Questões de Concurso Comentadas para ibam

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Q3884532 Arquitetura
Para garantir a correta execução de áreas molhadas e evitar patologias futuras relacionadas à infiltração, o arquiteto deve elaborar detalhamentos construtivos específicos para impermeabilização de banheiros e cozinhas. Ao desenhar o detalhe do encontro entre a parede e o piso (rodapé) em uma área de box de chuveiro, assinale a alternativa correta sobre a especificação técnica.
Alternativas
Q3884531 Arquitetura
O software Revit opera sob o conceito BIM (Building Information Modeling), em que a modelagem é paramétrica e integrada. Diferente do CAD tradicional, os elementos no Revit possuem inteligência e relação construtiva. Sobre as características fundamentais do Revit, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3884530 Arquitetura
Os cortes são elementos gráficos fundamentais para a compreensão da volumetria interna e das relações verticais da edificação, devendo apresentar informações que não são visíveis em planta baixa, como pés-direitos e estruturas de cobertura. Acerca das diretrizes para a elaboração e representação de cortes em projetos arquitetônicos, registre (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__)Os cortes devem indicar obrigatoriamente as cotas verticais, níveis dos pavimentos, altura de peitoris, vergas, pés-direitos e a estrutura do telhado, diferenciando os elementos seccionados dos elementos em vista.

(__)É permitido omitir a representação do perfil natural do terreno nos cortes, devendo-se desenhar apenas a linha do piso acabado da edificação como uma linha reta contínua infinita.

(__)Nos cortes, as linhas de eixo e as indicações de cortes transversais ou longitudinais devem corresponder exatamente ao que foi indicado na planta baixa, mantendo a coerência do projeto.

(__)A representação de mobiliário fixo e equipamentos sanitários nos cortes é proibida pela norma técnica, pois esses elementos devem constar exclusivamente nas plantas baixas e de layout.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.
Alternativas
Q3884526 Arquitetura
O aproveitamento da luz natural reduz o consumo de energia elétrica e melhora o bem-estar dos usuários. No entanto, a incidência direta de luz solar sobre superfícies de trabalho pode causar ofuscamento e ganho térmico excessivo. Para controlar a luz natural em um grande escritório de planta profunda ("open plan"), qual estratégia arquitetônica é mais eficiente para redistribuir a luz para o fundo da sala? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3884525 Arquitetura
A Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575) estabelece requisitos para os sistemas que compõem edificações habitacionais, influenciando diretamente a especificação de materiais pelo arquiteto para garantir a Vida Útil de Projeto (VUP). Acerca da especificação de pisos cerâmicos considerando a resistência à abrasão e ao tráfego, registre (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__)Para áreas de tráfego intenso e acesso direto à rua, como halls de entrada de edifícios, deve-se especificar placas cerâmicas com alto índice PEI (Porcelain Enamel Institute) ou preferencialmente Porcelanato Técnico (toda massa), devido à sua alta resistência ao desgaste superficial.

(__)O índice PEI 1 é recomendado para pisos de cozinhas industriais e garagens, pois indica a máxima resistência possível à abrasão superficial e ao ataque químico.

(__)A classe de resistência ao escorregamento (coeficiente de atrito) é um parâmetro irrelevante para a especificação de pisos em áreas molhadas como banheiros e áreas de serviço, focando-se apenas na estética.

(__)O porcelanato polido (brilhante) é altamente recomendado para rampas externas descobertas devido à sua superfície lisa que facilita o escoamento da água da chuva e a limpeza.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima.
Alternativas
Q3884524 Arquitetura
O projeto arquitetônico eficiente deve responder adequadamente à trajetória solar para minimizar o ganho térmico no verão e maximizá-lo no inverno (em climas temperados) ou controlar a insolação excessiva nos trópicos. Considerando uma edificação localizada em uma cidade brasileira na latitude 23°S (Trópico de Capricórnio), assinale a alternativa correta sobre as estratégias de proteção solar (brises).
Alternativas
Q3884523 Noções de Informática
No uso cotidiano do computador em ambientes profissionais, é fundamental compreender a relação entre hardware, software, os componentes básicos do computador, os periféricos de entrada e saída e as funcionalidades do sistema operacional Windows, especialmente no que se refere à manipulação de arquivos, pastas, área de trabalho, menus e janelas. Com base nesses conhecimentos, analise as assertivas a seguir e marque (V) para as verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__)Hardware corresponde à parte física do computador, englobando componentes como placa-mãe, processador, memória, monitor e dispositivos periféricos.

