Questões de Concurso
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A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta. Nas primeiras épocas históricas, verificamos, quase por toda parte, uma completa divisão da sociedade em classes distintas, uma escala graduada de condições sociais. [...] Entretanto, a nossa época, a época da burguesia, caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Estudos Avançados, São Paulo, v. 12, n. 34, p. 7-8, dez. 1998. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9068/10626. Acesso em: 8 abr.
2025. Adaptado.
Em Marx, a história da humanidade é marcada pela luta entre classes sociais. Com base no trecho citado, qual das opções abaixo apresenta a ideia central expressa por Marx?
Os homens não esperaram pelo advento da ciência social para formar ideias sobre o direito, a moral, a família, o Estado, a própria sociedade, pois não podiam passar sem elas para viver. [...] Com efeito, os fatos sociais só se realizam através dos homens; eles são um produto da atividade humana. Portanto, parecem não ser outra coisa senão a realização de ideias, inatas ou não, que trazemos em nós, senão a aplicação dessas ideias às diversas circunstâncias que acompanham as relações dos homens entre si.
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 18.
De acordo com a passagem acima, Durkheim busca explicar a natureza dos fatos sociais, que são
Analise os dados a Seguir:

EXTRA. ISP-RJ: Rio fecha 2024 com explosão nos roubos e homicídios no menor número da série histórica. Rio de Janeiro, 24 jan. 2025. Disponível em: https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2025/01/isprio-fecha-2024-com-explosao-nos-roubos-e-homicidios-no-menornumero-da-serie-historica.ghtml. Acesso em: 12 abr. 2025.
Com base nos dados de segurança pública referentes ao mês de dezembro de 2024 no estado do Rio de Janeiro, assinale a alternativa correta sobre as variações percentuais registradas em relação a dezembro de 2023.
Em dezembro de 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados indicando que a pobreza e a extrema pobreza no Brasil atingiram os menores níveis desde o início da série histórica, em 2012. Veja a notícia divulgada:
Pobreza cai ao nível mais baixo desde 2012 no Brasil
O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza é o mais baixo desde 2012, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (4), que mostram que, em 2023, foram registrados 8,7 milhões de pobres a menos que no ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo Banco Mundial – aqueles que ganham até 6,85 dólares por dia, o que equivale a cerca de R$ 665 por mês – caiu de 31,6% em 2022 para 27,4% em 2023. Em números absolutos, o total de pessoas consideradas pobres passou de 67,7 milhões para 59 milhões, entre os 212 milhões de habitantes do país. O percentual dos que vivem em extrema pobreza também caiu em 2023, para 4,4%, ficando abaixo de 5% pela primeira vez desde que o IBGE começou a calcular essa variável em 2012. No total, a população em extrema pobreza – aqueles que ganham menos de 2,15 dólares por dia, cerca de R$ 209 por mês, conforme os critérios do Banco Mundial – passou de 12,6 milhões em 2022 para 9,5 milhões em 2023, ou seja, 3,1 milhões de pessoas a menos. "A pobreza cai de 2023 em relação a 2022 pelo dinamismo do mercado de trabalho, como principal fator, e também o aumento da cobertura pelos benefícios sociais", explicou Leonardo Athias, gerente de Indicadores Sociais do IBGE.
UOL. Pobreza cai ao nível mais baixo desde 2012 no Brasil. São Paulo, 4 dez. 2024. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/afp/2024/12/04/pobreza-cai-ao-nivel-mais-baixo-desde-2012- no-brasil.htm. Acesso em: 9 abr. 2025. Adaptado.
Considerando os fatores que influenciaram esse resultado, assinale a alternativa correta.
A Base Nacional Comum Curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA), composta pelos componentes curriculares de Sociologia, Filosofia, Geografia e História, propõe o aprofundamento das aprendizagens essenciais, objetos do conhecimento e ampliação das habilidades desenvolvidas no Ensino Fundamental, sempre orientada por uma formação ética, propondo a articulação de temas, conceitos e teorias. A área tem como princípios: a justiça, a solidariedade, a autonomia, a liberdade de pensamento e de escolha. Também é inerente à área a interculturalidade, a equidade, a compreensão e o reconhecimento das diferenças sociais, étnicas, de gênero e culturais, bem como o respeito e a prática dos direitos humanos, a desnaturalização das explicações dos fenômenos sociais e o combate aos preconceitos de qualquer natureza.
