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TEXTO I
O sentido local de brega em muito se distancia da concepção mais comum nacionalmente difundida do brega como comportamento ou produção cultural “cafona” ou “kitsch”, dentro das opções oferecidas pela sociedade de consumo. Aliás, as inevitáveis referências ao “mau gosto”, “sentimentalismo” e “vulgaridade” das músicas consideradas como brega e que alcançam difusão nacional não se aplicam a percepção do público de Belém o que constitui “um brega”. A menção local a qualquer música deste estilo é feita dessa forma (um brega), sem qualquer sentido depreciativo. Na verdade, o brega local está tanto ligado ao sentido de popular quanto ao de música “para dançar”, “para festejar”.
COSTA, Antônio Maurício Dia da. Festa na cidade: o circuito bregueiro de Belém do Pará. Belém: Editora da UEPA, 2009.
Texto II
Brega paraense é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial: 'realização de sonho coletivo', dizem artistas
Ritmo é sustento e inspiração para muitos paraenses, que veem reconhecimento como solidificação do trabalho. Evento sanciona brega como patrimônio cultural no Pará nesta quarta, 15.
No Pará, um sinal incontestável de que uma música se tornou sucesso é quando ela ‘vira brega’: qualquer hit internacional ganha versões do ritmo consagrado no Norte do país. O brega foi destaque na abertura das Olimpíadas no Brasil e é referência da cultura e identidade paraense. Nascido nas periferias, o estilo brega carrega nas vertentes uma estética repleta de cores e sons vibrantes. Agora, ele é também reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará e artistas consideram a conquista a realização de um sonho coletivo.
Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 29 maio, 2025.
Enquanto o Texto I revela uma importante manifestação da cultura paraense, o Texto II evidencia que tal manifestação foi considerada, em 2021, como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará. O processo de reconhecimento de bens patrimoniais de natureza imaterial é denominado de
Qual era a base econômica quilombola? O melhor seria falar em múltiplas estruturas socioeconômicas, pois fatores geográficos, demográficos e culturais interferiram na montagem dela. O mais importante – em qualquer período ou local – foi o não isolamento. Houve quem dissesse que os quilombos/mocambos se isolaram do restante da sociedade e que tal isola mento – via de proteção – foi fundamental para sua reprodução [...]. No Brasil – ao contrário de outras áreas escravistas nas Américas –, as comunidades de fugitivos se proliferaram como em nenhum outro lugar, exatamente por sua capacidade de articulação com as lógicas econômicas das regiões onde se estabeleceram.
GOMES, Flávio dos Santos. Mocambos e quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil. São Paulo: Claro Enigma, 2015. p. 19;20.
A reflexão do historiador Flávio Gomes, canônica no que tange aos estudos sobre quilombos no Brasil, tem validade ao revelar
De fato, até alguns anos atrás, os estudos sobre o cativeiro no Brasil tendiam a descrever as práticas sexuais e a vida familiar dos escravos como evidências de uma "patologia social" — de uma falta de normas e nexos sociais — que impossibilitasse não apenas a aglutinação das pessoas na vida privada, mas também uma ação coletiva e "política" consequente. Este livro procura resgatar a capacidade dos Serafins e Romanas de construírem famílias conjugais, extensas e intergeracionais, e de agirem em concerto com seus companheiros para definir projetos em comum. Analisa as razões práticas e simbólicas que os levaram a valorizar os laços de parentesco, consanguíneos e afins. Isto é, procura descobrir a "flor" na senzala — as "esperanças" e as "recordações" forjadas pelos escravos a partir de sua experiência e de sua herança cultural. Finalmente, tenta pesar na balança os diversos significados da família cativa, que, ao promover a autonomia e a dependência do escravo, era a um só tempo abalo e arrimo para o escravismo.
SLENES, Robert. Na senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava. Campinas: Editora da Unicamp, 2011.
O debate historiográfico apresentado revela
Leia a importante reflexão do historiador Jean-Pierre Vernant sobre o mundo grego antigo e seus valores: O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981.
O surgimento do espaço, caracterizado por Jean-Pierre Vernant, tem importância central no exercício da cidadania no mundo grego antigo, pois revela
Kante foi feroz adversário do Islã – teria vencido e matado nove reis. Os excessos do Rei-Feiticeiro levaram os habitantes do Manden a se revoltarem uma vez mais. Estes tentaram persuadir o mansa Dankaran Tuman a comandá-los; contudo, temendo as represálias de Sumaoro Kante, o rei do Manden fugiu para o sul e lá fundou, em plena floresta, Kissidugu, a “cidade da salvação”. No vazio de poder que resultou da deserção do mansa, os insurretos recorreram a Sundiata Keita, segundo filho de Nare Fa Maghan, que então vivia exilado em Nema. Antes, porém, de tratarmos das guerras e conquistas do jovem príncipe, convém apresentarmos em linhas gerais um quadro do Manden.
História geral da África - IV: África do século XII ao XVI. Editado por Djibril Tamsir Niane. Brasília: UNESCO, 2010.
O Manden, que o autor afirma desejar apresentar, representa o embrião do futuro núcleo do
No Brasil, governo resolveu por colocar em isolamento sujeitos vistos como elementos nocivos que poderiam contaminar o restante da população com suas ideias. No Pará, a colônia japonesa na cidade de Tomé-Açu, que anteriormente abrigava trabalhadores, passou a circunscrever uma área de reclusão de suspeitos de espionagem. Além dos nipônicos, ainda foram endereçados a estes campos italianos e alemães. Segundo o jornal O Estado do Pará, era destinada aos “eixistas nocivos à segurança nacional (...) sob direção fecunda do capitão João Evangelista Filho”.
ALMEIDA, Tunai Rehm Costa de; COSTA, Edivando da Silva. “Em defesa do meu nome”: o caso dos alemães e a representação do nazismo em Belém, durante a Segunda Guerra Mundial. Revista Maracanan, Rio de Janeiro, n. 30, p. 90-110, maio/ago. 2022.
Os ditos “eixistas” em questão, então perseguidos por autoridades do Estado brasileiro, estavam sendo acusados de serem
Mata de Araucária é uma formação vegetal brasileira que se desenvolve especialmente nos estados da região sul do país e em partes de relevo mais elevados e frios de São Paulo e Minas Gerais.
Mata Atlântica é denominada também de Mata dos Pinhais e Floresta Aciculifoliada. Esse tipo de vegetação está adaptado ao clima subtropical que possui verões quentes e invernos relativamente rigorosos com chuvas bem distribuídas durante o ano, além disso, o relevo influencia, uma vez que esse tipo de vegetal prolifera em áreas que se encontram no mínimo 500 metros acima do nível do mar.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/mata-araucaria.htm
Marque a alternativa que indique um dos fatores que levam ao desmatamento da vegetação de araucária.
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/friedrich-ratzel.htm
O texto acima faz referência à teoria do (a):
O Brasil é um importante produtor mundial de alimentos, como soja, cana-de-açúcar, milho, laranja, café e carnes diversas. Porém o país também enfrenta problemas em relação ao espaço rural, com destaque para a elevada concentração de terras e a presença de conflitos agrários. Ademais, as atividades agropecuárias no Brasil impactam de forma direta o meio ambiente.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/geografia-agraria.htm
Marque a alternativa que apresenta uma das consequências ambientais da expansão da agropecuária no Brasil.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, em uma década, ocorreu uma importante desconcentração da indústria brasileira, com redução da participação da região Sudeste no PIB industrial e um aumento na participação das demais regiões geográficas, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Nesse movimento, São Paulo perdeu 5,5 pontos percentuais de participação na produção da indústria de transformação no Brasil, principal segmento industrial do País. A maior queda entre os 26 estados e o Distrito Federal. O Rio Janeiro obteve o segundo pior desempenho, com recuo de 1,1 ponto percentual.
Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/economia/industria-migra-do-sudeste-para-as-demais-regioes-do-pais-em-dez anos-mostra-estudo-da-cni/
Marque a alternativa que apresenta um dos fatores que levou à desconcentração industrial representada no texto.
As rochas da crosta terrestre estão em constante processo de transformação, sendo modificadas pela ação erosiva de agentes externos (chuvas, ventos etc.) e agentes internos (erupções vulcânicas e tectonismo). Esse processo ocorre há bilhões de anos e o conhecimento da estrutura geológica de um determinado local é de fundamental importância na análise do relevo e dos possíveis recursos minerais existentes.
O Brasil, por apresentar uma grande extensão territorial (8.514.876 quilômetros quadrados), possui estrutura geológica composta por três tipos distintos: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/estrutura-geologica-brasil.htm
Sobre a estrutura geológica do Brasil, é correto afirmar que:
O desenvolvimento de diferentes regionalizações pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística está vinculado, por vezes mais próximos outros mais distantes, à questão da regulação, ordenamento, planejamento e ação do poder político estatal no território nacional brasileiro. Esta ação mobiliza, inerentemente, uma gama considerável de variáveis, estudos, referências e condicionantes que levaram não apenas as propostas regionais aqui apresentadas, mas a outras que por ventura venham a ser desenvolvidas.
E este ponto, de constante desenvolvimento das regionalizações, é que a análise regional precede tais propostas de repar tições territoriais, princípio lógico que pode ser constatado nas diferentes regionalizações do Brasil seguindo, em grande parte, as teorizações de Correa (1987) e GEIGER (1967).
Fonte: Araújo, Gilvan Charles Cerqueira de. Regionalizar para integrar. Boletim Paulista de Geografia v. 97, 2017, p.122-145.
Assinale a alternativa que apresenta uma mudança na regionalização do Brasil, ocorrida em 1988.
A exploração da borracha estava baseada no aviamento (sistema de crédito) que vai permitir a expansão para o interior da floresta, fazendo com que o tamanho das sedes municipais oscilasse durante o período da estação seca (período de coleta) e da chuvosa (período de pouca coleta); além do que, não fomentava a agricultura e o mercado interno, já que o grosso das mercadorias eram oriundas de Belém.
No Pará, os municípios que mais se destacavam até a década de 1870 na exploração de borracha eram Breves, Anajás, Melgaço e Gurupá. Expandindo-se após este período para o oeste da região em direção ao baixo rio Xingu, baixo Tapajós e para o estado do Amazonas, em direção aos rios Solimões, Madeira, Purus e Juruá, que possuíam melhores condições de navegabilidade durante o ano do que o Xingu e o Tapajós (que possuíam corredeiras e quedas d’águas).
Fonte: Tavares, Maria Goretti da Costa. A Amazônia brasileira: formação histórico-territorial e perspectivas para o século XXI. GEOUSP - Espaço e Tempo, São Paulo, Nº 29 - Especial, pp. 107 - 121, 2011.
Assinale a alternativa que apresente um dos fatores que levaram ao desenvolvimento da exploração da borracha na Amazônia.