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Q1682714 Português
TAEKWONDO


O mineiro Ícaro Miguel, de 24 anos, é o mais novo líder do ranking mundial da Federação Internacional de Taekwondo (Word Taekwondo), na categoria até 87 kg. A atualização de abril foi divulgada ontem (01/04/2020) no site da entidade. Ainda em clima de comemoração, o atleta descreveu a emoção ao se ver no topo do ranking, em uma postagem em rede social.

Uma das principais promessas do país na modalidade, Ícaro Miguel, já está garantido nos Jogos Olímpicos de Tóquio e vem com um histórico recente recheado de conquistas importantes. Foi vice-campeão mundial e medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos do Peru e o bronze no Grand Prix de Sofia, um dos mais importantes do mundo.

Nas redes sociais, o atleta comentou que esse feito trousse muita confiança para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Alcançar o patamar de melhor do mundo faz total diferença e o motiva ainda mais a buscar novas vitórias.

Ícaro Miguel alcançou a marca de 247.90 pontos, ultrapassando o russo Vladislav Larin (247.50 pontos), no ranking mundial da Federação Internacional de Taekwondo. Na categoria olímpica do ranking brasileiro de Taekwondo (até 80 kg), Ícaro ocupa a quarta posição.

Além de Ícaro Miguel, os atletas Edival Pontes, o Netinho, e Milena Titonelli vão representar o Brasil na modalidade de Taekwondo das Olimpíadas de Tóquio.


Adaptado. Publicado em 02/04/2020, por Juliano Justo, repórter da TV Brasil, São Paulo. Disponível em: https://bit.ly/2URI9PG. 
Leia o texto 'TAEKWONDO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O mineiro Ícaro Miguel, de 24 anos, é o mais novo líder do ranking mundial da Federação Internacional de Taekwondo (Word Taekwondo), na categoria até 87 kg, de acordo com as informações do texto.

II. O texto afirma que Ícaro Miguel foi vice-campeão mundial de Taekwondo e medalha de prata nos Jogos PanAmericanos do Peru, assim como conquistou o bronze no Grand Prix de Sofia.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682707 Português
Autoridade


Para compreendermos a questão da autoridade em nossos dias, devemos buscar na base histórica da formação de nossa sociedade contemporânea indícios que confirmam e influenciam as relações da nossa época atual, desde os primeiros indícios da sociedade Grega e, posteriormente, sua efetivação na vida pública/política no Império Romano, culminando na era cristã.

O conceito e a prática da autoridade se estruturam de forma significativa nessas sociedades, onde reside toda estrutura da autoridade nos tempos modernos, desde sua solidificação no decorrer dos tempos até a sua crise nos dias atuais.

Na sociedade grega, se configurava um quadro social característico. Em sua intrincada estrutura, inexistia uma relação de autoridade no contexto da esfera pública/política. Os cidadãos gregos eram seus próprios governantes, que se autodenominavam de polis grega, ou um governo de muitos governantes, ou seja, os cidadãos exerciam a democracia no princípio da igualdade e na persuasão dos argumentos, só se verificando a relação de autoridade nos momentos de exceção, como exemplo, em períodos de guerra ou na relação com os seus escravos.

Posteriormente, no Império Romano, apesar de forte influência da cultura grega, o conceito de autoridade se instala no fato político. A fundação romana continha um forte caráter sagrado, pois nessa sociedade a religião e a política eram consideradas idênticas, e o conceito de autoridade estava fortemente fincado na tradição e na religião.

Na sociedade cristã, aparentemente antagônica aos valores greco-romanos, o que se observa é a forte influência herdada das sociedades anteriores em relação à concepção de autoridade, pois os mesmos pilares de tradição e religião como parâmetros de autoridade foram mantidos e reforçados.

Portanto, analisando a formação de nossa sociedade pela história, passamos a entender a crise de autoridade que vivenciamos, porque o seu conceito está configurado na tradição e na religião, que não correspondem mais aos anseios de nossa sociedade atual.


(Adaptado. Revisão linguística. Trecho de SALVADOR, M.A. S. Disponível em: https://bit.ly/2x51aF2)
Leia o texto 'A Questão da Autoridade entre Professor e Aluno, um Desafio da Escola (trecho)' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Segundo o texto, a visão de autoridade na sociedade romana esteve muito ligada à forte influência da cultura grega. Sendo assim, por estar intimamente ligada ao politeísmo, a questão da autoridade se limita à política.

