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Leia as seguintes sentenças expostas por Ana Lúcia Tinoco Cabral, na obra A força das palavras.
(1) O menino apreciava curiosamente a girafa que acariciava o topo da árvore; nunca tinha visto animal tão grande.
(2) Curiosamente, assim que ele chegou diante da jaula dos macacos, todos vieram a seu encontro.
CABRAL, 2010, p. 113. (Adaptação)
Por meio da comparação dessas frases, a autora discute
Leia o trecho a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco.
“Tomemos, como exemplo, (...) a regência do verbo ‘implicar’, no sentido de ‘ter como consequência’, ‘acarretar’ — como na seguinte sentença: A decisão do juiz implicava prejuízos futuros para a empresa. Originalmente o verbo ‘implicar’ neste sentido é transitivo direto (a decisão implicava prejuízos). Com o tempo este verbo se tornou também transitivo indireto no uso culto. Passou a ser normal dizer e escrever ‘implicar em’ (a decisão implicava em prejuízos). Esta inovação já estava registrada como de uso culto na década de 1950 (50 anos atrás, portanto) pelo Prof. Rocha Lima — indubitavelmente um de nossos bons gramáticos — na sua gramática normativa (cf. Rocha Lima, 2006: 433). Posteriormente, o Prof. Celso Luft — autor do melhor dicionário de regência verbal de que dispomos atualmente — dizia assim: ‘Implicar em algo’ é inovação em relação a ‘implicar algo’ por influência de sinônimos como ‘redundar’, ‘reverter’, ‘resultar’, ‘importar’. Aparentemente um brasileirismo. Plenamente consagrado, admitido até pela gramática normativa (Luft, 2006: 326)”.
FARACO, 2009, p. 89-90.
De acordo com a argumentação desenvolvida nesse trecho, o autor apresenta elementos para criticar
Leia o texto a seguir do trecho de um folder turístico de Sergipe.
Roteiros de Sergipe
Praias extensas, lagoas, matas virgens, coqueirais silvestres e dunas douradas que chegam a 20 metros de altura são apenas algumas atrações da Costa das Dunas, no litoral Sul de Sergipe.
Formadas pelas praias de Caueira, Abaís e Saco, umas das mais badaladas e outras quase desertas, ao todo são 42 km de belíssimas praias com paisagens deslumbrantes. De bugre ou a cavalo, é um convite para um passeio. Até para os que gostam de esportes mais radicais, o cenário é perfeito.
AMARAL, 2010, p. 79. (Adaptação)
É correto afirmar que esse trecho de folder tem uma base tipológica
O texto a seguir foi retirado da obra A força das palavras, de Ana Lúcia Tinoco Cabral (2011).
Torrada engorda menos que pão
Não. Muita gente ainda acredita que, por ser leve (no peso), a torrada tem menos calorias que o pão. No Livro Dietas – escolha a sua (Verus Editora), a autora e nutricionista americana Marie-Laure André faz a comparação em 100 gramas: o pão tem perto de 255 calorias e a torrada 390. Essa diferença é grande porque a torrada não tem água.
Revista Boa Forma, mar. de 2009, edição 264, p. 39.
A propósito da noção de polifonia, Cabral explica que, nesse texto,
Ao escrever seus livros, o senhor não se preocupa em deixar as tramas datadas?
Pedro Bandeira
Tenho de usar aquilo que nunca muda: as emoções humanas. Por que Shakespeare vale até hoje? Porque ele não faz histórias de reis ingleses, mas sobre sonhos, inveja, cobiça, ambição, velhice, paixão de adolescentes... Faz histórias eternas, que não dependem da tecnologia. Até hoje você lê Ricardo III e fica impressionado, por ser um homem que faz tudo pela ambição do poder — isso existe até hoje. A emoção de uma jovem nunca mudará. Uma menina vai estar sempre apaixonada, vai ter sempre ciúmes da colega, vai ter medo do mundo, vai ter problemas com os pais que se separam. O furor uterino da Madame Bovary jamais será ultrapassado — é até hoje um romance atemporal. Hoje em dia se discute até que Lobato tem dificuldade de se tornar um clássico. Porque ele centrou muito na vida rural quando o Brasil já estava se tornando urbano.
O senhor também faz algumas releituras de clássicos da literatura mundial.