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de Estado de Educação, 2021. Adaptado.
De acordo com o texto, a área de Ciências Humanas, integrada pela Sociologia, é essencial na escola porque
Enquanto a Sociologia, no que tange às Ciências Sociais, reflete sobre a desigualdade e a diversidade cultural, bem como os processos identitários e fenômenos, em articulação com as múltiplas maneiras de organizações políticas. Sociologia, Geografia, Filosofia e História tornam-se instrumentos na compreensão das práticas sociais e culturais das linguagens, das ciências, das tecnologias e das Ciências Sociais Aplicadas. A presença das Ciências Sociais Aplicadas, na área de Ciências Humanas, dá-se a partir da amplitude na concepção de área, pois os objetos de conhecimento e saberes das diferentes disciplinas se constituem enquanto direito de aprendizagem das juventudes. Portanto, conhecimentos da Economia, Psicologia, Direito e outras perpassam todo o Ensino Médio e permitem compreensão ampla dos fenômenos sociais e dos processos tecnológicos diversos, amparados nos conhecimentos das Ciências Humanas.
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de Estado de Educação, 2021.
A partir do texto, é possível compreender que a presença da Sociologia no Ensino Médio ganha sentido mais amplo quando
Em sua maior parte, o debate em torno do homeschooling vincula-se ao princípio da liberdade de escolha dos pais em educar seus filhos, baseado em longa tradição ético-política, que tem influência da religião judaico-cristã e do liberalismo. Contudo, esse tipo de argumentação, pautada no direito individual, não nos parece suficiente e satisfatório. Em uma sociedade plural, é preciso um exercício reflexivo ponderado que almeje encontrar razões que esclareçam e abarquem globalmente as posições de um problema. Associa-se a isso certa preocupação desconfiada com as possíveis consequências de uma educação mais limitada em relação à sua radical dimensão socializadora e de encontro com o outro.
Cledes Antonio Casagrande e Nadja Hermann. Formação e
homeschooling: controvérsias. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 15, p. 1- 16, 2020. Adaptado.
Considerando os elementos apresentados no texto, o debate sobre homeschooling demanda uma análise sociológica que
O chamado conflito de gerações é um problema causado pelo choque entre as visões de pessoas que nasceram em épocas distintas. Na sala de aula, esse fator tem influência no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Esta é a conclusão do professor da USP, Hugo Tourinho Filho. Em entrevista, ele avaliou que “o fato de existir um conflito não significa que ele só traz problemas. Quando isso é abordado de uma forma que possibilita o aprendizado entre gerações, é muito interessante o convívio.” Outro desafio é vencer a “superficialidade do conhecimento adquirido”, que, muitas vezes, é impactado pela grande quantidade de informação presente nos mecanismos de busca online. Para o professor, a resposta para isso é apostar na abordagem da importância de todo tipo de conhecimento. “Nós temos que formar a juventude em cidadãos que tenham criticidade, e capacidade de julgar. Da matemática à filosofia, todas as disciplinas são essenciais”.
(Bruna Sales. Estudante da Geração Z deve ser protagonista no processo de ensino, avalia professor. www.cnnbrasil.com.br, 12.07.2022. Adaptado.)
A partir das reflexões trazidas pelo texto, é possível compreender que o conflito de gerações no ambiente escolar exige do professor uma postura que
O que é o homem? (...) Se pensamos nisto, a própria pergunta não é uma pergunta abstrata ou "objetiva". Nasceu daquilo que refletimos sobre nós mesmos e sobre os outros e queremos saber, em relação ao que refletimos e vimos, o que somos e em que coisa nos podemos tornar, se realmente e dentro de que limites somos "artífices de nós próprios", da nossa vida, do nosso destino. E isto queremos sabê-lo "hoje", nas condições dadas hoje, pela vida "hodierna" e não por uma vida qualquer e de qualquer homem.
GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. 1982.
Analisando o texto sob a ótica educacional, a função social da escola
O período que compreende os anos de 1925 a 1942 representa o auge do ensino da Sociologia na escola secundária do Brasil, pois seu prestígio saiu do cenário acadêmico, atingindo o cotidiano das classes médias ilustradas. Ademais, durante os anos de 1942 a 1960, a importância da Sociologia declina-se. Surge o medo da ciência social, pois poderia ser subversiva. As circunstâncias do Estado Novo representaram um obstáculo ao florescimento das atividades de ensino e pesquisa em Sociologia.
Alice Anabuki Plancherel e Evelina Antunes F. de Oliveira (org.). Leituras sobre Sociologia no Ensino Médio, 2007. Adaptado.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o ensino de Sociologia no Brasil, afirma-se que
A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio vinha sendo defendido por um grande número de educadores brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma, essa noção incorporava as referências do desenvolvimento científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação geral e formação especial. Essa terminalidade estava pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por estudantes das camadas populares.
(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX, 2008. Adaptado.
Considerando a educação escolar vinculada à organização social e política de uma nação, a referida reforma
Texto 1
O projeto de nação de José Bonifácio (1763-1838) tinha por fim último a invenção de uma identidade para o Brasil, por meio da constituição de uma utópica sociedade racial, social, política e culturalmente homogênea. Por isso, seus discursos e propostas conferiam centralidade à temática da educação e da incorporação progressiva dos indígenas, grupos étnicos por ele representados como expressão da índole negativa do brasileiro que, "por natureza, clima e vícios coloniais", era "preguiçoso, indolente e ignorante".
José Gonçalves Gondra e Alessandra Schueler. Educação, pode e sociedade no império brasileiro, 2008. Adaptado.
Texto 2
Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos indígenas, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilingue e intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:
I. proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências;
II. garantir aos indígenas, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não índias.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Adaptado.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a mudança na concepção de educação indígena ao longo do tempo, conforme os textos.
Mais de 9 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos de idade, já tinham deixado de estudar em 2023 antes de concluir a educação básica. A informação é da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024″, divulgada em dezembro de 2024. Entre os homens, a necessidade de trabalhar foi a principal razão para o abandono escolar, com 53,5% dos casos. Já tarefas domésticas foi o menor motivo (0,8%). Entre as mulheres, 32,6% abandonaram a escola por gravidez e necessidade de realizar tarefas de casa ou cuidar de criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. A porcentagem foi maior que a necessidade de trabalhar (25,5%) e a falta de interesse (20,9%).
(Rafael Saldanha. IBGE: 9,1 milhões abandonaram a escola sem terminar o ensino básico até 2023. www.cnnbrasil.com.br. 04.12.2024. Adaptado.)
Com bases nos dados apresentados, afirma-se que
Texto 1
No documentário brasileiro Nunca me sonharam (2017), um jovem declara: “como meus pais não foram bem-sucedidos na vida, eles não me incentivaram. Nunca me sonharam eu sendo um psicólogo, um professor, um médico. Não me ensinaram a sonhar. Eu aprendi a sonhar sozinho.”.
NUNCA ME SONHARAM. Direção: Cacau Rhoden. Produção: Maria
Farinha Filmes. São Paulo, 2017.
Texto 2
Uma parcela de milhões de jovens brasileiros sonha mais com o mundo mágico dos influencers do que com uma vaga na universidade. Eles sabem que é um funil para pouquíssimos, que podem vender um carro e não chegar lá, mas que no fim, para a maioria, sobrará a resignação.
Moisés Mendes. A geração que “estuda” para ser influencer.
www.extraclasse.org.br. 22.10.2014. Adaptado.
Os textos revelam que, no Brasil, a juventude é
"A compreensão dos processos sociais e das dinâmicas culturais é essencial para que os estudantes possam atuar de forma crítica e ética na sociedade."
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/docman/abril-2018-pdf/85121-bncc-ensinomedio/file. Acesso em: 4 abr. 2025.
