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A tendência de expansão da área de risco para a febre amarela no Brasil suscitou a adoção de novas estratégias de vigilância, prevenção e controle. Dentre estas, foram definidos três períodos epidemiológicos distintos para priorizar ações. Sobre estes diferentes momentos é correto afirmar, EXCETO:
Agente etiológico da febre amarela:
No trabalho de combate à dengue, Zika vírus e chikungunia existem várias estratégias consideradas muito importantes para que se consiga o controle da proliferação do mosquito transmissor da doença. A aplicação de inseticidas por meio do “fumacê” constitui o melhor método para combater o Aedes Aegypti na seguinte fase:
Assinale a resposta INCORRETA relativa ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
A Vigilância Sanitária é um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde. Constituem riscos que a vigilância sanitária combate, EXCETO:
Doença originária do Egito, de veiculação hídrica, tem como um dos sintomas a presença de sangue na urina, recebe popularmente o nome de barriga d’água.
Sobre o Aedes Aegypti é correto afirmar, EXCETO.
Constitui o órgão responsável pelo serviço de vigilância sanitária no Brasil.
Doença denominada calazar, cujos sintomas podem incluir febre, perda de peso, edema de baço ou de fígado e constitui a segunda moléstia de causa parasitária que mais mata no mundo.
Doença transmitida através das fezes contaminadas de um inseto hemíptero, sendo o principal transmissor do gênero triatoma.
A vigilância epidemiológica é responsável pelo controle de riscos de doenças e agravos à saúde. Constitui um procedimento que garante o seu bom funcionamento.
O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e igualmente é transmissor da seguinte doença:
Avesso
Quem sou eu
E meu avesso?
Que urdiduras
Na sombra
Que tramas secretas
Num quarto escuro de mim?
Quem sou eu
Quando durmo
Ou quando
De olhos abertos
Me arremesso
Para o futuro
Saltando sobre ilhas
E desertos?
Quem sou eu
Quando me confundo
E
Tropeço.
Alço voo e mergulho?
Roseana Murray
Móveis ao mar
Vi num programa de televisão que, entre as inúmeras melhorias necessárias para as Olimpíadas do Rio, está “a limpeza da Baía de Guanabara”. Dita a frase, a TV mostrou um sofá, encalhado num mangue: três lugares, revestimento acetinado, puxando pro lilás, com os assentos enlameados sendo disputados por dois urubus. Incrível.
Não pretendo, de forma alguma, desmerecer o Rio. Quando vi o presidente do COI tirando o cartão do envelope e dizendo Rrrio de Rrranêro, no início do mês, lágrimas cruzaram minhas bochechas, tão rápidas quanto, imagino, canoas e barcos à vela singrarão as águas da rediviva Cidade Maravilhosa, daqui seis anos e meio. A amplitude de meu desespero vai muito além das pequenas rixas regionais: como pode um ser humano, oh céus!, jogar um sofá no mar?
Todos nós já nos encontramos na rua, algum dia, com um papel de bala na mão, ou uma latinha de refrigerante, olhando em volta, em busca de uma lixeira. Muitos de nós, não encontrando nenhuma, já jogaram o papel no chão, colocaram a latinha num canto, ou ao lado de um saco de lixo – como se, durante a noite, por osmose, quem sabe, ela fosse parar do lado de dentro do plástico preto. Agora, até onde pude ver, nesses trinta e dois anos sobre a Terra, as pessoas não andam por aí com sofás velhos nos ombros. Sequer com poltronas. Nem mesmo uma almofada costuma-se levar à rua. Para se atirar um móvel ao mar, portanto, é preciso não apenas má fé, mas esforço, engenho, planejamento e trabalho em equipe.
Imagino o sujeito, lá pela quarta-feira, ligando pros amigos: “Ô Gouveia, tudo bom? É o Túlio. Seguinte, tô precisando de uma forcinha aí, no sábado, pra jogar um sofá da ponte…”; “Maravilha, Valdeci! Então sábado à tarde cê traz a Kombi do teu cunhado e a gente resolve o problema”; “Fica tranquilo, Murilão, depois a gente volta aqui e faz um churrasquinho!”.
Sábado à tarde, os amigos se reúnem. O Valdeci com a Kombi do cunhado, o Murilão e o Gouveia cheios de entusiasmo, o Túlio pondo as Brahmas pra gelar, enquanto sua mulher orienta os homens na sala: “cuidado com o batente”, “olha o abajur, o abajur, Gouveia!”
Os amigos amarram o sofá na caçamba da Kombi – é uma dessas Kombis caminhonete – e dirigem meia hora até a ponte mais próxima. Talvez, no caminho, façam um bolão: sofá boia ou afunda? O Murilão diz que o fogão da prima afundou, semana passada. O Valdeci comenta que a geladeira da tia boiou, já faz o que, dois anos?
Chegam à ponte. Param no acostamento. Tiram o sofá da caçamba, contam um, dois, e lá vão os… Pronto, atiraram o sofá no mar. O sofá boia. Os três o contemplam, sendo levado pela correnteza, naquele silêncio que só as verdadeiras amizades permitem. Túlio brinca: “saravá, Iemanjá!”. Depois vão comer churrasco. Incrível.
Antônio Prata