Questões de Concurso Para fgv

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Q3926786 Medicina
Mulher de 62 anos com diagnóstico de adenocarcinoma ductal de pâncreas, submetida a quimioterapia paliativa (último ciclo há 8 semanas), foi internada por infecção urinária complicada. Recebeu antibioticoterapia e analgesia, evoluindo com controle do quadro infeccioso e melhora da dor, encontrando-se agora assintomática e em condições de alta hospitalar.
Histórico adicional: mantém atividade ambulatorial preservada, sem sangramentos recentes nem trombose prévia. Exames: hemoglobina 9,1 g/dL (prévia há 3 meses: 13,0 g/dL), plaquetas 210.000/mm³, creatinina 0,8 mg/dL.
Na avaliação do risco de tromboembolismo venoso (TEV) pelo escore de Khorana, a paciente pontuou 2 pontos por câncer de pâncreas e 1 ponto por hemoglobina <10 g/dL. Durante o round clínico, discutiu-se a necessidade de manter profilaxia primária de TEV após a alta hospitalar.

Considerando as recomendações atuais sobre prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes com câncer, a conduta mais adequada é
Alternativas
Q3926785 Medicina
Paciente do sexo feminino, 32 anos, previamente hígida, procura atendimento em pronto-socorro referindo febre alta diária há 3 semanas, com pico vespertino chegando a 39,5 oC, seguido de defervescência espontânea e sudorese profusa. Associa artralgia intensa em punhos, joelhos e tornozelos bilateralmente, além de odinofagia e rash cutâneo evanescente que surge concomitante aos picos febris, predominando em tronco e membros. Nega perda ponderal significativa, sintomas respiratórios persistentes, uso de medicações recentes ou viagens. Antecedentes pessoais e familiares sem particularidades.
Ao exame físico: temperatura axilar 39,2 oC, frequência cardíaca 110 bpm, pressão arterial 110/70 mmHg. Regular estado geral, corada, hidratada. Orofaringe hiperemiada sem exsudato. Presença de exantema maculopapular eritematoso, evanescente, em tronco e face interna de coxas, não pruriginoso. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Abdômen: fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, baço palpável a 1 cm do rebordo costal esquerdo, indolores. Exame articular: edema e dor à mobilização de punhos, joelhos e tornozelos bilateralmente, sem deformidades. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, VCM 82 fL, leucócitos 18.500/mm³ (neutrófilos 88%, linfócitos 8%), plaquetas 520.000/mm³, velocidade de hemossedimentação 95 mm/1ª hora, proteína C reativa 145 mg/L (VR: < 5 mg/L), ferritina 8.200 ng/mL (VR: 15-150), fração glicosilada da ferritina 12% (VR: >20%), transaminases (TGO 85 U/L, TGP 92 U/L), bilirrubinas normais, função renal normal. Fator reumatoide negativo, FAN negativo, anti-CCP negativo. Hemoculturas (3 amostras): negativas. Sorologias para HIV, hepatites B e C, Epstein-Barr, citomegalovírus: negativas. Radiografia de tórax: sem alterações. Ecocardiograma transtorácico: derrame pericárdico laminar.

Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais e de imagem, a hipótese diagnóstica mais provável e os principais diagnósticos diferenciais a serem considerados são
Alternativas
Q3926784 Medicina
Paciente do sexo masculino, 28 anos, portador de doença de Crohn diagnosticada há 6 anos, com acometimento ileocolônico, comparece à consulta gastroenterológica referindo piora progressiva da dor abdominal nos últimos 3 meses, associada a diarreia líquida (6-8 evacuações/dia), perda ponderal de 8 kg no período, distensão abdominal e flatulência excessiva. Há 2 meses, desenvolveu drenagem de material fecaloide por orifício cutâneo em flanco direito, adjacente a cicatriz de laparotomia prévia (ressecção ileocecal realizada há 3 anos). Nega febre, mas relata episódios de calafrios noturnos. Em uso irregular de azatioprina 150 mg/dia nos últimos 18 meses, sem outras medicações.
Antecedentes cirúrgicos: ressecção ileocecal com anastomose ileocolônica há 3 anos por estenose fibrótica refratária.
Ao exame físico: emagrecido (IMC 18,5 kg/m²), descorado +/4+, desidratado +/4+. Abdomen: presença de orifício fistuloso em flanco direito drenando secreção fecaloide, com pele perilesional hiperemiada, sem sinais de abscesso palpável. Abdomen difusamente doloroso à palpação, sem defesa ou descompressão brusca dolorosa.
Exames laboratoriais: hemoglobina 9,8 g/dL, VCM 78 fL, leucócitos 12.800/mm³ (neutrófilos 76%, linfócitos 18%), plaquetas 485.000/mm³, albumina 2,8 g/dL, proteína C reativa 68 mg/L (VR: < 5 mg/L), calprotectina fecal 850 mcg/g (VR: < 50 mcg/g), vitamina B12 150 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 22 ng/mL (VR: 2-20). Tomografia de abdome e pélvis com contraste: espessamento parietal do íleo terminal e cólon ascendente, trajeto fistuloso entre alça ileal e parede abdominal anterior (fístula enterocutânea), sem coleções intra-abdominais. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 28 ppm acima do basal em 75 minutos.

Considerando o quadro clínico e os achados de imagem e laboratoriais, a abordagem terapêutica mais adequada para esse paciente inclui 
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Q3926783 Medicina
Paciente do sexo feminino, 32 anos, procura atendimento dermatológico referindo surgimento, há 5 dias, de lesões dolorosas em membros inferiores, precedidas, há duas semanas, por quadro de odinofagia, febre baixa e mal-estar geral, que melhoraram espontaneamente. Relata artralgia em tornozelos e joelhos nos últimos 3 dias, sem edema articular evidente. Nega uso de medicações, exceto contraceptivo oral combinado nos últimos 6 meses. Nega viagens recentes, perda ponderal, sintomas respiratórios persistentes ou alterações do hábito intestinal.
Antecedentes pessoais: asma leve intermitente.
Ao exame físico: bom estado geral, eupneica, temperatura axilar 37,8 C, frequência cardíaca 88 bpm, pressão arterial 120/75 mmHg. Orofaringe sem alterações no momento do exame.
Exame dermatológico: presença de múltiplos nódulos eritematosos, levemente elevados, quentes e extremamente dolorosos à palpação, medindo entre 2 e 4 cm de diâmetro, localizados bilateralmente em regiões pré-tibiais e face anterior das pernas, sem ulceração ou drenagem. Ausência de lesões em outras topografias. Membros inferiores sem edema ou sinais flogísticos em articulações.
Exames laboratoriais: hemoglobina 13,8 g/dL, leucócitos 10.200/mm³ (neutrófilos 68%, linfócitos 24%, eosinófilos 2%), plaquetas 298.000/mm³, velocidade de hemossedimentação 48 mm/1ª hora, proteína C reativa 32 mg/L (VR: < 5 mg/L). Radiografia de tórax: sem alterações do parênquima pulmonar ou linfonodomegalias hilares.

Considerando o quadro clínico e os achados complementares, assinale a afirmativa correta a respeito da hipótese diagnóstica mais provável e da principal etiologia associada.
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Q3926782 Medicina
Paciente do sexo feminino, 68 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, procura atendimento dermatológico referindo prurido intenso há aproximadamente 8 meses, predominantemente em membros superiores e inferiores, tronco e região dorsal. Relata que o prurido se intensifica no período noturno, prejudicando significativamente a qualidade do sono. Nega febre, perda ponderal ou sudorese noturna.
História patológica pregressa: rinite alérgica desde a infância. Ao exame físico dermatológico: múltiplas pápulas e nódulos eritematosos, alguns com centro esbranquiçado e bordas hiperpigmentadas, medindo entre 0,5 e 2 cm de diâmetro, distribuídos simetricamente em superfícies extensoras dos membros superiores e inferiores, face anterior do tronco e região lombar. Observam-se escoriações, crostas hemáticas e áreas de liquenificação sobre algumas lesões. Presença do "sinal da borboleta" no dorso, caracterizado por área relativamente poupada de lesões na região toracolombar mediana de difícil alcance manual. Ausência de lesões em face, palmas e plantas.
Exames laboratoriais: hemoglobina 13,2 g/dL, leucócitos 7.800/mm³ (eosinófilos 6%, linfócitos 28%, neutrófilos 62%), plaquetas 245.000/mm³, ureia 38 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL, TGO 28 U/L, TGP 32 U/L, fosfatase alcalina 82 U/L, bilirrubinas totais 0,8 mg/dL, IgE total 680 UI/mL (VR: < 100 UI/mL), TSH 2,1 mUI/L. Biópsia cutânea de lesão nodular: hiperceratose, acantose irregular, discreta espongiose, fibrose dérmica superficial e infiltrado inflamatório perivascular constituído predominantemente por linfócitos e eosinófilos.