II. O texto afirma que, devido à concepção de democracia surgida na Grécia, a autoridade, para os gregos, era constituída à base dos argumentos. Ou seja, quanto mais persuasivo o argumento, maiores as chances de sua validação pelo grupo, em diversas esferas, com única exceção para os períodos de guerra.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682706 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:

I. Uma clínica possui 9,7 litros de água sanitária em seu estoque. Sabe-se que diariamente são consumidos 0,35 litro desse produto nas atividades de higienização. Assim, considerando exclusivamente as informações apresentadas, é correto afirmar que a quantidade desse produto em estoque será suficiente por um período superior a 24 dias e inferior a 33 dias.

II. O resultado da multiplicação de 0,4 por 1,6 é um número decimal maior que 0,54 e menor que 0,71.

III. Os volumes de 3 recipientes equivalem a 3 números naturais, distintos e não nulos representados aqui por X, Y e Z. Sabemos que o resultado da soma de X + Y é igual a 137. O valor de Z é igual a um número ímpar, maior que 9 e menor que 20. O resultado da soma de Y + Z é dado por 60. O resultado da subtração de X – Z é igual a 77. Assim, é correto afirmar que a soma X + Y + Z representa um valor igual a 154.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682704 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:

I. Um avião percorreu 23 km em 8 horas e, em seguida, percorreu mais 40 km em 13 horas. Assim, considerando apenas as informações apresentadas, é correto afirmar que a velocidade média em todo o percurso foi inferior a 3,9 km/h.

II. No mês 1, o preço de um determinado produto foi aumentado em 10%. No mês 2, o preço desse produto subiu 20%. No mês 3, sobre o preço desse produto foi dado um desconto e ele voltou a ter o valor praticado antes do aumento do mês 1. Assim, considerando exclusivamente as informações apresentadas, é correto afirmar que o desconto praticado no mês 3 é maior que 18,2% e menor do que 22,7%.

III. Em uma granja, a taxa mensal de produção de ovos por ave é dada pela seguinte equação: 49X – 23 = 761. Assim, é correto afirmar que o valor da incógnita “X” que satisfaz adequadamente a equação apresentada é um número par, maior que 18 e menor que 24. É correto, também, afirmar que “X” é um múltiplo de um número par.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682701 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:

I. Um trabalhador realizou 6 atividades de 24 minutos, cada; e, em seguida, executou mais 3 atividades de 32 minutos, cada. Todas essas atividades foram realizadas em sequência. Assim, é correto afirmar que o tempo gasto por esses trabalhador foi maior que 3,71 horas.

II. Ana leu 4 pequenos artigos científicos. O primeiro foi lido em 24 minutos; o segundo, em 33 minutos; o terceiro, em 39 minutos; e o quarto, em 51 minutos. Assim, considerando exclusivamente as informações apresentadas, é correto afirmar que o tempo médio para realizar tais atividades é superior a 0,88 hora.

III. Uma empresa vendeu 108 produtos do tipo 1, no valor de R$ 64, cada; e 1.542 produtos do tipo 2, no valor de R$ 26, cada. Sabe-se que a margem de lucro desse estabelecimento é igual a 32% da receita total. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que o lucro total dessa empresa foi superior a R$ 14.890 e inferior a R$ 15.130.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682699 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:

I. Um objeto metálico foi arremessado em linha reta e percorreu 1.500 metros em 17 segundos. Em seguida, ele foi novamente arremessado e percorreu 780 metros em 9 segundos. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que ele manteve uma velocidade média inferior a 89,2 metros por segundo.

II. Um carro de corrida percorreu 2.400 metros em 35 segundos. Em seguida, esse veículo percorreu 1.500 metros em 18 segundos. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que esse carro manteve uma velocidade média inferior a 70,58 metros por segundo.