(__)O software é responsável exclusivamente pelo armazenamento permanente dos dados, não interferindo na execução de programas ou na interação com o usuário.

(__)Teclado e mouse são exemplos clássicos de periféricos de entrada, pois permitem a inserção de dados e comandos no sistema.

(__)No sistema operacional Windows, arquivos e pastas podem ser organizados, copiados, movidos ou excluídos por meio do Explorador de Arquivos.

(__)A área de trabalho do Windows é um espaço de armazenamento físico do computador, onde os arquivos ficam gravados diretamente no disco rígido.

(__)Janelas são elementos da interface gráfica do Windows que permitem visualizar e interagir com programas, documentos ou configurações do sistema.

Assinale a alternativa que contém a sequência correta.

Alternativas
Q3884522 Noções de Informática
No ambiente profissional, o uso adequado da internet e do correio eletrônico é essencial para comunicação, pesquisa e troca de informações. Considerando os conceitos de navegação na internet, links, mecanismos de busca, bem como o envio e recebimento de mensagens eletrônicas e anexos, analise as afirmativas a seguir.

I.A navegação na internet ocorre por meio de navegadores, que permitem acessar páginas web a partir de endereços identificados por URLs.

II.Links ou hiperlinks são elementos clicáveis que direcionam o usuário para outras páginas, documentos ou recursos disponíveis na rede.

III.Os mecanismos de busca, como Google ou Bing, localizam informações exclusivamente a partir do endereço completo do site digitado pelo usuário.

IV.No correio eletrônico, é possível anexar arquivos às mensagens, respeitando limites de tamanho definidos pelo serviço utilizado.

V.O recebimento de e-mails com anexos garante automaticamente que o conteúdo seja seguro, desde que o remetente seja conhecido.

Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3884521 Noções de Informática
No uso profissional dos aplicativos do Microsoft Office, especialmente o MS-Word e o MS-Excel, é fundamental compreender suas estruturas, recursos de edição e formatação, bem como a lógica de funcionamento de tabelas, gráficos e fórmulas. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3884520 Segurança da Informação

No contexto da transformação digital das organizações públicas e privadas, a segurança da informação passou a ser um elemento estratégico para a proteção de dados, sistemas e processos. Considerando conceitos relacionados a vírus, malware, phishing, uso de antivírus e boas práticas de navegação segura, assinale a alternativa correta.


Alternativas
Q3884519 Geologia
A diferenciação entre compartimentos do relevo ajuda a compreender riscos naturais e vocações de uso do solo. Em Bertioga, a descrição oficial associa a escarpa serrana à Serra do Mar e a planície à faixa costeira, citando ainda morros isolados. Complete corretamente as lacunas sobre as formas de relevo mencionadas: "A caracterização local destaca a ________ e a ________, além de morros isolados na área municipal."

