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Pulso carotídeo - baixa amplitude e ascensão lenta (parvus et tardus);
Ausculta cardíaca - sopro sistólico ejetivo em crescendo-decrescendo, de maior intensidade no segundo espaço intercostal direito (foco aórtico), com irradiação para as artérias carótidas;
Segunda bulha cardíaca (B2) - componente aórtico (A2) inaudível;
Ictus cordis - sustentado e deslocado inferiormente (compatível com hipertrofia ventricular esquerda).
O ecocardiograma transtorácico revela válvula aórtica tricúspide com calcificação acentuada dos folhetos, abertura valvar restrita, área valvar aórtica de 0,7 cm² (estenose aórtica grave), gradiente transvalvar médio de 52 mmHg e hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo.
Qual é a etiologia subjacente mais provável da estenose aórtica deste paciente?
I. Os principais fatores que predispuseram o paciente ao desenvolvimento de Torsades de Pointes foram a hipocalemia grave (potássio sérico de 2,7 miliequivalentes/litro) induzida pela furosemida, o prolongamento do intervalo QT (mecanismo fundamental para torsades), e o uso concomitante de digoxina, que pode precipitar arritmias potencialmente fatais em contexto de distúrbios eletrolíticos graves.
PORQUE
II. Na acidose metabólica, o potássio sérico sempre reflete com precisão os estoques corporais totais de potássio, não havendo discrepância entre os valores séricos e o potássio corporal total.
Sódio - 135 mEq/L
Cálcio - 8,7 mg/dL
Potássio - 3,8 mEq/L
Cloreto - 92 mEq/L
Magnésio - 1,8 mg/dL
Bicarbonato - 26,1 mEq/L
Fosfato - 3,1 mg/dL
Ureia - 15 mg/dL
Creatinina - 1,6 mg/dL
Glicose - 57 mg/dL
Análise da urina - Sem alterações
Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta.
I. A migração da dor — inicialmente epigástrica e periumbilical, posteriormente localizada na fossa ilíaca direita — reflete a transição da dor visceral referida para a dor somática parietal, característica da apendicite aguda.
II. O ponto de McBurney localiza-se a um terço da distância entre a espinha ilíaca anterossuperior direita e a cicatriz umbilical, sendo o local clássico de máxima sensibilidade na apendicite aguda.
III. Em caso de apendicite complicada (perfurada ou com abscesso), a antibioticoterapia empírica deve cobrir bacilos Gram-negativos entéricos e anaeróbios, sendo opções válidas ampicilinasulbactam, piperacilina-tazobactam ou ceftriaxona associada a metronidazol.
IV. A leucocitose na apendicite costuma ser discreta a moderada (10.000–18.000/mm³). Valores muito elevados sugerem complicação (perfuração, abscesso).
V. A tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de imagem padrão-ouro para o diagnóstico de apendicite aguda em adultos, podendo demonstrar apendicolito, espessamento parietal, borramento da gordura periapendicular e diâmetro apendicular > 6 mm.
VI. A fisiopatologia mais aceita envolve obstrução do lúmen apendicular (por fecalito, hiperplasia linfoide ou secreção mucosa), com aumento da pressão intraluminal, comprometimento venoso e, subsequentemente, isquemia arterial da parede apendicular.
I. Na abordagem inicial de um paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), a terapia de reperfusão (angioplastia ou trombolítico) deve ser instituída o mais rápido possível.
PORQUE
II. A oclusão arterial coronariana aguda resulta em isquemia e necrose progressiva do músculo cardíaco, de modo que a restauração precoce do fluxo sanguíneo (tempo é músculo) reduz o tamanho do infarto e a mortalidade.
I. A paroníquia resulta da ruptura da barreira protetora entre a unha e a dobra ungueal (cutícula), permitindo a entrada de microrganismos no espaço úmido da fenda ungueal e predispondo a área à colonização e infecção.
II. Quando há abscesso na paroníquia e este não é drenado, a infecção pode se estender sob a unha, resultando em abscesso subungueal, que pode exigir a remoção parcial ou completa da unha para permitir drenagem adequada.
III. Crianças são propensas à paroníquia aguda devido ao hábito de roer unhas e chupar os dedos, levando à inoculação direta da flora oral, que inclui tantas bactérias aeróbias (como S. aureus, estreptococos e Eikenella corrodens) quanto anaeróbias (como Fusobacterium, Peptostreptococcus, Prevotella e Porphyromonas spp.).
IV. O panarício é uma infecção da dobra ungueal lateral que se apresenta com eritema superficial e deve ser tratado apenas com antibióticos tópicos, sem necessidade de drenagem cirúrgica.
V. A paroníquia é mais comum em mulheres do que em homens, com proporção de 3:1, sendo mulheres de meia-idade as mais afetadas, especialmente aquelas em ocupações que exigem imersão prolongada das mãos em água, como auxiliares de cozinha e bartenders.
I. O sangramento gengival dos pacientes é causado pela coagulopatia decorrente da deficiência de fatores hepáticos, além de outros mecanismos como trombocitopenia por hiperesplenismo e disfunção plaquetária.
II. A relação AST/ALT > 1 sugere etiologia alcoólica da hepatopatia, conforme o mnemônico “ToASTed”.
III. Na microscopia, a arquitetura hepática mostra padrão macronodular com nódulos > 3 cm, típico da cirrose alcoólica.
IV. A ginecomastia observada nos pacientes com cirrose etílica decorre do acúmulo sérico de estrogênios em razão da incapacidade do fígado cirrótico de metabolizá-los adequadamente.
V. A pancitopenia (leucopenia, anemia e trombocitopenia) deve-se primariamente à toxicidade direta do álcool sobre a medula óssea, sendo independente da hipertensão portal.
VI. O prolongamento do tempo de protrombina (PT = 14s) e do PTT (40s), associado à hipoalbuminemia (3,3 g/dL), reflete falência da síntese hepática.