Com base na citação anterior, que integra os fundamentos da Sociologia na BNCC, avalie a situação hipotética apresentada a seguir:
Um(a) professor(a) de Sociologia deseja desenvolver com seus estudantes a capacidade de compreender criticamente as desigualdades sociais presentes em sua comunidade local. Para isso, pretende explorar os processos de exclusão, resistência e transformação cultural.
Considerando os objetivos formativos da área de Ciências Humanas na BNCC, qual das opções a seguir representa a abordagem coerente com a intencionalidade crítica e ética do ensino de Sociologia?
Ao trabalhar o conceito de mais-valia dentro do pensamento marxista, o professor apresentou aos estudantes a seguinte situação hipotética:
Uma empresa contrata uma operária para trabalhar 8 horas por dia e paga a ela R$ 80,00 por jornada. Após um estudo, a empresa descobre que, em 4 horas, a operária já produziu o equivalente a R$ 80,00 em mercadorias. Nas 4 horas restantes do dia, ela continua produzindo e gera mais R$ 80,00 de valor para a empresa. Em seguida, para fundamentar a situação acima, o professor apresenta um trecho da obra de Karl Marx, O Capital:
“O valor de uso da força de trabalho, o próprio trabalho, pertence tão pouco a seu vendedor quanto o valor de uso do óleo pertence ao comerciante que o vendeu. O possuidor de dinheiro pagou o valor de um dia de força de trabalho; a ele pertence, portanto, o valor de uso dessa força de trabalho durante um dia, isto é, o trabalho de uma jornada. A circunstância na qual a manutenção diária da força de trabalho custa apenas meia jornada de trabalho, embora a força de trabalho possa atuar por uma jornada inteira, e, consequentemente, o valor que ela cria durante uma jornada seja o dobro de seu próprio valor diário – tal circunstância é, certamente, uma grande vantagem para o comprador, mas de modo algum uma injustiça para com o vendedor.”
MARX, Karl. O Capital. São Paulo: Boitempo, 2015. p. 199
Após a explicação e exposição dos conceitos, o professor apresenta para os estudantes uma atividade, na qual os estudantes precisam escolher uma das alternativas, que melhor representa uma leitura crítica e coerente com o pensamento marxista sobre a relação entre trabalho e remuneração. Qual das opções a seguir, os estudantes devem escolher?
"O consumo na contemporaneidade deve ser compreendido a partir da sua dimensão simbólica, ou seja, os indivíduos passam a adquirir os bens pelas suas virtualidades sociais, ou seja, os bens passam a ser os elementos definidores de um novo sistema de classificação, servindo de parâmetros para os modernos processos de identificação e de exclusão. Desse modo, 'em vez de supor que os bens sejam necessários, em primeiro lugar, à subsistência e à exibição competitiva, suponhamos que sejam necessários para dar visibilidade e estabelecer as categorias da cultura”.
MENDES, Débora. Ideologia de gênero e publicidade: um olhar para além das aparências. São Carlos: Novas Edições Acadêmicas, 2017. p. 19.
Depois de ler a passagem, o professor introduziu os conceitos de Indústria Cultural e Sociedade do Espetáculo, abordando a forma como o consumo, impulsionado pela mídia e pelo marketing, com suas propagandas, molda identidades, comportamentos e relações sociais.
O tema gerou um debate entre estudantes que começaram a discutir se o consumo é um ato de liberdade individual ou se ele é uma imposição social que define os pertencimentos e exclusões dentro da sociedade.
No entanto, a discussão levantou dificuldades sobre a compreensão de como o consumo está diretamente relacionado aos processos de alienação e manipulação cultural.
Com isso, o professor decidiu traçar uma estratégia para aprofundar a compreensão dos estudantes sobre esse fenômeno.
Qual das opções a seguir, seria adequada para ajudar o professor?
