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Q3878766 Português
LEIA o trecho a seguir.

A PAIXÃO SEGUNDO G. H. – Fragmento

Clarice Lispector

[...]
    Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo, então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.
[...]
    Vou criar o que me aconteceu. Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível. Terei que criar sobre a vida. E sem mentir. Criar sim, mentir não. Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a realidade. Entender é uma criação, meu único modo. Precisarei com esforço traduzir sinais de telégrafo – traduzir o desconhecido para uma língua que desconheço, e sem sequer entender para que valem os sinais. Falarei nessa linguagem sonâmbula que se eu estivesse acordada não seria linguagem.
[...].

São Paulo: ALLCA XX/Scipione Cultural, 199. p. 14-15.
Precisarei com esforço traduzir sinais de telégrafo – traduzir o desconhecido para uma língua que desconheço, e sem sequer entender para que valem os sinais. Falarei nessa linguagem sonâmbula que se eu estivesse acordada não seria linguagem.” Morfologicamente, a palavra destacada ESTÁ como:
Alternativas
Q3878765 Português
LEIA o trecho a seguir.

A PAIXÃO SEGUNDO G. H. – Fragmento

Clarice Lispector

[...]
    Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo, então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.
[...]
    Vou criar o que me aconteceu. Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível. Terei que criar sobre a vida. E sem mentir. Criar sim, mentir não. Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a realidade. Entender é uma criação, meu único modo. Precisarei com esforço traduzir sinais de telégrafo – traduzir o desconhecido para uma língua que desconheço, e sem sequer entender para que valem os sinais. Falarei nessa linguagem sonâmbula que se eu estivesse acordada não seria linguagem.
[...].

São Paulo: ALLCA XX/Scipione Cultural, 199. p. 14-15.
Não tenho uma palavra a dizer.” O NÃO emprego da crase na expressão “a dizer” se dá pelo mesmo motivo em: 
Alternativas
Q3878764 Português
LEIA o trecho a seguir.

A PAIXÃO SEGUNDO G. H. – Fragmento

Clarice Lispector

[...]
    Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo, então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.
[...]
    Vou criar o que me aconteceu. Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível. Terei que criar sobre a vida. E sem mentir. Criar sim, mentir não. Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a realidade. Entender é uma criação, meu único modo. Precisarei com esforço traduzir sinais de telégrafo – traduzir o desconhecido para uma língua que desconheço, e sem sequer entender para que valem os sinais. Falarei nessa linguagem sonâmbula que se eu estivesse acordada não seria linguagem.
[...].

São Paulo: ALLCA XX/Scipione Cultural, 199. p. 14-15.
O dilema apresentado pela narradora se dá pela necessidade de falar. Para ela:
Alternativas
Respostas
13: B
14: D
15: B