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O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, prevendo parâmetros mínimos obrigatórios. Assinale a resposta correta:
Com relação à Sinalização de Segurança, é correto afirmar:
Com relação a CIPAMIN é INCORRETO afirmar:
É correto dizer que para as instalações classes I, II e III para extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem abranger, no mínimo:
De acordo com a NR11, está correto afirmar:
É correto afirmar que na Análise Preliminar de Risco (APR):
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
Nos trabalhos realizados a céu aberto pode-se afirmar que:
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, desse modo é correto afirmar:
Leia o texto a seguir para responder às próximas 3 (três) questões.
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Estou deitado na margem. Dois barcos, presos a um tronco de salgueiro cortado em remotos tempos, oscilam ao jeito do vento, não da corrente, que é macia, vagarosa, quase invisível. A paisagem em frente, conheço-a. Por uma aberta entre as árvores, vejo as terras lisas da lezíria, ao fundo uma franja de vegetação verde-escura, e depois, inevitavelmente, o céu onde boiam nuvens que só não são brancas porque a tarde chega ao fim e há o tom de pérola que é o dia que se extingue. Entretanto, o rio corre. Mais propriamente se diria: anda, arrasta-se - mas não é costume.
Três metros acima da minha cabeça estão presos nos ramos rolos de palha, canalhas de milho, aglomerados de lodo seco. São os vestígios da cheia. À esquerda, na outra margem, alinham-se os freixos que, a esta distância, por obra do vento que Ihes estremece as folhas numa vibração interminável, me fazem lembrar o interior de uma colmeia. É o mesmo fervilhar, numa espécie de zumbido vegetal, uma palpitação (é o que penso agora), como se dez mil aves tivessem brotado dos ramos uma ansiedade de asas que não podem perder voo.
Entretanto, enquanto vou pensando, o rio continua a passar, em silêncio. Vem agora no vento, da aldeia que não está longe, um lamentoso toque de sinos: alguém morreu, sei quem foi, mas de que serve dizê-Io? Muito alto, duas garças brancas (ou talvez não sejam garças, não importa) desenham um bailado sem princípio nem fim: vieram inscrever-se no meu tempo, irão depois continuar o seu, sem mim.
Olho agora o rio que conheço tão bem. A cor das águas, a maneira como escorregam ao longo das margens, as espadanas verdes, as plataformas de limos onde encontram chão as rãs, onde as libélulas (também chamadas tira-olhos) pousam a extremidade das pequenas garras – este rio é qualquer coisa que me corre no sangue, a que estou preso desde sempre e para sempre. Naveguei nele, aprendi nele a nadar, conheço-lhe os fundões e as locas onde os barbos pairam imóveis. É mais do que um rio, é talvez um segredo.
E, contudo, estas águas já não são as minhas águas. O tempo flui nelas, arrasta-as e vai arrastando na corrente líquida, devagar, à velocidade (aqui, na terra) de sessenta segundos por minuto. Quantos minutos passaram já desde que me deitei na margem, sobre o feno seco e doirado? Quantos metros andou aquele tronco apodrecido que flutua? O sino ainda toca, a tarde teve agora um arrepio, as garças onde estão? Devagar, levanto-me, sacudo as palhas agarradas à roupa, calço-me. Apanho uma pedra, um seixo redondo e denso, lanço-o pelo ar, num gesto do passado. Cai no meio do rio, mergulha (não vejo, mas sei), atravessa as águas opacas, assenta no lodo do fundo, enterra-se um pouco. Mudou de sítio, talvez o inverno arraste para mais longe, o restitua à margem donde o tirei. Talvez ali fique para sempre.
Desço até à água, mergulho nela as mãos, e não as reconheço. Vêm-me da memória outras mãos mergulhadas noutro rio. As minhas mãos de há trinta anos, o rio antigo de águas que já se perderam no mar. Vejo passar o tempo. Tem a cor da água e vai carregado de detritos, de pétalas arrancadas de flores, de um toque vagaroso de sinos. Então uma ave cor de fogo passa como um relâmpago. O sino cala-se. E eu sacudo as mãos molhadas de tempo, levando-as até aos olhos – as minhas mãos de hoje, com que prendo a vida e a verdade desta hora.
