Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de petrolina - pe

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Q3885311 História

Leia o texto a seguir: 


“Uma das principais justificações para a conquista espanhola da América era a conversão de povos pagãos ao cristianismo. A monarquia católica perseguiu esse objetivo com a maior seriedade”.

(WILLIAMSON, Edwin. História da América Latina. Lisboa: Edições 70, 2012. p. 108).


A colonização da América Espanhola, iniciada no final do século XV, estruturou-se a partir de mecanismos de dominação política, exploração econômica e controle social sobre as populações indígenas.

Considerando esse processo histórico, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3885309 História

A transição do feudalismo para o capitalismo, ocorrida entre o final da Idade Média e o início da Idade Moderna, resultou de profundas transformações econômicas, sociais e políticas na Europa Ocidental.

Considerando esse processo histórico, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q3885308 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A Lei n.º 13.146/2015, em seu Art. 3º, define que a pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades e reconhece que a eliminação de barreiras, como as atitudinais e comunicacionais, é essencial para a efetivação da acessibilidade plena. Considerando os conceitos de desenho universal, tecnologia assistiva e a tipologia de barreiras estabelecida pela teoria da educação inclusiva, assinale a afirmação CORRETA.
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Q3885307 Pedagogia

Leia um caso hipotético abaixo: 


“Uma estudante com deficiência física está matriculada no 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola regular. Contudo, a equipe pedagógica decidiu que ela deve passar a maior parte do tempo letivo em uma sala de recursos separada, realizando atividades individuais, sem participar das propostas coletivas em sala de aula. A escola justifica a medida argumentando que, dessa forma, oferece um "atendimento mais focado e seguro" à estudante.”

(Elaborado pelo autor).


Considerando as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a prática descrita é considerada

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Q3885306 Pedagogia

"Entendemos que o PPP é uma ação intencional definida a partir de um compromisso coletivo [...]. Por fim, concebemos que o PPP não é apenas um documento, é um processo em espiral, de ação-reflexão-ação que exige uma reflexão coletiva e uma ação consciente e organizada de todos os envolvidos [...]. Isto porque acreditamos na construção do PPP como ação emancipatória/edificante, instrumento de valorização identitária dos cursos e de seus sujeitos e meio de luta para ruptura de padrões abissais, coloniais."

(Fonte: RIBEIRO, G. K. N.; FALEIRO, W. Projeto político-pedagógico: instrumento de valorização identitária dos sujeitos. Rev. Ed. Popular, Uberlândia, v. 20, n. 1, 2021)


O texto define o Projeto Político-Pedagógico (PPP) a partir de uma racionalidade emancipatória, caracterizando-o como um "processo em espiral". Em contraposição à racionalidade técnica e burocrática, essa concepção de "espiral" demanda que a avaliação institucional da escola seja estruturada como 

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Q3885305 Pedagogia

A organização da educação nacional, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelece um sistema de colaboração entre os entes federados e define responsabilidades específicas para as escolas e seus profissionais. Além disso, determina a estrutura dos currículos da educação básica, que deve conciliar uma formação comum nacional com as especificidades regionais e locais.


Com base nos artigos que regem a organização da educação nacional, as incumbências dos agentes educativos e a estrutura curricular na LDB, assinale a alternativa CORRETA. 

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Q3885304 Direito Constitucional

A Constituição Federal de 1988 estabelece a educação como um direito de todos e dever do Estado e da família. Seus artigos 205 a 214 definem os princípios, a organização e o financiamento do ensino, buscando garantir o pleno desenvolvimento da pessoa e sua qualificação para o trabalho.


Considerando a Constituição Federal de 1988 e seus respectivos artigos que regem a educação nacional, avalie as afirmações a seguir referentes aos princípios do ensino, deveres do Estado e financiamento e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas. 


( ) O ensino será ministrado com base, entre outros princípios, no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e na gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.

( ) O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

( ) O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.

( ) A União aplicará, anualmente, nunca menos de vinte e cinco por cento, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, dezoito por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

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Q3885303 Pedagogia

No que se refere à educação para as relações étnico-raciais, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva enfatiza que 


“Para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm que desfazer mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isto não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de ser inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhe são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.” 


Fonte: BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP n. 3, de 10 de março de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Relatora: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Brasília, 2004. p. 15–16.



Considerando os fundamentos teóricos e legais em torno de uma Educação para as relações étnico raciais, sobretudo as Leis n.º 10.639/03 e n.º 11.645/08, avalie as afirmações a seguir:


I. A efetivação da lei exige uma mudança de perspectiva curricular que desloque os povos negros e indígenas do lugar de objetos de estudo, frequentemente associados apenas à escravidão e ao folclore, para a posição de sujeitos produtores de ciência, tecnologia, arte e política.

II. Por se tratar de uma política de ação afirmativa, o foco pedagógico da legislação recai primordialmente sobre o fortalecimento da autoestima dos estudantes negros e indígenas, dispensando alterações estruturais na formação dos estudantes brancos, cuja identidade cultural já se encontra representada no currículo hegemônico.

III. A transversalidade proposta pelas diretrizes implica que a temática racial deve perpassar o cotidiano escolar e os diferentes componentes curriculares, superando a prática de reservar o debate exclusivamente para datas cívicas ou para as disciplinas de Humanidades.

IV. A abordagem pedagógica das relações étnico-raciais deve privilegiar a busca pelo consenso e pela harmonia social, evitando, sempre que possível, a discussão de conflitos e tensões históricas em sala de aula, a fim de não estimular a polarização entre os grupos de estudantes.



É CORRETO o que se afirma em

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Q3885302 Relações Humanas

Em uma atividade de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) nos anos finais do Ensino Fundamental, um grupo de estudantes enfrenta um bloqueio criativo que rapidamente evolui para hostilidade mútua devido à pressão do prazo. Um dos integrantes, Marcos, percebe o aumento da tensão e, buscando interromper o conflito, respira fundo para controlar sua própria frustração. Em seguida, ele inicia um diálogo facilitador, evitando responder às provocações e conduzindo a conversa para que os próprios colegas estabeleçam um novo acordo de convivência e distribuam as tarefas de forma equitativa, garantindo a retomada da cooperação.


Embora a situação descrita envolva múltiplos processos emocionais, a ação específica de Marcos voltada para a mediação ativa do impasse e a negociação de novos combinados é considerada como 

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Q3885301 Pedagogia

"O currículo não se encerra na dimensão planejada ou prescritiva. Não se limita à concretização do planejamento. Ele é diretamente afetado pelas reações e iniciativas dos alunos, o que exige por parte do professor um trabalho de improviso em sala de aula [...]. As atividades, o trabalho escolar dos alunos escapa parcialmente ao seu controle, porque, no seu percurso didático, nem tudo é escolhido de forma perfeitamente consciente e, sobretudo, porque as resistências dos alunos e as eventualidades da prática pedagógica [...] fazem com que as atividades nunca se desenrolem exatamente como previsto."

(PERRENOUD, P. Ofício de aluno e sentido do trabalho escolar. Porto: Porto Editora, 1995. Adaptado). 


O texto de Perrenoud descreve a tensão dialética entre o ideal planejado e a prática cotidiana. Na teoria curricular, a dimensão descrita, que se concretiza na interação professor-aluno, representando a transposição didática do planejamento, as adaptações práticas e o fazer pedagógico efetivo em sala de aula, é denominada 

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Q3885300 Pedagogia

A ESCOLA AFASTADA DA VIDA 

Antonio Perez Esclarín 


Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

— O senhor se encontra em uma árvore.

— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 


ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002. 

Os trechos 


"O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana..." e "Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro..." destacam a importância de conectar a educação formal com a vida real dos estudantes.


Considerando essa perspectiva e os diferentes níveis de planejamento, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas:


I. O Planejamento de Ensino (nível de ação do professor) deve ser compreendido como uma previsão estratégica, flexível e dinâmica, e não como uma listagem meramente burocrática de conteúdos a serem cumpridos.

PORQUE

II. É a partir do Planejamento de Ensino que se torna possível a concretização da criticidade e da relevância do saber, exigindo do professor a seleção estratégica de métodos, exemplos e atividades que dialoguem diretamente com a realidade local, a cultura e o cotidiano trazidos pelos alunos.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA. 

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Q3885299 Pedagogia

A ESCOLA AFASTADA DA VIDA 

Antonio Perez Esclarín 


Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

— O senhor se encontra em uma árvore.

— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 


ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002. 

A necessária articulação entre teoria e prática torna-se evidente ao confrontarmos a crítica de Perez Esclarín (1998), ao questionar “para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida?”, com a definição de Libâneo (2013). 


Nesse contexto, segundo o autor, compete à Didática “converter os objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino; selecionar e organizar os conteúdos curriculares” (p.25).


Para superar tal distanciamento e efetivar a Didática como mediadora entre a escola e a realidade social, o docente deve

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Q3885298 Pedagogia

A ESCOLA AFASTADA DA VIDA 

Antonio Perez Esclarín 


Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.

O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.

Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.

— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?

— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:

— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?

— O senhor se encontra em uma árvore.

— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?

— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.


Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.

Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.

Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios. 


ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002. 

Releia o trecho abaixo: 


"A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber... é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido." 


Para que a escola possa aproximar-se da vida, como sugere o autor, é necessário que o professor realize a transformação do conhecimento científico e cultural, denominado de "Saber Sábio", em conteúdo a ser ensinado nas escolas, o "Saber Ensinado".

No campo da Didática, o nome que se atribui a essa etapa de recontextualização e adaptação do saber para o ensino é

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Q3885296 Pedagogia

Leia o texto abaixo e depois responda à questão: 


“A problemática das relações entre escola e cultura é inerente a todo processo educativo. Não há educação que não esteja imersa na cultura da humanidade e, particularmente, do momento histórico em que se situa. A reflexão sobre esta temática é co-extensiva ao próprio desenvolvimento do pensamento pedagógico. Não se pode conceber uma experiência pedagógica "desculturizada", em que a referência cultural não esteja presente. A escola é, sem dúvida, uma instituição cultural. Portanto, as relações entre escola e cultura não podem ser concebidas como entre dois pólos independentes, mas sim como universos entrelaçados, como uma teia tecida no cotidiano e com fios e nós profundamente articulados. Se partimos dessas afirmações, se aceitamos a íntima associação entre escola e cultura, se vemos suas relações como intrinsecamente constitutivas do universo educacional, cabe indagar por que hoje essa constatação parece se revestir de novidade, sendo mesmo vista por vários autores como especialmente desafiadora para as práticas educativas.”


Fonte: Moreira, A. F. B., & Candau, V. M.. (2003). Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos. Revista Brasileira De Educação, (23), 156–168. https://doi.org/10.1590/S1413-24782003000200012



A partir da leitura do texto, avalie as afirmações a seguir: 


I. A educação não formal é caracterizada por ter intencionalidade e sistematização, ocorrendo em espaços como ONGs, museus e movimentos sociais, com foco em temas específicos e de interesse dos participantes.

II. A educação informal é assistemática e difusa, constituindo-se nas interações cotidianas, sendo a família e os grupos de convívio primário seus principais agentes de transmissão de valores e cultura.

III. A educação formal, dada sua natureza institucional e sua autonomia em relação às experiências cotidianas, deve atuar como o principal instrumento de correção das culturas juvenis e populares transmitidas nos ambientes informais.


É CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q3885295 Geografia

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Geografia estabelece que o desenvolvimento do raciocínio geográfico deve ser o eixo central do ensino nos Anos Finais. Esse raciocínio é exercitado por meio de princípios que permitem ao aluno compreender como a sociedade se organiza no espaço e como esse espaço é, ao mesmo tempo, palco e produto das relações sociais.

Com base nas competências específicas e nos objetos de conhecimento para o Ensino Fundamental (Anos Finais), analise a aplicação do raciocínio geográfico e assinale a alternativa CORRETA. 

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Q3885294 Geografia

A análise dos dados do IBGE entre 2012 e 2022 revela que a pobreza no Brasil tem cor e gênero. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, a proporção de mulheres vivendo abaixo da linha de pobreza de US$ 6,85/dia é sistematicamente superior à dos homens. Em 2022, por exemplo, enquanto 30,9% dos homens estavam nessa condição, o índice entre as mulheres era de 32,3%. Quando cruzamos esses dados com a cor ou raça, a vulnerabilidade das mulheres pretas ou pardas torna-se ainda mais acentuada, evidenciando que a dinâmica demográfica brasileira é atravessada por desigualdades estruturais que limitam a autonomia econômica feminina. A "feminização da pobreza" e a manutenção das desigualdades de gênero no Brasil são fenômenos complexos que impactam a organização do espaço e a economia nacional.


A partir da análise crítica e contextualizada dos dados e da conjuntura demográfica atual, é CORRETO afirmar que

Alternativas
Q3885289 Geografia

 A evolução dos antigos engenhos para as modernas usinas no Nordeste não alterou a essência da concentração fundiária. Ao contrário, intensificou-a ao absorver as terras de pequenos lavradores. Essa estrutura, enraizada no sistema de sesmarias, consolidou relações de trabalho opressivas, como o cambão – trabalhadores que viviam na terra do patrão e, em troca de um pequeno lote para subsistência, eram obrigados a trabalhar de graça ou por salários ínfimos – e uma massa de trabalhadores proletarizados. Sem acesso à terra e submetidos a condições precárias, muitos trabalhadores são compelidos à migração, transferindo a pobreza do campo para a periferia das cidades. 

ANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. São Paulo: 2011. (Adaptado)



A análise da organização do espaço agrário é fundamental para compreender a configuração socioespacial das cidades brasileiras. Considerando a relação entre a concentração fundiária e a precarização do trabalho no campo, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE as consequências desse modelo. 

Alternativas
Q3885287 Geografia
As formações vegetais são o reflexo direto das condições climáticas de uma região. Em ambientes marcados pela escassez hídrica prolongada e altas taxas de evapotranspiração, as plantas desenvolvem mecanismos fisiológicos e morfológicos para sobreviver ao estresse hídrico. Entre essas adaptações, destacam-se o desenvolvimento de sistemas radiculares profundos, a redução da superfície foliar (ou sua transformação em espinhos) e a presença de tecidos suculentos para o armazenamento de água. Considerando as formações vegetais adaptadas aos domínios áridos e semiáridos (como os desertos e as estepes) e as terminologias botânicas aplicadas à Geografia, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3885286 Geografia

A mundialização da economia impõe uma 'Ordem Global' baseada na racionalidade técnica e no cálculo frio, que frequentemente entra em conflito com a 'Ordem Local', onde reside a comunicação, a emoção e o cotidiano das pessoas. Os países tornam-se 'espaços nacionais da economia internacional', onde decisões estratégicas são tomadas por atores que 'curto-circuitam' o poder dos Estados, gerando a 'guerra dos lugares' por produtividade espacial.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. (Adaptado) 


Considerando o trecho acima, sobre a fase atual da mundialização, analise como esse processo reestrutura o espaço geográfico e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3885284 Geografia

A Geografia no Ensino Fundamental – Anos Finais (6º ao 9º ano) exige uma progressão das habilidades que supere a mera descrição de informações e fatos do cotidiano, cujo significado, muitas vezes, se restringe ao contexto imediato do aluno.


De acordo com as diretrizes da BNCC para esse nível de ensino, analise as afirmativas a seguir:


I. O raciocínio geográfico deve ser exercitado por meio de princípios metodológicos como analogia, conexão, diferenciação e ordem, visando a compreensão do ordenamento territorial e das interações entre componentes físiconaturais e ações antrópicas.

II. Na unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial", a cartografia deve ser abordada não como um fim em si mesma, mas como suporte para o raciocínio geográfico, permitindo que o aluno interprete o mundo em transformação.

III. O ensino de Geografia nos Anos Finais deve focar prioritariamente na fixação de nomenclaturas e dados estatísticos regionais, garantindo que o aluno possua uma base de "conhecimento factual" antes de desenvolver o senso crítico.

IV. Entre as competências específicas de Geografia, destaca-se a capacidade de construir argumentos baseados em informações geográficas que promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e à alteridade.


Está CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Respostas
141: C
142: B
143: E
144: A
145: C
146: A
147: D
148: A
149: B
150: C
151: A
152: E
153: B
154: C
155: E
156: C
157: E
158: B
159: A
160: C