Pedro Bandeira
Um personagem como Iago vira Iara, uma menina ciumenta [em A Hora da Verdade]; Hamlet, lido de trás para frente, vira Telmah — aí transformei Hamlet na menina Telmah, que vive as mesmas dúvidas [em Agora Estou Sozinha]. Ou Cirano de Bergerac, um homem feio que escreve cartas para serem entregues pelo seu rival a sua amada — mas Cirano vira Isabel, de A Marca de uma Lágrima. Porque quero ajudar o jovem a gostar de ler. Não sou literatura final, de resultado final; sou introdução. Como para mim foram introdução Monteiro Lobato, Mark Twain, Emilio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo. A cultura é uma montanha enorme, de conhecimentos, de beleza, amontoada ao longo de muitos séculos. Para você chegar lá em cima, onde estão Shakespeare, Baudelaire, Cervantes, tem de subir uma escada. Para uma criança chegar um dia a Baudelaire, ela tem de pisar em Ruth Rocha, em Ziraldo, em Pedro Bandeira. Esses degraus têm de ser confortáveis, para ela gostar de continuar subindo.
Revista Língua, nº 67. São Paulo: Segmento, maio de 2011. (Adaptação).
Ao escrever seus livros, o senhor não se preocupa em deixar as tramas datadas?
Pedro Bandeira
Tenho de usar aquilo que nunca muda: as emoções humanas. Por que Shakespeare vale até hoje? Porque ele não faz histórias de reis ingleses, mas sobre sonhos, inveja, cobiça, ambição, velhice, paixão de adolescentes... Faz histórias eternas, que não dependem da tecnologia. Até hoje você lê Ricardo III e fica impressionado, por ser um homem que faz tudo pela ambição do poder — isso existe até hoje. A emoção de uma jovem nunca mudará. Uma menina vai estar sempre apaixonada, vai ter sempre ciúmes da colega, vai ter medo do mundo, vai ter problemas com os pais que se separam. O furor uterino da Madame Bovary jamais será ultrapassado — é até hoje um romance atemporal. Hoje em dia se discute até que Lobato tem dificuldade de se tornar um clássico. Porque ele centrou muito na vida rural quando o Brasil já estava se tornando urbano.
O senhor também faz algumas releituras de clássicos da literatura mundial.
Pedro Bandeira
Um personagem como Iago vira Iara, uma menina ciumenta [em A Hora da Verdade]; Hamlet, lido de trás para frente, vira Telmah — aí transformei Hamlet na menina Telmah, que vive as mesmas dúvidas [em Agora Estou Sozinha]. Ou Cirano de Bergerac, um homem feio que escreve cartas para serem entregues pelo seu rival a sua amada — mas Cirano vira Isabel, de A Marca de uma Lágrima. Porque quero ajudar o jovem a gostar de ler. Não sou literatura final, de resultado final; sou introdução. Como para mim foram introdução Monteiro Lobato, Mark Twain, Emilio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo. A cultura é uma montanha enorme, de conhecimentos, de beleza, amontoada ao longo de muitos séculos. Para você chegar lá em cima, onde estão Shakespeare, Baudelaire, Cervantes, tem de subir uma escada. Para uma criança chegar um dia a Baudelaire, ela tem de pisar em Ruth Rocha, em Ziraldo, em Pedro Bandeira. Esses degraus têm de ser confortáveis, para ela gostar de continuar subindo.
Revista Língua, nº 67. São Paulo: Segmento, maio de 2011. (Adaptação).
Na obra Gramática pedagógica do português brasileiro, Marcos Bagno discute criticamente a noção de erro em torno da ocorrência de orações formadas por “para mim + infinitivo”, como: “O ilustrador trouxe uns desenhos para mim examinar”. O autor argumenta que o uso de “mim”, no lugar de “eu”, pode ser explicado, entre outros fatores, pela atribuição de caso oblíquo pela preposição “para” e, também, pela fusão de duas construções com essa preposição em uma única construção, como mostra o esquema a seguir:

No que diz respeito à postura do professor de português frente a esse tópico de ensino, Bagno
Para Marcelo de C. Borba e Miriam G. Penteado, no livro Informática e educação matemática (2002), qual alternativa descreve uma marca registrada da EaD, mediada pela internet, em relação a outros modelos de EaD?
Assinale a alternativa que apresenta duas formas de comunicação assíncronas que podem ser utilizadas para possibilitar um contato mais constante entre professor e estudantes.
Sobre a arte como forma de conhecimento humano e suas características, analise as afirmativas a seguir.
I. A arte está diretamente associada ao ponto de vista do belo e do estético, aquilo que faz com que uma obra seja considerada bela, boa ou má.
II. Na arte, busca-se concretizar os sentimentos numa forma que a consciência capta de maneira mais global e abrangente do que no pensamento rotineiro.
III. Por meio da arte, nos são apresentados aspectos e maneiras de nos sentirmos no mundo que a linguagem não consegue conceituar.
