Questões de Concurso Para fcm

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Q3553953 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia o seguinte trecho transcrito do texto.

“As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também.”

Segundo o sistema ortográfico oficial vigente, é correto afirmar que
Alternativas
Q3553952 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Leia os textos a seguir.
TEXTO I
“Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se tornou lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.”

TEXTO II

Imagem associada para resolução da questão Disponível em: http://www.willtirando.com.br/mundo-liquido/

Tanto no Texto I como no Texto II encontra-se presente, com maior ou menor ênfase, o conceito de “Modernidade líquida”, termo usado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para definir o tempo presente, também chamado de pós-moderno por alguns sociólogos e cientistas sociais.
A esse respeito, é correto afirmar que, nos dois textos, mas especialmente no trecho do Texto I, segundo a autora, a associação das palavras “amigo” e “amizade” com o “líquido” vem do fato EXCETO de que: 
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Q3553951 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos pretendidos, no trecho “Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista...”, o termo em destaque pode ser substituído por 
Alternativas
Q3553950 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Considere o ponto de vista da autora e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca dos aspectos estruturais do texto “O peso das palavras em tempos de relações líquidas”.

( ) Fornece uma análise pessoal sobre o peso das palavras na modernidade, seu emprego e significado, sem se deter mais especificamente sobre algumas delas.
( ) Opta pelo gênero textual artigo de opinião, pois expõe ideias com vistas a convencer o leitor sobre seu ponto de vista, com enfoque em um fato de interesse público.
( ) Adota uma postura parcial sobre sua forma de entender as palavras, concentrando-se apenas na apresentação de dados informativos e omitindo qualquer tentativa de persuasão.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3553949 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

O peso das palavras em tempos de relações líquidas

Para mim, as palavras têm um significado profundo. Costumo brincar mentalmente com os vários sentidos de uma palavra ou expressão. Há algumas palavras que gosto mais, outras que gosto menos. Minha palavra preferida da língua portuguesa é “adorável”! Não sei justificar muito bem a razão da minha devoção por esta palavra, mas, na minha opinião, quando algo é adorável, essa coisa alcançou um lugar acima do bem e do mal, mas o fez com sutileza.

Em tempos de amores líquidos e relacionamentos expressos, palavras antes dotadas de um significado profundo acabaram ganhando contornos bastante imprecisos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a palavra “amigo”. Antes destinada a uma espécie de amor-alegria, partilhado com algumas poucas pessoas, tornou-se lugar comum na boca de pessoas que, muitas vezes, por não saberem o nosso nome, a utilizam como substituto.

As palavras são bem-vindas, constituem o nosso meio de compreender o mundo e, na medida em que diluímos seu valor, nossa compreensão sobre seu significado tende a ser prejudicada também. A palavra amigo não deveria ser usada como uma expressão conveniente para aquelas pessoas que não sabemos nomear ao certo. “Amizade” é a expressão que usamos para adjetivar um dos elos mais fortes que pode haver entre duas pessoas, pois desprovido do sentimento de posse, que geralmente acompanha o amor.

É muito provável (no meu entendimento) que as redes sociais tenham, de algum modo, influenciado a nossa percepção sobre o real significado de “ter amigos”, que passaram a valer mais por sua quantidade do que por sua qualidade. Não sobra espaço, nas curtidas e mensagens eletrônicas – na maioria das vezes – um tempo para um olhar compreensivo, capaz de dizer muito sem usar nenhuma palavra, ou para o abraço que é capaz de emudecer, ainda que por alguns instantes, a nossa angústia.

Não podemos permitir que, na ânsia de chamarmos a todos de amigos, esqueçamos o verdadeiro significado de ter a amizade de alguém. Não se trata de um mero exercício de linguagem ou uma questão semântica menor, porém sim de uma questão existencial. Afinal, as palavras não são meros signos linguísticos usados para nossas comunicações, pois elas são o fio com o qual tecemos nossa compreensão de mundo.

Ao dizer que algo é adorável, estou conferindo a este algo um lugar de destaque no meu universo. Trata-se de uma experiência que transcende a mera aparência, e que envolve uma conexão íntima com aquilo que considero belo ou digno de consideração. Do mesmo modo, quando chamo alguém de “amigo”, estou reconhecendo uma relação que vai além do casual, nomeando uma parceria na qual ambos são transformados mutuamente.

O significado das palavras está no seu uso, pois, é no contexto do dia a dia, na relação entre o que dizemos e fazemos, que as palavras ganham vida. Ao chamarmos qualquer pessoa de amigo, estamos reduzindo o conceito de amizade a algo raso e utilitarista, o que passa ao largo de sua intenção primária, que é nos permitir ter alguém ao lado que nos dê suporte existencialmente.

