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(__)Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), como enalapril e perindopril, são recomendados como fármacos de primeira linha, especialmente em pacientes com diabetes e doença renal crônica com proteinúria.
(__)Os bloqueadores dos canais de cálcio, como anlodipino e nifedipino, podem causar edema periférico como efeito adverso, sendo úteis especialmente em idosos e população negra.
(__)Os betabloqueadores, como metoprolol e atenolol, são considerados medicamentos de primeira escolha para todos os pacientes hipertensos, independentemente de comorbidades.
(__)Os diuréticos tiazídicos, como hidroclorotiazida e clortalidona, podem aumentar ácido úrico e glicemia, devendo ser evitados em pacientes com gota ou diabetes.
(__)Os bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA), como losartana e telmisartana, são alternativas adequadas quando ocorre tosse seca induzida pelo uso de IECAs.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(__)Os vírus, especialmente o rotavírus e o norovírus, constituem as principais causas de diarreia aguda em crianças.
(__)As bactérias são responsáveis pela maioria dos casos de diarreia aguda em crianças previamente hígidas.
(__)Parasitoses intestinais, como Giardia lamblia , estão mais associadas a quadros de diarreia persistente do que aguda.
(__)A presença de muco e sangue nas fezes sugere etiologia viral da diarreia aguda.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta de verdadeiro (V) ou falso (F):
Qual a interpretação mais adequada?
Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.
O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é:
Mulher, 65 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão, é avaliada por dor torácica aos esforços. Foi realizada cintilografia do miocárdio associada ao estresse físico (teste ergométrico), que evidenciou isquemia induzida no ápice e na parede anterior do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção de 45%. Suas medicações atuais incluem: aspirina, lisinopril, atorvastatina, metformina, metoprolol e mononitrato de isossorbida. Ao exame físico: afebril, PA 130 × 72 mmHg; FC 72 bpm; FR 16 irpm. Função renal normal.
Qual é o próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica dessa paciente?
Mulher, 41 anos, previamente saudável, apresenta hipertensão arterial de início recente, com valores persistentes em torno de 170–180 x 100–110 mmHg, apesar do início de terapia com um bloqueador de canal de cálcio e um inbidor da ECA.
Refere episódios de sudorese fria, ansiedade intensa súbita, cefaleia pulsátil, e palpitações irregulares, geralmente precipitados por mudança de posição ou durante evacuação. Nega tabagismo, e a função renal é normal. Exames iniciais mostram:
Potássio: 4,3 mEq/L.
Sódio: 140 mEq/L.
Creatinina: 0,7 mg/dL.
TSH: normal.
ECG: extrassístoles supraventriculares frequentes.
Cintilografia de tireoide: normal.
Entretanto, o médico nota que as metanefrinas plasmáticas estão limítrofes e que os episódios hipertensivos são muito irregulares, com períodos de pressão arterial normal entre as crises. A paciente também relata que, há meses, percebe nódulos indolores nos lábios e episódios de diarreia esporádica.
Qual etiologia deve ser fortemente considerada como causa da hipertensão dessa paciente?
Mulher, 29 anos, retorna para consulta de seguimento. Sua história médica inclui psoríase e hipertensão mal controlada, mesmo utilizando 3 medicamentos anti-hipertensivos. Ela nega tabagismo. Eletrólitos e função renal estão normais. Exames laboratoriais foram negativos para feocromocitoma.
Considerando a faixa etária e prevalência, qual é a causa mais provável da hipertensão secundária dessa paciente?
Mulher, 28 anos, portadora de cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva confirmada (ressonância sem obstrução significativa em repouso/provocação). Relata história de síncope inexplicada há 6 meses. Holter 24 h com taquicardia ventricular não sustentada (TVNS). Ressonância com realce tardio difuso >15% da massa ventricular. Espessura septal máxima = 32 mm. FEVE 60%. Sem história pessoal de TV/FV. Cálculo de risco (HCM Risk-SCD) estimado em 7,8% em 5 anos.
Qual é a melhor conduta neste momento para prevenção de morte súbita?
Homem, 42 anos, previamente hígido, é avaliado após episódio de síncope durante exercício moderado. Não faz uso de medicações. Antecedentes familiares: irmão falecido subitamente aos 29 anos, sem causa definida.
Exames complementares:
• ECG basal: ondas T negativas profundas em V1–V3, QRS normal.
• Holter 24 h: extrassístoles ventriculares frequentes com morfologia de BRE e eixo superior, além de 2 episódios de TVNS (máximo 9 batimentos).
• Ecocardiograma transtorácico: função ventricular direita discretamente reduzida, aneurisma focal em parede anterior do VD.
• Ressonância magnética cardíaca (CMR): realce tardio fibroadiposo no VD subtricuspídeo e região infundibular anterior.
• Testes laboratoriais normais. Não há doença arterial coronariana.
Qual é a conduta mais apropriada para prevenção de morte súbita nesse paciente?
Homem, 68 anos, portador de insuficiência cardíaca direita por hipertensão pulmonar e insuficiência tricúspide funcional grave, interna por distensão abdominal e edema. Exame Físico: turgência jugular a 45º; refluxo hepatojugular positivo; hepatomegalia dolorosa e ascite moderada. Exames laboratoriais: AST 52 U/L; ALT 58 U/L; FA 180 U/L; GGT 220 U/L; bilirrubina total 2,1 mg/dL (direta 1,1); albumina 3,2 g/dL; INR 1,4, BNP 1450 pg/mL. US-Doppler: veia cava inferior dilatada e pouco colabável; veias hepáticas com fluxo reverso sistólico/pulsátil; portal com marcada pulsatilidade. Paracentese diagnóstica: SAAG = 1,4 g/dL; proteína do líquido ascítico = 3,5 g/dL; cultura negativa.
Qual é a conduta prioritária para abordar a disfunção hepática desse paciente?
Mulher, 56 anos, hipertensa e com síndrome metabólica, apresenta dor torácica típica aos esforços há 6 meses. A angiotmografia coronaria mostra placas com obstruções inferiores a 50%. Teste ergométrico revelou depressão do segmento ST ≥ 1 mm em parede lateral aos 7 minutos de exercício.
Foi submetida a cateterismo diagnóstico com avaliação fisiológica invasiva:
• FFR = 0,88 (normal).
• CFR = 1,5 (reduzida).
• Índice de resistência microvascular (IMR) = 32 U (elevado).
• Teste de acetilcolina intracoronária: espasmo epicárdico ausente, porém redução > 90% do diâmetro microvascular com sintomas típicos e alterações isquêmicas no ECG.
Com base nesses achados e nos mecanismos fisiopatológicos da isquemia, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o diagnóstico mais provável e a abordagem terapêutica inicial mais apropriada.
Durante um procedimento de angiografia coronariana, observa-se oclusão total da artéria coronária direita (ACD) em seu terço proximal, com circulação colateral bem desenvolvida a partir da descendente anterior (DA). O paciente não apresenta sinais de infarto agudo e mantém fração de ejeção preservada.
Com base nos princípios de anatomia e fisiologia da circulação coronariana, assinale a alternativa que melhor explica o fenômeno descrito.
Durante monitorização hemodinâmica em UTI, um paciente normovolêmico apresenta débito cardíaco de 5,0 L/min e pressão venosa central (PVC) de 5 mmHg. Após infusão rápida de 1 litro de solução salina isotônica, observa-se aumento transitório da PVC para 10 mmHg e elevação discreta do débito cardíaco para 5,3 L/min, com retorno da PVC para 6 mmHg após 10 minutos.
Considerando os princípios de fisiologia cardiovascular, assinale a alternativa que melhor explica o comportamento hemodinâmico observado.