Durante uma aula de Sociologia, o professor apresentou aos estudantes o seguinte trecho:
“É certo que Keynes não nos legou uma obra acabada e definitiva; ensinou-nos, no entanto, que a operação de uma economia monetária não pode ser compreendida a partir de modelos analíticos ancorados na Lei de Say. Mais importante ainda, incorporou à Economia a grande descoberta filosófica do século XIX, cristalizada na máxima — “O Homem está só” — ou seja, não podemos contar com a “mão invisível” para garantir o suprimento dos bens e serviços e para gerar todos os empregos requeridos por aqueles que desejam trabalhar. Keynes nos ensinou que a ação do Estado, através da política econômica, é um ingrediente básico do bom funcionamento do sistema capitalista. Ou seja, o ativismo do Estado é um complemento indispensável ao funcionamento dos mercados para se obter o máximo nível de emprego possível e, portanto, maximizar o nível de bem-estar da coletividade.”
SILVA, Adroaldo Moura. Apresentação: Keynes e a teoria geral. In: KEYNES, John Maynard. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 20.
O professor explicou a passagem, afirmando que a economia não pode depender exclusivamente do mercado para garantir empregos e o suprimento de bens e serviços, pois, para Keynes (1883-1946), a ação do Estado é essencial para corrigir falhas de mercado e promover o bem-estar da sociedade.
Os estudantes começaram a discutir se o papel do Estado na economia deveria ser ampliado ou reduzido, e quais seriam os impactos dessa escolha no bem-estar social. Alguns estudantes argumentaram que a intervenção estatal é necessária para garantir direitos básicos, enquanto outros defenderam que o livre mercado deve prevalecer, com o mínimo de interferência governamental.
Diante desse debate, o professor percebeu que havia dúvidas sobre o conceito de Estado de Bem-Estar Social e sua relação com a economia keynesiana. Qual seria a estratégia pedagógica adequada para aprofundar a compreensão dos estudantes sobre o tema?
Um professor de Sociologia deseja promover uma reflexão crítica sobre as dinâmicas da sociedade do trabalho e da sociedade do desempenho com seus estudantes do Ensino Médio, partindo da obra “Sociedade do cansaço” de Byung-Chul Han. Para isso, ele decide apresentar a seguinte passagem da obra durante sua aula:
"Na sociedade do trabalho e do desempenho de hoje, que apresenta traços de uma sociedade coativa, cada um carrega consigo um campo, um campo de trabalho. A característica específica desse campo de trabalho é que cada um é ao mesmo tempo detento e guarda, vítima e algoz, senhor e escravo. Nós exploramos a nós mesmos. O que explora é ao mesmo tempo explorado. Já não se pode distinguir entre algoz e vítima. Nós nos otimizamos rumo à morte, para melhor poder funcionar. Funcionar melhor é interpretado, fatalmente, como melhoramento do si-mesmo."
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2017.
Com essa passagem, o professor deseja propor uma atividade que incentive a compreensão crítica de seus estudantes sobre o impacto do desempenho e da autoexploração no mundo do trabalho contemporâneo. Entre as estratégias pedagógicas a seguir, qual delas é adequada para atingir o objetivo do professor?
Ao se deparar com uma inscrição na biblioteca de uma escola, um estudante questionou o professor sobre os aspectos que envolvem a cultura e a relação dos indivíduos com a sociedade. O professor perguntou sobre a inscrição, que era “nascemos em uma sociedade pronta, com seus costumes e hábitos, ou você acredita que nós construímos nossa cultura ao mesmo tempo que usufruímos dela?”
GIROTTI, Marcio Tadeu. Puxa conversa sociologia. São Paulo: Matrix, 2024.
O professor, para responder o questionamento do estudante a respeito da frase, retirada de um Livro Caixinha, apresentou o conceito de cultura, buscando, a partir da construção de que o ser humano faz a partir dela e de como ele usufrui da cultura já enraizada na sociedade, explicar ao estudante o que é a cultura. O estudante, por sua vez, não concordou com as ideias apresentadas porque o conceito de cultura apresentado trata sobre como usufruímos da cultura e não da sua construção.
Diante desse entrave, o professor argumentou mais uma vez, de forma lógica, a fim de convencer o estudante de que:
1 – nós nascemos em uma sociedade pronta;
2 – a sociedade já tem seus costumes e hábitos, sua cultura;
3 – logo, usufruímos dessa cultura.
O estudante ainda não ficou convencido, porque