SARAMAGO, José. Deste mundo e do outro. Lisboa: Caminho, 1985.
Observe o seguinte período retirado do texto: “Devagar, levanto-me, sacudo as palhas agarradas à roupa, calço-me.”
Com relação à colocação pronominal, assinale a alternativa que oferece a definição correta sobre os termos grifados.
Leia o texto a seguir para responder às próximas 3 (três) questões.
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Estou deitado na margem. Dois barcos, presos a um tronco de salgueiro cortado em remotos tempos, oscilam ao jeito do vento, não da corrente, que é macia, vagarosa, quase invisível. A paisagem em frente, conheço-a. Por uma aberta entre as árvores, vejo as terras lisas da lezíria, ao fundo uma franja de vegetação verde-escura, e depois, inevitavelmente, o céu onde boiam nuvens que só não são brancas porque a tarde chega ao fim e há o tom de pérola que é o dia que se extingue. Entretanto, o rio corre. Mais propriamente se diria: anda, arrasta-se - mas não é costume.
Três metros acima da minha cabeça estão presos nos ramos rolos de palha, canalhas de milho, aglomerados de lodo seco. São os vestígios da cheia. À esquerda, na outra margem, alinham-se os freixos que, a esta distância, por obra do vento que Ihes estremece as folhas numa vibração interminável, me fazem lembrar o interior de uma colmeia. É o mesmo fervilhar, numa espécie de zumbido vegetal, uma palpitação (é o que penso agora), como se dez mil aves tivessem brotado dos ramos uma ansiedade de asas que não podem perder voo.
Entretanto, enquanto vou pensando, o rio continua a passar, em silêncio. Vem agora no vento, da aldeia que não está longe, um lamentoso toque de sinos: alguém morreu, sei quem foi, mas de que serve dizê-Io? Muito alto, duas garças brancas (ou talvez não sejam garças, não importa) desenham um bailado sem princípio nem fim: vieram inscrever-se no meu tempo, irão depois continuar o seu, sem mim.
Olho agora o rio que conheço tão bem. A cor das águas, a maneira como escorregam ao longo das margens, as espadanas verdes, as plataformas de limos onde encontram chão as rãs, onde as libélulas (também chamadas tira-olhos) pousam a extremidade das pequenas garras – este rio é qualquer coisa que me corre no sangue, a que estou preso desde sempre e para sempre. Naveguei nele, aprendi nele a nadar, conheço-lhe os fundões e as locas onde os barbos pairam imóveis. É mais do que um rio, é talvez um segredo.
E, contudo, estas águas já não são as minhas águas. O tempo flui nelas, arrasta-as e vai arrastando na corrente líquida, devagar, à velocidade (aqui, na terra) de sessenta segundos por minuto. Quantos minutos passaram já desde que me deitei na margem, sobre o feno seco e doirado? Quantos metros andou aquele tronco apodrecido que flutua? O sino ainda toca, a tarde teve agora um arrepio, as garças onde estão? Devagar, levanto-me, sacudo as palhas agarradas à roupa, calço-me. Apanho uma pedra, um seixo redondo e denso, lanço-o pelo ar, num gesto do passado. Cai no meio do rio, mergulha (não vejo, mas sei), atravessa as águas opacas, assenta no lodo do fundo, enterra-se um pouco. Mudou de sítio, talvez o inverno arraste para mais longe, o restitua à margem donde o tirei. Talvez ali fique para sempre.
Desço até à água, mergulho nela as mãos, e não as reconheço. Vêm-me da memória outras mãos mergulhadas noutro rio. As minhas mãos de há trinta anos, o rio antigo de águas que já se perderam no mar. Vejo passar o tempo. Tem a cor da água e vai carregado de detritos, de pétalas arrancadas de flores, de um toque vagaroso de sinos. Então uma ave cor de fogo passa como um relâmpago. O sino cala-se. E eu sacudo as mãos molhadas de tempo, levando-as até aos olhos – as minhas mãos de hoje, com que prendo a vida e a verdade desta hora.