Considerando o quadro clínico, os achados laboratoriais e histopatológicos, assinale a afirmativa correta a respeito da hipótese diagnóstica e das características associadas.
Alternativas
Q3926781 Medicina
Homem de 54 anos é levado ao pronto-socorro após episódio de hematêmese volumosa há cerca de 30 minutos. Relata história de etilismo crônico e diagnóstico prévio de hepatite C, sem acompanhamento médico regular. Nas últimas semanas notou aumento do volume abdominal e edema em membros inferiores.
Ao exame físico: paciente pálido, sudoreico, consciente, orientado, pressão arterial 94/60 mmHg, frequência cardíaca 112 bpm, saturação de O₂ 97% em ar ambiente. Apresenta circulação colateral abdominal, telangiectasias em tronco e discreta ascite. Toque retal revela melena. Hemoglobina: 8,1 g/dL; plaquetas: 78.000/mm³; INR: 1,6; ureia: 68 mg/dL; creatinina: 1,1 mg/dL.

Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais, a conduta inicial mais apropriada no manejo da hemorragia digestiva com suspeita de origem varicosa é 
Alternativas
Q3926780 Medicina
Homem de 67 anos procura o pronto atendimento devido a dois episódios de evacuação de fezes enegrecidas nas últimas 24 horas. Relata discreta náusea e sensação de fraqueza, sem dor abdominal ou hematêmese. Tem histórico de hipertensão arterial e osteoartrose, em uso de losartana e anti-inflamatório não esteroide de forma intermitente. Nega história prévia de anemia.
Ao exame físico: paciente em bom estado geral, consciente, hidratado, pressão arterial 122/76 mmHg, frequência cardíaca 98 bpm, sem sinais de hipotensão ortostática. Abdome flácido, indolor, sem visceromegalias. Toque retal revela fezes escurecidas e pastosas. Hemoglobina atual: 8,5 g/dL (prévia há 3 meses: 13,2 g/dL), ureia 58 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL, tempo de protrombina normal.

Considerando o quadro clínico e o manejo inicial apropriado da hemorragia digestiva em paciente hemodinamicamente estável, a conduta mais adequada é
Alternativas
Q3926779 Medicina
Homem de 58 anos, previamente hipertenso e dislipidêmico, é encaminhado para avaliação cardiológica após diagnóstico recente de fibrilação atrial persistente detectada em exame de rotina. Relata episódios prévios de palpitações leves, mas atualmente encontra-se assintomático, negando dispneia, tontura ou dor torácica. Usa losartana 50 mg/dia e atorvastatina 20 mg/dia. Nega tabagismo, etilismo, diabetes ou cardiopatia estrutural prévia.
Ao exame físico: frequência cardíaca 92 bpm, pressão arterial 126/78 mmHg, ritmo irregular, sem sopros.
Ecocardiograma transtorácico: átrio esquerdo 38 mm, fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Função tireoidiana, renal e eletrolítica normais. ECG confirma fibrilação atrial com resposta ventricular média de 90 bpm.
Considerando o quadro clínico e os achados complementares, a conduta inicial mais apropriada no manejo da fibrilação atrial, entre controle de ritmo e controle de frequência, é 
Alternativas
Q3926778 Medicina
Mulher de 63 anos comparece à consulta de cardiologia para avaliação de palpitações intermitentes. Relata episódios recorrentes de palpitações irregulares nos últimos dois anos, com duração variável entre 30 minutos e 4 horas, ocorrendo mensalmente.
Durante alguns episódios, realizou eletrocardiograma que documentou fibrilação atrial. Possui smartwatch que registrou múltiplos episódios de frequência cardíaca irregular acima de 120 bpm, durando entre 45 minutos e 5 horas, totalizando aproximadamente 6% do tempo monitorado no último mês.
Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, obesidade grau I (IMC 32 kg/m²). Nega diabetes, dislipidemia, insuficiência cardíaca, tabagismo, doença vascular ou eventos tromboembólicos prévios. Não apresenta sangramentos prévios nem contraindicações à anticoagulação.
Exame físico: frequência cardíaca 76 bpm, ritmo regular; pressão arterial 128/82 mmHg. Exames complementares: eletrocardiograma atual em ritmo sinusal; ecocardiograma transtorácico com átrio esquerdo 32 mL/m² (VR até 34), fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Calculados os escores: CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto (hipertensão) e HAS-BLED = 1 ponto (hipertensão controlada).

