação entre professores e estudantes. Essas relações vão além da simples transmissão de conhecimento, abrangendo a troca de ideias, o estímulo à curiosidade e a construção conjunta do saber. A maneira como os educadores se relacionam com seus alunos impacta diretamente a qualidade da aprendizagem, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e a formação de indivíduos críticos e autônomos. Compreender e cultivar relações saudáveis e eficazes de ensino-aprendizagem é um dos pilares para o sucesso educacional.

(Disponível em: https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/ 3321.Adaptado.)

No contexto educacional, as relações de ensino-aprendizagem são essenciais para:
Alternativas
Q2272421 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) é a legislação fundamental que regula a educação no Brasil. Instituída pela Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a LDB estabelece os princípios e as normas que orientam a organização e o funcionamento do sistema educacional brasileiro, abrangendo desde a educação infantil até o ensino superior.

(Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm.Adaptado.)

Entre os pontos mais relevantes contemplados pela LDB, estão:
Alternativas
Q2272420 Pedagogia
A ética no trabalho docente é um tema crucial na educação, envolvendo a conduta moral e os princípios éticos que norteiam a atuação dos professores. Além de transmitir conhecimentos, os educadores têm a responsabilidade de modelar comportamentos e valores nos estudantes, desempenhando um papel fundamental na formação integral das futuras gerações. A ética no trabalho docente abrange desde a relação respeitosa com os alunos até as escolhas pedagógicas e a integridade no exercício da profissão, tendo impacto direto na construção de um ambiente educacional saudável e inspirador.

(Disponível em: https://curtlink.com/jXG9fK8.Adaptado.)

No contexto do trabalho docente, a ética desempenha um papel essencial ao:
Alternativas
Q2272419 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) se configura como um guia direcionador que estabelece os alvos a serem alcançados no âmbito da educação básica no território brasileiro. Seu intuito primordial é viabilizar uma formação completa para os estudantes, englobando não somente os saberes disciplinares, mas também as aptidões socioemocionais e as competências imprescindíveis para a participação cidadã engajada e a abordagem dos dilemas contemporâneos. Enraizada nesse contexto, a BNCC desempenha um papel central ao fomentar a equidade educativa e aprimorar a qualidade do ensino, estimulando, assim, o pensamento crítico, a inventividade e a abordagem interdisciplinar.

(Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.Adaptado.)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem como objetivo principal:
Alternativas
Q2272418 Literatura
A literatura brasileira é frequentemente dividida em períodos que refletem as mudanças estilísticas, temáticas e sociais ao longo da história do Brasil.

(Disponível em: https://curtlink.com/npZz3. Adaptado)

Alguns dos períodos de nossa literatura, em ordem cronológica, são:
Alternativas
Q2272417 Português

O Novo Acordo Ortográfico é resultado de um esforço conjunto entre diversos países de língua portuguesa, buscando consolidar a unidade linguística e promover a difusão da língua em âmbito internacional.



(Disponível em: https://curtlink.com/mAZOHzt.Adaptado.)



Qual das alternativas a seguir descreve corretamente o objetivo principal do Novo Acordo Ortográfico?

Alternativas
Q2272416 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
Muitos deles 'são' remunerados em moeda valorizada e 'procuram' cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas.

Conjugando os verbos destacados no futuro do pretérito do indicativo e no pretérito imperfeito do subjuntivo, respectivamente, tem-se:
Alternativas
Q2272415 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
Maria Siqueira, 'dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México', aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados.

Sintaticamente, o termo destacado trata-se de:
Alternativas
Q2272414 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas 'que' ficam a uma hora de carro daqui.

O elemento destacado na frase, morfossintaticamente, qualifica-se como:
Alternativas
Q2272413 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
'Morando' no local há dois anos e meio, ela 'diz' que os preços de vários produtos e serviços 'começaram' a 'mudar' drasticamente.

Os verbos destacados encontram-se classificados, respectivamente, no:
Alternativas
Q2272412 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
Basta caminhar pelos bairros de Medellín, na Colômbia, para se deparar com dizeres nos muros: "Medellín não está à venda. Parem a gentrificação". O fenômeno é explicado pelo alto número de aluguéis de curta temporada, principalmente na plataforma Airbnb, e pela chegada em peso dos nômades digitais, segundo especialistas.

Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base. 
Alternativas
Q2272411 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina.

Morfologicamente, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2272410 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Nômades digitais e aluguel em dólar: moradores estão sendo expulsos de seus bairros na América Latina 


Segundo a plataforma AllTheRooms, que cataloga dados de habitações e aluguéis de temporada em todo mundo, houve um aumento expressivo de estadas na modalidade Airbnb na América Latina nos últimos anos. Na América do Sul, o Brasil aparece em primeiro lugar no número de diárias contratadas, seguido por Colômbia e Argentina. México, Costa Rica e Guatemala são outros países com taxas altas.


Mesmo com o fim da pandemia de covid-19, muitos estrangeiros continuaram seu trabalho remotamente ou investiram no modo de vida nômade.


Muitos deles são remunerados em moeda valorizada e procuram cidades mais baratas, com qualidade de vida para morar ou passar longas temporadas, de acordo com Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, empresa especializada em imigração e líder na área de mobilidade internacional de pessoas físicas e empresas. "Falando de nomadismo digital na América Latina, nossa região é escolhida por muitos profissionais porque juntamos qualidade de vida a um custo atrativo para os mais bem colocados no mercado", diz a especialista.


Porém, isso afeta diretamente o aumento dos aluguéis para quem reside naquele lugar, aponta Isadora Guerreiro, coordenadora do Lab Cidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Esse processo, conhecido como gentrificação, dá-se pela transformação da população local substituída por outros perfis de renda mais alta, contribuindo para a supervalorização de um bairro ou cidade e, consequentemente, para a expulsão de antigos moradores.


Segundo Guerreiro, esse movimento aprofunda a desigualdade urbana. "Na América Latina, esses proprietários corporativos, que são empresas ou fundos de investimento internacional, passam a ser donos de unidades e passam a definir os preços baseados no setor internacional. É totalmente contraditório em relação a quanto as pessoas podem pagar. Isso redefine o bairro", diz Guerreiro.


Atrelado a isso, a América Latina também acompanha a onda de inflação global, intensificando o aumento dos aluguéis. Segundo dados do site de locação Quinto Andar, de maio de 2022 a maio de 2023, o custo médio do aluguel de um apartamento subiu 136% em Buenos Aires (Argentina); 13% na Cidade do México (México); 11% em São Paulo (Brasil), 11% em Quito (Equador), 11% na Cidade do Panamá (Panamá) e 6% em Lima (Peru).


A gerente de comunicação brasileira Daniela De Caprio vive na cidade do México há três anos e meio. Ela se mudou para o país devido a uma oferta de trabalho.


Mesmo o México tendo uma moeda desvalorizada frente ao real, segundo ela, alugar ou comprar um imóvel no país é muito caro. Desde que chegou ao país, De Caprio, de 33 anos, acompanha o aumento nos preços dos aluguéis e mudou de bairro três vezes. Ela conta que, em alguns bairros, o aluguel de um apartamento pequeno sai por US$ 5 mil (R$ 24,5 mil). "Eu sabia que era caro, mas não tanto assim. Tem muitas empresas que vendem apartamentos já em dólar", diz.


Maria Siqueira, dona da Imobiliária Ousía na Cidade do México, aponta que o aumento está ligado à chegada de nômades digitais e expatriados. Em outubro de 2022, o governo da Cidade do México anunciou uma parceria com o Airbnb e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para promover a cidade com um centro global para trabalhadores remotos e para se tornar a capital do turismo criativo.


Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fenômeno no México é até mais prevalente do que no restante da América Latina. "Esse processo é um fenômeno localizado, dentro de certos bairros e de certas cidades onde esse público se foca. Isso acontece até por questão geográfica de estar perto dos Estados Unidos, que adotou bastante o trabalho 100% remoto, mesmo depois da pandemia", diz o especialista.


Siqueira confirma a dolarização nos aluguéis e aumento na procura dos imóveis por estrangeiros. "Para muitos proprietários, é conveniente cobrar em dólar. Eles aceitam a transferência já que tem muita burocracia para abrir uma conta. Às vezes, muitos vêm para cá temporariamente. O México é um dos países mais econômicos e tem uma boa qualidade de vida", diz. No caso dos nômades digitais, Siqueira diz que esse público não tem muitas exigências, são jovens e prolongam a estada por mais tempo.


Essa onda de trabalhadores remotos internacionais também foi sentida pela brasileira Mayara Pinheiro, de 36 anos, consultora de operações em negócios na Cidade do México. Morando no local há dois anos e meio, ela diz que os preços de vários produtos e serviços começaram a mudar drasticamente. "Os estrangeiros mudam para cá e pagam aluguéis em moeda valorizada e os locais não podem. Daí, o aumento atinge não só os mexicanos, mas os latinos que já vivem aqui, como eu, que ganha em peso", opina. Ela conta que tem uma amiga mexicana que precisou deixar o apartamento atual e ir para um bairro mais distante, devido a um aumento de 20% no valor do aluguel.


Depois da pandemia houve várias mudanças. Algumas pessoas voltaram a morar com os pais ou saíram para cidades mais afastadas que ficam a uma hora de carro daqui. Os preços dos imóveis aumentaram muito. O modo de trabalho remoto, que começou em muitas empresas e segue até hoje, possibilitou a vinda dos nômades para o país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0p1z80yelo. Adaptado.
Indivíduos provenientes de nações estrangeiras optam por se estabelecer nesta região, efetuando o pagamento de locações em moedas de maior apreço, enquanto os residentes locais se veem impossibilitados dessa prerrogativa. Como resultado, o incremento nos custos impacta não apenas os cidadãos mexicanos, mas também os latino-americanos já estabelecidos neste território, incluindo minha pessoa, que aufere rendimentos em peso.

Essa assertiva expressa a opinião de
Alternativas
Respostas
1821: C
1822: A
1823: D
1824: D
1825: C
1826: D
1827: C
1828: A
1829: C
1830: C
1831: A
1832: D
1833: A
1834: D
1835: A
1836: A
1837: D
1838: D
1839: D
1840: A