SARAMAGO, José. Deste mundo e do outro. Lisboa: Caminho, 1985.
Analise as afirmativas sobre as reflexões do narrador do texto e assinale a alternativa INCORRETA.
Assinale a alternativa cuja preposição completa corretamente o verbo:
Assinale a alternativa que contém um erro de concordância:
(Texto)
A crise econômica brasileira vem atingindo sobretudo as classes sociais mais desfavorecidas.
Como resposta a este "momento económico desafiador", a financiadora Brazil Foundation
(BF), uma organização que há 15 anos capta recursos por melo de doações para financiar
projetos sociais no Brasil, lançou seu edital anual para selecionar e financiar entidades que
5 queiram desenvolver projetos nas áreas de saúde, educação e cultura, direitos humanos e
participação cívica, e desenvolvimento socioeconômico, A BF busca, desta forma, fortalecer
iniciativas que estejam contribuindo para a transformação social do pais, ao destinar um total
de dois milhões de reais para financiar os projetos ao longo de 2016 - entre 30.000 e 50.000
reais para cada um.
10 Maria Cecilia Oswaldo Cruz, diretora de programas da BF, explica por telefone ao EL PAÍS que a
organização trabalha a partir de quatro pilares básicos: "Ela identifica os projetos, apoia
financeiramente, ajuda em seu desenvolvimento e conecta com outros projetos. A entidade
não busca projetos que apenas supram uma carência, isto é, com um caráter puramente
filantrópico, mas principalmente que tenham um relativo impacto em uma determinada área
15 ou comunidade, apresentando uma metodologia inovadora e que promova um
desenvolvimento a longo prazo, segundo ela.
Além do apoio financeiro, a organização oferece treinamento aos membros das organizações
selecionadas como objetivo de fortalecer as estratégias de planejamento, gestão financeira,
comunicação e captação de recursos". A novidade deste ano está na parceria entre a BF e a
20 Bovespa, através da qual 20 dos projetos financiados estarão em uma plataforma de captação
da Bolsa, o que vai garantir recursos para mais um ano, segundo Oswaldo Cruz.
No ano passado, a BF lançou ainda o projeto Women for Women Project (Projeto Mulheres
para Mulheres), com a finalidade de encontrar 100 mulheres, brasileiras ou de qualquer parte
do mundo, que doassem 100.000 dólares cada uma para criar uma rede de colaboração local e
25 global que fomentasse os direitos e as oportunidades da mulher no Brasil.
(Extraído de El Pais em 09/11/2015 - Adaptado)
Analise a frase abaixo e marque a alternativa em que a vírgula está empregada pelo mesmo motivo:
“Maria Cecília Oswaldo Cruz, diretora de programas da BF, explica por telefone ao EL PAÍS (...)” (linha 10).
(Texto)
A crise econômica brasileira vem atingindo sobretudo as classes sociais mais desfavorecidas.
Como resposta a este "momento económico desafiador", a financiadora Brazil Foundation
(BF), uma organização que há 15 anos capta recursos por melo de doações para financiar
projetos sociais no Brasil, lançou seu edital anual para selecionar e financiar entidades que
5 queiram desenvolver projetos nas áreas de saúde, educação e cultura, direitos humanos e
participação cívica, e desenvolvimento socioeconômico, A BF busca, desta forma, fortalecer
iniciativas que estejam contribuindo para a transformação social do pais, ao destinar um total
de dois milhões de reais para financiar os projetos ao longo de 2016 - entre 30.000 e 50.000
reais para cada um.
10 Maria Cecilia Oswaldo Cruz, diretora de programas da BF, explica por telefone ao EL PAÍS que a
organização trabalha a partir de quatro pilares básicos: "Ela identifica os projetos, apoia
financeiramente, ajuda em seu desenvolvimento e conecta com outros projetos. A entidade
não busca projetos que apenas supram uma carência, isto é, com um caráter puramente
filantrópico, mas principalmente que tenham um relativo impacto em uma determinada área
15 ou comunidade, apresentando uma metodologia inovadora e que promova um
desenvolvimento a longo prazo, segundo ela.