Considerando os achados clínicos e os escores de risco apresentados, a conduta mais apropriada em relação à anticoagulação oral é 
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Q3926777 Medicina
Paciente do sexo masculino, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 18 anos, em uso irregular de metformina e insulina NPH, comparece à consulta referindo distensão abdominal progressiva há 12 meses, com piora significativa nos últimos 6 meses. Relata flatulência excessiva, desconforto abdominal difuso e diarreia aquosa, inicialmente ocasional, evoluindo para 4 a 6 evacuações diárias, sem sangue ou muco. Refere sensação de plenitude pós-prandial precoce desde o início do quadro e episódios recorrentes de vômitos alimentares tardios (4 a 6 horas após refeições). Nega febre ou viagens recentes. Relata perda ponderal não intencional de 7 kg no período.
Ao exame físico: emagrecido, abdômen globoso, distendido, timpânico à percussão, com ruídos hidroaéreos diminuídos, indolor à palpação superficial e profunda, sem visceromegalias. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, VCM 104 fL, vitamina B12 180 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 18 ng/mL (VR: 2-20), albumina 3,2 g/dL, hemoglobina glicada 9,8%. Sorologia para doença celíaca (anti-transglutaminase IgA) negativa. Teste de elastase fecal e gordura fecal negativos. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 20 ppm acima do basal em 90 minutos, metano 9 ppm. Endoscopia digestiva alta com biópsias duodenais: mucosa de aspecto normal, histologia sem alterações significativas. Realizado aspirado duodenal durante endoscopia com cultura quantitativa evidenciando 10⁶ unidades formadoras de colônia/mL, com predomínio de Escherichia coli e Klebsiella.
Assinale a afirmativa correta a respeito da interpretação diagnóstica e da fisiopatologia subjacente mais prováveis nesse caso.
Alternativas
Q3926776 Medicina
Paciente do sexo feminino, 24 anos, internada há 10 dias com quadro de febre persistente (temperatura axilar de 39,2°C), astenia intensa, artralgia em mãos e punhos, fotossensibilidade e emagrecimento de 8 kg no último mês.
Ao exame físico: regular estado geral, mucosas descoradas ++/4+, presença de rash malar, hepatomegalia a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia a 3 cm do rebordo costal esquerdo e linfadenomegalia cervical, axilar e inguinal bilateral, com linfonodos de 1,5 a 2 cm, indolores e móveis. Exames laboratoriais: hemoglobina 7,8 g/dL, VCM 88 fL, leucócitos 2.100/mm³ (neutrófilos 1.260/mm³, linfócitos 630/mm³), plaquetas 88.000/mm³. Ferritina 32.000 ng/mL, LDH 1.850 U/L, triglicerídeos 420 mg/dL, fibrinogênio 105 mg/dL, ALT 185 U/L, AST 220 U/L, bilirrubina total 2,8 mg/dL. FAN 1:640 padrão nuclear homogêneo, anti-DNA dupla hélice reagente, complemento C3 35 mg/dL (VR: 90-180), C4 8 mg/dL (VR: 10-40). Sorologias para Epstein-Barr, citomegalovírus e HIV negativas. Mielograma evidencia hiperplasia granulocítica e eritroide com presença de macrófagos realizando hemofagocitose.
A conduta terapêutica mais adequada para esse caso inclui
Alternativas
Q3926775 Medicina
Um paciente de 60 anos, com hipertensão arterial de longa data, diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica (TFG estimada de 45 mL/min), está em tratamento há mais de um ano e relata seguir rigorosamente a prescrição. Seu regime anti-hipertensivo atual, utilizado nas doses máximas toleradas, consiste em