III. Um escritório recebeu quatro carregamentos de papel do tipo A4. Cada carregamento pesava, respectivamente: 47 quilos, 20 quilos, 36 quilos e 69 quilos. Assim, é correto afirmar que o peso médio desses carregamentos é maior que 39,9 quilos e menor que 41,1 quilos.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682698 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:

I. Uma médica observou que, para a próxima semana, ela tem 28 crianças e 140 adolescentes com consultas agendadas em seu consultório. Assim, é correto afirmar que é necessário que mais de 60 adolescentes desmarquem a consulta para que o total de crianças com consultas agendadas represente 25% do total de indivíduos a serem atendidos por essa médica.

II. Para realizar alguns reparos em sua casa, Vitória comprou 31 lâmpadas a um preço unitário “X”. Ao realizar a compra, ela obteve um desconto de R$ 14 e, assim, pagou apenas R$ 203 por todas as lâmpadas. Com base nas informações apresentadas, é correto afirmar que o valor de “X” é um número ímpar, maior que R$ 3 e menor que R$ 22.

III. Os números 401 e 541 são exemplos de números primos e ímpares, maiores que 377 e menores que 608.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682695 Português
Língua Portuguesa


No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.

Assim sendo, fica patente que a escola precisa romper de modo radical com essa tradição, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro, como também acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.

O processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa necessita de análises e propostas pedagógicas que efetivamente insiram no contexto da sala de aula os saberes linguísticos advindos da ciência da linguagem, bem como os saberes didáticos e pedagógicos que favoreçam um aprendizado satisfatório.

Porém, sabemos que a eficácia do processo de ensino e aprendizagem só ocorrerá na medida em que a formação dos profissionais aconteça de forma bem fundamentada nos conhecimentos linguísticos e didáticos, como também estruturada a partir de um projeto político-pedagógico do curso de graduação, no qual sejam articulados os saberes linguísticos específicos com o saber fazer, uma vez que esses conhecimentos devem formar o lastro teórico sobre o qual serão construídos os ensinamentos de língua materna.

Além disso, a construção das práticas pedagógicas precisa alicerçar-se no domínio desses saberes, de modo que favoreçam a adoção de uma concepção interacional da linguagem, e na utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.

Portanto, o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação, ou seja, terá a obrigação de saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa saber Português e por que ensiná-lo a alunos brasileiros falantes dessa língua.


Adaptado. Josilete A. M. de Azevedo. Natal, 2012. Fonte: https://bit.ly/3mjDLDU.
Leia o texto 'Língua Portuguesa' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. Após a análise do texto, é possível inferir que a escola precisa romper de modo radical com a tradição de um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro. Assim, defende o texto, aos alunos deve ser dado o acesso apenas aos conhecimentos científicos, sem que sejam apresentados às possibilidades da sua língua materna.

II. As informações presentes no texto permitem concluir que a construção das práticas pedagógicas deve favorecer a adoção de uma concepção interacional da linguagem e a utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.

III. O texto defende que a escola precisa acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682694 Português
Língua Portuguesa


No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.

Assim sendo, fica patente que a escola precisa romper de modo radical com essa tradição, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro, como também acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.

O processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa necessita de análises e propostas pedagógicas que efetivamente insiram no contexto da sala de aula os saberes linguísticos advindos da ciência da linguagem, bem como os saberes didáticos e pedagógicos que favoreçam um aprendizado satisfatório.

Porém, sabemos que a eficácia do processo de ensino e aprendizagem só ocorrerá na medida em que a formação dos profissionais aconteça de forma bem fundamentada nos conhecimentos linguísticos e didáticos, como também estruturada a partir de um projeto político-pedagógico do curso de graduação, no qual sejam articulados os saberes linguísticos específicos com o saber fazer, uma vez que esses conhecimentos devem formar o lastro teórico sobre o qual serão construídos os ensinamentos de língua materna.

Além disso, a construção das práticas pedagógicas precisa alicerçar-se no domínio desses saberes, de modo que favoreçam a adoção de uma concepção interacional da linguagem, e na utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.

Portanto, o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação, ou seja, terá a obrigação de saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa saber Português e por que ensiná-lo a alunos brasileiros falantes dessa língua.


Adaptado. Josilete A. M. de Azevedo. Natal, 2012. Fonte: https://bit.ly/3mjDLDU.
Leia o texto 'Língua Portuguesa' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto defende que o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação.

II. O texto estimula o futuro professor a buscar saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa conhecer a Língua Portuguesa e por que ensiná-la a alunos brasileiros falantes dessa língua. Dessa forma, defende o texto, o professor poderá formar cidadãos mais qualificados para os desafios impostos pelo mercado de trabalho e mais preparados para terem uma posição ativa em um mundo rico em novas tecnologias.

III. O texto leva o leitor a inferir que pesquisas na área de linguagem revelam que as práticas pedagógicas de ensino de língua materna insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de escrever, falar e ler.

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Alternativas
Q1682693 Português
Gêneros textuais


Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo. 

Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. São fruto de trabalho coletivo e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia. São entidades sociodiscursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa.

Hoje contamos com uma diversidade infinita de gêneros, os quais não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos.

Em nossas práticas comunicativas, fazemos uso de inúmeros gêneros textuais, considerando-se o contexto, o tema, a relação entre os interlocutores etc. São exemplos de gêneros textuais: o diálogo face a face, o bilhete, a carta (pessoal, comercial etc.), a receita culinária, o horóscopo, o artigo, o romance, o conto, a novela, o cardápio de restaurante, a lista de compras, a aula virtual, a piada, a resenha, o inquérito policial, o ofício, o requerimento, a ata etc.

No ambiente escolar, o trabalho com a diversidade de gêneros textuais possibilita o confronto de diferentes discursos sobre a mesma temática e ainda permite uma metodologia interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais. Além disso, contribui para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/3dSr7IM
Leia o texto 'Gêneros textuais' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem concluir que a escolha do gênero textual depende de aspectos subjetivos do artista, dos seus interesses pessoais e dos seus sentimentos, em detrimento do contexto e dos destinatários da mensagem que ele deseja passar.

II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que os gêneros textuais são entidades políticas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa. Nessa perspectiva, o texto defende a ideia de que escrever é uma forma de resistir à cultura dominante, ao consumismo e à degradação ambiental.

III. Após a análise do texto, é possível inferir que os gêneros textuais contribuem para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682692 Português
Gêneros textuais


Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo. 

Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. São fruto de trabalho coletivo e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia. São entidades sociodiscursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa.

Hoje contamos com uma diversidade infinita de gêneros, os quais não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos.

Em nossas práticas comunicativas, fazemos uso de inúmeros gêneros textuais, considerando-se o contexto, o tema, a relação entre os interlocutores etc. São exemplos de gêneros textuais: o diálogo face a face, o bilhete, a carta (pessoal, comercial etc.), a receita culinária, o horóscopo, o artigo, o romance, o conto, a novela, o cardápio de restaurante, a lista de compras, a aula virtual, a piada, a resenha, o inquérito policial, o ofício, o requerimento, a ata etc.

No ambiente escolar, o trabalho com a diversidade de gêneros textuais possibilita o confronto de diferentes discursos sobre a mesma temática e ainda permite uma metodologia interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais. Além disso, contribui para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/3dSr7IM
Leia o texto 'Gêneros textuais' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto leva o leitor a entender que, no ambiente escolar, o trabalho com a diversidade de gêneros textuais possibilita o confronto de diferentes discursos sobre a mesma temática e ainda permite uma metodologia interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais.

II. O texto leva o leitor a concluir que, nas práticas comunicativas, os indivíduos fazem uso de inúmeros gêneros textuais, sempre com o objetivo de tonar a mensagem mais clara, abstrata, imediata e intrincada. Assim, afirma o texto, ao escolher um gênero literário, o escritor está fazendo uma escolha política.

III. Uma das ideias presentes no texto é a de que os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. De acordo com o texto, eles são caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que, numa esfera de utilização, apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682691 Português
Gêneros textuais


Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo. 

Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. São fruto de trabalho coletivo e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia. São entidades sociodiscursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa.

Hoje contamos com uma diversidade infinita de gêneros, os quais não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos.

Em nossas práticas comunicativas, fazemos uso de inúmeros gêneros textuais, considerando-se o contexto, o tema, a relação entre os interlocutores etc. São exemplos de gêneros textuais: o diálogo face a face, o bilhete, a carta (pessoal, comercial etc.), a receita culinária, o horóscopo, o artigo, o romance, o conto, a novela, o cardápio de restaurante, a lista de compras, a aula virtual, a piada, a resenha, o inquérito policial, o ofício, o requerimento, a ata etc.

No ambiente escolar, o trabalho com a diversidade de gêneros textuais possibilita o confronto de diferentes discursos sobre a mesma temática e ainda permite uma metodologia interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais. Além disso, contribui para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/3dSr7IM
Leia o texto 'Gêneros textuais' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem inferir que os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. São fruto de trabalho coletivo e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia.

II. O texto apresenta alguns exemplos de gêneros textuais, tais como o diálogo face a face, o bilhete, a carta (pessoal, comercial etc.), a receita culinária, o horóscopo, o artigo, o romance, o conto, a novela, o cardápio de restaurante, a lista de compras, a aula virtual, a piada, a resenha, o inquérito policial, o ofício, o requerimento, a ata.

III. Após a análise do texto, é possível concluir que, atualmente, identifica-se uma grande diversidade de gêneros na literatura, os quais representam instrumentos estanques e limitadores da ação criativa, ao mesmo tempo em que impõem regras inflexíveis aos escritores e aos autores, como uma “receita” para a arte.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682687 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. O Barroco foi uma escola profundamente intimista. A prosa, tanto nos romances como nos contos, aprofunda a tendência já trilhada por alguns autores das décadas anteriores no Brasil, em busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica, introspectiva, com destaque para as crônicas urbanas nas misteriosas cidades de um país recémdescoberto: o Brasil.

II. O período de 1922 a 1930 é o mais radical do movimento modernista no Brasil, justamente em consequência da necessidade de definições e do redescobrimento da cultura da Antiguidade Clássica. Daí o caráter anárquico desta primeira fase modernista e seu forte sentido saudosista, com claras referências às culturas grega e romana, aos deuses do Olimpo e aos heróis da história antiga.

III. O romance naturalista foi cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo e Júlio Ribeiro. Aqui, Raul Pompéia também pode ser incluído, mas seu caso é muito particular, pois seu romance “O Ateneu” ora apresenta características naturalistas, ora realistas, ora impressionistas. A narrativa naturalista é marcada pela forte análise social, a partir de grupos humanos marginalizados, valorizando o coletivo. Os títulos das obras naturalistas apresentam quase sempre a mesma preocupação: “O mulato”, “O cortiço”, “Casa de pensão”, “O Ateneu”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682680 Pedagogia
Analise as afirmativas a seguir:

I. Manter e ampliar os programas e as ações de correção de fluxo do Ensino Fundamental, por meio do acompanhamento individualizado dos alunos com rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no turno complementar, estudos de recuperação e progressão parcial, de forma a reposicioná-los no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade, é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.

II. Disciplinar, no âmbito dos sistemas de ensino, a organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo adequação do calendário escolar de acordo com a realidade local, a identidade cultural e as condições climáticas da região é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682679 Pedagogia
Analise as afirmativas a seguir:

I. Desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada, a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, considerando as especificidades da educação especial, das escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.

II. Institucionalizar o programa nacional de renovação da Educação Básica, a fim de incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares que organizem, de maneira flexível e diversificada, é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682678 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo dos escritores árcades se manifesta em suas múltiplas facetas: uma volta às origens, à pesquisa das fontes quinhentistas, à procura de uma língua brasileira (a língua falada pelo povo nas ruas), uma volta às paródias, numa tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras, e à valorização do índio verdadeiramente brasileiro.

II. A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos alexandrinos perfeitos. Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira formam a trindade parnasiana. O Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo, dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente não mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas. Seus poetas estavam à margem das grandes transformações do final do século XIX e início do século XX.

III. Raul Pompéia, Machado de Assis e Aluízio Azevedo são representantes da escola realista no Brasil. Ideologicamente, os autores desse período são antimonárquicos, assumindo uma defesa clara do ideal republicano, como nos romances “O mulato”, “O cortiço” e “O Ateneu”. Eles negam a burguesia a partir da família e a expressão "Realismo" é uma denominação genérica da escola literária, que abriga três tendências distintas: “romance realista”, “romance naturalista” e “poesia parnasiana”

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682677 Pedagogia
Analise as afirmativas a seguir:

I. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 208, inciso VII e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu artigo 15, asseguram à gestão escolar a autonomia nas dimensões administrativa, pedagógica e financeira. A autonomia, nesse contexto, é sinônimo de responsabilidade individual e coletiva, com envolvimento da comunidade escolar para alcance das metas estabelecidas. Dessa forma, ter autonomia significa também não esquecer que a escola está inserida num processo que envolve as relações internas e externas, o sistema educativo e a comunidade escolar.

II. A equipe gestora da escola é composta de profissionais com funções técnicas específicas, que têm a responsabilidade de colocar em prática as políticas e os planos elaborados coletivamente para o alcance de metas. Assim, é fundamental que o diretor, o coordenador pedagógico e o supervisor, como articuladores de execução do projeto maior da escola, reúnam-se para discutir sobre o planejamento da instituição.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682667 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. O romance realista foi exaustivamente cultivado no Brasil por Machado de Assis. Trata-se de uma narrativa mais preocupada com a análise psicológica, fazendo a crítica à sociedade a partir do comportamento de determinados personagens. Por exemplo, os cinco romances da fase realista de Machado de Assis apresentam nomes próprios em seus títulos (“Brás Cubas”; “Quincas Borba”; “Dom Casmurro”, “Esaú e Jacó”; e “Aires”). Isso revela uma clara preocupação com o indivíduo.

II. Embora o Barroco brasileiro seja datado de 1768, com a fundação da Arcádia Ultramarina e a publicação do livro “Obras”, de Cláudio Manuel da Costa, o movimento ganha corpo a partir de 1724, com a fundação da Academia Brasílica dos Esquecidos. Esse fato assinala a decadência dos valores defendidos pelo Barroco e a ascensão do movimento árcade. O termo barroco denomina genericamente todas as manifestações artísticas dos anos de 1600 e início dos anos de 1700. Além da literatura, estende-se à música, pintura, escultura e arquitetura da época.

III. José de Alencar aparece na literatura brasileira como o consolidador do romance, um ficcionista que cai no gosto popular. Sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais. Ele defendia o “casamento” entre o nativo e o europeu colonizador, numa troca de favores: uns ofereciam a natureza virgem, um solo esplêndido; outros, a cultura. Da soma desses fatores resultaria um Brasil independente. “O guarani” é o melhor exemplo, ao se observar a relação do principal personagem da obra, o índio Peri, com a família de D. Antônio de Mariz.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1681321 Português

O que existe ou não existe numa língua?

(Marcos Bagno)


Quando se trata de falar sobre a língua, o verbo existir pode ter dois sentidos muito diferentes. A pessoa que se guia pelo purismo linguístico (uma espécie de racismo gramatical, nada menos), quando topa, por exemplo, com uma construção do tipo “pra mim fazer”, exclama categoricamente: “‘Pra mim fazer’ não existe em português!”. Não importa que a imensa maioria da população brasileira use essa construção: o fato de não estar prevista na (limitadíssima e paupérrima) norma-padrão convencional é suficiente para decretar sua inexistência. Me divirto muito com isso. Se a coisa “não existe”, para que então afirmar essa não-existência? Tá lá no Freud, e se chama denegação. Se o Antigo Testamento precisou condenar a homossexualidade é porque ela existia, sim, alegre e saltitante, na sociedade hebraica daquela época. Afinal, ninguém precisa dizer que não existem elefantes na Amazônia: se fôssemos listar todas as espécies animais que não existem lá, estaríamos fazendo um trabalho inútil e, convenhamos, ridículo.

Por outro lado, quando uma linguista diz que determinada categoria gramatical (ou qualquer outro elemento) não existe numa língua, ela está enunciando aquilo que a pesquisa acumulada a respeito do fenômeno permite concluir. Não se trata de listar todas as categorias gramaticais que não existem numa língua, mas de procurar entender, num quadro mais amplo de comparação, sobretudo entre línguas aparentadas, porque aquela categoria específica, se algum dia existiu, desapareceu devido aos processos de mudança linguística. Além disso, quando a linguista diz que X não existe, ela está se referindo à língua falada espontânea, ao discurso menos monitorado possível, porque é nessa modalidade de uso que se pode realmente detectar com certeza a gramática internalizada das pessoas que falam, bem como os processos de mudança em andamento. E é precisamente disso que quero tratar aqui hoje: da inexistência, no PB (português brasileiro), de pronomes oblíquos de 3ª pessoa. Já se assustou? Não precisa.

As formas oblíquas de 3ª p. — o, a, os, as — não pertencem à gramática do PB (gramática entendida aqui como o conhecimento intuitivo que cada uma de nós tem da língua que fala). Essas formas só podem ser adquiridas por meio do acesso à cultura letrada, da instrução formal, do ensino consciente da língua. A esse ensino consciente podemos contrapor a aquisição inconsciente da língua, que é o misterioso processo pelo qual aprendemos a falar nossa língua materna (ou línguas no plural, no caso das pessoas sortudas que nascem e crescem em ambientes multilíngues).

Quem nos revela melhor do que ninguém a (in)existência de categorias gramaticais numa língua são as crianças, especialmente as que ainda não tiveram acesso à educação formal. Uma menina de mais ou menos 7 anos já é dotada de um conhecimento fabuloso de sua língua. Se formos coletar a fala espontânea de crianças brasileiras dessa idade, seja de que classe social for, não vamos encontrar absolutamente nenhuma ocorrência de o/a/os/as como pronomes oblíquos. Se, por outro lado, formos coletar a fala de crianças dessa idade que tenham como língua materna português europeu, galego, espanhol, catalão, provençal, francês e italiano (para ficar só nessas línguas do grupo românico), vamos encontrar uma farta ocorrência dos pronomes oblíquos de 3ª p. dessas línguas. A réplica daquela velha parlenda brasileira “— Cadê o docinho que tava aqui? — O gato comeu” seria traduzida em todas essas línguas pelo equivalente a “o gato o comeu”. Se as crianças brasileiras não produzem o/a/os/as é porque não adquiriram esses pronomes no ambiente familiar, e se não adquiriram é porque seus pais, tios, avós etc. não usam esses pronomes. Simples assim.

(Disponível em: https://bit.ly/372nb5v. Acesso em nov. 2020)

Leia o texto 'O que existe ou não existe numa língua?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Uma forma de oferecer maior objetividade ao texto, modificando as formas verbais, sem alterar a função discursiva do trecho “Não importa que a imensa maioria da população brasileira use essa construção...”, seria reescrevê-lo da seguinte maneira: “Não importa a imensa população brasileira usar essa construção...”. O mesmo fenômeno pode ocorrer em enunciados como I. Joana quer que você faça aquela deliciosa torta; II. Joana quer fazer aquela deliciosa torta.

II. No trecho “Se a coisa ‘não existe’, para que então afirmar essa não-existência?”, o uso de pronome apassivador confere objetividade ao texto, pois evita-se a voz passiva analítica da forma verbal. Já o pronome demostrativo exerce papel importante na retomada das ideias, corroborando com a progressão sequencial.

III. No fragmento “se fôssemos listar todas as espécies animais que não existem lá, estaríamos fazendo um trabalho inútil e, convenhamos, ridículo”, o uso da primeira pessoa do plural, com destaque para o isolamento da forma verbal “convenhamos”, por vírgulas, convida o leitor a compartilhar do mesmo ponto de vista do autor. Fenômeno idêntico se dá com algumas expressões, gramaticalmente bem localizadas, como a do enunciado a seguir: “O aumento acentuado da pobreza pode levar o Brasil novamente para o Mapa da Fome. Isso é a meu ver, um grave retrocesso”.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1681320 Português

O que existe ou não existe numa língua?

(Marcos Bagno)


Quando se trata de falar sobre a língua, o verbo existir pode ter dois sentidos muito diferentes. A pessoa que se guia pelo purismo linguístico (uma espécie de racismo gramatical, nada menos), quando topa, por exemplo, com uma construção do tipo “pra mim fazer”, exclama categoricamente: “‘Pra mim fazer’ não existe em português!”. Não importa que a imensa maioria da população brasileira use essa construção: o fato de não estar prevista na (limitadíssima e paupérrima) norma-padrão convencional é suficiente para decretar sua inexistência. Me divirto muito com isso. Se a coisa “não existe”, para que então afirmar essa não-existência? Tá lá no Freud, e se chama denegação. Se o Antigo Testamento precisou condenar a homossexualidade é porque ela existia, sim, alegre e saltitante, na sociedade hebraica daquela época. Afinal, ninguém precisa dizer que não existem elefantes na Amazônia: se fôssemos listar todas as espécies animais que não existem lá, estaríamos fazendo um trabalho inútil e, convenhamos, ridículo.