Qual alternativa preenche adequadamente as lacunas?
Alternativas
Q3884518 Meio Ambiente
A rede hidrográfica de Bertioga inclui rios com diferentes origens, trajetos e ambientes associados, compondo paisagens de Mata Atlântica, manguezais e áreas costeiras. A descrição institucional destaca, por exemplo, um rio cuja nascente se situa em outro município e que deságua no Canal de Bertioga, além de mencionar área de drenagem e afluentes. Esse tipo de informação é fundamental para planejamento ambiental e gestão de recursos hídricos. Assinale qual alternativa descreve corretamente o Rio Itapanhaú conforme a caracterização institucional.
Alternativas
Q3884517 Geografia
A composição etária de um município é um dado estratégico para políticas públicas, pois influencia a oferta de educação, saúde e trabalho. Em Bertioga, a descrição oficial ressalta uma população predominantemente jovem, embora com sinais de estreitamento na base da pirâmide etária ao longo do tempo. Esse tipo de mudança sugere transição demográfica e impactos sobre serviços e planejamento urbano. Nesse cenário, assinale qual afirmação sintetiza corretamente a característica demográfica destacada para o município.
Alternativas
Q3884516 Administração Pública
A organização político-administrativa de municípios brasileiros decorre de processos institucionais que envolvem disputas locais, mobilização social e mecanismos legais de validação. A emancipação de distritos costuma ser precedida por movimentos organizados da população, culminando em instrumentos formais de consulta coletiva. No caso de Bertioga, a narrativa institucional destaca a atuação popular como elemento central para a consolidação da autonomia administrativa. Considerando esse contexto, analise as afirmações a seguir sobre os mecanismos de legitimação da emancipação municipal e registre (V) para as verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__)A realização de plebiscito com participação da população é apontada como elemento decisivo para confirmar a emancipação do distrito.

(__)A nomeação direta do prefeito pelo governo estadual é descrita como etapa fundamental do processo emancipatório.

(__)A consulta popular é apresentada como forma de legitimação política da autonomia local.

(__)A fusão administrativa com município vizinho é indicada como mecanismo central de criação do novo município.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas
Q3884515 Direito Constitucional

O Poder Legislativo municipal integra a autonomia política dos municípios brasileiros e se organiza por meio da Câmara Municipal. A Constituição Federal estabelece parâmetros para organização e funcionamento desse poder, incluindo funções legislativas e fiscalizadoras. No cotidiano, a atuação legislativa envolve elaboração de normas locais, controle externo e debate público sobre políticas municipais. Com base nesse enquadramento institucional, avalie as assertivas e assinale a alternativa correta.


I.A organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal é prevista no texto constitucional.


II.O município se rege por lei orgânica aprovada pela Câmara, como parte do ordenamento local.


III.A Câmara Municipal exerce competências exclusivamente judiciais, substituindo o Tribunal de Justiça do estado.


IV.A existência de representantes eleitos localmente está vinculada ao princípio de poder exercido por representantes.


Está correto o que se afirma em:


Alternativas
Q3884514 Arqueologia
Na descrição dos principais fatos históricos ocorridos em Bertioga/SP encontramos o trecho abaixo

"2000 a.C.: Tribos primitivas vivem na região e deixam como testemunho de sua existência os _____, que são antigos depósitos situados na costa, em lagoas ou rios do litoral e formados de montes de conchas, restos de cozinha e de esqueletos, amontoados por tribos selvagens que habitaram o litoral."

Disponível em:http://www.bertioga.sp.gov.br/cidadao/historia

Qual das alternativas abaixo traz o termo que completa corretamente o texto?
Alternativas
Q3884508 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?



As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.


Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola.


Mas foi exatamente isso que aconteceu não só ali, mas na maior parte do litoral desértico peruano, onde cresceram grandes plantações de frutas não tradicionais da região, como manga, mirtilos e abacates.


A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, as exportações agrícolas peruanas cresceram, entre 2010 e 2024, a uma média anual de 11%, alcançando em 2024 o recorde de US$ 9,185 milhões.


O Peru se transformou, nesses anos, no maior exportador mundial de uvas e de mirtilos — uma fruta que quase não era produzida no país antes de 2008.


E sua capacidade para produzir em grande escala durante as estações em que isso é mais difícil no hemisfério norte, fez com que o país se consolidasse como uma das grandes potências agroexportadoras, e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos, Europa, China e outros mercados.


Mas quais são as consequências disso? Quem se beneficia? E esse boom de exportação agrícola peruano é sustentável?


O processo que levaria ao desenvolvimento da indústria agroexportadora peruana começou na década de 1990, quando o governo do então presidente Alberto Fujimori promoveu profundas reformas para reanimar um país — atingido por anos de crise econômica e hiperinflação.


"O trabalho de base foi realizado para reduzir as barreiras tarifárias, promover o investimento estrangeiro no Peru e reduzir os custos administrativos para as empresas. Buscava-se impulsionar os setores que tivessem potencial exportador", disse à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC — César Huaroto, economista da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas.


"No início, o foco era o setor de mineração, mas, no fim do século já surge uma elite empresarial que vê o potencial do setor de exportação agrícola."


Mas não bastavam apenas leis mais favoráveis e nem boas intenções.


A agricultura em grande escala no Peru enfrentava tradicionalmente obstáculos como a baixa fertilidade dos solos da selva amazônica e a acidentada geografia da serra andina.


Ana Sabogal, especialista em ecologia vegetal e em mudanças antrópicas nos ecossistemas da Pontífica Universidade Católica do Peru, explicou que "o investimento privado de grandes agricultores, que são menos avessos ao risco do que os pequenos, facilitou inovações técnicas como a irrigação por gotejamento e o desenvolvimento de projetos de irrigação".


A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma "estufa natural".


"A região não tinha água, mas com água tornou-se uma terra muito fértil", afirma Huaroto.


Tudo isso, somado a inovações genéticas, como a que permitiu o cultivo local do mirtilo, possibilitou que o Peru incorporasse grandes extensões de seu deserto costeiro à superfície cultivável, que se expandiram em cerca de 30%, segundo estima Sabogal.


"Foi um aumento surpreendente e enorme da agroindústria", diz a especialista.


Hoje, regiões como Ica e Piura, no norte do país, tornaram-se importantes centros de produção agrícola, e a agroexportação é um dos motores da economia peruana.


"A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma 'estufa natural'."

O uso da expressão "estufa natural" permite inferir que:
Alternativas
Q3884507 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?



As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.


Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola.


Mas foi exatamente isso que aconteceu não só ali, mas na maior parte do litoral desértico peruano, onde cresceram grandes plantações de frutas não tradicionais da região, como manga, mirtilos e abacates.


A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, as exportações agrícolas peruanas cresceram, entre 2010 e 2024, a uma média anual de 11%, alcançando em 2024 o recorde de US$ 9,185 milhões.


O Peru se transformou, nesses anos, no maior exportador mundial de uvas e de mirtilos — uma fruta que quase não era produzida no país antes de 2008.


E sua capacidade para produzir em grande escala durante as estações em que isso é mais difícil no hemisfério norte, fez com que o país se consolidasse como uma das grandes potências agroexportadoras, e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos, Europa, China e outros mercados.


Mas quais são as consequências disso? Quem se beneficia? E esse boom de exportação agrícola peruano é sustentável?


O processo que levaria ao desenvolvimento da indústria agroexportadora peruana começou na década de 1990, quando o governo do então presidente Alberto Fujimori promoveu profundas reformas para reanimar um país — atingido por anos de crise econômica e hiperinflação.


"O trabalho de base foi realizado para reduzir as barreiras tarifárias, promover o investimento estrangeiro no Peru e reduzir os custos administrativos para as empresas. Buscava-se impulsionar os setores que tivessem potencial exportador", disse à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC — César Huaroto, economista da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas.


"No início, o foco era o setor de mineração, mas, no fim do século já surge uma elite empresarial que vê o potencial do setor de exportação agrícola."


Mas não bastavam apenas leis mais favoráveis e nem boas intenções.


A agricultura em grande escala no Peru enfrentava tradicionalmente obstáculos como a baixa fertilidade dos solos da selva amazônica e a acidentada geografia da serra andina.


Ana Sabogal, especialista em ecologia vegetal e em mudanças antrópicas nos ecossistemas da Pontífica Universidade Católica do Peru, explicou que "o investimento privado de grandes agricultores, que são menos avessos ao risco do que os pequenos, facilitou inovações técnicas como a irrigação por gotejamento e o desenvolvimento de projetos de irrigação".


A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma "estufa natural".


"A região não tinha água, mas com água tornou-se uma terra muito fértil", afirma Huaroto.


Tudo isso, somado a inovações genéticas, como a que permitiu o cultivo local do mirtilo, possibilitou que o Peru incorporasse grandes extensões de seu deserto costeiro à superfície cultivável, que se expandiram em cerca de 30%, segundo estima Sabogal.


"Foi um aumento surpreendente e enorme da agroindústria", diz a especialista.


Hoje, regiões como Ica e Piura, no norte do país, tornaram-se importantes centros de produção agrícola, e a agroexportação é um dos motores da economia peruana.


"As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.

Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola."

Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir.

I.O vocábulo "desérticas" recebe acento por ser uma palavra proparoxítona, já o vocábulo "auréola" segue outra regra de acentuação.

II.A forma verbal "vê" recebe acento por ser um monossílabo tônico terminado em "ê". Entretanto, a forma correspondente desse verbo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo sofreu alteração e não recebe acento.

III.O vocábulo "poeira" não teve alteração na acentuação, ao passo que "alauita", antes do Novo Acordo Ortográfico, recebia acento gráfico no "i" tônico, na forma "alauíta".

IV.O vocábulo "difícil" está corretamente acentuado. A acentuação também é correta nos termos "ônus" e "baiúca".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3884506 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?



As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.


Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola.


Mas foi exatamente isso que aconteceu não só ali, mas na maior parte do litoral desértico peruano, onde cresceram grandes plantações de frutas não tradicionais da região, como manga, mirtilos e abacates.


A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, as exportações agrícolas peruanas cresceram, entre 2010 e 2024, a uma média anual de 11%, alcançando em 2024 o recorde de US$ 9,185 milhões.


O Peru se transformou, nesses anos, no maior exportador mundial de uvas e de mirtilos — uma fruta que quase não era produzida no país antes de 2008.


E sua capacidade para produzir em grande escala durante as estações em que isso é mais difícil no hemisfério norte, fez com que o país se consolidasse como uma das grandes potências agroexportadoras, e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos, Europa, China e outros mercados.


Mas quais são as consequências disso? Quem se beneficia? E esse boom de exportação agrícola peruano é sustentável?


O processo que levaria ao desenvolvimento da indústria agroexportadora peruana começou na década de 1990, quando o governo do então presidente Alberto Fujimori promoveu profundas reformas para reanimar um país — atingido por anos de crise econômica e hiperinflação.


"O trabalho de base foi realizado para reduzir as barreiras tarifárias, promover o investimento estrangeiro no Peru e reduzir os custos administrativos para as empresas. Buscava-se impulsionar os setores que tivessem potencial exportador", disse à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC — César Huaroto, economista da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas.


"No início, o foco era o setor de mineração, mas, no fim do século já surge uma elite empresarial que vê o potencial do setor de exportação agrícola."


Mas não bastavam apenas leis mais favoráveis e nem boas intenções.


A agricultura em grande escala no Peru enfrentava tradicionalmente obstáculos como a baixa fertilidade dos solos da selva amazônica e a acidentada geografia da serra andina.


Ana Sabogal, especialista em ecologia vegetal e em mudanças antrópicas nos ecossistemas da Pontífica Universidade Católica do Peru, explicou que "o investimento privado de grandes agricultores, que são menos avessos ao risco do que os pequenos, facilitou inovações técnicas como a irrigação por gotejamento e o desenvolvimento de projetos de irrigação".


A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma "estufa natural".


"A região não tinha água, mas com água tornou-se uma terra muito fértil", afirma Huaroto.


Tudo isso, somado a inovações genéticas, como a que permitiu o cultivo local do mirtilo, possibilitou que o Peru incorporasse grandes extensões de seu deserto costeiro à superfície cultivável, que se expandiram em cerca de 30%, segundo estima Sabogal.


"Foi um aumento surpreendente e enorme da agroindústria", diz a especialista.


Hoje, regiões como Ica e Piura, no norte do país, tornaram-se importantes centros de produção agrícola, e a agroexportação é um dos motores da economia peruana.


"A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora."

No trecho, a expressão "pujante indústria agroexportadora" indica que:
Alternativas
Q3884505 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?



As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.


Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola.


Mas foi exatamente isso que aconteceu não só ali, mas na maior parte do litoral desértico peruano, onde cresceram grandes plantações de frutas não tradicionais da região, como manga, mirtilos e abacates.


A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, as exportações agrícolas peruanas cresceram, entre 2010 e 2024, a uma média anual de 11%, alcançando em 2024 o recorde de US$ 9,185 milhões.


O Peru se transformou, nesses anos, no maior exportador mundial de uvas e de mirtilos — uma fruta que quase não era produzida no país antes de 2008.


E sua capacidade para produzir em grande escala durante as estações em que isso é mais difícil no hemisfério norte, fez com que o país se consolidasse como uma das grandes potências agroexportadoras, e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos, Europa, China e outros mercados.


Mas quais são as consequências disso? Quem se beneficia? E esse boom de exportação agrícola peruano é sustentável?


O processo que levaria ao desenvolvimento da indústria agroexportadora peruana começou na década de 1990, quando o governo do então presidente Alberto Fujimori promoveu profundas reformas para reanimar um país — atingido por anos de crise econômica e hiperinflação.


"O trabalho de base foi realizado para reduzir as barreiras tarifárias, promover o investimento estrangeiro no Peru e reduzir os custos administrativos para as empresas. Buscava-se impulsionar os setores que tivessem potencial exportador", disse à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC — César Huaroto, economista da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas.


"No início, o foco era o setor de mineração, mas, no fim do século já surge uma elite empresarial que vê o potencial do setor de exportação agrícola."


Mas não bastavam apenas leis mais favoráveis e nem boas intenções.


A agricultura em grande escala no Peru enfrentava tradicionalmente obstáculos como a baixa fertilidade dos solos da selva amazônica e a acidentada geografia da serra andina.


Ana Sabogal, especialista em ecologia vegetal e em mudanças antrópicas nos ecossistemas da Pontífica Universidade Católica do Peru, explicou que "o investimento privado de grandes agricultores, que são menos avessos ao risco do que os pequenos, facilitou inovações técnicas como a irrigação por gotejamento e o desenvolvimento de projetos de irrigação".


A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma "estufa natural".


"A região não tinha água, mas com água tornou-se uma terra muito fértil", afirma Huaroto.


Tudo isso, somado a inovações genéticas, como a que permitiu o cultivo local do mirtilo, possibilitou que o Peru incorporasse grandes extensões de seu deserto costeiro à superfície cultivável, que se expandiram em cerca de 30%, segundo estima Sabogal.


"Foi um aumento surpreendente e enorme da agroindústria", diz a especialista.


Hoje, regiões como Ica e Piura, no norte do país, tornaram-se importantes centros de produção agrícola, e a agroexportação é um dos motores da economia peruana.


Com base no texto "Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?", analise as afirmativas a seguir.


I.O crescimento da agroexportação indica que o Peru soube explorar vantagens climáticas específicas, como a possibilidade de produzir fora das safras do hemisfério norte.


II.A irrigação e as inovações genéticas foram determinantes para superar limitações naturais, como a escassez de água e a baixa fertilidade dos solos.


III.Todos os grupos sociais no Peru se beneficiam igualmente do crescimento agroexportador.


IV.As reformas e políticas de incentivo econômico no Peru sempre se voltaram à agricultura e à agroexportação, por reconhecerem o potencial do setor de exportação agrícola.


É correto o que se afirma em:



Alternativas
Respostas
1021: D
1022: A
1023: A
1024: C
1025: D
1026: A
1027: C
1028: A
1029: A
1030: B
1031: C
1032: C
1033: C
1034: B
1035: D
1036: D
1037: C
1038: D
1039: B
1040: A