• Losartana (100 mg/dia);
• Anlodipino (10 mg/dia);
• Hidroclorotiazida (25 mg/dia).
A média das três últimas aferições da Pressão Arterial (PA) no consultório, registradas em visitas separadas nos últimos 6 meses, foi de 158 x 98 mmHg.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025, a primeira conduta diante da suspeita de hipertensão resistente neste paciente é
Alternativas
Q3926774 Medicina
Paciente de 52 anos, sexo masculino, procura consulta ambulatorial para avaliação de rotina. Nega comorbidades prévias e uso de medicações. Refere pai hipertenso e avô paterno com história de infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Nega tabagismo, consome bebidas alcoólicas socialmente.
Ao exame físico: peso 88 kg, altura 1,75 m, IMC 28,7 kg/m2 . Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de 5 minutos, com esfigmomanômetro automático de braço validado, em três medidas com intervalo de 1 minuto: 148/94 mmHg, 146/92 mmHg e 144/90 mmHg. Frequência cardíaca 76 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 102 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 85 mL/min/1,73m2, potássio 4,2 mEq/L, colesterol total 210 mg/dL, LDL 140 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicerídeos 160 mg/dL, ácido úrico 6,8 mg/dL. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, sem alterações.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para confirmação diagnóstica e avaliação complementar inclui
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Q3926773 Medicina
Paciente do sexo feminino, 28 anos, procura atendimento referindo epistaxes recorrentes desde a infância, com duração superior a 15 minutos, equimoses frequentes sem trauma significativo e menorragia desde a menarca. Relata ainda sangramento prolongado após extração dentária há 2 anos, necessitando retorno ao consultório odontológico. Nega uso de medicações anticoagulantes ou antiplaquetárias. Mãe com história semelhante de sangramentos.
Ao exame físico, apresenta equimoses em membros inferiores. Hemograma: hemoglobina 10,8 g/dL, VCM 72 fL, leucócitos 7.200/mm³, plaquetas 198.000/mm³. Coagulograma: TP 12 segundos (RNI 1,0), TTPa 38 segundos (controle 28 segundos). Ferritina: 8 ng/mL.
A propedêutica laboratorial para investigação diagnóstica inclui a dosagem de
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Q3926772 Medicina
Mulher de 63 anos, hipertensa e dislipidêmica, procura avaliação ambulatorial por dor torácica em aperto, desencadeada aos esforços e aliviada pelo repouso, há cerca de três meses.
O eletrocardiograma em repouso mostra alterações inespecíficas do segmento ST-T. A paciente apresenta obesidade grau II e gonartrose bilateral, o que limita a realização de exercício físico. O exame físico é normal, e a troponina de alta sensibilidade é negativa. O ecocardiograma transtorácico evidencia função sistólica preservada e ausência de alterações segmentares de contratilidade.
Com base nas diretrizes atuais da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, 2024) para doença arterial coronariana crônica, o próximo exame complementar mais indicado é o(a)
Alternativas
Q3926771 Medicina
Homem de 32 anos, previamente saudável, procura atendimento médico por icterícia, há 5 dias, associada a fadiga intensa, náuseas e colúria. Refere febre baixa e mialgias na semana anterior, sem dor abdominal importante. Nega uso de álcool ou drogas ilícitas, mas relata uso recente de amoxicilina-clavulanato para infecção respiratória há cerca de 10 dias.
Ao exame físico, encontra-se ictérico, consciente, afebril, com fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, sem esplenomegalia ou ascite.
Exames laboratoriais:

• Hemoglobina: 14,0 g/dL; leucócitos: 7.200/mm³; plaquetas: 210.000/mm³.
• AST (TGO): 1.250 U/L; ALT (TGP): 1.480 U/L; fosfatase alcalina: 240 U/L; GGT: 180 U/L.
• Bilirrubina total: 8,2 mg/dL (direta 4,5 mg/dL). • Albumina: 3,8 g/dL; INR: 1,2. Considerando os achados clínicos e laboratoriais, os exames complementares mais indicados para confirmar a principal hipótese diagnóstica são
Alternativas
Q3926770 Medicina
Mulher de 65 anos foi internada na enfermaria de clínica médica para investigação de colúria, acolia fecal e icterícia iniciados há 10 dias. O quadro evoluiu progressivamente, sem dor abdominal e sem febre. Possui antecedente de câncer de cólon tratado cirurgicamente há dois anos, com recidiva e metástases hepáticas diagnosticadas há seis meses. Ao exame físico, encontra-se desnutrida, ictérica e com aumento do volume abdominal.
Exames laboratoriais:

• Hemoglobina: 10,2 g/dL; leucócitos: 6.500/mm³; plaquetas: 180.000/mm³.
• AST (TGO): 180 U/L; ALT (TGP): 150 U/L; fosfatase alcalina: 980 U/L; GGT: 740 U/L.
• Bilirrubina total: 18 mg/dL (direta 15 mg/dL); albumina: 2,5 g/dL; INR: 1,6.
• Ultrassonografia abdominal: fígado aumentado e heterogêneo, com múltiplas lesões hiperecogênicas, dilatação das vias biliares intra-hepáticas, ascite moderada e linfonodos periportais aumentados.

Com base nos dados clínicos, laboratoriais e de imagem apresentados, o diagnóstico mais provável para a icterícia observada é 
Alternativas
Q3926769 Medicina
Homem de 42 anos, sem comorbidades conhecidas, comparece para avaliação de hipertensão arterial resistente diagnosticada há 5 anos e em uso de três fármacos em doses plenas (losartana, anlodipino e hidroclorotiazida), com controle pressórico insatisfatório (média de 160 x 100 mmHg).
Refere fadiga muscular ocasional e câimbras noturnas, sem uso de diuréticos de alça. Ao exame físico, pressão arterial de 162 x 98 mmHg, sem estigmas de Cushing.
Os exames laboratoriais mostram:

• Potássio sérico: 3,2 mEq/L (VN: 3,5–5,0); Sódio sérico: 144 mEq/L; Creatinina: 0,9 mg/dL; TFG estimada: > 90 mL/min/1,73m²; Glicemia e perfil lipídico normais.
• Eletrocardiograma: sinais de hipertrofia ventricular esquerda.

Considerando o quadro descrito, a conduta diagnóstica mais apropriada é 
Alternativas
Q3926768 Medicina
Homem de 55 anos, hipertenso recém-diagnosticado, comparece à primeira consulta de seguimento após confirmação de pressão arterial média de 148 x 94 mmHg em duas visitas distintas. É ex-tabagista, com circunferência abdominal aumentada, e refere dieta rica em sódio.
Durante a consulta, o médico discute os exames laboratoriais necessários para a avaliação inicial do quadro.
De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a avaliação inicial completa do paciente hipertenso é
Alternativas
Q3926767 Medicina
Homem de 58 anos, diabético tipo 2 há 10 anos, dislipidêmico e ex-tabagista, comparece para reavaliação de pressão arterial. Relata boa adesão às medidas não farmacológicas, com redução de sal na dieta, perda ponderal de 3 kg e prática regular de atividade física. Apresenta as seguintes médias de pressão arterial em consultório: 135 x 85 mmHg em duas consultas distintas, com intervalo de 3 meses entre elas. Exames recentes mostram TFG estimada de 70 mL/min/1,73m², microalbuminúria positiva e LDL de 115 mg/dL.

De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a conduta mais apropriada neste momento é
Alternativas
Respostas
8201: C
8202: A
8203: B
8204: E
8205: A
8206: C
8207: A
8208: B
8209: D
8210: B
8211: B
8212: E
8213: A
8214: A
8215: C
8216: A
8217: B
8218: C
8219: E
8220: E