Por outro lado, quando uma linguista diz que determinada categoria gramatical (ou qualquer outro elemento) não existe numa língua, ela está enunciando aquilo que a pesquisa acumulada a respeito do fenômeno permite concluir. Não se trata de listar todas as categorias gramaticais que não existem numa língua, mas de procurar entender, num quadro mais amplo de comparação, sobretudo entre línguas aparentadas, porque aquela categoria específica, se algum dia existiu, desapareceu devido aos processos de mudança linguística. Além disso, quando a linguista diz que X não existe, ela está se referindo à língua falada espontânea, ao discurso menos monitorado possível, porque é nessa modalidade de uso que se pode realmente detectar com certeza a gramática internalizada das pessoas que falam, bem como os processos de mudança em andamento. E é precisamente disso que quero tratar aqui hoje: da inexistência, no PB (português brasileiro), de pronomes oblíquos de 3ª pessoa. Já se assustou? Não precisa.

As formas oblíquas de 3ª p. — o, a, os, as — não pertencem à gramática do PB (gramática entendida aqui como o conhecimento intuitivo que cada uma de nós tem da língua que fala). Essas formas só podem ser adquiridas por meio do acesso à cultura letrada, da instrução formal, do ensino consciente da língua. A esse ensino consciente podemos contrapor a aquisição inconsciente da língua, que é o misterioso processo pelo qual aprendemos a falar nossa língua materna (ou línguas no plural, no caso das pessoas sortudas que nascem e crescem em ambientes multilíngues).

Quem nos revela melhor do que ninguém a (in)existência de categorias gramaticais numa língua são as crianças, especialmente as que ainda não tiveram acesso à educação formal. Uma menina de mais ou menos 7 anos já é dotada de um conhecimento fabuloso de sua língua. Se formos coletar a fala espontânea de crianças brasileiras dessa idade, seja de que classe social for, não vamos encontrar absolutamente nenhuma ocorrência de o/a/os/as como pronomes oblíquos. Se, por outro lado, formos coletar a fala de crianças dessa idade que tenham como língua materna português europeu, galego, espanhol, catalão, provençal, francês e italiano (para ficar só nessas línguas do grupo românico), vamos encontrar uma farta ocorrência dos pronomes oblíquos de 3ª p. dessas línguas. A réplica daquela velha parlenda brasileira “— Cadê o docinho que tava aqui? — O gato comeu” seria traduzida em todas essas línguas pelo equivalente a “o gato o comeu”. Se as crianças brasileiras não produzem o/a/os/as é porque não adquiriram esses pronomes no ambiente familiar, e se não adquiriram é porque seus pais, tios, avós etc. não usam esses pronomes. Simples assim.

(Disponível em: https://bit.ly/372nb5v. Acesso em nov. 2020)

Leia o texto 'O que existe ou não existe numa língua?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. A apreciação inicial do autor é verdadeira, pois a “normapadrão” considera erro o emprego do pronome oblíquo associado ao infinitivo em enunciados como “A atividade é para mim fazer”. Nesse caso, o pronome “mim” deveria ser substituído por um do caso reto (eu).

II. No trecho “Quem nos revela melhor do que ninguém a (in)existência de categorias gramaticais numa língua”, o uso do prefixo entre parênteses sugere uma alternância na construção do enunciado. A mesma função e sentido o prefixo -in possui nos seguintes exemplos: “ele induziu a testemunha”; “foi infiel a sua esposa”.

III. Ao afirmar que “as formas oblíquas de 3ª p. — o, a, os, as — não pertencem à gramática do PB (gramática entendida aqui como o conhecimento intuitivo que cada uma de nós tem da língua que fala)", o autor sugere que construções como “Quem as elogiou pelo lindo trabalho?” ou “Fi-lo perder tempo” são mais “adquiridas” por meio do acesso à cultura escolar letrada.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
14441: A
14442: D
14443: C
14444: B
14445: C
14446: B
14447: D
14448: C
14449: C
14450: B
14451: C
14452: C
14453: B
14454: C
14455: B
14456: C
14457: A
14458: C
14459: A
14460: C