Cardoso, Juraciara Vieira. O peso das palavras em tempos de relações líquidas. Estado de Minas, Bem viver, 02 dez. 2024, p. 34. Adaptado.
Em um texto, busca-se analisar a postura ou a emoção do autor em relação ao tema, ao público ou ao contexto que está sendo abordado. Isso envolve entender como ele transmite suas ideias e sentimentos por meio da escolha de vocabulário, do estilo de escrita e até da sua organização interna.

Com base nesse enunciado e no posicionamento da autora, na leitura do primeiro parágrafo depreende-se que o tom do trecho é  
Alternativas
Q3553858 Pedagogia
Segundo o documento do MEC (2006) intitulado Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais, a expressão “necessidades educacionais especiais” foi legalizada no Art. 58 da LDBEN 9394/96, em seu Capítulo V, que trata do alunado da educação especial. Considerando-se que a LDBEN/1996 está no palco do movimento em prol de uma escola inclusiva e de uma escola de qualidade para todos e todas, esta expressão tornou-se abrangente, aplicando-se não só aos alunos com deficiências, como a todos aqueles “excluídos” por diversas razões.
Com base neste marco legal, informe se é verdadeiro (V) ou se é falso (F) o que se afirma.

( ) São considerados educandos com necessidades especiais somente os que, durante o processo educacional, apresentarem dificuldades de aprendizagem vinculadas a uma causa orgânica específica.
( ) São considerados educandos com necessidades especiais os que apresentam dificuldades de comunicação e de sinalização diferenciadas dos demais alunos.
( ) A substituição dos termos “excepcional”, “deficiente”, “portador de deficiência”, “pessoa com deficiência” dentre outros, pela expressão “necessidades especiais” tem por objetivo facilitar a compreensão dos educandos.
( ) A expressão “necessidades especiais” traduz as exigências experimentadas por qualquer indivíduo e deve ser aceita pela sociedade.
( ) A expressão “pessoa portadora de deficiência” destaca a pessoa que “carrega” (porta, possui) uma deficiência.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3553857 Pedagogia
Luckesi (2011) abaliza a verificação da avaliação da aprendizagem, na medida em que o ato da avaliação possa ser explicado como “ver se algo é ou não verdadeiro”. No caso do estudante, pode ser explicado como verdade que ele sabe (ou não sabe) isso ou aquilo. Quando o dado é obtido, configura-se o objeto examinado e a verificação do aprendizado se encerra por meio de uma aferição. O autor esclarece que se deve considerar, ainda, o quanto a verificação está impregnada de arbitrariedades, desde a escolha do padrão da medida, até as categorizações que os professores impõem aos sujeitos analisados, segundo sua performance.
Avalie as afirmações, segundo o pensamento de Luckesi (2011).

I - É fácil aos professores organizar provas que lhes permitam atribuir pontos para os acertos e retirá- -los para os erros.
II - Os professores (de modo geral) preparam os exames sob pressão: há que se apresentar, de tempos em tempos, as notas dos alunos (ou os conceitos), preenchendo-se fichas com os resultados das medidas que, supostamente, informam sobre a aprendizagem.
III - Segundo o resultado da aferição, o aluno será ou não aprovado/reprovado, repetente ou evadido, não afetando sua autoestima.
IV - A avaliação envolve uma decisão do que fazer.

Na perspectiva de Luckesi (2011), está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553856 Pedagogia
O documento do MEC (2006) intitulado Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais afirma que há necessidade de mudanças não só de atitudes como, também, nas práticas metodológicas avaliativas, direcionando-se para identificar as necessidades educacionais especiais, com o objetivo de contribuir para o planejamento educacional do aluno.
A esse respeito, avalie as afirmações.

I - Para os avaliados, suas deficiências e limitações são atributos imutáveis.
II - As potencialidades dos avaliados contribuem para o planejamento educacional.
III - Conhecer as características dos avaliados e suas potencialidades serve para direcionar as decisões a respeito do planejamento educacional.
IV - Os dados do processo de avaliação servem para acompanhar os progressos do próprio educando, sendo possível comparar com os progressos conquistados.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553855 Pedagogia
É correto afirmar que, para Freire (2013), o ciclo gnosiológico se dá quando
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Q3553854 Pedagogia
De acordo com Freire (2013), o verbo "ensinar" é muito mais que um verbo transitivo relativo.
Em conformidade com o pensamento desse autor, indique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.

( ) Ensinar existe sem aprender e vice-versa.
( ) No ato de aprender socialmente, o homem descobriu que é possível ensinar.
( ) Ao longo dos tempos, o homem percebeu, precisou e trabalhou maneiras de ensinar.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3553853 Pedagogia
O documento do MEC intitulado Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais (2006) menciona cinco tipos de decisão que antecedem a avaliação realizada pelas equipes de diagnóstico: encaminhamento para tratamento, triagem, classificação, planejamento educacional e análise do progresso do aluno. Os três primeiros tipos são os mais comuns, sendo que a análise do progresso do aluno é, de todos, o que menos ocorre.
Nesse sentido, avalie as afirmações a seguir.

I - Planejamento educacional (com as adequações necessárias) e progresso dos alunos (sob o enfoque global de seu desenvolvimento) são os que, hoje, devem nortear as práticas avaliativas escolares em geral e, particularmente, na educação especial.
II - A ideia é que avaliação é um processo contínuo, compartilhado, que não se explica pela necessidade de triagem, de encaminhamento e muito menos de classificação.
III - Os avaliados têm o direito de reconhecimento de suas características, entendendo-se que suas deficiências e limitações não são atributos imutáveis, numa visão fatalista e determinística.
IV - A mudança de atitudes nos avaliadores em relação aos avaliados é a que menos impacta, bem como sua atualização referente à base teórica e metodológica das práticas avaliativas.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553852 Pedagogia
Para Libânio (1992), a prática escolar consiste na concretização das condições que asseguram a realização do trabalho docente. Tais condições não se reduzem ao estritamente pedagógico, pois a escola realiza funções que lhe são atribuídas pela sociedade que, por sua vez, é constituída por diversas classes sociais que representam interesses dos mais diversos e divergentes. Com isso, a prática escolar tem condicionantes sociopolíticos que configuram diferentes concepções de sociedade.
A respeito do pensamento desse autor, avalie as afirmações.

I - Uma boa parte dos professores baseia sua prática pedagógica em prescrições que viraram senso comum.
II - Não há professores capazes de perceber o sentido mais amplo de sua prática e de explicitar suas convicções.
III - Os cursos de licenciatura nem sempre fazem correspondência de suas práticas com situações concretas de sala de aula.
IV - Os professores não se apegam à última tendência da moda, são cuidadosos em analisar e refletir se a escolha da prática pedagógica trará resultados esperados.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553851 Pedagogia
Paulo Freire (2013) pondera que deve existir uma reflexão crítica sobre a prática, alinhando teoria e prática na formação docente.
A este respeito, avalie as afirmações a seguir.

I - O discente, desde o princípio de sua formação, deve assumir-se como sujeito também de produção do saber.
II - Desde o princípio de sua experiência formadora, deve convencer-se de que ensinar é transferir conhecimento.
III - O discente deve convencer-se de que ensinar é criar as possibilidades para a produção ou a construção do conhecimento.
IV - O formador é o sujeito em relação a quem me considero o objeto; ele é o sujeito que me forma e, eu, o objeto por ele formado.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553850 Pedagogia
A Portaria SEDUC nº 47, de 17 de dezembro de 2024, dispõe sobre a organização e o funcionamento da Rede de Educação de Contagem. Em seu Art. 6º, a carga horária anual na Educação Infantil será de, no mínimo, 800 (oitocentas) horas, distribuídas em 200 (duzentos) dias letivos, sendo a jornada diária de, no mínimo, 4 (quatro) horas para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral.
A este respeito, avalie as afirmações seguintes.

I - É vedada a dispensa das crianças pela unidade escolar durante o horário regular de desenvolvimento das atividades pedagógicas.
II - A frequência mínima anual das crianças deverá ser de 60% (sessenta por cento) dos dias letivos.
III - O(A) Professor(a) não é o(a) responsável pela apuração diária da frequência das crianças.
IV - O(A) Secretário(a) Escolar não é o(a) responsável pelo monitoramento das faltas.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553849 Pedagogia
Libânio (1992) propõe que o qualificativo dos conteúdos é utilizado como forma de acentuar a função da escola, de transmitir o saber e sua apropriação pelos alunos.
Nesse sentido, avalie o que se afirma sobre a definição de "saber escolar".

I - Conjunto dos conhecimentos selecionados entre os bem culturais disponíveis, enquanto patrimônio coletivo da sociedade.
II - Conjunto de informações a serem depositadas na cabeça do aluno.
III - Conhecimento produzido, historicamente, na relação entre as classes sociais.
IV - Conhecimento produzido nas relações econômicas e políticas.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553848 Pedagogia
A Portaria SEDUC nº 047, de 17 de dezembro de 2024, dispõe sobre a organização e o funcionamento da Rede de Educação de Contagem. O Capítulo I trata da Educação Infantil. Em seu Art. 5º, preconiza que a avaliação na Educação Infantil é um dos elementos do processo educativo e deve estar articulada ao planejamento, à observação e ao registro, constituindo-se um importante processo de trabalho para os profissionais da Educação Infantil.
Indique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a respeito da avaliação na Educação Infantil.

( ) Deve ser mediadora e acolhedora, possibilitando a criação de novas estratégias que garantam o desenvolvimento integral das crianças.
( ) Não pode assumir, em hipótese alguma, o caráter de julgar, reprovar, selecionar, promover ou classificar a criança.
( ) Não pode subsidiar-se de instrumentos de registros a partir das pautas de observação e do relato do trabalho desenvolvido com a turma.
( ) O relatório individual e os recursos que permitam a reflexão não oferecem base para subsidiar o desenvolvimento de cada criança.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3553847 Pedagogia
Conforme Libânio (1992), as tendências pedagógicas têm-se firmado nas escolas pela prática dos professores. É necessário lembrar que as tendências não aparecem em sua forma pura e nem sempre são exclusivas. O autor utiliza a classificação das tendências como instrumentos de análise para explicitar a prática docente em sala de aula, sendo classificadas em Pedagogia Liberal e Pedagogia Progressista.
Associe corretamente a coluna dos tipos de Pedagogia à coluna das tendências pedagógicas.

TIPOS DE PEDAGOGIA
1 - Liberal
2 - Progressista

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
( ) Tradicional
( ) Libertadora
( ) Renovada Progressivista
( ) Renovada não diretiva
( ) Libertária
( ) Crítico social dos conteúdos
( ) Tecnicista

A sequência correta dessa associação é:
Alternativas
Q3553846 Pedagogia
Avalie as afirmações, inclusive as de Luckesi (2011), para diferenciar o termo “avaliação” do termo “verificação”.

I - A avaliação, diferentemente da verificação, envolve um ato que ultrapassa a obtenção da configuração do objeto, exigindo decisão do que fazer ante ou com ele.
II - Os professores mostram-se mais preocupados em atribuir notas ao desempenho dos alunos, como se, à medida que expressam os resultados, isso fosse o mais importante aspecto da avaliação em vez de seu significado e, principalmente, sua função.
III - A verificação é uma ação que congela o objeto; a avaliação, direciona o objeto numa trilha dinâmica de ação.
IV - A escola brasileira opera com a avaliação da aprendizagem e não com verificação.
V - A verificação envolve um ato que ultrapassa a configuração, a obtenção do objeto e exige uma decisão do que fazer.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553845 Pedagogia
Segundo Freire (2013, p.24-25), “[...] o formador é o sujeito em relação a quem me considero o objeto, que ele é o sujeito que me forma e eu, o objeto por ele formado, me considero como um paciente que recebe os conhecimentos” [...] “nesta forma de compreender e de viver o processo formador, eu objeto agora, terei a possibilidade, amanhã de me tornar o falso sujeito da formação do futuro objeto de meu ato formador”.
A este respeito, avalie os enunciados a seguir.

I - Desde o início do processo de aprendizagem, não fica cada vez mais nítido que, embora sejam pessoas diferentes, quem forma também se forma e (re) forma ao formar.
II - Quem é formado, forma-se e forma ao ser formado.
III - Formar é a ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado.
IV - Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem a condição de objeto um do outro.

Está correto, apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3553844 Pedagogia
Conforme Libânio (1992), a democratização da escola tem sido abordada de diferentes formas. Embora os órgãos oficiais favoreçam o acesso das camadas mais desfavorecidas da população à escola, na prática não dão condições mínimas que garantam a qualidade do ensino. Na verdade, não é suficiente a democratização do processo de tomada de decisão.
Nesse sentido, avalie as afirmações sobre o processo de democratização da escola.

I - A democratização do ensino é não ajudar os alunos na formação de sua personalidade social e sim na sua organização individual.
II - É preciso democratizar o conhecimento, buscar adequação pedagógica à clientela que frequenta a escola pública.
III - Não é preciso buscar contribuição para a educação escolar, pois a democratização da sociedade cumpre a sua função básica, que é o ensino.
IV - Democratizar o ensino é ajudar os alunos a se expressarem bem, a se comunicarem de diversas formas, a desenvolverem o gosto pelo estudo e a dominarem o saber escolar.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Respostas
1121: D
1122: A
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