Estão corretas as afirmativas
Para André Breton em Benjamin (2014,102), a obra de arte “só tem valor na medida em que reflexos do futuro a fazem vibrar inteiramente”. Concordando com essa ideia, Walter Benjamin afirma que toda obra ou forma artística madura encontra-se no cruzamento de três linhas de desenvolvimento.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de reprodutividade técnica. Porto Alegre: Zouk, 2014.
Nessa perspectiva, relacione a COLUNA II com a COLUNAI, associando as três linhas de desenvolvimento da obra de arte citada por Walter Benjamin (2014) às suas respectivas ordens de prioridade.
COLUNA I
1.Primeiro lugar
2. Segundo lugar
3. Terceiro lugar
COLUNA II
( ) As formas tradicionais da arte em certos estágios de seu desenvolvimento trabalham penosamente em busca de efeitos, que mais tarde são alcançados sem esforço pela nova forma artística. Por exemplo: antes do cinema se impor, os dadaístas procuraram, por meio de suas manifestações, provocar no público um movimento, que mais tarde o cineasta Charlie Chaplin provocaria de maneira mais natural.
( ) A técnica trabalha em busca de uma forma de arte determinada. Por exemplo: antes de o cinema aparecer, havia livrinhos de fotos cujas imagens, por meio de pressão do polegar, passavam rapidamente mostrando a imagem em movimento.
( ) Transformações sociais, muitas vezes imperceptíveis, trabalham em direção a uma transformação da recepção, da qual somente a nova forma de arte se beneficiará. Por exemplo: antes que o cinema começasse a formar seu público, as imagens eram assistidas individualmente pelas pessoas que se posicionavam diante de um biombo no qual estavam instalados estereoscópios: um para cada participante.
Assinale a sequência correta.
COLUNA I 1. Os autores / artistas em arte 2. Os produtos artísticos / obras de arte 3. A comunicação / divulgação 4. O público / audiências / espectadores
COLUNA II ( ) São trabalhos resultantes de um fazer-pensar “técnico-emotivo-representacional do mundo da natureza e da cultura” e que sintetizam modos e conhecimentos artísticos e estéticos de seus autores: têm uma história e situam-se em um contexto sociocultural. ( ) São pessoas também situadas em um tempoespaço sociocultural no qual constroem a história de suas relações com as produções artísticas e com seus autores (ou artistas) em diferentes modos e patamares de sensibilidade e entendimento da arte. ( ) São pessoas situadas em um contexto sociocultural; são criadores (profissionais ou não) e produtos ou obras artísticas a partir da história de seus modos e patamares de sensibilidade e entendimento de arte. ( ) São diferentes práticas (profissionais ou não) de apresentar, expor, veicular e intermediar as obras artísticas, as concepções estéticas e a arte entre as pessoas na sociedade ao longo da história cultural.
Assinale a sequência correta.
Definir termos como homem / arte / cultura negra, homem / arte / cultura afro-brasileira, afro-lusitana, afro-europeu e uma série de outros termos tem sido um desafio. Roberto Conduro em seu livro Arte afro-brasileira (2007) contribui para a discussão do ensino da arte na escola ao tratar esse desafio apresentando fatos e elementos visíveis de serem exemplificados nas variadas regiões e grupos sociais do / no Brasil.
CONDURU, Roberto. Arte afro-brasileira. Belo Horizonte: C/ARTE, 2007 (Adaptação).
A partir desse contexto, analise as seguintes afirmativas e a relação proposta entre elas.
I. Como orientação pedagógica, o educador deve proporcionar com prudência e conhecimento aos estudantes, discussões artísticas, etnológicas, sociais e culturais, bem como a problematização estética e artística das obras, uma vez que um trabalho artístico acontece independente de gostos, interpretações e opiniões, mas como expressão de um momento,
PORQUE
II. como orientação pedagógica, o educador exerce um papel fundamental na formação de opinião e intelecto daquele ou daquela que está sendo formado como cidadão / cidadã. Esse educador tem uma grande responsabilidade com relação à discussão do tema da arte nos diversos contextos sociais.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa
correta.
Segundo o autor, a multiculturalidade brasileira numa perspectiva crítica para o ensino de arte na escola não pode ser entendida como
Nos PCNs-ARTE (BRASIL, 1998, p. 19), a dimensão social das manifestações artísticas revela modos de perceber, sentir e articular significados e valores que orientam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. Nessa perspectiva, a arte estimula o aluno a perceber, compreender e relacionar tais significados sociais. Essa forma de compreensão da arte inclui modos de interação, como a empatia, e se concretiza em múltiplas sínteses.
Com relação à citação anterior e ao tratamento ao ensino de arte nos diversos contextos sociais, assinale a alternativa incorreta.