Além do apoio financeiro, a organização oferece treinamento aos membros das organizações
selecionadas como objetivo de fortalecer as estratégias de planejamento, gestão financeira,
comunicação e captação de recursos". A novidade deste ano está na parceria entre a BF e a
20 Bovespa, através da qual 20 dos projetos financiados estarão em uma plataforma de captação
da Bolsa, o que vai garantir recursos para mais um ano, segundo Oswaldo Cruz.
No ano passado, a BF lançou ainda o projeto Women for Women Project (Projeto Mulheres
para Mulheres), com a finalidade de encontrar 100 mulheres, brasileiras ou de qualquer parte
do mundo, que doassem 100.000 dólares cada uma para criar uma rede de colaboração local e
25 global que fomentasse os direitos e as oportunidades da mulher no Brasil.
(Extraído de El Pais em 09/11/2015 - Adaptado)
Sobre as relações entre as ideias do texto assinale a opção incorreta:
(Texto)
A crise econômica brasileira vem atingindo sobretudo as classes sociais mais desfavorecidas.
Como resposta a este "momento económico desafiador", a financiadora Brazil Foundation
(BF), uma organização que há 15 anos capta recursos por melo de doações para financiar
projetos sociais no Brasil, lançou seu edital anual para selecionar e financiar entidades que
5 queiram desenvolver projetos nas áreas de saúde, educação e cultura, direitos humanos e
participação cívica, e desenvolvimento socioeconômico, A BF busca, desta forma, fortalecer
iniciativas que estejam contribuindo para a transformação social do pais, ao destinar um total
de dois milhões de reais para financiar os projetos ao longo de 2016 - entre 30.000 e 50.000
reais para cada um.
10 Maria Cecilia Oswaldo Cruz, diretora de programas da BF, explica por telefone ao EL PAÍS que a
organização trabalha a partir de quatro pilares básicos: "Ela identifica os projetos, apoia
financeiramente, ajuda em seu desenvolvimento e conecta com outros projetos. A entidade
não busca projetos que apenas supram uma carência, isto é, com um caráter puramente
filantrópico, mas principalmente que tenham um relativo impacto em uma determinada área
15 ou comunidade, apresentando uma metodologia inovadora e que promova um
desenvolvimento a longo prazo, segundo ela.
Além do apoio financeiro, a organização oferece treinamento aos membros das organizações
selecionadas como objetivo de fortalecer as estratégias de planejamento, gestão financeira,
comunicação e captação de recursos". A novidade deste ano está na parceria entre a BF e a
20 Bovespa, através da qual 20 dos projetos financiados estarão em uma plataforma de captação
da Bolsa, o que vai garantir recursos para mais um ano, segundo Oswaldo Cruz.
No ano passado, a BF lançou ainda o projeto Women for Women Project (Projeto Mulheres
para Mulheres), com a finalidade de encontrar 100 mulheres, brasileiras ou de qualquer parte
do mundo, que doassem 100.000 dólares cada uma para criar uma rede de colaboração local e
25 global que fomentasse os direitos e as oportunidades da mulher no Brasil.
(Extraído de El Pais em 09/11/2015 - Adaptado)
De acordo com as ideias do texto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A Brazil Foundation é uma ONG que desenvolve projetos sociais no Brasil.
II. Os projetos selecionados receberão a quantia de dois milhões de reais cada um.
III. A organização busca projetos sociais que tenham impacto na comunidade.
IV. A organização citada no texto ainda promoveu um projeto de captação de recursos para promover os direitos e oportunidades das mulheres brasileiras.
O meio ambiente inclui:
(__) vegetação;
(__) solo;
(__) água.
Assinale (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as falsas.
São portos marítimos do estado de Santa Catarina, exceto:
O Município de São Miguel do Oeste – SC, possui:
Florianópolis a capital do estado de Santa Catarina, possui este nome em homenagem ao: