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Mulher de 40 anos está internada em hospital geral por estar, há 3 dias, sem se alimentar e sem contactuar com familiares. O marido conta que há 4 meses a paciente veio gradualmente perdendo o ânimo para fazer atividades prazerosas de sua rotina, como praticar exercícios e cozinhar. Tinha dificuldade para iniciar o sono na maior parte das noites, e o sono estava fragmentado. Queixava-se de muita preguiça, demora para levantar da cama todas as manhãs e procrastinação nas tarefas do dia a dia, já relatando prejuízos no trabalho e na sua organização caseira. Sentia-se triste e chorosa facilmente. Nos últimos 30 dias, o quadro se agravou progressivamente: há uma semana, começou a repetir as frases ou últimas palavras das pessoas, ficava com olhar parado e permanecia várias horas sentada no sofá sem reação. Às vezes, fazia algum movimento repetitivo ou despropositado. Em seguida, passou a se negar a tomar banho, trocar de roupa, chegando ao quadro atual em que não se move, nem come ou toma líquidos.
Em relação a esse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Homem de 35 anos, advogado, com queixa principal de ansiedade, com repercussão nas atividades cotidianas (especialmente profissionais). Ao detalhar seus sintomas, o paciente refere que a cabeça não para de pensar (normalmente em afazeres do trabalho). Não se sente particularmente preocupado ou inseguro com o que precisa fazer, mas diz que os pensamentos apenas “vem e vão”. Sensação constante de inquietude, com dificuldade para permanecer por muito tempo sentado no seu escritório e nas reuniões de trabalho. Descreve uma tendência de iniciar várias tarefas ao mesmo tempo, porém consegue se concentrar em processos que considera desafiadores. Refere também que muitas vezes se distrai nas conversas com outras pessoas e nas atividades. Mesmo durante a relação sexual, costuma se distrair com o que está passando na televisão. Ao ser questionado sobre sua infância, diz que sempre tirou notas boas, “aprendia rápido”, nunca “precisou” fazer lições de casa, estudando apenas na véspera da prova. Lembra que era constantemente chamada sua atenção pelos professores na escola por conversas e agitação. Nunca leu um livro inteiro. As dificuldades maiores no quesito educacional foram observadas durante a faculdade, período no qual o paciente frequentemente entregava seus trabalhos após o prazo final, tendo precisado também postergar seu mestrado por duas vezes por não conseguir escrever sua tese a tempo.
A respeito do caso descrito, é correto afirmar que
Adolescente de 15 anos, afastada da escola desde o oitavo ano e morando com avó paterna, é encaminhada ao serviço de psiquiatria por apresentar episódios de autoagressividade (cortes no braço com gilete). A paciente apresenta desde os primeiros anos do ensino fundamental dificuldades sociais e acadêmicas – não tinha amigos e mostrava demora em executar as tarefas e responder o que era solicitado, segundo a própria paciente. Diz ter sofrido bullying e, por isso, não quer voltar à escola. De acordo com a avó, houve agravamento progressivo dos comportamentos autolesivos, incialmente frente tentativas de reinserção escolar, até chegar a tentativas de suicídio (com faca e atirando-se do alto da escada). Os pais são divorciados desde o nascimento da paciente. Após vários episódios de brigas entre filha e mãe, esta delegou os cuidados à avó paterna há oito anos. O pai da paciente a vê esporadicamente, mas tem outra família e não passa muito tempo com a filha. A paciente refere sensação de vazio crônico, insatisfação com o corpo e atitudes agressivas impulsivas frente a rejeição de familiares e colegas. Mostra-se com humor irritável e atitude hostil especialmente quando a avó está presente. Já foi anteriormente medicada com venlafaxina 37,5 mg/dia por outro psiquiatra, sem resposta adequada.
A respeito desse caso, assinale a alternativa correta.
Um homem de 25 anos é levado ao setor de emergência depois de exibir um comportamento estranho e perigoso. Há pelo menos um ano, ele apresenta ideias de ser perseguido por entidades governamentais internacionais e ouve vozes comentando seu comportamento e lhe dando ordens. Esses sintomas o levaram a ter um progressivo isolamento social. Nega uso atual de drogas ou problemas clínicos. É observada negligência no cuidado com a aparência e na higiene, e seu afeto é embotado. Parece um pouco nervoso no ambiente e caminha em torno da sala de exame. Sua fala tem velocidade, ritmo e tom normais. Não tem tratamento prévio.
Quais aspectos adicionais do exame do estado mental são mais prováveis de serem encontrados nesse paciente considerando o quadro descrito?
Considere o caso de um homem de 50 anos com diagnóstico conhecido de transtorno bipolar, mas que suspendeu as medicações há aproximadamente 5 anos. Há aproximadamente um ano, foi prescrito zolpidem por clínico geral devido a um histórico de atraso de uma a duas horas para iniciar o sono. Ele não tem histórico de problemas de sono no passado, exceto pelas alterações durante episódios de humor. O paciente passou a dormir bem por 2 a três horas após tomar 10 mg de zolpidem. Para obter duração maior de sono, ele passou a se automedicar aumentando os comprimidos progressivamente. Quando familiares tentavam limitar o uso da medicação, ele passava a se queixar de “queimação na cabeça”, ficava irritado e agressivo, o que melhorava 15 a 30 minutos após o uso de um ou dois comprimidos de zolpidem. O paciente passou a usar o zolpidem para ficar mais calmo de dia. Nos últimos dois meses, ele vinha usando aproximadamente um comprimido de zolpidem a cada 2 ou 3 horas no dia.
A respeito do caso relatado, assinale a alternativa correta.
I. Procurar sempre ser mais exigente no ambiente de trabalho.
II. Manter atividades de lazer.
III. Realizar atividades físicas.
IV. Manter equilibrio entre a vida profissional e pessoal.
V. Levar demandas de trabalho para casa, visando otimizar a produtividade.
Está correto o que se afirma em:
Acerca da conduta do caso clínico acima, qual a melhor opção?
De acordo com o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público Federal, o perito oficial em saúde, atuando na perícia singular ou em junta, fica impedido de participar de ato pericial quando:
( ) for parte interessada;
( ) tenha tido participação como mandatário da parte ou sido designado como assistente técnico de órgão do Ministério Público;
( ) for conjuge ou parente da parte interessada (consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o segundo grau);
( ) a parte for paciente, ex-cliente do médico perito;
( ) referir-se a pessoa com quem tenha ou teve relações sociais, afetivas, comerciais ou administrativas, capazes de comprometer o caráter de imparcialidade do ato pericial.